Tenho participado de vários grupos de discussão e fóruns que priorizam a questão ambiental e buscam apoio e soluções para este preocupante problema, não só no Brasil, mas no mundo.

Além disso, também possuo dois blogs e um fórum público que debatem o assunto e se relacionam com outras comunidades co-irmãs em seus propósitos.

AmazSempreAssTmbem_L180Felizmente, pude observar que a maioria dos brasileiros têm, sim, “consciência ecológica”. Querem protestar, alertar e ajudar de alguma forma, mas não sabem como e nem sabem se organizar e fazer mobilizações que realmente funcionem.

Quando ainda adolescente, li uma interessante citação que ficou gravada em minha mente (infelizmente, não sei a quem atribuir, pois modifiquei-a, adaptando-a ao meu modo de pensar ). Referia-se ao que um homem deve fazer com as coisas que sabe. Acrescentei também com as coisas que possui, e a citação assim ficou expressa, em sua versão final:

O valor de um homem não se mede apenas pelo que ele tem ou sabe, mas sim, pelo que ele faz com o que tem e com o que sabe.”

Nada mais verdadeiro. Nesse caso, se encontram muitas pessoas com os seus sentimentos ecológicos: têm idéias, às vezes até soluções, mas ficam apenas se indignando, impotentes, sem nada fazer. Com isso, apesar de poderem colaborar, passam a ser tão-somente meros espectadores da destruição do planeta.[…]

Somente os governos e os grandes organismos internacionais podem dar solução a esse problema porque a devastação da natureza, em qualquer lugar, e principalmente na Amazônia, decorre da impunidade, da falta de fiscalização e da liberdade para o lucro fácil.

A população, os governantes, o mundo, precisa saber as conseqüências que a devastação do meio ambiente causa sobre nós, agora, e nas gerações futuras. A mobilização popular tem força para pressionar os políticos a fazerem e POREM EM PRÁTICA leis de proteção ambiental que realmente funcionem.

Aqui no Brasil, você poderia começar dando um bom exemplo, procurando o “Amazônia para Sempre“, o “WWF-Brasil“, o “Greenpeace” e algumas outras ONGs e instituições sérias, dedicadas ao assunto.

Que tal tentar?

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19 Comentários

  • Amnyoteph disse:

    Gostei do artigo sim. Acho importante que sementes desse tipo sejam plantadas nas nossas mentes, por todos os meios de que dispomos, para que aos poucos o consciente coletivo forme uma corrente em favor da natureza e da preservação do meio ambiente. Devastar a Amazônia é como ir enchendo os pulmões de nicotina e envenenando lentamente o pulmão do planeta, até que desenvolva um câncer irreversível.

  • Santaum disse:

    A questão de fazer ao invés de saber é muito interessante. O cidadão se depara com a questão ética. Ética? Sim. Exemplos práticos. Eu me questiono: realmente eu devo me abdicar do meu conforto se muitos não o fazem? Sim ou não? Eu moro no sexto andar de um edifício e subo de escadas. Nesses dias li um texto falando sobre o ganhador do prêmio nobel da paz, o Sr. Aquecimento global. este sugere às pessoas como fazer para preservar o meio ambiente. Evitar stand by nos eletrodomésticos, economizar água, etc. Coisa do tipo. Sabe quanto que é o consumo energético anual do homem? 221.000 kWh. 20 vezes mais que a média americana, que consome anualmente 10.000 kWh. Depois faça uma comparação com o consumo energético da sua casa. Eu me pergunto, devo ainda continuar subindo as escadas? Infelizmente, o individual é diferente do coletivo.

  • Concordo em partes. Acho que as pessoas, como parte final da cadeia produtiva de tudo o que é produzido no mundo, têm uma parcela importantíssima de culpa pela destruição de meio ambiente.

    Se elas se conscientizarem e pararem de comprar produtos que agridem a natureza, pararem de votar em políticos corruptos, pararem de comprar casas que foram construídas de forma insustentável, etc, não é preciso pressionar muito nem o governo e nem as empresas.

    Mas concordo que, no momento, as duas coisas são muito necessárias. Se ficarmos esperando o mundo todo tomar sua consciência ecológica, o planeta morre e a gente fica assistindo. Por isso é importante, também, pressionar de forma coletiva.

    Adorei este site. Vou voltar mais vezes.

