Mitos, Verdades e Mentiras sobre os Ateus

05/12/2008
by Ivo S. G. Reis

(Este é um post paginado, segmentado em 4 páginas. Observe o navegador ao final de cada página!)

Recebi em meu e-mail, enviado pelo Grupo de Discussões "Secularismo", do qual faço parte, o texto abaixo, de autoria de Robson Fernando, meu colega no CMI-Brasil – Centro de Mídia Independente.

Após examinar o texto e achando-o interessante para a nossa linha de discussões nas categorias "ateísmo/ceticismo", resolvi manter contacto com o autor e, de comum acordo, após visitas recíprocas de avaliação que fizemos ao blog dele e ao meu, decidimos republicar o texto na íntegra, aqui no Debata, Desvende e Divulgue!, onde optei apenas por dar-lhe uma nova formatação e paginação, em função da sua extensão, porém, "sem mudar uma única vírgula".

As razões que me levaram a concordar e decidir por essa publicação, são muitas. A primeira, porque mesmo sendo eu apenas um agnóstico (que alguns consideram como "ateu fraco", uma das classificações do ateísmo), senti e ainda sinto na pele, as discriminações a que o autor se refere; a segunda, porque abomino injustiças de qualquer espécie e sou, por natureza e tanto quanto possível, um "quebrador de mitos"; a terceira, porque entendo que as verdades que conhecemos não devem ser guardadas apenas para nós, mas sim, compartilhadas e divulgadas, na expectativa de ajudar outras pessoas a saírem do obscurantismo. Finalmente, e para não ter de citar outras razões, porque sou afeito ao debate e este é mais um "assunto controverso" que deve ser amplamente discutido. Nesse sentido, quero dar essa oportunidade aos usuários de nossa comunidade.

Antes de iniciarmos as discussões e não querendo influenciar na opinião dos possíveis debatedores, mas apenas norteá-los, lembro que, por puro preconceito e desconhecimento, é comum as pessoas julgarem um ateu como desprovido de preceitos morais, egoísta e que não se importa com o bem comum da humanidade. Nada mais falso. Há ateus e ateus, como cristãos e cristãos. Existem bons e maus ateus; bons e maus cristãos. Pelo que sei, chegaria a dizer que, proporcionalmente, os ateus fizeram muito mais pelo bem da humanidade do que a maioria dos cristãos, se considerarmos que eles, os ateus, são uma infinita minoria.

Um outro erro que se comete é considerar agnósticos, racionalistas e céticos, todos como "ateus". Existem pequenas e sutis diferenças, que não cabem neste artigo discutir, mas que o serão em outra matéria separada.

Finalizando, segue uma pequena lista de "ateus" conhecidos, que nada têm em comum com a imagem que deles se faz. A maioria são filósofos e cientistas, porque são obrigados a pensar com a lógica e a razão. Mas há também escritores, médicos, arquitetos, artistas e até políticos famosos nessa lista. Vejam-na:

Albert Camus (filósofo), Auguste Comte (filósofo), Bertrand Russell (filósofo, escritor, matemático e pacifista), Friedrich Nietzsche (filósofo), Karl Marx (filósofo), Jean Paul Sartre (filósofo), Ernest Renan (filósofo), Feuerbach (filósofo), Mikhail Bakunin (filósofo e anarquista russo, um dos fundadores do "anarquismo), Albert Einstein (cientista, pai da ""Teoria da Relatividade"), Carl Sagan (cientista), Charles Darwin (cientista, criador da teoria da "Evolução das Espécies"), Sigmund Freud (médico), Drauzio Varella (médico brasileiro), Richard Dawkins (cientista e escritor), Ernest Hemingway (escritor), Fernando Henrique Cardoso (político, ex-presidente da República, no Brasil), Oscar Niemeyer (arquiteto brasileiro), José Saramago (escritor português, Prêmio Nobel de Literatura)… Chega?

Em sã consciência, alguém poderia dizer que essas pessoas nada fizeram pelo bem da humanidade e que eram desprovidas de preceitos morais? Analisem suas biografias!

Dito isto, vamos à análise do texto do nosso companheiro Robson Fernando:

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Guia explicativo sobre os ateus                                                                                           

Entenda uma das minorias mais discriminadas do mundo num guia que explica suas motivações e pensamentos e derruba mitos.

Os ateus são uma das minorias mais discriminadas no Brasil e no mundo, rejeitados por não acreditarem nos deuses que bilhões de pessoas consideram como indiscutivelmente reais. Ateísmo é visto em muitos países até como crime punível com a morte. No Brasil, felizmente a lei os protege, mas não impede as freqüentes demonstrações de preconceito por parte da maioria da população adepta de religiões. Uma revista de circulação nacional — cujo nome não merece ser revelado por certos motivos — publicou há não muito tempo uma pesquisa que denunciava que apenas 13% dos brasileiros votariam em um ateu para presidente. Tendo essa marginalização cultural em vista, conveio elaborar um guia explicativo esclarecendo as verdades esclarecidas sobre o ateu e seus verdadeiros pensamentos. Por que um ateu é ateu? É verdade que ateus são imorais e não enxergam sentido na vida? É qualquer um que tem o poder de abolir sua crença em deuses? Por que pensam de forma tão crítica sobre religião? Perguntas como estas são respondidas abaixo.

***

ÍNDICE

  • Os porquês de ser ateu 
  • Derrubando dez mitos sobre os ateus 
  • Virar ateu faz bem? 
  • Por que a maioria dos ateus critica tanto religiões como o cristianismo? 
  • Opinião ateísta sobre liberdade religiosa e abusos da mesma
  • Tópicos complementares: 
  • Ateus contra a tirania 
  • Pseudo-ateus 
  • Ateus fanáticos

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36 Comentários

  • Gomide disse:

    Caro Robson,
    Primeiramente, dou-lhe meus parabéns pela clareza e elegância com que apresenta e justifica sua posição de ateísta. Você, um estudante de 21 anos, me causou surpresa ao apresentar um trabalho mental tão bem coordenado, metodizado, claro, espelho de sólida reflexão, basicamente completo. Isso porque jovens desta geração se identificam ante minha observação como animais não pensantes, alienados de tudo, até – filosoficamente falando – da própria vida, a qual é oferecida em holocausto a um simples motivo; que nem chega a ser motivo.
    Após leitura de seu arrazoado, muito bem urdido e exposto numa impecável linguagem respeitosa à boa norma da escrita nacional, faço pequeno comentário com o intuito de oferecer subsídios para aprimorar suas reflexões.
    Peço atentar para que FÉ é atributo instintivo, gravado no código genético humano e nada tem de prejudicial à vivência natural. FÉ RELIGIOSA é uma renúncia pessoal da capacidade mental em troca de proteção abstrata e irracional, nos moldes do que você já percebeu. Resumo: FÉ é um caráter natural. FÉ RELIGIOSA é um uso ardiloso da FÉ; é aprisionamento consentido da alma.
    Você cita a escravidão no Levítico – 25:44-46. Ajustando nossa mente para aqueles tempos, observamos que a escravidão fazia parte da CULTURA da época. Da mesma forma como EMPREGO, hoje, é integrante de nossa atual cultura. Ninguém, atualmente, dirá que EMPREGO será abominável num futuro em que a estrutura econômico-social se revolucione. Cultura é um conjunto onde estão inseridos paradigmas.
    Quanto ao “sentido da vida e o destino dos seres após a morte”, sugiro a leitura do livro “Nas Pegadas da Vida”, de nossa autoria, não encontrado no circuito comercial, mas que lhe poderei enviar, com prazer, se assim você se manifestar (mgomide2@gmial.com.).
    “Tiranias anti-religiosas como as que dominaram a Albânia e vários dos antigos países socialistas são motivos de repúdio por parte da maioria dos descrentes. Estes prezam a liberdade acima de tudo, inclusive a religiosa”. Entendo que tais referências aos paises socialistas se baseiam na venenosa mídia de lado de cá, única fonte em que fomos informados e enformados (pôr na forma). Nunca visitei o lado de lá e também não posso opinar com segurança. Entretanto, pelas leituras, informações fragmentárias e pelo poder de raciocínio, ponho dúvidas sobre a justeza de suas conclusões. Sabe você que as administrações religiosas agem com objetivos POLÍTICOS, isto é, adquirir, aumentar e manter PODER. Porque política é poder. Este quesito tem imensa elasticidade e alimentaria prolongada polêmica. Não pretendo ir por esse caminho. Pretendo apenas oferecer-lhe outros aspectos sobre religião-socialismo, para que você conte com variáveis em suas reflexões.
    Para finalizar, devo deixar aqui alguns esclarecimentos. Até hoje, há 81 anos, nunca me senti convicto de qualquer coisa. Isto é, nunca me amarrei em qualquer crença ou paixão. Justamente para que minha capacidade racional ficasse inteiramente livre. Única exceção: declarei-me ambientalista há dez anos, mas continuo com a mente aberta para ouvir e aprender. A gente nunca sabe tudo.

