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Conquanto a maioria de nós, filósofos de botequim, tenhamos visões antiteístas, há um assunto que sempre nos intrigou e que temos debatido por diversas vezes em nossas “conversas de botequim”, sem chegar a nenhuma conclusão definitiva: Como deve ser encarado o espiritismo? Ciência, pseudociência, filosofia, doutrina ou religião? No site Irreligiosos, um dos 14 integrantes da nossa rede, uma matéria semelhante, tratando da existência dos fenômenos espíritas, tem gerado acaloradas discussões e os comentários já passam dos 50, mas sem nada concluir.

Aqui, temos entre nós alguns simpatizantes do espiritismo não religioso, que o vêem ora como doutrina filosófica, outros que o vêem como pseudociência, e apenas um que já o vê como ciência em formação (???). O ponto em comum é que todos assumem as suas posições referindo-se aos fenômenos ditos espíritas, mas não ao espiritismo como religião, porque ninguém consegue enxergar nada que justifique esse tratamento.

Mas uma notícia e um vídeo recentes causou alvoroço em todos nós: o fato de que a medicina começa a reconhecer os transtornos causados pelos estados de transe e possessão por espíritos como reais e classificados no CID 10(F44.3). Apenas para não deixar dúvidas, o termo CID significa Código Internacional de Doenças e é seguido obrigatoriamente pela medicina, em todo o mundo. Ora, quer dizer então que estados de transe e mediunidade são doenças? Não, mas os transtornos causados às pessoas que se encontram nesses estados são provocados pelo nível de funcionamento da glândula pineal e podem ser tratados, tendo como causas os próprios fenômenos ditos como “de natureza espírita”, agora de existência reconhecida.

A coisa funciona mais ou menos assim: um médico, antes de tratar uma doença, precisa diagnosticá-la; para diagnosticá-la, precisa analisar os sintomas, sinais externos e relatos dos pacientes (queixas), corroborados ou não pelos exames de laboratórios que solicita. Combinando esses 4 elementos, o médico classifica-os num CID e prescreve o tratamento a seguir. Nos casos em que se constata que o paciente foi acometido por estados de transe e possessão por espíritos, se a sintomatologia for a que é comum nesses casos, o médico as enquadra diretamente no CID 10(F44.3) e prescreve o tratamento recomendado. Ora, se a coisa já está codificada é porque a medicina já reconhece a existência dos fenômenos que antes, erroneamemente, eram catalogados como demência, transtorno bipolar, epilepsia ou esquisofrenia. Um dos nossos colegas é médico, e foi assim que ele explicou.

Este é o ponto a discutir. Será que vão continuar a dizer que essas coisas não existem ou que são apenas transtornos mentais? Assim que discutirmos esse assunto (o último debate foi muito desgastante, produzindo poucos resultados), volto aqui para relatar. O motivo é que ainda não conseguimos reunir a "tchurma" inteira e, para ser sincero, eles estão fugindo dessa discussão.

Veja o vídeo e as explicações do neurocientista que o produziu:

Aqui, o vídeo produzido pelo médico e neurocientista, Dr. Sergio Felipe de Oliveira (também pesquisador em Física Quântica e Diretor do Instituto Pineal Mind), onde ele expõe o resultado das suas pesquisas:

——————————INÍCIO DE TRANSCRIÇÃO——————————-

Os estados de transe ou fenômenos mediúnicos

 

Estudamos dentro deste tema - Fenomenologia Orgânica e Psíquica da Mediunidade – os estados de transe ou fenômenos mediúnicos.

Cremos que as hipóteses levantadas aqui e as pesquisas já efetuadas ressaltam a importância do tema no contexto da saúde e o colocam dentro de uma área mais ampla da medicina, a da neuroanatomia funcional e transpessoal.