  • Maurício disse:

    O verdadeiro degradador do planeta deve estar muito satisfeito com as Ongs e os esforços individuais dos ambientalistas titulares de blogs, inclusive eu, que sou ambientalista bloguista e já pertenci ao Greenspeace.. Reconheçamos: somos totalmente inofensivos à estrutura econômica mundial, representada pelos seus respectivos governos, compostos por políticos eleitos num faz-de-conta democrático.
    Em publicações recentes, diversas Ongs proclamam com orgulho: “Há 20 (ou mais) anos defendendo a Natureza”. Agora digo eu: São inúteis, pois em 20 anos já era para ter mudado o mundo, se tivessem capacidade efetiva de atuar em defesa do planeta. O fato é que ficaram esse tempo todo só denunciando a destruição. Os bloguistas também estão no mesmo caminho: denunciam isso e aquilo. Dão conselhos sobre comportamentos ecológicos, como economizar dois minutos de água e eletricidade na hora do banho, pedir leis adequadas, pedir regulamentação de moto-serras, e outras do mesmo gênero.
    Os discursos das autoridades são todos no sentido de pedir aos indivíduos que colaborem para atuações condizentes com o desenvolvimento sustentável.
    Tudo isso é inútil, inglório e equivocado.
    Desculpem minha franqueza, mas, depois de viver 80 anos, me julgo no direito de dizer o que penso.
    Se refletirmos bem, notaremos que estamos apenas a 10 metros do precipício e continuamos caminhando no mesmo rumo, o rumo do desenvolvimento, digo, precipício. A degradação do planeta tem sido visto por muitos como enorme, do tamanho de um elefante. Eu lhes digo: não, seu tamanho é o do próprio planeta. É gigantesco. O esforço para a reversão desse rumo também deve ser gigantesco. Como?
    Simples: idenficada a causa de um efeito, remova-se a causa e não teremos o efeito.
    Vou pôr o dedo na ferida e dizer qual é a causa da degradação ambiental. A concepção civilizacional de lucro, do ganha-ganha, da ganância. Essa adoração religiosa do dinheiro gerou tudo o mais. Gerou a invenção do motor, que é um escravo mecânico. Com isso, a força humana de transformação (destruição) ficou multiplicada por 100 como média mundial. Como temos 6,6 bilhões de habitantes, a população potencial de destruição (poluição, etc.), efeitiva, real, é de 66o bilhões. Esclarecido fica que tal abordagem requer a extensão de um livro. Aqui, estamos reduzindo nossas razões, esperando que os leitores reflitam e deduzam o que falta.
    Ora, para tal tarefa, o mundo precisa urgentemente de um governo efetivo, forte, ditatorial, para executar os assuntos que devem ser executados. Vejam: cada família tem seu governo (geralmente o pai), municípios têm seus governos, os estados ou províncias têm seus governos, os países têm seus governos. Todos, mas todos esses governos agem em função de seus próprios interesses. O mundo, coitado, não tem um governo para defender seus interesses. E, com isso, todos, ao olharem apenas para seus próprios interesses, banqueteiam-se com os recuros naturais do planeta, sem dó nem piedade. É preciso ter em mente a lei de Lavoisier: nada se cria; nada se destroi. Tudo se transforma.
    Em meu livro “Agora ou Nunca Mais”, tal visão fica mais bem exposta. Isso aí em cima é apenas um toque rápido para apontar o real caminho a ser seguido.
    Quanto aos blogs, sugiro ao operoso Ivo que lidere um movimento no sentido de reunir todos os ambientalistas num único canal, e os demais -como eu, por exemplo – encerraríamos nossos blogs. A união faz a força. Entendo que devemos lutar, de imediato, pela criação de um Governo Mundial. É o primeiro e necessário passo para equacionar o problema ambiental, que já não é ambiental, é vital.
    Eu já estou meio cansado, já lutei muito pelo planeta e estou perto de me aposentar. 80 anos, há 20 anos vendo conscientemente o planeta sendo degradado pela ânsia do lucro…
    Maurício Gomide Martins
    11-novembro-2007

  • Administrator disse:

    Resposta para o Sr. Maurício:

    Primeiramente, obrigado pela visita. Fiquei muito honrado.

    Recentemente, visitei o seu blog (pequeno e ainda no início, como o meu, mas de excelente qualidade). Lá, deixei um comentário para um dos seus interessantíssimos artigos. Fiquei impressionado com a qualidade, profundidade e lucidez das matérias abordadas e tomei a liberdade de enviar-lhe um email parabenizando-o. Recebeu?

