TERREMOTOS &VULCÕES

    

Terremoto no JapãoNa febre no noticiário de hoje sobre o grande terremoto ocorrido no Japão, assistimos entrevistas com eminentes professores de geologia oferecendo explicações sobre o mecanismo do fenômeno; porém, não vi, nem ouvi, nenhum deles apontar a causa fundamental do aumento da incidência  e da intensidade desses fenômenos naturais. Um deles em entrevista transmitida pela Rede Globo nesta data, declarou que terremotos dessas magnitudes, normalmente, ocorriam um a cada 10 anos, aproximadamente;  no entanto, na última década, ocorreram 4. Portanto, um aumento considerável. Outro professor, em outra entrevista na mesma emissora, declarou que não há nenhuma relação entre estes fenômenos e o aquecimento global. Do meu obscuro ponto de vista, vejo todos os fenômenos naturais do momento, incluindo os sociais, interligados por uma mesma raiz, a qual, o mundo capitalista se esforça em negar para proteger o consumismo que alimenta seus lucros.

Para qualquer cidadão, seja qual for a sua formação profissional, desde que seja familiarizado com a identificação da ação das forças centrípeta e centrífuga, seja na formação da matéria, assim como em todos os fenômenos da vida “como um todo”, facilmente entenderá como que a utilização da matéria orgânica fossilizada, como combustível, e que proporcionou a formação e o desenvolvimento da Revolução Industrial; e como esta  adulterou todas as condições de formas de vida na Terra.

O carbono que predominava na composição atmosférica anterior à vida terrestre, com o início e desenvolvimento de sua forma vegetativa, durante bilhões de anos foi sendo sepultado como componente da biomassa para dar origem à hulha, ao petróleo e ao gás natural. Esses materiais depositados no subsolo, descreviam uma órbita de determinado tamanho em torno do eixo terrestre. No entanto, à medida em que foram sendo desenterrados e queimados para liberar o calor neles contido para alimentar o progresso mundial, agora, na forma de gás combinado com oxigênio, (CO e CO2), assim como outros gases em menor escala, gradativamente durante o desenvolvimento científico e tecnológico, fizeram aumentar a densidade da atmosfera. Consequentemente, esta mesma atmosfera que, anteriormente era mais rica em oxigênio na forma de ozônio, se acumulava sobre as regiões polares, protegendo-as dos nocivos raios ultravioletas. Agora mais pesada com a incorporação de carbono e de outros gases,  impulsionada pela força centrífuga, migrou para as regiões intertropicais, com maior acúmulo na formação de uma muralha gasosa sobre a linha equatorial.

Deste modo, aquela matéria, outrora aprisionada nas entranhas da Terra realizando um circuito menor em torno do eixo, na forma gasosa, passou a descrever uma órbita muitas vezes maior, arrastada pela rotação do planeta.

Só que ele, para puxar esta massa com o mesmo peso de antes, e por um caminho muito maior, não dispondo de nenhuma  forma de energia suplementar, perde velocidade e, consequentemente, sofre proporcional redução de força centrífuga. Logo, toda a massa atmosférica, assim como todos os corpos existentes sobre a Terra, tornam-se mais pesados o que é sentido por todos os seres vivos que conhecemos como pressão atmosférica.

No caso específico do aumento das incidências  e da intensidade dos terremotos e vulcões, se dá pelo aumento da pressão exercida pelos continentes sobre o magma interno, fazendo com que este reaja movimentando as placas tectônicas ou expelindo lavas pelos vulcões.

Esta redução de velocidade da rotação terrestre trás muitas outras consequências no dia-a-dia da vida “como um todo”, ainda não explicadas pela Ciência, e que explico em alguns blogs.

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4 Comentários

  • Boa matéria, Antídio. Vou divulgá-la em outros sites!
    Permiti-me mudar o título geral para torná-la mais específica, destacando de outras matérias já existentes sobre vulcões, já que a sua tem a finalidade específica de explicar como e por que ocorrem esses fenômenos.
    Gostei e até aprendi um pouco.

    Vou inserir uma imagem do terremoto para ilustrar mais a matéria.

  • Antídio S.P. Teixeira disse:

    Obrigado Ivo. Você é sempre solidário nas novas visões dos fenômenos que afetam os seres vivos e, nas sugestões de soluções. Abraços,
    Antídio

  • Antídio:

    Seu post já foi visto 57 vezes. Acredito que até a meia-noite de hoje ele ultrapasse 100 visualizações e gere alguns comentários, pois a maioria das pessoas nem suspeitam de possíveis causas antropgênicas nesse fenômeno.

    Vamos aguardar os comentários e a discussão do assunto!

  • leonardo disse:

    otimo para o conhecimento dos brasileiros q ñ estão no japão para estar por dentro de tudo q acontece lá

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