Versões do WordPressBem, se você ainda não sabe, é absolutamente normal, porque este tipo de operação é raro, nada usual, pois significa fazer o caminho inverso ao do "upgrade". Interprete pois "downgrade" como o inverso do "upgrade". Enquanto o termo upgrade é utilizado para significar uma migração para um software mais recente, downgrade significa o caminho de volta, para uma versão anterior. E isto é o que acontece na prática quando uma migração para uma versão mais recente não dá certo. Ultimamente, muitos usuários do WordPress, têm utilizado este caminho, infelizmente. Mas o pior de tudo é que se o upgrade já é complicado o downgrade é ainda muito mais mais trabalhoso e complicado.

É compreensível que todos os desenvolvedores da plataforma  WordPress queiram constantemente atualizar seus blogs para a versão mais recente deste poderoso CMS. Todavia, esta nem sempre é a atitude mais prudente e sensata. A versão 3.1.1, por exemplo, é recentíssima (hoje, dia 25/04/2011) e ainda necessita de muitos ajustes, antes de funcionar a contento.

Faço este alerta por experiência própria. Testei a nova versão em um site clone e vi que ela não é satisfatória, apresentando muitos "bugs", o mais sério, na minha opinião, na sua configuração e no editor visual, que trava e não exibe os trackbaks, nem os campos personalizados adicionais, nem a lista suspensa de autores.

Não acreditando nesta tão grande quantidade de falhas (existem outras), tentei várias vezes e em dois outros sites, dando o mesmo resultado. Portanto, não creio que o problema se deva a erros de instalação ou erro do usuário na configuração; é bug mesmo. E ainda que  algumas mexidas nas combinações de configurações resolvessem os problemas, isto não significaria que a versão está funcional. As coisas para os usuários devem ser simples ou, no máximo, com um médio grau de dificuldade. Passou disso, a versão é condenável. E é este o caso da 3.1.1, por enquanto.

No meu caso, e apesar de me considerar um usuário com relativa experiência, tive de fazer o caminho de volta – não sem antes ter um baita trabalho – e agora tudo voltou ao normal e está funcionando direitinho.

Por que o WordPress tem aumentado tanto a velocidade das atualizações?

O WordPress sempre foi considerado a melhor plataforma para o desenvolvimento Wordpress Releasesde blogs e é, de longe, a que tem maior base instalada. Mas de uns tempos para cá, no afã de se aperfeiçoar cada vez mais, tem feito sucessivas modificações de versões, num tempo médio 1 mês para cada nova atualização, ficando difícil para os desenvolvedores manterem-se atualizados, já que as migrações, antes simples, estão se tornando cada vez mais compicadas e arriscadas, exigindo do usuário um certo grau conhecimento de HTML, PHP  e lógica de programação, o que já não é normal. Além disso, para fazer os ajustes que necessita, é imprescindível que o usuário possua um domínio próprio (pago, apesar de o WP ser gratuito).

Uma coisa é certa: quando um software tem de ser constantemente atualizado, quase na média de uma atualização/mês, é porque ainda não se encontrou e algumas coisas não vão bem. Quando um aplicativo fica "estável" as atualizações diminuem bastante, quase desaparecendo. E em matéria de programação (sei disso porque, por acaso, também sou programador) ao se alterar demais um mesmo aplicativo ele sempre, mais cedo ou mais tarde, vai apresentar um outro problema, por relação direta ou indireta com o que foi alterado. E a cada nova alteração a coisa piora. E agora vejamos o que está acontecendo com o nosso querido WordPress.

Dezessete atualizações em 20 meses… Isto é normal?

Não, não pode ser. Se isso está ocorrendo é porque os desenvolvedores começaram a se perder e estão tentando desesperadamente salvar o aplicativo.

Fazer atualizações rotineiras de software, com o intuto de aperfeiçoá-lo, acrescentar novos módulos e corrigir pequenos bugs é normal, mas não com tal intensidade  e em tão curtos intervalos de tempo. Digo por experiência própria como desenvolvedor. Quando um aplicativo fica escravo das atualizações para poder funcionar, é melhor abandonar o software original e partir para um outro, partindo do zero e buscando o mesmo ou um novo conceito. Enquanto as versões capengas forem decorrência do fonte original, a coisa só tende a piorar. Essa é a regra.

Não afirmo que este seja exatamente o caso do WordPress, um software criado em 27/05/2003, já maduro em tempo de vida. Mas dá o que pensar, principalmente se pararmos para analisar a tabela de "releases" aí ao lado, que abrange somente o período de junho de 2009 até hoje. Isto é para deixar qualquer usuário louco. E tentar estar sempre com a versão mais recente, logo no  início do seu lançamento é mais louco ainda.

Diante do que se abordou, ficam aqui as seguintes dicas:

  1. Não atualize para o WordPress 3.1.1 já. Espere a primeira versão que durar mais de 4 meses, sem qualquer atualização, e aí sim, migre para ela;
  2. se a sua versão tem menos de 3 anos e está funcionando bem, fique com ela,  até surgir a primeira versão realmente estável, mesmo que demore;
  3. se for migrar para uma versão com mais de 4 releases superior ao seu, faça-o em duas etapas: primeiro para duas versões depois (teste por algum tempo); depois, se funcionou na anterior, migre para uma de mais dois releases à frente, e assim sucessivamente.
  4. esteja sempre preparado para, eventualmente, ter de fazer um "downgrade".

 

As dicas estão dadas. Se depois disso, você insistir em atualizar para o 3.1.1,  considere a possibilidade de ter de fazer um "downgrade". 

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