    Vamos agora, Maurício, à sua visão: concordo em 100% com tudo o que você disse, pois já tinha também percebido essa triste conclusão. Cheguei a me perguntar: “Há quanto tempo as pessoas protestam e alertam e isso não dá em nada? Devo continuar, ou isso será pura perda de tempo, tornando-me eu apenas mais um a protestar?”

    Sinceramente, Maurício, considerando isso, quase desisti, pois tenho outras ocupações e dar manutenção em blogs é trabalhoso. Só não o fiz, em razão do meu lema “persistência” (veja a janelinha verde da direita, em “scroll”). O segundo motivo foi porque, se eu fizesse isso, estaria reconhecendo a derrota para o capitalismo predatório.

    Animei-me agora, ao ler seu comentário (e outros recebidos até por email), mas em especial o seu, por ter enxergado de pronto a questão, ao alertar que não adianta protestar em blogs isolados – É PRECISO AGLUTINAR E FORÇAR.

    A minha idéia é quase essa: aglutinar pessoas que pensam como nós, fazer uma corrente para trazer mais gente para protestar e, depois, transferir essa massa idealista para organizações como a “WWF-Brasil” e “Amazônia para Sempre”. A idéia é que sejamos os seus generais de campo, organizando a tropa e recrutando soldados. Só que, de fato, você tem razão: não devemos fazer isso em muitos blogs isolados porque, dividindo-nos, ficaremos dispersos e não teremos forças.

    Entendo que a força dos internautas, DESDE QUE UNIDOS E ORGANIZADOS, é muito grande e tem de ser respeitada. Breve, e com um tom de humor, vou escrever um artigo intitulado ‘INTERNAUTAS, UNIDOS, JAMAIS SERÃO VENCIDOS!”, com a finalidade dedespertar a consciência ecológica deles e recrutá-los para a nossa batalha.

    Hoje, estou um pouco sem tempo. Continuo esse comentário em torno da sua sugestão numa outra oportunidade (breve).

    Enquanto isso, sugiro: sejamos aliados! Inscreva-se neste blog e publique, aqui, quantos artigos desejar. Pessoas como você, Maurício, são necessárias e “hours concours”.

    Use o meu email, se desejar, fale-me do seu livro e como adquiri-lo. Vamos divulgá-lo também. Por que não? Livro sem leitores não atinge a finalidade, por melhor que seja.

    Agradecimentos, mais uma vez, a você e aos outros que também, inteligentemente, comentaram a matéria.

    Saudações!

  • Santaum disse:

    Concordo com o Maurício também em 100%. O problema é o consumo. Consumo. E confesso que não havia pensado na questão a unitariedade, do “um por todos, todos por um”.

    E seu blog é muito interessante caro Maurício. Como também é o do nosso caro Ivo Reis.

    Parabéns aos dois.

  • Maurício disse:

