Vice-presidente do PSC

Gravem bem o nome do partido: Partido Social Cristão. Ignorando uma petição com mais de 450.000 assinaturas, ignorando os protestos populares, ignorando a orientação do presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, ignorando a opinião pública nacional, o PSC decidiu, nesta terça-feira (26/03/2013) manter o deputado-pastor Marco Feliciano, homofóbico e racista assumido, na presidência da Comissão de Direitos Humanos. Antes disso, Feliciano, com a sua contumaz insensatez, declarara que resistiria às pressões, não renunciaria e que só desistiria do cargo se morresse. Ao defender a permanência de Marco Feliciano, contra tudo e contra todos, que recados esses políticos da bancada evangélica nos passam? Seria algo mais ou menos parecido com isto: “Não importa o que a opinião pública pensa e deseja; nossos interesses partidários estão acima de tudo. Não estamos nem aí para os discordantes. Eles que se explodam!”. Um episódio semelhante ocorreu também com a nomeação de Renan Calheiros para a presidência do Senado, uma nomeação que não interessava a ninguém, a não ser o próprio PMDB.

As palavras que expressam o pensamento da bancada evangélica e da cúpula do PSC, podem até não ser exatamente estas, mas é assim que são interpretadas pelo cidadão comum, em especial, os não-cristãos. Mas a insatisfação é tão grande que não encontra consenso nem entre os religiosos, conforme se depreende da notícia abaixo:

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Igrejas cristãs divulgam nota contra Marco Feliciano

11 de Março de 2013

O Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil) divulgou uma nota de repúdio ao nome do deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Na nota, a comissão se refere a "declarações públicas, verbais e escritas de conteúdo discriminatório, de cunho racista e preconceituoso contra minorias", atribuídas a Feliciano. "Tal comportamento o descredencia para liderar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e propugnamos por seu imediato afastamento."

O deputado é acusado por movimentos sociais de intolerância racial e religiosa e de ser homofóbico; além disso, ele responde a dois processos no STF (Supremo Tribunal Federal), por homofobia e estelionato.

Feliciano disse se sentir perseguido e alvo da "minoria da desinformação".

Fonte: O Destak

O despreparo e a desqualificação moral de Feliciano são notórios e não se limitam apenas ao seu racismo e à sua homofobia. Feliciano também é ateofóbico e declara abertamente que as mulheres não podem ter os mesmos direitos dos homens porque isso 

prejudicaria o papel que lhes cabe representar no lar” (???).

Como um homem com ideias tão retrógadas e mesquinhas pode ser presidente de uma comissão importante, que se propõe a defender os direitos humanos e as minorias? Bem, não poderia, mas como resultado de acordões entre partidos, para poder repartir os postos-chaves, pode, ainda mais quando o partido faz parte da base aliada do governo. Mas será que o PSC não tinha outro nome menos repulsivo para indicar?

Por fim, acrescente-se o comportamento do pastor Marco Feliciano na condução de sua igreja, onde explora e engana desavergonhadamente os fiéis, os mesmos que lhe elegeram, com uma expressiva votação de 212.000 votos. Elegeram-no porque foram ingênuos de boa fé e se deixaram iludir pela lábia do espertalhão.

Então, o que se conclui desses episódios (e outros não mencionados), quando, através de acordinhos e acordões, partilham-se os cargos? “Essas coisas não interessam ao povão e não temos de respeitar sua vontade. Isto é um problema interno do Congresso”. E assim ficarão, até que… até que… Será?

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