  • Administrator disse:

    Gomide:

    A partir de hoje, tal como aconteceu com você, o Robson já fará parte do nosso time de colaboradores e o seu blog já se associou ao nosso (veja painel de notícias).

    Isso é muito bom porque são pessoas desse naipe que precisamos. E o que é melhor: ele também é simpatizante das causas ambientalistas e escreve sobre o assunto. Só não sabemos sobre o futuro, ou seja, se continuará mantendo a fidelização ao DDD ou não. Mas mesmo que isso não ocorra, a simples passagem por alguns dias ou semanas de pessoas como ele e tantos outros que nos visitam, nos dão forças para continuar e quem sabe, um dia, unirmos todos os nossos esforços em torno de uma causa comum.

    O artigo em questão veio preencher uma das muitas lacunas que ainda existem neste blog. São vocês, os colaboradores, que dão vida e qualidade a este nosso espaço de debates. Por isso, quanto mais seleto o time, melhor. Fico orgulhoso de o Robson ter incluído o nosso blog na sua lista de blogs irmãos e, por isso, dei-lhe reciprocidade.

    Quanto à questão da imagem e da personalidade dos ateus, acho que envolve muitas e longas discussões.

  • Em tempo:

    Gomide, você é de uma agilidade mental impressionante! Só por curiosidade, diga-me: como foi que descobriu a idade do Robson?

    Tenho trocado emails com ele, passei pelo seu blog, olhei rapidamente o seu perfil, mas nunca atentei para esse detalhe. Até achei que era uma pessoa mais madura. Você já descobriu que ele tem só 21 anos e é estudante!… Como? Não estaria deduzindo?

    Bação!

  • robfbms disse:

    Obrigado a todos pela admiração.

    E a você também, Gomide. E suas idéias são bem pertinentes.

    Sobre minha idade, creio que tenha visto no meu blog.

    Abs

  • ivancarlos disse:

    Olá, Ivo, parabéns! Continuas num processo de superação.

    Matéria muito interessante, não poderia deixar de comentá-la. Belo reforço, esse “menino” Robson.

    Preliminarmente, meu caro Robson, posiciono-me como um profundo admirador da arte literária. Esta é uma das pouquíssimas convicções que carrego. E, como tal, o que aqui vou relatar é baseado naquilo que li, concluí e tem um caráter simplesmente, informativo.
    O erudito biblista mexicano, Porfírio Miranda, depois de estudar a Bíblia sob a ótica da teologia da libertação, chega a seguinte conclusão:
    “A tese mais revolucionária, onde, em contraste com todas as ideologias ocidentais, coincidem Bíblia e Marx é esta: o pecado e o mal que se estruturam em um sistema civilizador escravizante, não são inerentes à sociedade e à história; um dia começaram por obra humana, e portanto são suprimíveis.”
    Estes exegetas redescobriram que o verdadeiro sentido do “pecado” para a Bíblia é a injustiça. O Deus da religião bíblica é um Deus que se revela em seus atos de justiça onde se liberta o oprimido e explorado, só pode ser “conhecido” fazendo justiça, e por isso rejeita os cultos religiosos; o sacrifício que exige é a justiça para o homem, o amor ao homem. Portanto, o fato da desvirtuação atual da palavra pecado cria um sério problema de comunicação para estes teólogos.
    Pecadores, portanto, é tradução equívoca, a não ser que já se suponha que o único pecado é a injustiça; coisa que os Setenta sem dúvida supõem, como bons conhecedores que eram da Bíblia, mas nossas línguas modernas não. É digno de nota que em outros tempos “obras de piedade” significasse sem equívocos uma conduta para com o próximo, e hoje equivalha praticamente a orações e exercícios religiosos; a palavra “piedoso” sofreu o mesmo processo evasivo. Toda a história do cristianismo aí está para confirmar isto.
    O teólogo cubano protestante Sérgio Arce, que faz uma das mais radicais interpretações da revolução como o método de Deus para criar, reconciliar e redimir, desenvolve o conceito de pecado como “a tentativa de deter o processo dialético do desenvolvimento do homem e da história numa etapa à qual os homens outorgam caráter de absoluto e final, de tal modo que daí em diante impedem a mudança”, esse processo está assentado nas relações sociais de produção. Arce diz que com o homem bíblico se inaugura uma história com futuro aberto que destrói o fatalismo cíclico da natureza deificada, como sustentam os homens do Oriente Médio.
    Esta história aberta vê-se ameaçada, quando querem proclamar as virtudes e os valores relativos aos interesses de classes, épocas e nações como absolutos e finais, convertendo-se dessa forma em ídolos.
    Portanto, a revolução na história é a destruição do pecado, daquilo que impede de colocar os homens em sua própria perspectiva histórica orientada para o processo contínuo da história, aquilo que tende a converter-se em sistema final para dividir os homens e explorá-los, e é um reconstruir a liberdade do processo de desenvolvimento humano que caminha para a perfeição em Deus.
    Diante da ética da libertação, a primeira coisa que aparece é que o homem vem ocupar o lugar central da atividade da fé. O religioso é valorizado “em função de seu significado para o homem”.
    Nessa ética o homem é o fundamento dos valores e não o Deus transcendente da teologia idealista.
    Depois do evento Jesus, Deus não se distingue do homem. Deus não pode deixar de ser aquele que se fez homem. E nada sabemos de Deus fora do homem Jesus. Neste sentido a fé cristã é o contrário da religião. Não é Deus o centro da fé cristã, pois pelo movimento e pela própria direção da encarnação, Deus nos indica que é o homem quem deve ser o pólo de referência da fé cristã. Para o homem de fé, Deus deixa de ser a preocupação central. É o homem o sacramento decisivo da presença de Deus no mundo. Para o cristão, é santo aquele que, a exemplo de Deus, se compromete realmente com o homem concreto; para o cristão, o homem se salva ou se condena no próprio momento em que se faz ou não solidário do homem.
    A libertação do homem constitui o princípio, o meio e o fim da atividade de Deus. Falar de Deus é falar de acontecimentos históricos que fizeram e que farão do homem um ser livre. Falar corretamente de Deus é falar daquele que não tem outra determinação fora daquela de ser para o homem.
    Como você pode observar, as religiões que se autodenominam cristãs caminham na contramão da mensagem central bíblica, segundo aqueles teólogos. Utilizando-se apenas de algumas passagens que atendam aos seus próprios interesses escravizantes.
    Podemos concluir que a “idéia” de Deus é boa. O uso dessa idéia, indevida.

    Um forte abraço.

  • Yan Kavasi disse:

    Olá, “Tchurma”:

    Que alegria ver vocês todos aqui, de novo, ativos, e com gente nova entrando… Quero dar minhas boas-vindas ao Robson Fernando e esperar que ele continue aqui, entre nós. Embora jovem, ele parece ser bastante esclarecido e nos brindou (graças à argúcia do nosso administrador, que o descobriu), com um excelente artigo, que merece muitas reflexões.

    Em matéria de religião, não saberia como me autoclassificar. Acho que sou coluna do meio: creio em algumas coisas, com reservas, e descreio de umas tantas outras. Mas de uma coisa tenho certeza: a discriminação contra os ateus pe injusta, infundada e tem de ser repelida.

    Tenho vários amigos, alguns ateus e outros religiosos e noto que, com os ateus, é muito mais fácil de conversar, porque eles não são passionais e nem enchem a nossa paciência querendo convencer-nos a pensar como eles. Muito pelo contrário, até evitam falar sobre religião, talvez em função da discriminação que sofrem. Já os religiosos, não só incentivam a discussão, como tentam convencer-nos de que eles sim, estão no caminho certo e que quem não segue o mesmo caminho, está fadado à infelicidade. Não posso concordar com isso. Pelo menos os ateus que conheço, parecem ser bem felizes e não sentir falta da religião o que, segundo eles, causaria um retrocesso em suas vidas. Quem está certo?