    Agradeço as palavras de estímulo. Minhas idéias são extensas. São também doloridas porque abordam a questão ambiental como ela é na realidade. Por isso sou considerado por alguns como atrevido. Mas como tratar de uma realidade com temporizações? E a questão ambiental não é apenas uma realidade; ela é A REALIDADE. Ante uma situação de emergência, num pronto-socorro, o médico sentencia: corta a perna. É isso mesmo. O acidentado terá a perna amputada para poder sobreviver. E a situação ambiental chegou ao ano de 2007 num estágio de emergência.
    Em alguns paises, já têm surgido movimentos mais efetivos, como tenho visto na TV. Na Austrália, por exemplo, uma multidão de ambientalistas já fizeram passeatas pelas ruas, com cartazes radicais. No Brasil, até agora, nada. Temos visto o movimento dos homoemotivos e homosexuais com expressão dinâmica nas principais cidades, clamando por direitos e objetivos condizentes com suas condições. Não há movimento com pensamento e objetivos centrais por parte de nós os ambientalistas. Precisamos nos mexer como um corpo enorme e maciço. Precisamos nos concentrar em torno de uma idéia objetiva e forte. Revolucionária na idéia. Por que não? Vamos esperar o circo pegar fogo? Por isso, entendo que o primeiro passo é unificarmos nossos esforços. Abdicarei do meu blog para me integrar ao núcleo que alguém mais jovem possa fazer a aglutinação, como sugeri ao Ivo.
    Para aqueles que desejam conhecer todo o meu pensamento, recomendo a leitura do meu livro “Agora ou Nunca Mais” que não está em todas as livrarias. Custa 35,00 e pode ser pedido pela internet à livraria cultura (www.livrariacultura.com.br) ou livraria Crisálida, de Belo Horizonte, pelo fone (31) 3222-4956.
    Já que fui levado a citar esse livro, devo dizer aqui que não tenho qualquer interesse de ordem financeira na vendagem.
    Não preciso de reais, pois tenho ótima aposentadoria e o que tenho já me basta muito. Além disso, os que já trataram desse asssunto sabem que livro não dá camisa para ninguém. Encontrei dificuldade para a edição do livro, principalmente porque dei “nome aos bois”. Tive e tenho isso que é conhecido pela palavra CORAGEM. Mas, confesso, nem tanta coragem assim. Afinal com 80 anos, despedindo da vida, ao tratar de assunto tão sério e emergente, não poderia agir de outra forma. Cabe aqui esclarecer que pertenci ao Greempeace e ofereci os originais àquela organização, com a finalidade de que eles os lessem e, se aprovados, entrariamos em entendimentos para a publicação geral, com cessão de meus direitos autorais, em benefício do movimento ambiental. Durante um ano, tentei obter qualquer pronunciiamento daquela Entidade, mandando-lhes e-mail, cartas, e não obtive qualquer resposta. Finalmente, custiei a edição por uma editora de São Paulo. Tudo para satisfazer a realização de meu ideal: ajudar a salvar o planeta.
    Não vou falar sobre o livro, em si, para que o leitor tenha o sabor da leitura. Mas o classifico como um documento histórico. Depois de lido por alguém, fico à disposição para, por e-mail, fazer qualquer comentário.
    A propósito. Autorizo a republlicarem o material constante do meu blog (planetafala.blogspot.com) em qualquer meio
    B.Horizonte
    13.11.07 Maurício Gomide Martins
    mgomide@uai.com.br
    mgomide2@gmail.com

  • Maurício disse:

    Fiz um comentário extenso. Enviei, mas não apareceu. Não sei o que aconteceu.
    Maurício

  • Administrator disse:

    Maurício:

    Detectei 3 comentários seus no blog. Se houve algum outro mais e que não foi publicado, favor me informar os detalhes para eu poder averigüar e corrigir.

    Caso isto tenha ocorrido, desculpe a falha. O blog ainda está se ajustando e, às vezes, algum comentário fica preso no controle automático de spam, quando tem alguma palavra marcada. Preciso corrigir isso, se ainda estiver ocorrendo.

    Obrigado, mais uma vez, pela presença.

    Abraços!

  • Maurício disse:

    Esclarecimento: depois que fiz a observação às 10,16, aí apareceu o comentário anterior. Houve realmente uma demora, mas finalmente foi publicado. Tudo bem.
    Maurício

  • Sílvia Peruzzi disse:

    O que observo é que muitas pessoas falam muito em meio ambiente, preservção da natureza, etc., mas pouco fazem para efetivamente contribuir. Aliás, nem se intressam em saber “como” contribuir. Esta é a triste realidade.

