Ninguém pode garantir ou saber o destino que será dado, em alguns anos, aos …tilhões de yottabytes de dados e informações hoje armazenados nos provedores de internet. A informação virtual é prática, rápida, tem alto teor de propagação, mas não é segura: não há garantias de que, a que hoje existe, ainda possa existir daqui a três ou mais anos.
E o pior é que ninguém nos informa disso, salvo rarísimas exceções. Suponho que nem mesmo os grandes provedores de armazenamento como, por exemplo, o Google e o Yahoo possam responder a esta pergunta.
Recentemente, postei um artigo num fórum e recebi o aviso de que “a informação seria arquivada por 6 meses, sendo apagada do banco de dados após este período“. Este, ainda sabia e teve a dignidade de informar. Propriedade intelectual, direito autoral, nada disso está corretamente regulamentado e em uso no mundo virtual.
Até que encontrem a solução do problema, o livro e a informação escrita em papel ainda são os meios mais seguros de conservar documentos para o futuro. Se você insiste em guardar informações virtuais, copie-as, HOJE, para um DVD, se não quiser imprimi-las. E nem pense em guardar suas memórias para a posteridade em mídia virtual. Informação digital, de sua propriedade, você ainda pode salvar. Mas a informação virtual que se hospeda e trafega na rede mundial?… Ninguém sabe!
Tudo poderá virar fumaça e desaparecer.





Antes do advento da internet, os botequins eram um bom lugar para se fazer isso, de uma forma livre e descontraída. Dependendo do grupo de amigos que se reuniam em torno de uma mesa e alguns copos de cerveja, batidinhas e quitutes, os assuntos abordados iam desde os mais profundos ou técnicos, relativos às suas categorias profissionais, até os mais simples, como o futebol e as últimas manchetes dos jornais. Em ano eleitoral, a predominância ia para a política; em ano de copa, para o futebol; em anos normais, qualquer assunto. Tudo sem censura, a não ser a da autocrítica e, às vezes, a de alguns companheiros, quando alguém se excedia. Interessante de se notar eram as formações dos grupos: havia a mesa dos sambistas, a dos médicos, a dos professores, a dos jornalistas, a dos estudantes, a dos escritores, a dos políticos (sim, eles também se infiltram nos bares e botequins), a dos bancários, as dos bairros, as mistas e muitas outras. Cada um no seu nicho, ali predominvam os temas da sua preferência. 