Sentimo-nos à vontade para abordá-lo, porque o Código Internacional de Doenças (CID) no. 10 (F44.3) já reconhece os estados de transe e possessão por espíritos; do mesmo modo que o Tratado de Psiquiatria de Kaplan e Sadock, da Universidade de Nova York, no capítulo sobre Teorias da Personalidade faz menção ao assunto; e Carl Gustav Jung, em sua primeira obra, analisa o caso de uma médium, uma moça, "possuída" por um espírito, no estudo que fez dos fenômenos ocultos. Aliás, esse termo – possessão por espíritos – é usado pela Associação Americana de Psiquiatria, no DSM4 – Casos Clínicos.

Os fenômenos mediúnicos são muito ricos, tanto podem aparecer na forma de sintomas orgânicos e psíquicos, quanto de fenômenos ocultos ou paranormais. Para enfocá-los, vamos partir do pensamento contemporâneo da Ciência.

A primeira questão é que a matéria, como nós a percebemos, como a sentimos, é constituída de átomos, compostos, por sua vez, por prótons, nêutrons e a eletrosfera ou a nuvem de elétrons. Então, toda a matéria tem, por assim dizer, na sua superfície, uma quantidade de elétrons, que são partículas de carga negativa.

Quando aproximamos dois corpos materiais, na verdade, estamos juntando camadas de elétrons, isto é o mesmo que aproximar imãs da mesma polaridade, o que provoca uma repulsão, porque a atração, como sabemos, só é possível se houver pólos contrários. No caso da matéria, a sua camada superficial é formada por elétrons, o que implica em repulsão e é esta que dá a impressão tátil. O que nós sentimos, ao pegar um objeto, é a repulsão dos elétrons.
Se fosse possível tocar a matéria, conforme se imagina no senso-comum, então, essa camada de elétrons entraria em outra, de modo a produzir uma verdadeira fusão atômica. E isso daria uma grande explosão. Assim, um aperto de mão, um abraço, seria uma explosão que poderia, talvez, destruir o mundo.

Com isso se conclui que a matéria é intangível. Outro fato interessante também é o seguinte: Para que um objeto possa ser visto, há a necessidade de que ele esteja iluminado, desse modo, o que enxergamos não é o objeto, mas a luz refletida nele. Então a matéria é invisível, e também intangível.
Coisa curiosa, porque normalmente o materialista acredita na matéria com consistência concreta, mas, na realidade, ela não o é.

Outro aspecto importante: é possível tocar-se uma pessoa abraçá-la, beijá-la, e não se sentir nada. Ao mesmo tempo, há a possibilidade de existir uma pessoa distante, que pode ser evocada, por uma lembrança, um cheiro, um objeto qualquer, e a gente se emocionar. De uma forma poética, podemos dizer que o que toca é o espírito, a alma, a matéria não, ela apenas intermedeia a relação entre as pessoas e entre as pessoas e os objetos.

Outra questão também: o átomo. A maior parte dele é vazia. Quer dizer, a essência da matéria é constituída de vácuo. E este significa ausência absoluta de matéria. Ocorre o seguinte, Einstein, através de cálculos matemáticos já havia presumido que, no vácuo do átomo, teríamos uma energia denominada por ele de energia flutuante quântica do vácuo. Posteriormente, Paul Dirac, ganhador do Prêmio Nobel de Física, trabalhou essa questão do vácuo atômico, afirmando que existe um mar de partículas, subjacente a ele. Como entender esse mar de partículas? Elas vibrariam numa velocidade infinita, tornando-se, então, invisíveis, como acontece com as pás de um ventilador ou as hélices de um avião, que oscilam muito rápido, e por isso não se consegue enxergá-las. Assim, as partículas com vibração muito rápida tornam-se invisíveis aos sensores da nossa ciência, que não tem tecnologia para detectá-las.

Temos, então, um mar invisível. O que acontece?

Quando uma partícula se choca com outra, vinda desse universo subjacente ao vácuo, ela perde um tanto da sua velocidade, que fica semelhante à da luz e aparece no vácuo. Isto, no entanto, é momentâneo, porque novamente ela decai para o mar de partículas. É como se fosse uma pedra que se atira para cima,vai até um certo ponto e, depois, volta.

Na verdade, a energia flutuante quântica do vácuo é representada por partículas de matéria ou de antimatéria de velocidade, presumivelmente, superior à da luz, que poderiam,eventualmente, aparecer no vácuo atômico, aos nossos sensores, voltando, depois, a cair no mar de partículas. Dessa forma, o vazio, a ausência de matéria não existiria.