  • Sílvia:
    Bem oportuna a sua observação. O problema é que cada ambientalista abraça diferentes motivos, cujas causas desconhece em profundidade e, ainda, aponta as mais inviáveis, e as vezes disparatadas, soluções, tais como a forma de preservação da Amazônia e de determinados animais em extinção; degelo em montanhas ou nos pólos; mudanças climáticas; queda na produtividade agrícola, etc. . Cada um deles, busca atribuir os problemas às causas mais imediatas; aquelas que estão ao alcance de sua compreensão. É necessário que cada ambientalista do mundo mergulhe no oceano da evolução científica e tecnológica que antecederam a causa da degradação que combatem, para, aí, encontrarem todos os demais ambientalistas de todas as áreas, em torno da causa comum à todas as formas de degradação social, econômica e ambiental. Este encontro se dará no passado, por volta do meado do século XVIII quando, virtualmente, todos poderão contemplar as condições de rusticidade em que se vivia. Até aí, o progresso tinha ritmo aritmético. Repentinamente, um acaso descortinou o mecanismo do processo da transformação da hulha em coque; e, anos depois a utilização deste na fundição do minério de ferro, até então realizada com carvão vegetal em pequenas fornadas de 12 a 15 k. envolvendo muitos trabalhadores, o que fazia encarecer os custos e, conseqüentemente, limitar sua utilização. Tornada a oferta do ferro a preços vis, graças a utilização do novo combustível, em comparação aos que anteriormente vigoravam, novas aplicações surgiram, agora, em progressão geométrica, dando partida para a Revolução Industrial; daí, todas as benesses que parte da humanidade, hoje, desfruta. Mas, a parcela dos custos futuros referentes aos danos a serem causados ao meio ambiente pelos efluentes gerados na queima da hulha e, mais tarde, do petróleo e no gás natural, nunca foi incorporada ao preço das mercadorias vendidas, sendo a mesma absorvida como lucro dos detentores da produção e demais intermediários. O acúmulo de tais dejetos na atmosfera em 250 anos, e o consumo imensurável das reservas de oxigênio livre, modificaram a distribuição da atmosfera sobre o planeta causando o buraco na camada de ozônio e, daí, todas as mazelas climáticas que estamos assistindo. Então, todos os problemas sociais, econômicos e ambientais do mundo estão vinculados ao consumo e na utilização de tudo que você possa imaginar. E tudo que se consome ou se utiliza em qualquer parte do mundo, necessita de variadas formas de energia na fabricação, conservação, embalagem, transporte e, nos casos de eletrônicos, eletrodomésticos, máquinas e veículos, continua-se consumindo energia para seu funcionamento, e ainda para sua degradação pós-consumo. Como mais de noventa por cento da energia consumida no mundo tem origem na queima de combustíveis fósseis ou nucleares, os primeiros, causadores de todas as mazelas sentidas e previstas, e estes acumulando problemas para as gerações mais novas e futuras, não há outra solução imediata se não a redução do consumo global; e, como não se pode reduzir o essencial para grande parte da humanidade já sofrida pelas faltas, cada indivíduo conscientizado por um ambientalista, do problema global, deverá eleger o que é supérfluo para si e reduzir, gradativamente, até abolir o seu consumo. Como não se pode contar com a mídia, que defende o consumismo que a sustenta, somente os ambientalistas unidos, conscientes do problema em toda sua extensão, poderão convencer aos demais cidadãos a absterem-se de consumo e de uso do que não for necessário a um bem-estar razoável.

  • Antídio:

    “Como não se pode contar com a mídia, que defende o consumismo que a sustenta, somente os ambientalistas unidos, conscientes do problema em toda sua extensão, poderão convencer aos demais cidadãos a absterem-se de consumo e de uso do que não for necessário a um bem-estar razoável.”

    Este final do seu texto, destacado acima, já diz tudo. De fato, todos temos de concordar que a causa primeira e talvez a mais grave, relacionada aos problemas ambientais por que passa a humanidade, foi (e ainda é) a matriz energética equivocada, adotada a partir da “revolução industrial” e que persiste, em crescimento de progressão geométrica, até hoje. É óbvio que nesse ritmo vamos ultrapassar, se é que já não ultrapassamos, o ponto de equilíbrio “recursos naturais x consumo”.

    E é claro também que a mídia sabe disso. Só não cumpre o seu papel de alertar ( falo generalizadamente, porque existem algumas poucas exceções), pelos motivos que já sabemos, todos relacionados à cumplicidade e ao comprometimento.

    O único ponto a reparar no seu bem fundamentado raciocínio, é que hoje, o estrago causado foi tão grande, que já não basta mais apenas conter o consumo e diminuir o uso de combustíveis fósseis. O tempo para recuperação seria muito longo e de nada adiantaria se não se atacasse, parelalamente, as outras causas: diminuição do desmatamento, das queimadas, da pesca predatória, da poluição, da emissão de dióxido de carbono, etc, justamente aquelas que você reputa como de somenos importância.

    A união dos ambientalistas tem que ser em torno de todos esses pontos, ao mesmo tempo . E, para isso, nada mais recomendável do que o “Governo Ambiental Mundial”, proposta do ambientalista Maurício Gomide, e que encampamos aqui neste blog.

    Acho que é por aí.

  • Gomide disse:

    Prezada Sílvia Peruzzi,
    A propósito de seu comentário acima, solicito a fineza de ler meu artigo “O individual e o Coletivo”, publicado em março-2008, onde obterá resposta para as aparentes contradições que você apresenta.