    Acho que não importa saber até que ponto um ou outro tem mais razão. O que importa é que a discriminação religiosa tem de ser abolida. E, na outra ponta, a educação religiosa forçada, principalmente contra crianças de tenra idade que estão começando a formar o seu caráter, também tem de ser repensada. Na minha opinião, o que se faz com um jovem menor de 12 anos, em matéria religiosa, É CRIME.

    É isso. Parabéns ao administrador pelo novo visual e pela reformulação da estrutura do blog. A possibilidade de poder alternar entre os temas foi de uma sacada incrível. Haja tempo e dedicação!…

  • Gomide disse:

    Prezado Ivo,
    O próprio Robson já informou a fonte. É isso mesmo.
    Prezados amigos e ao mundo: Repetindo Yan Kavasi:
    “o que se faz com um jovem menor de 12 anos, em matéria religiosa, É UM CRIME”. Que se repita: É UM CRIME, CRIME, CRIME. Digo às autoridades, aos pais, às mães, aos padres, aos sacerdotes em geral, enfim, a todo ADULTO: É CRIME, É CRIME, É CRIME. Que entre em suas consciências: É CRIME, É CRIME, É CRIME.

  • Kibom33 disse:

    Caros Amigos

    A matéria por si retrata o pensamento ateu sobre o mundo, e a do mundo a seu respeito, as vezes nem precisamos ser um ateu ativo (aquele que diz que deus não existe), ou o ateu passivo, (aquele que não acredita que deus existe pela falta de provas), o qual me incluo.

    Mas sem duvida o número de ateus tem crescido proporcionalmente mais que os números de teístas, e porque? Exatamente pelas faltas de provas, orar para uma pedra tem o mesmo efeito que orar para um deus.

    O esclarecimento tem crescido, porem o preconceito também, ateus são vistos como pessoas desprovidas de valores, quando na realidade é o contrário.
    Se existe outra vida, que é a base maior de toda religião, não poderá ser pela crença criado pelo “homem”.

    A essência da matéria no remete a pensar, se estamos aqui, o que deveríamos fazer para melhorar a nossa vida e a do próximo, seria acreditar em um ser imaginário, ou na capacidade do ser humano de vencer seus desafios?

    Um forte abraço a todos, e parabéns pela excelente matéria.

  • Kibom33 disse:

    Excepcionalmente para o Ivo

    Peço desculpas pelo afastamento do DDD, o que não ocorreu somente pela dificuldade de acesso, mas pela mudança que se encontra minha vida.

    Pode apostar que estarei mais freqüentemente, debatendo naquilo que mais acredito, na capacidade do ser humano em vencer suas barreiras.

    Tenho um artigo o qual gostaria que dentro da emoção do momento em que escrevi, que vocês nos visitassem para entender o coração de um homem de 58 anos que quer mudar a forma de vida, e ajudar as pessoas a mudarem também.

    A maioria de nos temos fantasmas em nossas vidas que não nos deixar viver plenamente, o qual acredito ser o mais importante para seguir adiante.

    “Uma mensagem para você”
    http://pensamentologicosempre.wordpress.com/2008/12/04/uma-mensagem-para-voce/

    Um forte abraço a todos.

  • Kibom33 disse:

    Parabéns pelos design gráfico do blog.

  • A todos, um pouco de atenção para cada um:

    Yan Kavasi e Gomide:

    Concordo com vocês: fazer a cabeça religiosa de uma criança de menos de 12 anos deveria ser considerado CRIME. Eu senti isso em mim mesmo e só consegui me libertar na maioridade, a muito custo e com os meus próprios esforços. E isto deixou seqüelas até hoje.

    Para o que o Yan falou sobre o novo visual do blog, obrigado pelos elogios, mas devo fazer uma pequena correção: dedicação, é claro que houve, mas o tempo não. Aliás, foi o que mais faltou. Por isso, o blog ficou instável, por exatos 35 dias.

    Ivan Carlos e Kibom33:

    Tenho acompanhado vocês no blog do Kibom33 e comentado alguns artigos por lá. Quanto ao Kibom33, já estou inteirado de sua viagem à Guiana, da venda da sua empresa de publicidade e da sua “nova vida”. Parabéns! Você é um vencedor, com méritos.

    Aliás, Kibom33, acabo de incluir o seu blog na lista de “blogs parceiros“, em retribuição à sua participação aqui e à inclusão que fez do DDD na barra lateral do seu blog. E o fiz consciente e com muito orgulho.

    Os nomes de vocês todos, Gomide, Ivan Carlos, Yan, Kibom33, e até o Kleber Ramirez, que não comentou aqui, também estão incluídos na barra lateral direita, sob o título “Principais Colaboradores”. Como colaboradores, todos têm liberdade para postar seus próprios artigos e podem fazê-lo tão logo o queiram.

  • ivancarlos disse:

    Olá, Ivo

    Muito obrigado pela deferência. E, pode estar certo, continuamos lado a lado com você. Tão logo, me venha uma “inspiração” à altura do nível deste blog, com certeza, postarei. Enquanto isso, vamos comentando matérias como esta de conteúdo muito bom.

    Abraços.

  • ivancarlos disse:

    Particularmente, acho que a palavra ateísmo não encerra uma discussão. Ao mesmo tempo em que define uma “negação da existência de Deus”, não descarta o atributo da fé. E como disse o Gomide em seu comentário, “a fé é instintiva, natural e está gravada em nosso código genético”. Portanto, anterior a todas as religiões do mundo.
    Mas aqui está o mistério; o homem põe em funcionamento todos os mecanismos e as potências, uma por uma, alcançam seu objetivo: todas elas ficam satisfeitas e, entretanto, o homem fica insatisfeito. Que significa isso? Quer dizer que o homem é outra coisa e mais do que a soma de todas as próprias potências; é que o elemento especificamente constitutivo do homem é outra potência enterrada, ou melhor, uma superpotência que está por baixo e sustenta as demais.
    Disso, brontam os atos de fé. E cada ato de fé é uma tentativa de posse, buscando acalmar àquela inquietude. Isto, certamente, não é uma fé religiosa, mas é uma busca no transcendente. Explico: o homem, como uma cápsula espacial, instalado sobre um poderoso foguete, que são as referidas potências, vai se aproximando de seu universo para possuí-lo e descansar. E, em determinado momento, quando tinha a impressão de que seu objetivo estava ao alcance da mão, tudo se desvanece como em um sonho, convertendo-se em ausência e silêncio.
    A fé é isto: um êxodo, um sempre “sair clamando atrás de algo”. Por que, sempre que se “encontra” aquele algo, conserva-se ou torna-se a encontrar o sentimento de não o ter ainda encontrado? Por que esse peso de ausência? Por que essa invencível obscuridade?
    São questões em abertas para o debate, mesmo porque eu não saberia respondê-las com firmeza. Porém, alguns estudiosos foram um pouco além. Voltaire, racionalista e inimigo sagaz da fé católica, no final da vida foi levado a dizer: ”O mundo me perturba e não posso imaginar que este relógio funcione e não tenha tido relojoeiro”. Arthur S. Eddington, astrofísico que anunciou a Teoria da Relatividade de Einstein para o mundo anglófono, disse: “Nenhum inventor do ateísmo foi pesquisador da natureza”.
    Por essas e outras, prefiro me declarar agnóstico, ou seja, incompetente para conhecer o absoluto.

    Abraços.