Na verdade, o termo matéria precisa ser amplificado, porque ela não é somente esse tipo que nós conseguimos apalpar, mas é também o que entra na constituição desses universos paralelos ou planos espirituais, que seriam dotados de outros dos seus padrões, que vibram em outra freqüência, em outra dimensão. Assim, em tese, nas diversas dimensões, ela não deixaria de ter consistência para os habitantes de cada uma delas.

Desse modo, o plano espiritual não seria constituído por figuras virtuais ou fantasmas etéreos, mas por entidades de consistência física sólida, com grande expressão de cores, formas, sons, compostos por outros padrões de matéria desconhecidos ainda da nossa Ciência contemporânea, mas, já presumidos pelos estudos da física teórica ou da física matemática.

Os estudos recentes de tomografias por emissão de pósitron e ressonâncias funcionais, vêm mostrando que o ato de pensar consome oxigênio e glicose, e diversos padrões do pensamento, como os da memória ou imaginação, por exemplo, vão provocar um aumento da microcirculação cerebral, em áreas específicas do cérebro que estão ligados a esses padrões.

Então a medicina vem demonstrando que o pensamento é uma energia. Por que? Porque se o ato de pensar gasta oxigênio e glicose, realiza trabalho. Entendendo-se por trabalho, o produto da força pelo deslocamento da matéria; podemos concluir que o pensamento é uma força que consome oxigênio e glicose, e, como tal, desloca matéria, realiza trabalho, então, é energia. É uma energia que causa impacto sobre a matéria. Resta um grande questionamento: o cérebro secreta o pensamento ou este é produzido por um outro sistema e o nosso corpo seria um transdutor desse pensamento? Afinal, o cérebro é o produtor ou veiculador do pensamento?

Para buscar respostas, precisamos entrar um pouco na matemática de Gödel, esse eminente matemático que trabalhou com Einstein.Vamos pensar também num computador: ele pode ser o mais elaborado do mundo, ultra- rápido, quase dotado de consciência própria, quase, porque ele depende de um programador que vem de fora. Se não há um programador ele não pode funcionar, não tem como gerenciar a sua própria existência. Imaginemos que esse computador seja o nosso cérebro, o mais perfeito já construído. Sem um programador, esse computador não seria capaz de ter autoconsciência.

A consciência, portanto, teria de vir de fora, de um programador que não pertencesse à sua estrutura. Assim, segundo o Teorema de Gödel, um sistema não é capaz de autoconsciência, esta tem de vir de fora.

O nosso cérebro sendo um computador, a consciência, certamente, não vem dele, está num programador que está fora dele, isto é, em um metasistema, distinto dele. Para nós, esse metasistema é o espírito, alma ou psiquismo. Assim, o cérebro seria um arquivador, uma CPU, um computador que viria de um programador que é o espírito.

Essa idéia é revolucionária na área da neurociência. Na verdade, a nossa consciência não vem do corpo, mas este seria um transdutor dela, porque a sua origem viria de um metasistema ou Espírito.

 Mediunidade

 Mediunidade é uma função de sensopercepção. E como toda função de sensopercepção precisa de um órgão sensorial que capte a mensagem; uma área cortical do cérebro que a interprete e elementos do psiquismo que façam o julgamento.

O órgão do sentido capta, projeta para a área cortical do cérebro e o psiquismo, espírito ou alma, faz o juízo crítico daquela situação. Para explicarmos essa questão, tomemos um pouco da anatomia do cérebro. Vamos procurar mostrar como é a glândula pineal na sua forma, em algumas fotografias, através de uma lupa. A forma varia conforme o cérebro. Parece que não há uma pessoa com uma pineal igual a outra. São vários encéfalos que foram estudados em autópsia.

Na radiografia e na tomografia, o que temos é um ponto branco, bem no centro do encéfalo: a pineal. René Descartes dizia que a pineal é o ponto onde o espírito se liga ao cérebro. Será que a afirmação dele era verdadeira? Estamos tentando encontrar uma fundamentação biofísica para essa hipótese.