  • Meu caríssimo Ivo:
    Concordo plenamente com você e o Gomide de que um governo mundial poderia solucionar, de imediato, os problemas ambientais do mundo; mas, quem poderia constituí-lo senão as próprias potências econômicas e militares que devastaram e poluíram o mundo? Veja o exemplo das instituições internacionais como a ONU e o Banco Mundial, entre outras; elas não cumprem mais do que determina quem tem maior poder militar. O momento internacional é crítico, tendo a quebra do sistema financeiro, que chamam, indevidamente, de econômico, e a expectativa sobre as metas de um novo e esdrúxulo presidente da maior potência militar e, economicamente, quebrada. O desfecho poderá ser uma guerra mundial pela disputa de fontes de energia limpas e, também, renováveis, o que faz do nosso país principal alvo.
    Caso tal evento não aconteça, aí sim, os ambietalistas que se tornarem conscientes do todo social, econômico e ambiental, poderão apontar para os jovens e as futuras gerações, estilos de vida compatíveis com a realidade energética do mundo, limitando o consumo espontaneamente, não deixando espaço para criação de um governo totalitário. Assim fazem os animais selvagens para sobreviverem às crises alimentares, sem que ninguém lhes mande tomar medidas radicais. Assim espero que aconteça com a humanidade, se lhes derem oportunidade.
    Fraternal abraço.

  • Gomide disse:

    Caro Antídio,
    Tudo bem. Só que você se esqueceu de incluir nessa sua equação o fator TEMPO. Com ela, cujo valor máximo é de 15 a 20 anos, o resultado de sua argumentação muda de resultado. Aí você percebe que não há tempo para conscientizar a humanidade, constituida de 80% de pessoas que não sabem ler ou não leem. Reflita: há urgência urgentíssima na tomada de decisões radicais para abortar o processo de desequilíbrio ambiental que, segundo temos visto, está em velocidade acelerante. Eu vejo que a humanidade não tem um problema pela frente; tem uma alternativa emergencial para viver ou morrer. E nós, os ambientalistas, ocupamos uma etapa histórica única: a de alertar, alertar, alertar.

  • Caríssimo Gomide:
    Em compensação, você esqueceu-se de levar em conta, que a massa de 80% dos que não sabem ler e/ou não lêem, não consomem supérfluos. Poucos, em muitas partes do mundo, têm acesso ao transporte rodoviário, ou o marítimo ou fluvial motorizado; avião, nem pensar; não consomem alimentos produzidos em hemisférios opostos transportados por aviões; (estes, representam o maior lançamento de poluentes por tonelada transportada); eles não fazem turismo e, quando conseguem ter uma humilde moradia, não se dão ao luxo de destruir o que, ainda, tem ampla vida útil como banheiros, vasos sanitários, cozinhas, pisos, etc., em reformas para embelezamento e decorações, somente para atender às vaidades sociais. Quem bem faz tudo isso, é justamente os 20% que lêem.
    O consumo alimentar dos 80%, gera resíduos recicláveis dos quais se obtém, por fermentação anaeróbica, o gás metano para combustível, e fertilizantes agrícolas, como faziam a China e a Índia, quando eram muito pobres.
    A semente do anticonsumismo já está lançada pela própria mídia; o que lhes falta é o esclarecimento dos teores de poluentes gerados para se produzir cada bem e para consumi-lo, ou usá-lo, para que cada cidadão saiba com quanto contribui para a degradação ambiental. Com esta consciência instalada, cada um, gradativamente, vai mudando de hábitos ou, pelo menos, os mais jovens.
    Os israelenses, que são bastante instruídos, no momento, estão lançando na atmosfera milhares de toneladas de poluentes numa guerra para sufocar o grito de protesto de um povo que foi lesado com o apôio da ONU e das potências militares da época.
    É isso aí, amigo Maurício: temos que rever os nossos pontos de vista para que melhor possamos contribuir para resolver a questão ambiental do mundo.
    Forte abraço e minha admiração.

  • Felipe Barroz disse:

    Ola amigo! Nao sou de ficar fazendo comentario, mas eu queria parabeniza-lo pelo otimo site que voce tem! Continue com esse otimo trabalho!

  • Luiz Soares disse:

    Parabns pelo site! Posts completos e muito relevantes! Parabens mesmo! Continue assim!

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