Usina de Belo MonteDando continuidade ao nosso post anterior, onde já havíamos fornecido os endereços da Avaaz.org e do movimento "Xingu Vivo Sempre", que lideram campanhas contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, republicamos abaixo a matéria recebida por email da Avaaz.org e cuja divulgação em nossa rede nos foi solicitada. O texto contém as principais explicações da situação atual que envolve o processo de licenciamento do projeto e, a seguir, reproduz o teor da petição que será enviada à presidente Dilma Roussef. Agora que o leilão de concessão já foi feito, existindo um consórcio vencedor operigo e as pressões para o início das obras serão maiores.

Solcitamos aos nossos usários que se inteirem do assunto, republiquem a matéria em seus sites, divulguem por email para seus amigos e, mais importante: visitem o site da Avaaz.org e assinem a petição. Abaixo, a republicação do email, que poderá, inclusive ser repassado livremente (desde que em seu formato original e com os créditos à fonte): 

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Caros amigos,

O Presidente do IBAMA se demitiu ontem devido à pressão para autorizar a licença ambiental de um projeto que especialistas consideram um completo desastre ecológico: o Complexo Hidrelétrico de Belo Monte.

A mega usina de Belo Monte iria cavar um buraco maior que o Canal do Panamá no coração da Amazônia, alagando uma área imensa de floresta e expulsando milhares de indígenas da região. As empresas que irão lucrar com a barragem estão tentando atropelar as leis ambientais para começar as obras em poucas semanas.

A mudança de Presidência do IBAMA poderá abrir caminho para a concessão da licença –- ou, se nós nos manifestarmos urgentemente, poderá marcar uma virada nesta história. Vamos aproveitar a oportunidade para dar uma escolha para a Presidente Dilma no seu pouco tempo de Presidência: chegou a hora de colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar. Assine a petição de emergência para Dilma parar Belo Monte –- ela será entregue em Brasília, quando conseguirmos 150.000 assinaturas:

http://www.avaaz.org/po/pare_belo_monte/97.php

Abelardo Bayama Azevedo, que renunciou à Presidência do IBAMA, não é a primeira renúncia causada pela pressão para construir Belo Monte. Seu antecessor, Roberto Messias, também renunciou pelo mesmo motivo ano passado, e a própria Marina Silva também renunciou ao Ministério do Meio Ambiente por desafiar Belo Monte.

A Eletronorte, empresa que mais irá lucrar com Belo Monte, está demandando que o IBAMA libere a licença ambiental para começar as obras mesmo com o projeto apresentando graves irregularidades. Porém, em uma democracia, os interesses financeiros não podem passar por cima das proteções ambientais legais -– ao menos não sem comprarem uma briga.

A hidrelétrica iria inundar 100.000 hectares da floresta, impactar centenas de quilômetros do Rio Xingu e expulsar mais de 40.000 pessoas, incluindo comunidades indígenas de várias etnias que dependem do Xingu para sua sobrevivência. O projeto de R$30 bilhões é tão economicamente arriscado que o governo precisou usar fundos de pensão e financiamento público para pagar a maior parte do investimento. Apesar de ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, ela seria a menos produtiva, gerando apenas 10% da sua capacidade no período da seca, de julho a outubro.

Os defensores da barragem justificam o projeto dizendo que ele irá suprir as demandas de energia do Brasil. Porém, uma fonte de energia muito maior, mais ecológica e barata está disponível: a eficiência energética. Um estudo do WWF demonstra que somente a eficiência poderia economizar o equivalente a 14 Belo Montes até 2020. Todos se beneficiariam de um planejamento genuinamente verde, ao invés de poucas empresas e empreiteiras. Porém, são as empreiteiras que contratam lobistas e tem força política –- a não ser, claro, que um número suficiente de cidadãos se disponha a erguer suas vozes e se mobilizar.

A construção de Belo Monte pode começar ainda em fevereiro. O Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, diz que a próxima licença será aprovada em breve, portanto temos pouco tempo para parar Belo Monte antes que as escavadeiras comecem a trabalhar. Vamos desafiar Dilma no seu primeiro mês na presidência, com um chamado ensurdecedor para ela fazer a coisa certa: parar Belo Monte. Assine agora:

http://www.avaaz.org/po/pare_belo_monte/97.php

Acreditamos em um Brasil do futuro, que trará progresso nas negociações climáticas e que irá unir países do norte e do sul, se tornando um mediador de bom senso e esperança na política global. Agora, esta esperança será depositada na Presidente Dilma. Vamos desafiá-la a rejeitar Belo Monte e buscar um caminho melhor. Nós a convidamos a honrar esta oportunidade, criando um futuro para todos nós, desde as tribos do Xingu às crianças dos centros urbanos, o qual todos nós podemos ter orgulho.

Com esperança,

Ben, Graziela, Alice, Ricken, Rewan e toda a equipe da Avaaz

Fontes:

Belo Monte derruba presidente do Ibama:
http://colunas.epoca.globo.com/politico/2011/01/12/belo-monte-derruba-presidente-do-ibama/

Belo Monte será hidrelétrica menos produtiva e mais cara, dizem técnicos:
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/04/belo-monte-sera-hidreletrica-menos-produtiva-e-mais-cara-dizem-tecnicos.html

Vídeo sobre impacto de Belo Monte:
http://www.youtube.com/watch?v=4k0X1bHjf3E

Uma discussão para nos iluminar:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101224/not_imp657702,0.php

Dilma: desenvolvimento com preservação do meio ambiente é "missão sagrada":
http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110101161250&assunto=27&onde=Politica

Em nota, 56 entidades chamam concessão de Belo Monte de "sentença de morte do Xingu":
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/08/26/em-nota-56-entidades-chamam-concessao-de-belo-monte-de-sentenca-de-morte-do-xingu-917481377.asp

Marina Silva considera "graves" as pressões sobre o Ibama:
http://www.estadao.com.br/noticias/economia,marina-silva-considera-graves-as-pressoes-sobre-o-ibama,475782,0.htm

Segurança energética, alternativas e visão do WWF-Brasil:
http://assets.wwfbr.panda.org/downloads/posicao_barragens_wwf_brasil.pdf



A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 5,6 milhões de pessoas
que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.