Se o espírito liga-se ao cérebro pela pineal, como não existem duas pessoas iguais, reflexamente também não vão existir duas pineais iguais. De fato é o que a gente observa. As pineais, de um e outro encéfalo são bem diferentes.

E por que esta  pineal aparece aqui, nestas tomografias, como um ponto branco? 
pineal1Porque está incrustada de cristais de apatita, pelo processo de biomineralização. Há pessoas, no entanto, que não apresentam essa característica, não há uma incrustação de cristais de apatita em quantidade suficiente para provocar uma imagem radiopaca. Portanto há pineais que apresentam cristais de apatita em grande quantidade, e outras que não, e não depende da idade. Temos crianças que apresentam grande quantidade de cristais de apatita e pessoas adultas que não os apresentam em quantidade que possa ser vista na tomografia ou ao raio-x.

Pesquisamos a microscopia da pineal para tentarmos entender quais os elementos que existiriam dentro dela, que poderiam ser responsáveis pelo processo de regulação da captação magnética, de ondas que, em tese, viriam do mundo espiritual ou de recursos da telepatia.

Será que existem estruturas na glândula pineal que poderiam responder por esse fenômeno de captação? Nós a fotografamos internamente; observamos aspectos da pineal cortada ao meio e utilizamos o microscópio eletrônico de varredura do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo.

Hoje, sabe-se que não, que na verdade o processo de calcificação, melhor dizendo, de biomineralização, está implicado com uma grande função da glândula, a sua capacidade metabólica. Esses cristais, não são, portanto, estruturas mortas.

Inclusive, fizemos uma fotografia, também ao microscópio eletrônico, demonstrando a existência nesses cristais, de microcirculação sanguínea. Isso quer dizer que eles são metabolicamente ativos, estruturas vivas. A calcificação não representa a morte da glândula, pelo contrário, há um metabolismo intenso nessas estruturas que são  diamagnéticas.

Fizemos um estudo analisando a estrutura interna desses cristais, a substância da qual são feitos – a apatita – utilizando, para isso, a difração de raio-x. Constatamos não só que são cristais, pelos picos que formam a partir da difração, mas também que têm propriedades diamagnéticas, repelem fracamente o campo magnético.

Numa linguagem simples, podemos dizer que é como se a onda batesse num cristal e fosse ricochetad a para outro, desse para outro, e assim sucessivamente. Desse modo, o campo magnético é seqüestrado pela glândula.

Quanto mais cristais a pessoa apresenta na glândula, maior é a capacidade de captar esse campo magnético, e isso caracterizaria o fenômeno mediúnico propriamente dito, o que vem da dimensão espiritual, dos universos paralelos, fenômeno de incorporação, e assim também o de telepatia, que seria a comunicação que vem da nossa dimensão, das pessoas que estão encarnadas. Ela captaria determinados planos do mundo espiritual que estariam em sintonia ou ressonância com o tipo de onda que a pessoa produz ou elege para seu próprio clima mental.

Dessa forma, a pineal funcionaria como uma caixa de ressonância das ondas mentais, seria capaz de intermediar o fenômeno mediúnico. Em nossa hipótese de trabalho, portanto, a glândula pineal é o órgão sensorial da mediunidade. Tal como um telefone celular, capta as ondas do espectro eletromagnético que vêm da dimensão espiritual. O lobo frontal é o substrato cortical do juízo crítico da mensagem, auxiliado pelas demais áreas encefálicas.

 Cristais de apatita

 Temos entendido que, quando há cristais de apatita há uma captura do campo magnético, próprio dos fenômenos de estados de transe como é a psicofonia, a  psicografia, ou os transes de possessão.

Se a pessoa não apresenta esses cristais de apatita, em quantidade suficiente para se tornarem radiopacos na tomografia, tenho entendido que são pessoas cujo contato com a espiritualidade se dá por desdobramento, ou a chamada mediunidade anímica. Quer dizer, a pessoa se desloca do corpo e esse deslocamento provoca um contato com a espiritualidade, mais direto, de espírito a espírito.

