(Este post foi baseado num discussão semelhante publicada pelo autor na comunidade Irreligiosos)Cérebro Crente - Zonas

Não, o tema não era para ser levado a sério, mas acabou se tornando… se tornando… digamos, “meio sério”,  porque à medida em que as discussões e o agregamento de novas informações evoluíam, a matéria foi se aperfeiçoando, começou a priorizar o lado científico e escapou de controle: saiu do lado irônico e humorístico, onde pretendíamos situá-la, para o lado investigativo-científico. Finalmente, tornou-se uma matéria híbrida, que chega até a merecer um estudo. Não acreditam? Leiam!

Será que a "doença" da fé religiosa é mais perigosa do que a dos vícios de drogas? Por que existem mais drogados que largam o vício do que religiosos fanáticos que largam a fé?

Aí está uma coisa que merece um profundo estudo por parte da neurociência,  cientistas e médicos  de todas as áreas afins, como psicólogos, neurologistas, bioquímicos, hipnólogos, neuropsiquiatras e sociólogos. É preciso   saber o que acontece na cabeça de um crente, que torna tão difícil para ele abandonar sua fé, mesmo diante de tantas evidências de que religiões são nocivas e mentirosas, mesmo quando as piores desgraças lhe acontecem e ele acha que não pode contestar, porque "foi Deus quem assim quis".

Cérebro CrenteNão sei se já fizeram mais estudos comparativos (o único que conheço é este aí ao lado, mas ainda não totalmente aceito pela comunidade científica). Contudo, pelo que tenho visto, é mais fácil um drogado, com aconselhamento e tratamento, largar o vício, do que um religioso, mesmo aconselhado  – porque tratamento antirreligioso ainda não existe -, largar sua fé. Quando alguém pergunta onde estão localizadas as demais áreas destinadas às lembranças, sentimentos, sentido espacial, intuição, emoções e conhecimento, os cientistas informam no estudo que todas ficaram seriamente comprometidas e reduzidas, razão por que destacaram apenas as que se sobressaem, ocupando 86% do cérebro crente. Segundo alguns desses cientistas, os danos cerebrais produzidos pelas religiões seriam maiores do que os produzidos pelas drogas, porque acompanham os indivíduos desde a mais tenra idade, destroem neurônios e zonas cerebrais, são invasivos de outras áreas, causam bloqueios de outras e são difíceis de serem recuperados. Assim, pais e governos: cuidado com as nossas crianças!

O cérebro comanda as ações do corpo, a saúde e a vida das pessoas, sendo muitas as doenças nele ou dele originadas. Não chegaria a dizer enfaticamente que crenças religiosas sejam deformações ou doenças cerebrais, mas existem grandes indícios. Talvez por isso, hoje, 18/02/2013, o governo americano anunciou um ambicioso programa de investimentos em projetos científicos para o estudo do cérebro, já que considerou a ciência ainda muito atrasada em relação a isso. Daqui a alguns anos vamos poder realmente entender como funciona o cérebro do crente (o mapeamento do cérebro será o estudo de maior ênfase) e assim saber se condicionar as ações do cérebro aos ditames da fé religiosa é um comportamento normal, se isto é saudável e benéfico ou, como já começam a admitir, se é danoso para o ser humano. A ideia é que esse estudo obtenha grandes avanços, alcançando o mesmo patamar a que chegou o estudo sobre o genôma humano, do qual a humanidade já colhe enormes benefícios.

Esta discussão começou como uma brincadeira com os crentes, uma ironia bem-humorada, para convidá-los à reflexão. Mas, para minha surpresa, fui checar se havia alguma coisa mais na internet, além do que eu já sabia e… epa! Encontrei várias informações confirmando minhas conjecturas especulativas. Vejam apenas uma delas, como exemplo:

(…)Estudo do Centro de Saúde da Universidade Duke (EUA) concluiu que o hipocampo de pessoas religiosas diminui com o tempo, de forma similar com o que ocorre com o cérebro de portadores do Mal de Alzheimer.

A função do hipocampo, que fica nos lobos temporais, ainda não foi totalmente mapeada pela neurociência, mas já é certo que é fundamental para a retenção da memória e locomoção das pessoas no espaço. Pesquisas recentes comprovaram que parte dos esquizofrênicos apresenta anormalidade nessa região do cérebro. (…) Amy Owen, coordenadora do estudo, disse ter ficado surpresa com o resultado porque várias pesquisas apontam para os benefícios da religião, como o alívio da ansiedade e da depressão. (Fonte: Jornal do Dia)

E agora mais esta, relacionada ao estudo do cérebro de crentes:

(…)Usando ressonância magnética, eles analisaram 20 cristãos pentecostais e 20 sem credo religioso enquanto ouviam orações gravadas. Segundo a pesquisa, os crentes tendem a ‘desligar’ as partes do cérebro ligadas ao questionamento e a processos racionais." (nota: "cristão pentecostal" é crente evangélico e não católico)

Fonte: Estudo: Cérebro de crente é menos desconfiado

São de Michael Shermer, autor do livro "Cérebro e Crença", estas palavras:

"(…)nosso cérebro está programado para estabelecer crenças e reforçá-las como verdades absolutas, e não é assim que o mundo funciona. O objetivo da ciência é tentar superar essa tendência cognitiva a acreditar, essa tendência a acreditar em coisas nas quais queremos acreditar mesmo quando não existem evidências.”  (grifo nosso)

Então, o cérebro do crente é mesmo diferente do das pessoas normais (ou seriam eles, programados para acreditar, os normais e nós, sim, os anormais?). Isto é o que a ciência precisa responder, sem deixar dúvidas e margens a interpretações contraditórias.

Alguém conhece algum outro estudo sério sobre este assunto? Vamos ao debate!

Blogger PostBookmark/FavoritesDiggEmailFacebookGoogle GmailGoogle+LinkedInPrintFriendlyTwitterYahoo MaildiHITTShare

1 Comentário

Deixe uma resposta