  • Gomide disse:

    Prezado Ivancarlos,
    Tendo em conta suas dúvidas, ao tempo em que procuramos contribuir para mais clara compreensão do instinto da fé, oferecemos abaixo alguns trechos de nosso livro “Nas Pegadas da Vida”, na parte em que versa sobre a fé.
    ” A palavra fé tem significado de crença, convicção, confiança, com diversas vertentes de caráter lingüístico, sendo empregada, inclusive por extensão, em termos tais como dar fé, fé de ofício, fé pública.
    O importante é que existe na alma, manifestamente na mente humana, um sentimento de certo modo ilógico, estranho, irracional, mas consciente, geneticamente procedente, ao qual damos o nome de fé e suas variantes. Parece que, mesmo em termos mais rudimentares, tal sentimento exista também nos animais de evolução mais próxima do homem.
    O instinto da fé foi criado e introduzido no código genético com diversos objetivos, aumentando a resistência das criaturas em momentos de angústia e carências diversas na presença de perigo ou iminência de desenlace vital. Neste último caso, emparelhada com o medo, ao sofredor apresenta-se a fé como lenitivo, oferecendo-lhe esperança e força psicológica.
    No correr dos tempos, como fator de evolução dos humanos, foi ela estimulada e fortalecida após o surgimento da supremacia cultural, passando os humanos a manipulá-la em proveito dos seus próprios interesses, elegendo-a como um dos pilares mais proeminentes na formação e manutenção das civilizações.
    Em suas diferentes formas utilitárias decorrentes, tais como a presunção e a convicção, a fé impele com vigor os humanos rumo a ações modificadoras do meio ambiente e os dirige para conquistas, sejam de ordem material ou de poder político e religioso. É uma força genética que atua, ativa ou passivamente, segundo objetivos táticos de domínio e vivência.
    Na sua expressão mais pura e autêntica, em ocasiões extremas de insegurança, a fé se torna percepção de acalento e conforto para a alma, correspondente ao que seria a endorfina para o corpo. Em momentos de esgotamento psíquico, a ausência de fé detona o pessimismo crônico, levando o indivíduo à depressão.
    Consoante as circunstâncias e as influências de culturas, o sentimento da fé pode se apresentar de modo mais brando ou de forma sutil, ocasião em que recebe o nome de esperança, firmeza, expectativa, confiança, espera, fuga, compromisso, devoção, voto, juramento, promessa, dádiva, desejo.
    A fé muito forte, convicção absoluta, não admite retratação mental. É a defesa do homem ante o desconhecido; é o seu escudo de proteção e refúgio da alma. Os que assim se deixam dominar, o fazem por medo e comodismo inconsciente ante as dificuldades normais da vida. É mais fácil entregar-se à proteção de uma fé, renunciando às prerrogativas intelectuais que conduzem ao conhecimento e libertação mental, que lutar contra as vicissitudes naturais da vida.
    Essa situação ou é produto e conseqüência de não conseguir o homem enxergar ou atinar com a verdade das coisas, por estar acorrentado numa caverna, de costas para a entrada donde vem a luz da verdade, conforme argumenta Platão, ou é por conveniência mesmo de medo, comodismo e defesa.
    Ante a sensação de medo e insegurança, o convicto se refugia na fé e na conseqüente resignação ou covardia, alcançando um forte e confiável estado de torpor mental, precavendo-se dessa forma contra as possibilidades de sofrimento.
    A fé intensa e profunda de que tratamos, depois de arraigada e sedimentada, elimina de seu depositário a capacidade de ouvir a razão ou os demais sentimentos. Torna-o surdo e imune a qualquer crítica ou análise, sendo reconhecida pelos que a adotam como algo superior à própria vida..
    A fé existe, é atributo do homem e foi destinada pela Natureza a servir de fortalecimento da alma, de refúgio psíquico ou de anestesiante aos embates da vivência, conferindo ao representante da espécie um prolongamento de resistência antes que seja ele entregue ao plano inclinado da apatia – primeiro estágio de falência –, evoluindo posteriormente para a depressão e decaimento fatal.
    É ela que mitiga o desespero do faminto, oferece esperança na tormenta, dá resistência na refrega, sustenta a paciência na longa espera do porvir, valoriza o sofrimento da dúvida, ampara e ajuda na travessia da vida. Como reação inconscientemente protetora do espírito frente a uma situação adversa, a fé gera no consciente o otimismo da esperança, como último estágio de resistência ao infortúnio. A fé natural – o pedido de socorro da alma – começa quando se extingue o alcance do pensamento racional. Ela nasce quando a razão se enfraquece ou se exaure, geralmente por surgimento de circunstância desfavorável aos interesses do indivíduo. Deve haver uma abrangência e um limite definido entre esses dois atributos humanos. Um não se deve sobrepor ao outro, sob pena de ser perturbado o caminho harmônico da vida programada.
    Desde os primórdios da humanidade, quando começou a observar e a pensar na evidência dos fatos, o hominídeo já percebia a relação dos poderes do Sol com os acontecimentos benéficos e maléficos na terra. Assim, tentava explicá-los e se convenceu da existência de um deus poderoso a quem entregou suas esperanças de proteção, devotando-lhe em submissão sua fé.
    Sedimentada a mencionada convicção no fundo da consciência, as percepções de nossos longínquos antepassados, temperadas de medos e esperanças, converteram-se em simples axiomas, inaugurando dessa forma o recurso cultural da fé aplicada e utilitária, a fé religiosa.”

  • Ivan Carlos:

    Bela e lúcida explanação. Como você, também me autodeclaro agnóstico, quase pelas mesmas razões. Mais apropriadamente, um “agnóstico-racionalista”. Por que isto? Porque não devemos ser radicais e precisamos estar abertos a assumir novas convicções, “desde que nos convençam racionalmente ou nós mesmos nos cnvençamos. O agnóstico é assim. Não acredita (ou acredita) até que lhe provem o contrário, de forma suficientemente consistente para fazê-lo mudar de opinião. Como até agora ninguém me provou nada, prefiro continuar agnóstico.

    Mas uma coisa curiosa para complementar o seu comentário é a RELIGIOSIDADE, que as pessoas confundem com “religião” e “fé”. RELIGIOSIDADE, quase todos nós temos, inclusive os ateus, pois este sentimento já nasceu com o primeiro homem, ante a sua ignorância sobre si mesmo. Podemos ter religiosidade sem termos crenças religiosas nas religiões convencionais ou nos deuses que elas cultuam. Podemos inclusive ter fé, que para nós é uma espécie de autoconfiança. Mas a nossa fé é uma coisa subjetiva, voltada para o eu interior e não para qualquer deus ou santos.

    Finalmente, podemos ter nossos próprios princípios morais, muits vezes superiores aos dos cristãos e crentes de todas as religiões. Leia, aqui mesmo neste blog (o link está no final deste artigo) o post “MINHA (IR)RELIGIÃO” e compreenderá melhor isto

  • ivancarlos disse:

    Caro Ivo,

    E tão bom quando se identifica os iguais.Ou seria isso que se define semelhantes?
    Que importa? Já que não estamos presos a rótulos.
    Sua poesia nos mostra passo-a-passo, como percorrer o caminho para a fonte do saber. Sem esquecer, contudo, as ‘coisas do coração’; predicados indispensáveis para uma boa poesia.
    Parabéns, Ivo, pela sua clarividência: altruísta, inspirada, comprometida… Carrega consigo os verdadeiros paradigmas que um dia substituirão (e nisto eu creio), aqueles já ultrapassados e viciados que assolam o nosso país e o mundo.
    Sua predisposição ali explícita nos conforta e reanima a esperança dos corações sonhadores.

    Caro Gomide,

    Suas palavras colocadas com clareza, coerência, exatidão e firmeza, penetram como flecha no peito de quem admira a arte literária. Despertou-me a curiosidade e um profundo interesse de conhecer, na íntegra, a sua obra. Basta que você diga-me, como terei acesso a ela.
    Mas, só para não fugirmos desse debate tão agradável, vou explorá-lo mais um “pouquinho”; com a sua permissão, é claro.
    Quando você faz a referência “o instinto da fé foi criado e introduzido no código no código genético…”, pergunto-lhe: Por quem, ou, pelo que, foi criado e introduzido tal instinto?
    E, ainda, “o importante é que existe na alma…”. Logo a seguir, “parece que, mesmo em termos mais rudimentares, tal sentimento exista também nos animais de evolução mais próxima do homem. Isso me levou a alguns questionamentos.
    O que você pensa a respeito da alma? Na sua opinião os animais são portadores de alma?
    Na expectativa, aguardo suas prestimosas informações.

    Abraços.

  • Ivan:

    Embora as perguntas tenham sido dirigidas ao Gomide, vou tentar respondê-las, enquanto aguardamos a própria resposta dele que, certamente, será breve. Detalhe: Vou responder segundo o meu entendimento, sem saber se coincidirá com o do Gomide. Se não coincidir, até melhor, porque você terá duas versões de visões sobre um mesmo assunto.