Já num fenômeno mediúnico propriamente dito, como é próprio dos que têm bastante cristal de apatita, a comunicação se dá por seqüestro do campo magnético e é como se a entidade comunicante se aproveitasse do aparelho mediúnico da pessoa para traduzir a sua comunicação, para expressar-se.

Qual a importância de se discriminar entre esses dois padrões de fenômenos?

É porque, clinicamente, os sintomas de um caso e de outro são diferentes. Vou detalhar o que observamos, porque pode ser que isso seja objeto de pesquisa por parte daqueles que queiram dar continuidade a essas idéias, na busca da verdade.

Temos observado que a pessoa que possui desdobramento, apresenta algumas características curiosas, como por exemplo, distúrbios do sono, estados de sonambulismo ou variantes, tais como, terror noturno, contraturas musculares e agitação, durante o sono, como o bruxismo. Fenômenos durante o sono são comuns nas pessoas que têm desdobramento. Estas também costumam referir-se, muitas vezes, à ansiedade e,às vezes, até à fobia.

A pessoa entra em desdobramento e não tem consciência do que está acontecendo; capta elementos do mundo espiritual e também subconscientes, em quantidade, de modo que não compreende o que está acontecendo. Então há uma afetação, uma sobrecarga de sensopercepção, isso levaria a um estado de hiperestesia ou de ansiedade, e, por estar lidando com sensações desconhecidas, à fobia.

Inclusive uma fobia inexplicável que a pessoa acaba projetando para alguma coisa mais concreta que ela possa explicar: medo de elevador, medo de inseto, medo de avião… na verdade ela está dando uma justificativa mais concreta, mais visível para ela de um universo de fenômenos que estão ocorrendo por uma hipercaptação, porque o estado de desdobramento provoca um alargamento da sensopercepção.

Esse tipo de estado é próprio dos iogues. Eles entram em desdobramento, têm uma percepção mais alargada do ambiente, só que isso é de forma consciente e disciplinada, e também aumentam a capacidade de entrar dentro de si.

Imaginemos uma pessoa, que tem esse desdobramento, mas não sabe o que está acontecendo, ela tem um alargamento da sensopercepção, mas não sabe o que vai buscar.

Não há uma objetividade, o campo fica aberto para a captação de elementos do universo, do espaço espiritual, e também do seu subconsciente, mas não tem objetivo, fica, então à mercê do que vier, do que for captado. Desse modo, a pessoa fica com uma sobrecarga de estímulos e é levada à ansiedade, fica aterrorizada por um medo de não se sabe o que, e fica com uma autocrítica muito intensa porque mergulha dentro de si sem objetividade, absorvendo coisas de dentro de si que muitas vezes não interessam mais, já são elementos do passado ou coisas assim.

Isso provoca na pessoa um desgaste imenso, e ela costuma ter quedas de energia. Ela oscila, então, entre a ansiedade e a depressão, a fobia e a depressão; há queda de energia e se você for pesquisar elementos no psiquismo da pessoa, você não encontra consistência no psicodiagnóstico que justifique a dimensão do sintomas. Jung chamava isso de acausalidade, a pessoa apresenta um volume de sintomas desproporcional àquilo que você observa no seu psiquismo.

A pessoa que tem desdobramento (EFC – experiências fora do corpo – ou OBE – out of body experiencies), precisa ter objetivos de vida  muito claros para que a sua sensopercepção seja dirigida para a conquista deles, de forma que o gasto de energia seja compensado pela atividade construtiva, inclusive no mergulho dentro de si mesma. Dessa forma, a pessoa não fica perdendo tempo com indagações internas que não tem sentido, apenas a desgastam.

Tenho observado também, que essas pessoas que têm desdobramento, apresentam fenômenos orgânicos colinérgicos, ou seja, incremento da atividade do aparelho digestivo e diminuição da pressão arterial.

Curiosamente, os médiuns de ectoplasmia, que produzem energia de cura ou materialização, são de desdobramento também. Parece que o desdobramento, talvez por ter um incremento de atividade sensorial, provoca na pessoa uma grande profusão de produção de ectoplasma. Então o médium de desdobramento é bom médium de materialização e cura.

