(A matéria abaixo foi transcrita do site Irreligiosos, do mesmo autor )

 

Por que os crentes relutam em aceitar a inexistência do Cristo dos Evangelhos?

Esta tem sido uma constante discussão desde que criamos a comunidade Irreligiosos. E apesar da farta literatura apresentada por vários de nossos debatedores, dos exaustivos e recorrentes debates em torno do tema, da incansável dedicação de nossos pesquisadores em esclarecer racional e historicamente essa impossibilidade, utilizando até argumentos científicos, filosóficos antropológicos e arqueológicos, nada, nada demove o crente da sua fé. Proporcionalmente, dentre os crentes que por aqui passaram (aceitamos a filiação de alguns quando vêm com o sincero propósito de debater e buscar esclarecimentos) foram raros os resultados positivos que obtivemos e tirando os poucos casos bem-sucedidos – apenas 3, confirmados – o máximo que conseguimos foi implantar a dúvida e abrir caminho para que eles próprios pesquisem, sabendo por onde começar e por onde trilhar.

Diante disso, cabe a pergunta: por que os argumentos, por melhores que sejam, não funcionam com os crentes? O que temem? Por que a necessidade de crer num "deus protetor" (???) e num Jesus Cristo mitificado, cuja história de vida, tal qual descrita nos Evangelhos, jamais pôde ser comprovada? Isto nos remete à matéria "Cérebro de Crente" aqui publicada e discutida, donde se infere que pelos menos três fatores são responsáveis por esse comportamento: o medo, a necessidade de proteção e a lavagem cerebral  a que se submetem semanalmente, em média, de duas a três vezes por semana, mês após mês, ano após ano. O resultado não poderia ser outro: bloqueio em aceitar tudo o que contradiz suas falsas convicções, implantadas em seus cérebros pelos ministros religiosos de suas igrejas, pela mídia, pelo marketing religioso agressivo e pela literatura que lhes é oferecida. Agem, pois, sob controle mental, tal qual um objeto comandado por controle-remoto, onde eles são objeto e seus ministros religiosos os controladores. Por isso, são condicionados a obedecer e rejeitar tudo o que possa contrariar o que lhes foi ensinado a fazer e crer como verdades, não as suas, as que lhes venderam.

Segue, abaixo, um pequeno exemplo, um comentário (apenas um, dentre muitos), feito pelo colega Oiced Mocam e extraído de um debate que se arrasta há seis meses com um crente que, não é um crente comum, porque este é, pelo menos, um crente que estuda, pesquisa e debate conosco, percebendo-se nele um certo grau de cultura. Este poderia (e ainda pode ser salvo) porque já se dispôs a pesquisar a história. O triste é que essa pesquisa não é para descobrir a verdade histórica e, com isso, mudar suas convicções. O crente, quando pesquisa, é para tentar reforçá-las. Como remediar isso? Analisem o exemplo e percebam o quanto de esforço é dispendido. Só com este crente, pelas minhas contas, já foram gastos 277(duzentos e setenta e sete) comentários e o carinha continua lutando para tentar provar que Jesus Cristo existiu e que Deus é seu pai, que também existe e nos protege. Segue o texto:

 

COMENTÁRIO DO COLEGA OICED MOCAM, NO TÓPICO "ATEUS POSSUEM ALGUMA PROPOSTA PARA TORNAR UM MUNDO MELHOR SEM RELIG…"

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