    Sobre os livros “Agora ou Nunca Mais ” e “Nas Pegadas da Vida”
    Eu os li e recomendo. Clique na barra lateral direita deste blog, item leitura recomendada, ao lado da figura do livro “Agora ou Nunca Mais” (neste tema a figura saiu borrada e não me perguntem o porquê) e você será redirecionado para a livraria. Uma outra forma, é tentar o contacto direto com o Gomide e ver se ele pode encaminhar via Correios.

    Sobre a alma dos animais:

    Curto, grosso e sem vacilar: Sim, têm alma sim. Não só eles, como todos os seres vivos, no verdadeiro sentido que a Biologia empresta à palavra. Isto, portanto, abrange as várias espécies vivas. Sendo assim, até alguns seres inanimados, podem ter alma. Não confundir “alma” com “espírito”, porque estas palavras não são sinônimas, embora muitos dicionaristas assim as considerem.

    Clareou ou confundiu mais? Bação, Ivan.

  • Gomide disse:

    Caro Ivancarlos,

    Sobre os seus questionamentos, não vou adiantar explicação nenhuma aqui. Por quê? Porque parte das transcrições que fiz se referem apenas a uma malha de uma rede total a que chamamos Vida. No meu livro citado, você encontrará resposta para todas as perguntas feitas e muito mais. Se eu fosse tentar dar as explicações aqui, seria o mesmo que transcrever todo o livro, pois ele constitui uma sucessão de abordagens inter-relacionadas. Para melhor entendimento de um capítulo, é preciso ter lido os anteriores, pois um fundamenta o outro; e o todo fundamenta a tese. Tese que é original, produto de minhas próprias reflexões. Por isso, exposta a críticas, o que muito me agrada. Peço apenas que você me forneça o seu endereço completo para mgomide2@gmail.com. que eu lho enviarei com prazer.
    Quanto ao outro livro “Agora ou Nunca Mais”, o Ivo já lhe deu as informações corretas.

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Olá pessoal, cheguei.
    Primeiramente, quero parabenizar ao Sr. Ivo pela mudança no blog. Ficou melhor.
    Segundo, Sou crente, então apartir de agora, serei o menor entre vocês, mas enviarei um comentário em relação as dúvidas de cada um.
    Lí todos os comentários, do principal ao último. Percebí no entanto que entre vocês, alguns comentarios serviram de “alívio” para suas mentes, trazendo, supostamente um raciocínio lógico para “preencher” o vazio que habita dentro de cada um. Confesso que isto ainda não é o suficiente para isso. Sabem por que?
    Os animais possuem alma e um corpo.
    O homem é espírito, possui uma alma e habita em um corpo.
    Amanhã, enviarei um comentário, explicando o que eu acabei de digitar, isto se o Sr. Ivo permitir, é claro.
    Que Deus continue abençoando a vida de vocês e de suas famílias.
    Um abraço.
    Kleber Ramírez

    P. S. Quanto a colocar uma religião na mente da criança de 12 anos, é um erro, não só nesta idade como em toda faixa etária. Agora, ensinar as pessoas a invocarem o Deus vivo e real para morar dentro delas, é outro “departamento”. Foi isso que eu fiz comigo e com a minha família.

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Olá Senhores.
    Ao Sr. Ivo Reis, solicito por gentileza, que a matéria que estou enviando para este site, seja publicado na página principal. Verifique se é conveniente. Não quero de maneira alguma atrapalhar este seu trabalho. Nunca foi e nunca será minha intenção. Apenas faço isso, para tentar trazer alguns esclarecimento sobre o tema JESUS CRISTO.
    Caso o Senhor não permita, fico agradecido se o senhor publicar em qualquer parte deste site.
    Convoco os senhores Ivo Reis, Gomide, Ivan Carlos, Robson, Yan Kavasi, Kibom33 e demais pessoas interessadas a colocar seu comentário após leitora e reflexão do mesmo.
    Que Deus continue abençoando a vida de todos.
    Um abraço.
    Kleber Ramírez
    P.S. A matéria é: A TIMIDEZ E A OMISSÃO DA CIÊNCIA EM INVESTIGAR A INTELIGÊNCIA DE CRISTO

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    A TIMIDEZ E A OMISSÃO DA CIÊNCIA EM INVESTIGAR A INTELIGÊNCIA DE CRISTO

    1 – A promessa da ciência e a frustração gerada

    No século XIX e principalmente no XX a ciência teve um desenvolvimento explosivo. Paralelamente, o ATEÍSMO floresceu como nunca. A ciência tanto progredia quanto prometia muito. Alicerçados na ciência, os seres humanos se tornaram ousados em seus sonhos de progresso e modernidade. Milhões deles, inclusive muitos intelectuais, baniram Deus de suas vidas, de suas histórias, substituindo-o pela ciência. Ela prometia leva-los a dar um salto nos amplos aspectos da prosperidade biológica, psicológica e social. A solidariedade cresceria, a cidadania floresceria, o humanismo embalaria as relações sociais, a riqueza material se expandiria e englobaria todos os seres humanos, a miséria social seria extinta e a qualidade de vida atingiria um patamar brilhante. As guerras, as discriminações e as demais violações dos direitos humanos seriam lembradas como manchas das gerações passadas. BELO SONHO.
    A ciência oferecia uma grande esperança, que, apesar de não ser expressa em palavras, era forte e arrebatadora. Havia uma promessa sentida a cada momento em que se dava um salto espetacular na engenharia civil, na mecânica, na eletrônica, na medicina, na genética, na química, na física, etc. A expansão do conhecimento era incontrolável. Cada ciência se multiplicava em outras novas. Cada viela do conhecimento se expandia, tornando-se um bairro inteiro de informações. Encontrava-se um microcosmo dentro das células. Descobriam-se um mundo dentro dos átomos. Compreendia-se um mundo com bilhões de galáxias que pulsavam no espaço. Produzia-se um universo de possibilidades nas memórias dos computadores.
    A ciência desenvolveu-se intensamente, mas frustrou a humanidade. De um lado, fez e continua fazendo muito. Causou uma revolução tecnológica no mundo extrapsíquico e mesmo no organismo humano, por meio dos exames laboratoriais e das técnicas de medicina. Revolucionou o mundo extrapsíquico, o MUNDO EXTERIOR DAS PESSOAS, mas não o mundo intrapsíquico, o MUNDO INTERIOR. Guiou o ser humano na descoberta do imenso espaço e do pequeno átomo, mas não o levou a explorar seu próprio mundo interior. Produziu veículos automotores, mas não veículos psíquicos capazes de conduzir as pessoas nas trajetórias do seu próprio ser. Fabricou máquinas para arar a terra e garantir mantimentos para saciar a fome física, mas não gerou princípios psicológicos e sociológicos para “arar” a rigidez intelectual, o individualismo e nutri-lo com a cidadania, a tolerância, a preocupação com o outro. Forneceu informações e multiplicou as universidades, mas não resolveu a crise de pensadores.
    A ciência não causou a tão sonhada revolução do humanismo, da solidariedade, da preservação dos direitos humanos. Não cumpriu as promessas mais básicas de expandir a qualidade de vida psicossocial do mundo moderno.
    Homens e mulheres do final do século XX se sentiram traídos pela ciência e os do terceiro milênio se sentem hoje frustrados, perdidos, confusos, sem âncora intelectual para se segurar.