Este tipo de mediunidade, portanto, nem sempre se manifesta de forma fenomênica. Muitas vezes, a pessoa tem muitos sintomas psicológicos, tais como depressão, fobia, ansiedade, ou orgânicos, como digestivos e outros, que exigem da pessoa o desenvolvimento mediúnico, ou seja, o conhecimento de seus padrões sensoriais para que possa dominar e usufruir isso de forma construtiva.

Resultados parciais de nossas pesquisas tem demostrado que a pessoa que apresenta os cristais de apatita em grande quantidade, normalmente, são médiuns, têm alterações do estado de transe, apresentam fenômenos orgânicos e psíquicos um pouco mais diferenciados. Há uma ativação adrenérgica, a pessoa, sente taquicardia (aceleração cardíaca), uma diminuição do funcionamento do aparelho digestivo, aumento do fluxo renal e também do fluxo sanguíneo da cabeça e diminuição da circulação periférica.

Assim, a interferência espiritual no aparelho mediúnico provoca fenômenos adrenérgicos e a pessoa, muitas vezes, pode ter uma perda de controle de determinados comportamentos. Quais deles?

Comportamentos psicobiológicos ou orgânicos: a fome, a sexualidade, o sono, a agressividade. Neste último, distinguimos a autoagressividade, que é a depressão e a fobia, e a heteroagressividade que é a irritabilidade e a violência.São comportamentos que estão situados no hipotálamo.

A pessoa capta pela pineal a onda do espectro magnético, próprio da comunicação mediúnica e muitas vezes não tem consciência disso; pode ser um fenômeno inconsciente.E essa captação, vai amplificar os fenômenos que ocorrem nesta outra área do cérebro que é o hipotálamo: a fome, a sexualidade, a agressividade e o sono.

A pessoa que recebe uma influência espiritual, pode, portanto, ter uma alteração e uma perda de controle cíclica desses comportamentos, ou da fome, como as bulimias, a obesidade, as anorexias ou do sono, com os diversos padrões de transtorno do sono, ou da sexualidade e aí nós diríamos, a dificuldade de formar vínculos, ou a agressividade, a auto-agressividade, a depressão, fobias, que são formas autoagressivas ou heteroagressividade, a irritabilidade.

A pessoa perde o controle desses comportamentos. Ela afirma que não consegue controlar suas tendências no que diz respeito a um ou mais desses comportamentos , por exemplo, a irritabilidade, ela é desproporcional ao estímulo. Assim, tem fome, sem precisar de se alimentar, grandes dificuldades de formação de vínculos nos relacionamentos referentes à sexualidade e o sono, a pessoa não consegue ter um sono reparador, repousante, tem dificuldades nesse sentido.

Além disso, há o aumento, o incremento do sistema nervoso autônomo adrenérgico que predispõe a pessoa a doenças. Se há um aumento do fluxo renal, predispõe à formação de pedras no rim porque há um aumento do fluxo sem a correspondente ingesta hídrica. Então há uma tendência de formar pedras, diminui o peristaltismo no aparelho digestivo que também favoreceria a formação de pedras na vesícula.

O aumento do fluxo sanguíneo da cabeça favorece os diversos distúrbios, as cefaléias, as enxaquecas. Há também um aumento da freqüência cardíaca que pode levar a arritmias cardíacas, aumento da pressão arterial sistólica (hipertensão), então esses estímulos do impacto mediúnico, uma vez sem controle e de forma destrutiva, podem levar a padrões de alterações orgânicas.

A interferência espiritual, por se dar num órgão cerebral, vai ter impactos sobre o organismo, e, se há uma alteração do psiquismo, vai se dar nos comportamentos psicobiológicos.

Não há sentido, portanto, em perguntar se é um problema espiritual ou orgânico? Na verdade, toda influência espiritual atinge o organismo, produzindo alterações no sistema nervoso autônomo, como acabamos de relatar.

