AURORA DA ESPERANÇA

21/12/2008
by mgomide3

O premio Nobel Steven Chu, designado secretário de Energia do governo Barack Obama, juntamente com seus colegas das áreas de Agricultura e Meio Ambiente, comungam o mesmo pensamento realista a respeito do momento ambiental por que passa o planeta. Eles dão amplo apoio a um estudo de outubro de 2007 sobre energia , elaborado pela InterAcademy Council que congrega as principais academias científicas do mundo. Alí, põem em destaque o combate aos combustíveis fósseis, redução de dependência ao petróleo, busca de solução global e empenho em novas fontes de energia. Tal estudo conclui que a utilização da energia fóssil é insustentável. O relatório pertinente já está em fase de execução em diversos paises mais conscientes da situação, inclusive a China, mas não no Brasil, onde recebe o tratamento burocrático e dispersivo, próprio de nossa tradição governamental.

A governança Bush desconhece o importante relatório, naturalmente porque não menciona armas ou ações militares. No entanto, a equipe pertinente dos Estados Unidos, nomeada pelo novo presidente, está se estruturando para dar início às providências concretas a partir de 20 de janeiro de 2009. Pelas nomeações feitas e à vista dos projetos que vêm sendo montados, percebe-se claramente que Obama tem consciência de que a mudança climática é emergencial, exigindo ação ampla, solidária e global.

Esses fatos nos fazem vislumbrar os primeiros raios de esperança em ações de um governo responsável, condizente com a realidade ambiental. Tomara que os acontecimentos e providências da mais importante nação do mundo caminhem no rumo sério, racional e efetivo que os homens de consciência ambiental e o planeta pedem.

Consideramos que esses primeiros passos podem provocar a aglutinação dos paises por interesses comuns – porque comum é o planeta – advindo daí um organismo atuante de caráter mundial. Os tempos vindouros estão mostrando uma aurora de esperança.

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5 Comentários

  • Caríssimo Gomide:
    Comungo com você de que esta é uma notícia alvissareira. No entanto, a solução não será tão fácil como parece, pois ela dependerá da quebra da espinha dorsal do capitalismo que é o consumismo. A oferta de produtos mais baratos para serem consumidos e/ou desperdiçados inconscientemente, depende da utilização de energias provenientes de fontes de custos financeiros ínfimos, embora de elevados danos, não contabilizados nem ressarcidos, ao meio ambiente de todos os seres, conforme tem ocorrido com a utilização da hulha, do petróleo e, agora, com o gás natural, durante os 250 anos da Revolução Industrial. Dos potenciais limpos, os hídricos já estão quase todos explorados; os eólios e solares, têm custos de investimentos cujos juros dos capitais investidos são maiores do que os valores das energias geradas, quando comparadas com aquelas originadas da queima de materiais fósseis. O mesmo ocorre com os renováveis, (biocombustíveis) que, por absorverem muita mão-de-obra por gigacaloria produzida, (o que, socialmente, é benéfico). Tudo será viável se os governos adotarem a cobrança das Taxas de Equivalência sobre os fósseis, como fazem os países ricos quando adotam a cobrança de elevados impostos sobre os produtos agropecuários importados dos países pobres e em desenvolvimento, para custearem a baixa produtividade de seus agropecuaristas.

  • mgomide3 disse:

    Prezado Antídio,
    Você tem toda a razão nessa optica.
    Realmente a bactéria do sistema econômico não vai ficar apática nessas circunstâncias. Mas devemos ter os pés no chão. Obama poderá fazer mudanças na estratégia ambiental, mas – reconheçamos – ele está com as mãos amarradas. O caminho será previsível: o governante, que de fato é um representante do sistema, não vai afrontar as multinacionais. Vai convidá-los a participar das novas frentes de atividade econômica. O povo é o último a saber, quando fica sabendo. Veja você que a OPEP, ante o barril de petróleo a 33,00 dólares, decidiu fazer um corte monstruoso na quota. De nada valeu. Porquê? Porque os agentes econômicos já perceberam que os combustíveis fósseis não têm futuro. Obama não estará sozinho; o sistema o apoiará, é claro, porque o lucro ficará garantido. As multinacionais vão participar de todo o processo. Pensa bem: O ganha-ganha não tem nada a ver com meio ambiente, mas com o lucro

  • Sílvia Peruzzi disse:

    Sou nova aqui neste blog, mas percebo que o ambientalismo aqui é tratado com seriedade, porque não se limita a dar notícias sobre o que vem acontecendo com o meio ambiente. Aqui se discutem os assuntos, são feitos os alertas e sugeridas as soluções. Poucos blogs e outros órgão da mídia fazem isso. Vou continuar freqüentando, sempre que puder.

    Quanto ao que o Sr. Gomide falou, acho que é uma esperança sim. E teria mais possibilidade de dar certo se a iniciativa pudesse partir da maior nação do mundo. Talvez, quem sabe, com esse novo governante a coisa possa se iniciar.

  • Sílvia:
    Que bom que você tenha ocupado sua tribuna. Será mais uma pessoa interessada em compreender e debater o problema ambiental. Será um prazer para todos nós e, se for oportuno sugiro que leia nossos artigos e comentários sobre o assunto nas páginas de “Ecologia”. Que tenha uma boa semana entremeada um FELIZ NATAL.
    Atenciosamente,
    Antídio

  • Gladstone disse:

    Li o artigo acima. Receio que providencias tomadas agora, pelo governo americano, em prol do meio ambiente, não tenham tempo para apresentar os resultados positivos esperados, uma vez que a poluição; e, outros fatores negativos, já provocaram males imensuráveis.

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