    2 – O conhecimento e as misérias psicossociais

    Milhões de pessoas conseguem definir as partículas dos átomos que nunca viram, mas não conseguem compreender que a cor da pele branca ou negra, tão perceptível aos olhos, não serve de parâmetro para distinguir duas pessoas da mesma espécie que possuem o mesmo espetáculo da construção de pensamentos. Somos, a cada geração, uma espécie mais feliz, humanista, solidária, complacente, tolerante e menos doente psiquicamente? INFELIZMENTE, NÃO!
    O conhecimento abriu novas e impensáveis perspectivas. As escolas se multiplicaram. As informações nunca foram tão democratizadas, tão acessíveis. Estamos na era da educação virtual. Milhões de pessoas cursarão universidades sem sair de suas casas. Eu pergunto:
    Onde estão os pensadores que deixam de ser espectadores passivos e se tornam agentes modificadores da sua história existencial e social?
    Onde estão os engenheiros de idéias criativas, capazes de superar as ditaduras do preconceito e dos focos de tensão?
    Onde estão os poetas da inteligência que desenvolveram a arte de pensar?
    Onde estão os humanistas que não almejam que o mundo gravite em torno deles, que superam a paranóia do individualismo, que transcendem a paranóia da competição predatória e sabem se doar socialmente?
    Os seres humanos nunca usaram tanto a ciência. Entretanto, nunca desconfiaram tanto dela. Eles sabem que a ciência não resolveu os problemas básicos da humanidade. Qual a conseqüência disso? É que a forte corrente do ATEÍSMO que se iniciou no século XIX e que perdurou durante boa parte do século XX foi rompida. A ciência, como disse, tanto progredia quanto prometia muito. Sob os alicerces da ciência, homens e mulheres ganharam status de deuses, pois acreditavam serem capazes de extirpar completamente as suas próprias misérias. Assim, durante muitas décadas, o ATEÍSMO floresceu como um canteiro vivo. Todavia, com a frustração da ciência, o ATEÍSMO ruiu como um jogo de cartas de baralho, implodiu, e o MISTICISMO floresceu. Fomos de um extremo a outro.
    Percebendo as misérias sociais ao seu redor e observando as notícias de cunho negativo saltando todos os dias das manchetes dos jornais, as pessoas começaram a procurar DEUS. Elas, que não acreditavam em nada, passaram a CRER EM TUDO. Elas que eram tão CÉTICAS, passaram a ser tão CRÉDULAS. É respeitável todo tipo de crença, porém é igualmente respeitável exercer o direito de PENSAR ANTES DE CRER, e CRER COM MATURIDADE e CONSCIÊNCIA CRÍTICA. O direito de pensar com consciência crítica é NOBILÍSSIMO.

    3 – A ciência e a complexidade da inteligência de Cristo

    A ciência foi tímida e omissa em pesquisar algumas áreas importantíssimas do conhecimento. Uma delas se relaciona aos limites entre a psique (alma) e o cérebro. Temos viajado pelo imenso espaço e penetrado nas entranhas do pequeno átomo, mas a natureza intrínseca da energia psíquica, que nos torna seres que pensam e sentem emoções, permanece um enigma.
    Outra atitude tímida e omissa da ciência ao longo dos séculos está ligada à investigação de um homem chamado JESUS CRISTO. A ciência o considerou complexo demais. Sim, ele o é, mas ela foi tímida em pesquisar a inteligência e atitudes dele. Será que aquele que dividiu a história da humanidade não merecia ser bem mais investigado? A ciência o considerou inatingível distante de qualquer análise. Deixou essa tarefa exclusivamente para a esfera TEOLÓGICA. Foi aí que cometeu-se outro grande erro: A RELIGIÃO, ou melhor, a RELIGIOSIDADE. (Abordarei noutro dia, se Deus permitir, é claro, sobre este tema).
    Há pelo menos duas maneiras de uma pessoa ser deixada de lado:
    1 – Quando é considerada sem nenhum valor;
    2 – Ou, quando é tão valorizada que se torna inatingível.
    CRISTO foi rejeitado por diversos “intelectuais” de sua época por ser considerado um perturbador da ordem social e religiosa. Hoje, ao contrário, é tão valorizado que muitos o consideram intocável, distante de qualquer investigação. Todavia, ele gostava de ser investigado com inteligência.
    A omissão e a timidez da ciência permitiram que Cristo fosse banido das discussões acadêmicas, não sendo estudado nas salas de aula. Sua complexa inteligência não é objeto de pesquisa das teses de pós-graduação. Embora a inteligência de Jesus possua princípios intelectuais sofisticados, capazes de estimular o processo de INTERIORIZAÇÃO e o desenvolvimento das funções mais importantes da inteligência, ela realmente foi banida dos currículos escolares.
    É muito raro alguém comentar que a inteligência de Cristo era perturbadora, que ele rompia o cárcere intelectual das pessoas, que abria as janelas da mente delas. Todos admitem que ele foi um exemplo vivo de mansidão e humildade, mas ninguém comenta que era insuperável na arte de pensar.

    Que Deus ilumine os olhos do vosso entendimento.

    Um abraço.

    Kleber Ramírez

  • ivancarlos disse:

    Kleber,

    Eu até já vou comentar esta sua matéria porque acho que o Ivo não irá colocá-la como tema, já que pelo perfil dos participantes deste blog ela não atrai qualquer interesse. Mas acho que você será informado, diretamente por eles, sobre isto.
    No entanto, eu não vou perder mais uma oportunidade de lhe dizer o que já disse anteriormente, só que desta feita de uma forma mais direta, mais incisiva.
    Quem foi Jesus Cristo? Um personagem imaginário até prova em contrário. Assim como o Homem-aranha, o Superman e outros; com a diferença que estes não morrem nunca e são sempre vencedores em suas estórias, verdadeiros super-heróis. Ao contrário do personagem bíblico Jesus que morreu jovem, desonrado, abandonado, humilhado… Sem mostrar nenhuma reação, nenhum ato de força e, ainda por cima, quem o seguiu teve um fim semelhante. E foi protagonista de um estória nada original.

    Sinceramente, Kleber, acho que você está “chovendo no molhado”.
    Que você tenha a sua crença, tudo bem. Mas vir a este blog cujo perfil você já conhece muito bem, insistir com um assunto desse tipo, é meio “forçar a barra”, você não acha? Ou você tem a infantil ilusão de “converter” alguém por aqui? Se é que foi você quem escreveu esta matéria. Não que eu esteja duvidando da sua capacidade no assunto, mas pelo desconhecimento do perfil deste blog.
    Além do que, Kleber, o Kibom permitiu que você postasse três matérias dessa mesma natureza, comentamos integralmente, e você não debateu nenhuma delas. Por isto a minha dúvida se é você mesmo que está postando.
    Se a sua intenção, assim como lá, aqui também, é simplesmente “pregar”, acho pura perda de tempo da sua parte.
    Por aqui, no entanto, quem manda é o Ivo. Pode ser que ele tenha um entendimento diferente do meu.

    Abraços.

  • Caro Kleber:

    Embora concordando com o Ivan Carlos, seu artigo será publicado, sim. Apenas peço um prazo de 48 horas para formatá-lo e providenciar a publicação, por ter outras prioridades no momento.

    Minhas justificativas: Este é um blog de debates e, como tal, democrático, procurando ouvir todos os lados da questão. Seu artigo foge, de fato, à nossa linha editorial, mas, como debatedor e freqüentador assíduo deste blog, você tem o direito de publicá-lo, naõ só este, como qualquer artigo que quiser, mesmo contrário às nossas opiniões. Você reparou que o seu nome, bem como o do Ivan Carlos e o do Kibom33 estão incluídos na side bar direita como “principais colaboradores”? Você conquistou esse direito e eu jamais iria discriminá-lo, só porque pensa diferente de nós. Aliás, Kleber, você é valente e determinado e estas qualidades eu admiro. É um pouco teimoso e fanático, mas é assim que é e não sei se alguém pode mudar isso. Nós, aqui, tentamos, mas parece que não vamos conseguir.

    Quanto ao texto – este ou qualquer um que venha a apresentar -, só faço 3 mínimas exigências:

    1 – Que esteja razoavelmente bem escrito, sem erros gritantes de Português;
    2 – Que seja de autoria própria e se não, que seja colocado como citação, entre aspas ou destaque, o texto de terceiros, citando a fonte e o autor do texto original;
    3 – Que não contenha palavras de baixo calão nem seja ofensivo a quaisquer dos leitores do blog.

    Só isso. Cumpridas estas exigências, você pode mandar e pedir a publicação de quantos textos quiser.

    Consideradas as dúvidas levantadas pelo Ivan Carlos e antes de publicar seu texto, faço apenas uma pergunta: O texto foi inteiramente escrito por você? Se não foi, poderia mencionar qual a parte (início e fim) que é de terceiro e citar a fonte e o nome do autor?

    Abraços! Fico no aguardo.