Assim sendo, há uma conjugação de elementos. A pessoa pode ter a mediunidade, até ostensiva, mas não ter clarividência, nem clariaudiência, não ter nenhum desses fenômenos paranormais, pois tudo isso pode estar vertido para um outro sintoma. Pode haver alterações psiquiátricas, autonômicas, orgânicas, hormonais, porque se mexee com o hipotálamo, uma estrutura responsável pela regulação hormonal.

A fenomenologia mediúnica é rica de clínica, vamos dizer assim, e nem sempre se manifesta na forma de fenômenos paranormais. É muito provável que você até tenha se localizado num desses sintomas.

Vale a pena estudar essa questão.

Eu diria que esses achados da observação clínica, devem ser encarados muito mais como um campo de pesquisa a ser desvendado do que como alguma coisa já francamente estabelecida (GRIFO DA ADMINISTRAÇÃO DESTE BLOG). São hipóteses calcadas em cima de elementos concretos da observação clínica, mas a merecer uma investigação mais aprofundada sobre o assunto.

Compilação: Estudos fenomenologia orgânica e psiquica da mediunidade – Dr. Sérgio Felipe de Oliveira

 Fonte: Site Fontevida ( http://www.fontevida.com.br/mediunidade_94.html )

 

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11 Respostas para “CID 10(F44.3) Já Reconhece os Estados de Transe e Possessão por Espíritos”

  • Demetrius comentou:

    Discordo.
     
    F40-F48 Transtornos neuróticos, transtornos relacionados com o “stress” e transtornos somatoformes
     
    F44.3 Estados de transe e de possessão
    Transtornos caracterizados por uma perda transitória da consciência de sua própria identidade, associada a uma conservação perfeita da consciência do meio ambiente. Devem aqui ser incluídos somente os estados de transe involuntários e não desejados, excluídos aqueles de situações admitidas no contexto cultural ou religioso do sujeito. (note que esta parte do texto foi excluída)

     
    Como podemos ler claramente A AFIRMAÇÃO É EQUIVOCADA. Só um comentário: a OMS retirou em 1990 a HOMOSEXUALIDADE da sua lista de doenças mentais. Somente em 1990 o pináculo de referência de saúde mundial desfez um absurdo. Ainda podemos esperar que a OMS reconheça influências de espíritos ou algo parecido.
     
    Abraços a todos.
     

  • Vi sua palestra sobre a glandula epifise. Achei maravilhosa e altamente cientifica. Sou medico psiquiatra e espirita. Este lado espirita iniciou com meus estudos sobre o espiritismo, quando minha esposa teve crise convulsiva e mudannça repentina de comportamento, sem explicações de colegas psiquiatras e neurologistas. Tambem sem nada a ser visto no EEG. Não fez TC, porque nesta epoca dos acontecimentos não existia a TC. mas hoje sei que se ela fizer um TC de cranio, a sua epifise estará bem cristalizada. OBS: Minha esposa somente obteve melhora quando iniciou o tratamento no centro espirita, sem uso de medicações. Josemar Honorio Barreto. CRMMT:425

  • Sou medico psiquiatra e tambem espirita. Achei a palestra sobre a epifise maravilhosa e muito cientifica. Josemar Honorio Barreto. CRMMT:425

  • Mario Farias comentou:

    No contexto, não entendo o que significa "associada a uma conservação perfeita da consciência do meio ambiente." Alguém pode, por favor, me ajudar explicando o significado disso, no contexto em que está: CID10, F44-3

  • Hélio comentou:

    Quer dizer que quando a pessoa está em transe de incorporação, ela tem total consciência perfeita do ambiente em que está e também das ações que estão acontecendo porém, não tem domínio das ações pois essas atitudes não são delas e sim da "entidade", não gosto de usar essa palavra mas fica melhor para compreender.

  • UBIRAJARA SAMPAIO comentou:

    na medida em que estudo,mais tenho que estudar.
    não para absorver estes conhecimentos mas sim para agregar motivos de convenciemnto de meus colegas sobre a capacidade de intervir e interagir com a lado espiritual.
    vivencio há 35 anos no ambiente hospitalar onde passei mais da metade de minha vida vendo e ouvindo estes casos.
    parabéns pela publicação.fantástica!