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2 Comentários

  • Nelson disse:

    Prezado Ivo, tenho muito respeito e admiração pelo seu trabalho e dedicação que devota ao site; inclusive fiz um comentário sobre uma outra matéria, na qual vc gostou muito, lembra-se?
    Infelizmente, dessa vez, sou obrigado a discordar e vou dizer o por que?
    Existe um complô arquitetado pela oligarquia anglo-americana- holandesa que estão de olho nas riquezas minerais e energéticas do planeta, haja vista que seus países de origem, já esgotaram seus recursos naturais e sem eles, perderiam sua hegemonia militar-política e financeira. E isso eles não querem de jeito nenhum e descobriram que através da falsa bandeira da ecologia e da defesa dos direitos indígenas, uma maneira fácil e eficaz de travar o desenvolvimento dos países do 3º mundo.
    Como não poderiam fazer isso abertamente, utilizam-se de “ONGs” de fachada para desestabilizar governos, influenciar a opinião pública plantando a desinformação, corromper e fazer de tudo para “preservar” os recursos naturais do 3º mundo para eles, a “raça superior”.
    Como vão fazer isso? Simples, A Convenção que o Itamarati assinou na “ONU”. sobre os “direitos dos povos indígenas”, foi o embrião jurídico, que num futuro não muito distante, vai permitir eles proclamaram a independência da Amazônia, sob a proteção militar da “ONU” (leia-se OTAN). A poucos dias o sul do Sudão se tornou independente, e o móvel dessa secessão foi o petróleo existente lá.
    Eles não são só contra a construção de Belo Monte, mas de qualquer obra, investimento ou projeto que possa levar ao desenvolvimento da região amazônica, pois isso leva gente do sul, do nordeste e do centro oeste para lá, isso eles não querem de jeito nenhum, pois sabem que não vão conseguir tapeá-los tão facilmente como fazem com os índios.
    Não quero que pensem que sou a favor da destruição da natureza, Mas a área que será ocupada por Belo Monte é ridiculamente pequena comparada a grandiosidade da região e aos benefícios da hidrelétrica; a 20 anos eles estão obstacularizando a construção dessa usina, induziram até mesmo ato de violência contra o diretor da Eletronorte, que teve seu braço quase cortado com um golpe de facão a algum tempo atrás, Essas “ONGs” quando não conseguem travar na justiça, lançam mão de atos criminosos, “in casu”, a índia, foi manipulada, os criminosos ficam escondidos em suas sedes regionais e na matrizes do exterior.
    Eles são contra também da construção de estradas e de hidrovias que possam levar a soja a preços competitivos para o exterior, porque assim mantém o país no atraso e não prejudica a produção de soja dos EUA, que também é um grande produtor.
    Eles são contra a transgenia porque ela aumenta ainda mais a produção e logicamente, a competitividade do produto brasileiro.
    Eles foram e são contra o desenvolvimento nuclear mesmo para fins pacíficos, assim como do desenvolvimento do setor espacial brasileiro, sabe por quê? Para nos deixar sempre submissos e indefesos.
    Bom meu caro Ivo, tudo o que eu disse e muito mais, você poderá ver no livro:
    Máfia verde O ambientalismo a serviço do Governo Mundial, de Lorenzo Carrasco.
    Não estou ganhando nada com isso, mas se interessar, está aí:
    Capax Dei Editora Ltda., na Rua México, 31 sala 202 – CEP 20031-144 – Rio de Janeiro / RJ – Telefax 0xx21-2510-3656 – e-mail: msia@msia.org
    Acredito que você se surprienderá com o que vai ler.
    Grande abraço amigo.

  • Caro Nelson:

    Concordo quase em 100% com tudo o que você diz sobras as falsas ONGs internacionais, as conspirações e guerras de interesse na Amazônia. Aliás, temos feito inúmeros alertas sobre isso, em diversas matérias, especialmente as que se referem a Rondônia, reservas indígenas, Pará, Acre e Amazonas. Inclusive o tratado da ONU que o Brasil indevidamente assinou, foi aqui comentado.

    Mas há que se separar o joio do trigo e, sinceramente, o caso da Usina Hidrelétrica de Belo Monte não me parce incluir-se neste quadro, porque lá, as questões são realmente de ordem corrupto-econômica, política e ambientais. Não creio que os obstáculos e os protestos contra a construção de Belo Monte sejam para evitar o “desenvolvimento” da região e conterr uma possível explosão demográfica. Alí, o que prevalece, é a busca irresponsável pelo lucro, à custa do sacrifício do meio ambiente. Os possíveis “benefícios” que adviriam, são infinitamente inferiores aos prejuízos que essa obra acarretaria. E depois que todos os envolvidos estivessem com os bolsos cheios, deixariam para o país uma mega-obra faraônica, um verdadeiro elefante branco para administrar. E antes, os índios e a população ribeirinha teriam de ser removidos, a fauna e a flora de uma grande área destruída, a navegabilidade do Rio Xingu prejudicada, em troca de uma capacidade energética instalada que jamais será atingida, pois a usina no pico do funcionamento só conseguirá atingir 40% da sua capacidade instalada.

    Ora, se todos já sabem disso, por que a insistência na construção? É só raciocinar um pouco e concluir.

    Grato pela visita! Abraços!

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