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Boa dia senhores.
    Primeiramente – quero agradecer toda a atenção que o Sr. Ivo tem dado aos meus comentários.
    Segundo – Estas matérias que eu postei são de minha autoria sim. Foi fazendo estes estudos que eu entendí e percebí que Jesus existiu e andou pela terra. Quanto ao português, é porque eu tenho uma prima que é professora e ela faz as correções gramaticais, visto que eu só tenho o segundo grau completo. Em 2009 vou fazer um curso de lingua portuguesa para melhorar o meu vocabulário. Só espero que me perdoem por algun erro que por ventura venha cometer e se estiver incomodando, paciência, só enviarei um próximo comentário, quando melhorar a ortografia. Reconheço que é importante saber falar e redigir correto.
    Terceiro – Na verdade senhores, a respeito do comentário do Ivan Carlos quero enfatizar uma coisa: O debate jamais chegará a um resultado esperado. Quando se debate, é a mesma coisa que enfatizar que o meu time de futebol é melhor do que o seu, não trazendo o resultado esperado.
    Mas quando colocamos alguma matéria para refletir, com certeza o resultado é diferente.
    Até agora tenho respeitado as opiniões de cada um, embora não concordando em parte, mas há o respeito.
    Diferente de nosso amigo Ivan, que por sinal tenho uma breve comentário para melhorar este assunto.
    1 – Ivan, você tem demonstrado ser uma pessoa inteligente e muito segura nos seus argumentos. Resultado: Muito importante.
    2 – Se você ler e refletir sobre as matérias que eu postei, perceberá que a vida de Jesus Cristo não se pode comparar com estes personagens de histórias em quadrinhos, são mentiras, e você sabe disso.
    3 – Nunca foi minha intenção de converter ninguém. Este trabalho é da pessoa do Espírito Santo.
    4 – Quando nós defendemos alguma coisa, sem antes refletir, fechamos nossos corações para outras análizes e chegamos a ser egoístas, nos estribando em nosso próprio entendimento. O sábio é aquele que houve, escuta e aprende com os erros dos outros.
    5 – Observe, que as matérias de todos aqui postadas são de inteira reflexão e não competição. Observe as matérias sobre ecologia, religião e outras. Todas de caráter reflexível, de muita importância. Mas então, qual seria a solução para tanto problemas de ordem social, política, econômica, financeira e até religiosa?
    A respeito da matéria do jovem Robson, em parte concordo com ele, mas em outras não. É lamentável que a ICAR e alguns teólogos do PROTESTANISMO, do qual eu faço parte, tenham cometidos erros gravíssimos que trouxeram e trazem grandes danos aos fiéis. Mas pela pessoa do Espírito Santo que o Senhor Jesus Cristo enviou para todo aquele que crer, não seja confudido, postei as matérias, tanto aqui como em pensamentologicosempre.wordpress.com do sr. Kibom33, que por sinal tem sido muito gentil comigo.
    A solução não está no homem, na religião e muito menos na ciência.
    Os problemas só cessarão quando o homem se interiorizar-se. Leiam os evangelhos com replexão e verão qual a importância da vinda de Jesus Cristo.
    Ao Senhor Ivo, se perceber que não é certo postar esta matéria antes solicitada, não tem problema, entenderei e se o Senhor quizer que eu me retire deste tão importante site, farei isso em respeito a todos vocês. E também se o senhor quizer excluir a mesma, entederei e respeitarei. Estou invadindo uma área alheia, mas com sua permissão.
    Tenho outros comentários e até resposta para os comentários anteriores de Ivan e KIBOM33, mas sem devida autorização do Sr. Ivo e KIBOM33, não enviarei.
    No aguardo.
    Um grande abraço.
    Kleber Ramírez

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Senhores,
    Quero também enfatizar que para mim a ciência é isto:
    1 – Uma dádiva de Deus. Já pensou quanto alívio, progresso e outras coisas ela já proporcionou e vai proporcionar benefícios a humanidade?
    2 – Que, depois de Deus eu não poderia existir sem ela.
    Mas por causa da natureza pecaminosa do homem ela nos tráz muitos sofrimentos e até morte.
    Foi para isto que Jesus Cristo veio.: Para transformar o homem interior e fazer com que a ciência traga mais e mais benefícios e progresso para nós.
    Um abraço.
    Que Deus continue abençoando vocês.
    Kleber Ramírez

  • ivancarlos disse:

    KLEBER, eu gostaria que você debatesse com a gente com fundamentos teológicos. Não só no campo do “achismo” pessoal.
    Quando apresento meus argumentos (afora o anterior), estes são frutos de estudos, de muita reflexão, coisas que parecem não ser o seu “forte. Além da fé é necessário raciocinar-se, você não acha? Se você ler com ATENÇÃO os comentários do Ivo, Gomide e os meus, constatará que somos homens de fé, porém, abertos e receptivos ao raciocínio. É, basicamente, neste último quesito que diferimos.
    Parece-me que você, assim como outros crentes, rotulam de “ateus”, a todas as pessoas que raciocinam e que se negam a fazer parte de um povo, totalmente manipulado. Você, por exemplo, apesar dos nossos esforços, ainda não entendeu a diferença entre ateu e agnóstico, o que seria o mínimo para um debate saudável.
    Espero que você LEIA e DEBATA os comentários de acordo com a natureza dos mesmos. Discorde, tudo bem, mas não com “achismos”. Apresente fontes, mesmo a Bíblia. Mas, por favor, LEIA e ENTENDA a Bíblia num todo, e não se limite a apenas algumas passagens como a maioria dos crentes.

    A IGREJA DE “CRISTO”, por exemplo, é uma grande mentira. Produziu e continua produzindo, UM MAL MAIOR QUE A CIÊNCIA MAL UTILIZADA.
    Observe que na tradição bíblica veterotestamentária, o “conhecimento de Deus” está sempre em relação com o homem como valor central. Na fé bíblica conhecer a Deus é “fazer justiça” entre os homens. Desprezar o próximo e explorar o bóia-fria humilde e pobre, é ofender a Deus (Pr 14,12; Dt 24,14-15; Ex 22,21-23; Pr 17,5). Inversamente, “amar” e “conhecer” a Deus, é fazer justiça ao homem pobre e humilhado. Com base nisto, os profetas criticam a religião do culto e reclamam uma religião de justiça para o homem: restituir àquele que foi explorado, fazer justiça ao órfão que fica à mercê dos leguleios da época; amparar a viúva numa época em que o sistema social não se preocupava com ela; libertar os cativos, os escravos por dívida; partir o pão ao faminto; abrigar os marginalizados etc., e pregar o advento de uma nova ordem de relações em que as injustiças desaparecerão.
    Esta tendência da religião profética de Israel chega à sua culminância no Novo Testamento nos textos como a parábola de Mateus 25,31-45, onde o critério usado para julgar o homem é a obra de justiça e defesa do pobre, do doente, do oprimido e perseguido.

    Os teólogos advertem-nos que quando se entende o “amor cristão” a partir de uma perspectiva exclusivamente escatológica, isto é, como será na plenitude do reino de Deus, quando o homem “apresentar a outra face ao ser esbofeteado”, sem levar em consideração a situação histórica, o entendimento do amor torna-se ideologizante e tende a favorecer os dominadores. Em outras palavras, quando se priva o amor de seu fundamento material e social, quando não se leva em consideração a situação sociopolítica para determinar como se deve amar o próximo, converte-se o amor num aparato legitimador da opressão, num aparato ideológico para obrigar o oprimido e o explorado a “amar” seu opressor e seu explorador com resignação, para obrigá-lo a não rebelar-se, a não prejudicar seu irmão explorador ou opressor, a não perturbar a paz e a “unidade cristã” que deve existir entre “todos os filhos de um mesmo Deus”.

    Assim se declaram incompatíveis o amor e a violência. Com base nisto, CONVERTE-SE A “UNIDADE DA IGREJA” E DA PAZ EM APARATO IDEOLÓGICO DE OPRESSÃO.

    É por isso, além de outros motivos óbvios, que as pessoas que estudaram e estudam a Bíblia, não aceitam as religiões de “fachada”.
    A Igreja, já de início deveria ser única (Ef 4,1-6), além disso deveria ser um AGENTE MODIFICADOR das injustiças do mundo. Esta é a mensagem central bíblica, só não “entende” quem tem outros interesses, diversos daquele que está claramente, mostrado.

    Abraços.

