Este artigo complementa o nosso outro, publicado 4 dias antes ( "Políticos, os Principais Vilões do Meio Ambiente"), e tenta demonstrar como estávamos certos em nossas críticas. Que presentão de Natal ganhou o povo neste mês de dezembro de 2008!…  

Pressionado e intimidado por representantes do agronegócio, agricultores, bancada ruralista e até dos governos estaduais, o Governo resolveu adiar, por um ano, o decreto que regulamenta a entrada em vigor da Lei dos Crimes Ambientais (Decreto 6514/2008). Mas não ficou só nisso: prometeu rever e atenuar as punições e até anistiar por completo(???) as penalidades aos crimes já praticados. Enquanto isso, árvores continuarão sendo derrubadas, madeireiras continuarão lucrando, as florestas encolhendo, o ar sendo poluído, os peixes morrendo e as monoculturas, principalmente a de soja, continuarão desmatando a Amazônia para lá se estabelecerem. E isto é uma DECISÃO POLÍTICA, não importa quem são os criminosos que acoberta. Pobre Ministro do Meio Ambiente… Que poder tem ele para mudar este estado de coisas, imposto pelas "minorias dominantes"?

Conquanto a intenção inicial fosse "acelerar e intensificar a punição aos crimes ambientais", o famigerado Decreto, assinado pelo Presidente Lula nesta quarta-feira, dia 10/12/2008, anula as multas já aplicadas aos criminosos ambientais, até a data da publicação da medida no Diário Oficial da União, em 11/12/2008. Mas faz outras pequenas concessões que "tranqüilizam" os agricultores, pecuaristas, e contumazes devastadores da natureza. São os interesses econômicos particulares das minorias, sobrepujando os do povo, uma fraca e alienada maioria. Enquanto em outros países, como os da União Européia, o rigor se intensifica, aqui…

E então, adianta protestarmos contra os agricultores, madeireiros, pecuaristas e empresas do agronegócio? ou seria melhor protestar diretamente contra quem lhes dá cobertura, os políticos (os e-mails dos senadores, por exemplo, já foram por nós divulgados) e o Governo?

Cuidado com o Reinhold Stephanes! Esse ministro… esse ministro…Huuum, sei não, sei não… Será que ele gostaria de estar no lugar do Carlos Minc? Poderia fazer mais estragos por lá?

Veja essas matérias sobre o assunto nos links:

Nota em 30/01/2009 : Suspeita do parágrafo acima comprovada: Reinold Stephanes e Carlos Minc batem boca publicamente e levam puxões de orelhas do Presidente Lula. Informe-se

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2 Comentários

  • Sílvia Peruzzi disse:

    Um verdadeiro absurdo isto que se vê neste país. Irresponsabilidade, falta de patriotismo e descaso foi o que se viu neste caso. Esse “ministro” da Agricultura deveria ser deposto, cassado e fuzilado. Bem, no fuzilado eu exagerei um pouquinho.

    Mas acho que deveriam haver leis e punições mais severas para casos de decisões políticas irresponsáveis que prejudiquem os interesses nacionais. Só que sabemos que vai ficar por isto mesmo. Será que o ministro foi “influenciado” pelos ruralistas?

    Como brasileira, eu tenho o direito de cobrar isso, mesmo que o Governo não me pague, já que é um péssimo pagador de contas, de moedas e de promessas.

  • Sílvia:

    Com certeza esse “ministro” foi inflluenciado sim, pelo “lobbie”, uma instituição política espúria, mas muito comum e poderosa, no Congresso.
    Aliás, se você observar bem, a maioria das decisões políticas são influenciadas pelos lobbistas, representantes de grupos de interesses.

    No Congresso, eles têm as bancadas ruralistas e as bancadas evangélicas, duas das mais nocivas e corruptas, porque se vendem como prostitutas, trabalhando em favor de quem melhor paga. Mas há também aqueles que trabalham na surdina, sem comprometimento fixo com ninguém e com liberdade de escolher para quem vão se vender.

    Um exemplo de lobbie:

    Poderia citar inúmeros exemplos de lobbies – quase todos nocivos à população -, mas vou citar só um, recente, e ainda rolando por aí: trata-se do caso de inviabilizar a aprovação do Decreto 4680/2003, que torna obrigatória a rotulagem dos transgênicos. Óbvio que isso não interessa, por exemplo, aos produtores de milho e soja. Então, a bancada ruralista e, por último, o deputado gaúcho Luís Carlos Heinze(PP), trabalham contra a aprovação do decreto, alegando ser desnecessária a rotulação, uma vez que a produção dos produtos é autorizada pela CTNBio.
    Por que o interesse em manter a população desinformada? Em outros casos, também, é assim que a coisa funciona. Leiam sobre o caso Daniel Dantas e as teles, especialmente no caso da venda da Brasil Telecom.

    Isso é a política brasileira. O povo? Bem, o povo vem depois. Primeiro os interesses próprios.

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