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(Tema derivado de ""BBB para políticos presidenciáveis" "do mesmo autor, em Debata, Desvende e Divulgue!)
Este é um tema típico para os chamados "filósofos de botequim". Eles adoram esses tipos de discussões que permitem as mais diversas divagações. E para quem pensa que a hipótese é absurda e totalmente inviável, saibam que a ideia foi dada por uma personalidade famosa do mundo artístico e que referências a esta notícia já andaram rolando dentro do próprio site da Globo, nos comentários à crônica (inclusive o meu) "O Outro Você", de Luiz Fernando Veríssimo, em que o escritor desmente a autoria de um artigo denominado "A Vergonha", indevidamente a ele atribuída.
Na referida crônica "A Vergonha", por sinal muito verdadeira, muito bem escrita e amplamente divulgada na internet, o autor (pseudamente Luiz F. Veríssimo) tece duras e justificadas críticas ao programa Big Brother Brasil, culminando por chamá-lo de "a vergonha da mídia televisiva brasileira" , por ferir as regras dos bons princípios jornalísticos e por nada acrescentar de útil em termos de informação, deixando claro que os objetivos do programa são somente os altos níveis de audiência e o dinheiro ganho de anunciantes, patrocinadores e ligações telefônicas do povão (até os cálculos são demonstrados). Ler o restante desta entrada »
Antes do advento da internet, os botequins eram um bom lugar para se fazer isso, de uma forma livre e descontraída. Dependendo do grupo de amigos que se reuniam em torno de uma mesa e alguns copos de cerveja, batidinhas e quitutes, os assuntos abordados iam desde os mais profundos ou técnicos, relativos às suas categorias profissionais, até os mais simples, como o futebol e as últimas manchetes dos jornais. Em ano eleitoral, a predominância ia para a política; em ano de copa, para o futebol; em anos normais, qualquer assunto. Tudo sem censura, a não ser a da autocrítica e, às vezes, a de alguns companheiros, quando alguém se excedia. Interessante de se notar eram as formações dos grupos: havia a mesa dos sambistas, a dos médicos, a dos professores, a dos jornalistas, a dos estudantes, a dos escritores, a dos políticos (sim, eles também se infiltram nos bares e botequins), a dos bancários, as dos bairros, as mistas e muitas outras. Cada um no seu nicho, ali predominvam os temas da sua preferência.
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