  • Ao Kleber Ramírez:

    Feitos os seus esclarecimentos, confirmo: SEU ARTIGO SERÁ PUBLICADO DENTRO DAS PRÓXIMAS 48 HORAS, se possível, até mesmo hoje, no final do dia. Parabéns pelo Português. Está muito bom. E não acho que vc tenha errado em pedir a sua publicação. Você está lutando por defender aquilo em que acredita e tem todo o direito de, como nós e em igualdade de condições, manifestar a sua opinião.

    Mesmo não concordando com as suas convicões religiosas, sabe por que eu o admiro, Kleber? Por que é um contra todos e eu já passei pela sua mesma situação, quando entrei num site de crentes para debater. Lá, só tinha uma pequena diferença: éramos uns 3, contra uns 80 e fomos xingados e ofendidos de tudo quanto é jeito. Por isso, resisti uns 3 meses e abandonei o site, não por medo do debate, mas porque o padrão de qualidade caiu e nos desestimulou.

    Por isso, resolvi ser rígido no meu próprio blog, para que isto também não se repita aqui. E tem dado certo. Se todos os crentes fossem iguais a você, os debates transcorreriam em alto nível, pois percebo que é uma pessoa sensata e educada e merece de nós todo o respeito. Aliás, vou mais além: sua presença aqui é necessária e indispensável, senão, como haver debate? Com todos falando a mesma coisa, sem nenhjum argumento contrário?

    Conte com anossa admiração. Percebo que mesmo os seus maiores opositores, como o Ivan Carlos e o Kibom33, querem-lhe bem e lhe dão atenção. Portanto, fique por aqui! A casa também é sua.

  • Em tempo:
    Explicação quanto ao salvamento dos comentários deste artigo:

    Talvez devido ao fato de o artigo ser longo e dividido em 4 páginas, percebi que apenas no IE6, toda vez que se clica no botão “Enviar comentário” (isto só está acontecendo neste artigo), o IE dá uma mensagem de “Servidor não encontrado: A página não pode ser exibida.” e apresenta aquela página em branco, feia e assustadora, dando a impressão de que se perdeu o comentário. Não se preocupem! Apesar disso, ele salva o comentário normalmente. Se acontecer com vocês, cliquem no botão atualizar e depois na seta voltar do navegador, para retornar ao blog. Uma vez de volta aqui, vocês perceberão que o comentário foi publicado e fica tudo como antes, no quartel de Abrantes. Com o Firefox ou o IE7, isto não acontece. Abraços!

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Obrigado Senhor Ivo.
    Confesso que também passei a admirá-los e por isso utilizo com efeito todo o respeito para não agredi-los.
    Foi ensinado pelo senhor Jesus Cristo a agir desta maneira, não concordando em alguns temas, mas respeitando o próximo.
    Quanto ao Ivan, entendi sim sobre a diferença de ateu para agnóstico.
    Perceba que quando faço comentário é para todos meditar, refletir, não importando a forma de crer ou não crer.
    Quanto ao matéria publicada, Senhor Ivo, faça dentro do seu tempo disponível, sem ter que lhe sobrecarregar. Afinal, temos uma vida inteira pela frente, isto se o Senhor Jesus Cristo não voltar antes.
    Um abraço.
    Desejo de todo o coração, meu amigo, que os seus sonhos e desejos sejam realizados. Estou orando para isso, e creio que Deus realizará.
    Isto inclui também os sonhos e desejos dos senhores Ivan, Kibom33, Robson, Gomide e Antídio.

    Kleber Ramírez

  • Ao Kleber Ramírez e outros debatedores desta matéria:

    Antes de publicar seu artigo, o que deverá ser feito até amanhã, recomendo
    que você veja nossas coleções de vídeos sobre religião, recentemente acrescentadas ao blog, como mais uma novidade aos nossos leitores.

    Procedimento: Vá para a barra lateral direita do blog, seção Vídeos Recomendados e selecione lá os vídeos que deseja ver. Creio que pelo menos um deles deverá fazê-lo refletir melhor ou, na pior das hipóteses, colocar em xeque algumas de suas convicções.

    Bação!

  • babi disse:

    O ateu só saberá realmente o que ser ateu é, se um dia puder deixar de sê-lo. Certamente a confiança absoluta na veracidade de conceitos preconcebidos tornar-se-á como um refugo, uma titica acidental.

  • Marconi, o "marreteiro" disse:

    É um texto meio longo para ser refutado com poucas palavras. Mesmo assim, arrisco um rápido resumo sobre o assunto.
    O autor da matéria, apesar de mostrar-se eloqüente no assunto, percebe-se que deve ser jovem. Logo, se estiver certo em minha observação, ainda não passou pelos percalços da vida; situações em que todo o seu esforço físico, vontade e racionalidade, se tornam insuficientes para para a resolução, ou para aceitar aquilo que, humanamente não pode ser mudado. É nesse estágio que os Teístas levam a primeira “vantagem”; eles dispõem de um último recurso nunca provado, portanto desconhecido pelos Ateus. Apelam Àquele que é perfeito, poderoso o suficiente para fazer “vencedores” aqueles que crêem, mesmo em situações adversas.
    Todo o possível, Deus nos fez aptos para resolver. O impossível aos nossos olhos, está reservado para Ele. Dessa maneira, o Senhor “plantou” em nós todos, a semente da humildade, do reconhecimento que não somos auto-suficientes.
    O maior equívoco dos ateus, não é ser descrente, e sim, sentir-se um “deus”; convencer-se de que tudo está ao seu alcance pessoal, ou mesmo da Ciência, como se esta fosse absoluta. Ledo engano! Pelo amor ou pela dor, um dia “a ficha cai”.
    Como não crêem em Deus, os ateus quando lêem a Bíblia, o fazem de uma maneira “superficial”… inadequada. Gerando esses conflitos internos por incompreensão daquilo que leram.

  • Júlio de Sanctis Gonçalves disse:

    Você está equivocado, Marconi. Ateus não lêem a Bíblia “superficialmente”: Lêem a fundo. E é justamente por isso que se tornam ateus. Antes de serem ateus, todos com maior ou menor intensidade, acreditavam em Deus. Aí, resolveram estudar a Bíblia, a fundo, e então se tornaram “ateus”.

  • Marconi, o "marreteiro" disse:

    Desculpe-me, JÚLIO, mas “ler a fundo” a Bíblia, é apenas um dos passos para se compreender melhor o seu texto. São necessários outros passos que só os interessados, realmente, percorrem; porque, se assim não for, desiste-se no “meio do caminho” achando que já se entendeu tudo.
    Ou você acha que alguém escreveria “contra” o seu próprio Deus, a ponto de quem ler se tornar ateu? Não seria mais benéfico, então, simplesmente não escrever? É pura questão de lógica.

  • Letícia Pinheiro disse:

    É impressionante como o conhecimento eleva as discussões. Em todos os comentários percebe-se fundamentos lógicos adquiridos através de várias fontes da qual viver faz parte. É tão complexo, mexe com os medos dos seres humanos, com seus fantasmas, está impregnado em suas culturas.
    Digo que a religião muitas é praticada como uma forma de se sentir protegido, de ser aceito, ou de esconder os medos que assombram a vida e a morte. A fé não, a fé, é acreditar em algo que julgamos conhecer ou saber. Nesse sentido todos temos fé, ate nós os ateus. Maravilhoso o texto, nos leva realmente a questionar nossos posicionamentos, fazendo com que estejamos abertos a informações.

  • clebson disse:

    Júlio de Sanctis Gonçalves disse algo muito interessante -“Antes de serem ateus, todos com maior ou menor intensidade, acreditavam em Deus.”
    Isso me fez lembrar um evangélico que disse na TV que “todos nascem com Deus e com o tempo se tornam Ateus”, isso nunca me saiu da cabeça, até porque, independente de opinião, ninguem nasce religioso, a religião é um atributo que nos é imposto por nossa família e sociedade.
    Bem, eu fui criado no catolicismo acreditando também em Deus e por volta dos 13 ou 14 anos, me cansei de ouvir respostas do tipo “porque sim! ” e “não questione a vontade ou a sabedoria de Deus…”.
    E desde então, me tornei um ateu e posteriormente, ‘evoluí’ para um cético convicto.
    Esta é uma verdade sobre Ateus!

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