  • Ivo Reis comentou:

    Este assunto precisa ser discutido à luz da medicina e não da religião.

  • Henrique comentou:

    Não li completamente o artigo, mas o farei em breve, pois me interessei em determinados assuntos explanados em seu conteúdo. O propósito do meu comentário então, apesar de já ter sido observado anteriormente, repousa no equívoco apresentado pelo título, uma vez que a descrição do item F44.3 da CID-10 deixa explícito que os estados de transe por ele mencionados não se referem aos de contexto cultural ou religioso, sendo assim, é errôneo afirmar que a Medicina reconhece possessões espirituais ou mesmo demoníacas, e portanto peço que ao menos o título do artigo seja retratado, pois o mesmo abre margem para interpretações incorretas.
    Att.

  • Itamar comentou:

    Boa noite !!
    Muito interessante esse post, sendo que tenho passado por situações onde a mediunidade está presente, digo que estão no caminho certo, não sei dizer se a hipófise, o hipotálamo ou qualquer outro orgao tem a função de receber as vibrações da Espiritualidade, acredito ser bem possível, já que tenho certeza que vários sintomas de médiuns são resultado de possíveis desregularidade de certas gandulas. Tendo em vista o fato que como foi dito, alguns médiuns nem o sabem ser, então procuram a medicina tradicional que na maioria das vezes não está preparada para aceitar esse fato mediunico, o estudo aprofundado desses fenomenos engrandeceriam muito os tratamentos, sendo que acho eu, como curioso da Espiritualidade, que muitos se espantariam ou não ao se deparar com a cura de males "incuráveis" somente com a imposição das mãos certas. Energia é energia, cria-la ou utiliza-la é trabalho, se recebemos influencias energéticas do ambiente, há algo ou alguém trabalhando neste. Hoje em dia dificilmente encontraremos pessoas totalmente desacreditadas da mediunidade, mas ainda os que se escondem por medo de "retaliações", mas depois de muito que vi, asseguro  que encontrariam muito o que estudar abordando esse tema, e talvez muito interessados encontrariam seu "rumo" estudando o mesmo. Fiquem com Deus e bons estudos.

  • Bruno Oliveira comentou:

    Aqui tem uma análise minuciosa dessa palestra:
    http://ceticosblog.wordpress.com/2013/11/23/guia-cetico-para-a-palestra-a-glandula-pineal-sergio-felipe-de-oliveira/2/
     
    No item "A tal da espiritualidade" tem um comentário sobre o que significa aceitar possessão por espíritos num diagnóstico médico. 

  • Cecilia Andrade comentou:

    O vídeo contido neste artigo está com link quebrado por motivo de encerramento da conta no youtube, o link correto é https://www.youtube.com/watch?v=9hwsfO9lgH4

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Sobre o autor…

Ivo S. G. Reis

Apenas um livre-pensador ecletista, agnóstico, ambientalista de coração e de carteirinha, filósofo de rua e de boteco, um libertário cidadão do mundo, à procura de vozes que queiram fazer coro contra a exploração e escravidão religiosa dos incautos, contra a corrupção na política, contra a exploração do povo pelo Estado e contra a devastação da natureza. Minhas armas e ferramentas: meus pares ideológicos e os locais onde nossos protestos e mensagens possam ser divulgados e ouvidos.













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Se você não gosta de questionar;

se acha que tudo já foi dito antes;

se acha que protestos são perda de tempo e que não vale a pena se preocupar com a devastação da natureza e com os problemas futuros da humanidade porque, quando chegar a hora certa, alguém resolverá por nós;

se costuma aceitar dogmas religiosos e imposições das igrejas sem discutir e se crê que se deva entregar as soluções nas mãos de "Deus" porque "Ele" tudo resolve;

se acha que ter uma religião e segui-la é o bastante;

se não tem espírito libertário;

se não tem senso crítico, não aceita rever seus conceitos e não gosta de reflexões nem de pensar muito...

Então, provavelmente, achará que está no lugar errado e não vai gostar muito de navegar por aqui.


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