Síntese da Questão Ambiental

24/12/2010
by Antidio Teixeira

 

Cordel Ambiental              
                                      Antídio S.P.Teixeira
Amanhã é domingo, pede cachimbo,
Tocar gaita, repicar os sinos,
Pensar nos meninos,
Como viverão amanhã.
 
Meninos de ontem,
Homens de hoje,
Não pensam no amanhã,
Dos meninos de hoje;
Cresceram num sonho,
Não conseguem despertar.
 
O amanhã é incerto,
Não se faz previsão,
Os homens de hoje,
Perderam a noção,
Da finalidade da vida,
E da sua missão.
 
Sonham com crescimento contínuo como dever,
Ignorando ser impossível, sem limites crescer,
Necessitam de um solavanco para despertar.
Para uma realidade que não se pode mais duvidar.
 
Finitos os recursos terrestres,
Estão prestes a se esgotar,
E a disputa pela sua posse,
Fazem a violência aumentar,
Eliminando dos menos providos,
O direito de se beneficiar.                    
 
Guerras nucleares poderão acontecer,
Movidas por ambição pelo poder,
Os fortes, desconhecem limites,
Pois, não têm a quem obedecer,
Sacrificam povos inocentes, 
Para a eles submeter.
 
O lixo em todo mundo se acumula,
Já não se tem onde jogar,
A Natureza reclama,
Procurando se reequilibrar;
Manda calor, ventos e chuvas,
Na tentativa de se recuperar.
 
Das montanhas, a terra e a lama escorregam;
Estradas, casas e cidades soterram,
Com as águas tempestuosas enfurecidas,
Lavouras, pastagens e criações submergidas.
Produtos nos mercados escasseados,
Alimentos essenciais sonegados.
 
Não haverá solução,
Se não se julgar o caso com atenção,
Contemplar no mundo todo,
A causa única da degradação.
Bens e serviços de luxo para poucos,
É a causa da destruição.
 
Todos os bens que se usa ou se consome,
Na produção, várias formas de energia foram consumidas,
E para funcionar, novas formas de energia são requeridas.
Calor e Movimento, as formas mais usadas,
Da queima de fósseis extraídas; mais baratas porque
Não pagam, as agressões, pela Natureza sofrida.
 
Os cursos de água correntes e renováveis,
Com energia limpa, já não suprem a demanda global, 
Mas a bioenergia, pode vir a ser, a esperança final.
Embora Luz, Calor,Ventos e Marés abundem,
Maiores são os custos das transformações,
De energia bruta potencializada, em outras versões.
 
A humanidade, a crescer tem sido orientada,
Para consumir mais do que necessita,
E assim gerar lucros espúrios para alguns,
Com os salários dos trabalhadores dispensados.
Não levam em consideração, o custo global desta ação,
Que o Meio Ambiente tem a pagar, por esta aberração.
 
Evitar o consumo, desnecessário,
É a forma do desequilíbrio conter.
Se comer e beber além da cota dá prazer,
A saúde, a estética e a economia vão sofrer.
Embora médicos, empresas e empregados,
Felizes da vida, com isso vão viver.
 
Obras imobiliárias faraônicas desnecessárias,
Para as vaidades de poucos satisfazer,
Devem ser evitadas, para a poluição ambiental conter.
Preservar o que se tem, é comportamento racional,
É forma inteligente de se economizar para viver.
Necessário se torna portanto, procurar entender.
 
Sem revolucionar a economia mundial,
Este problema não vai se resolver
Somente com a redução do consumo supérfluo,
Há chances de se sobreviver.
Porque não há fórmulas mágicas estabelecidas,
Para este problema resolver.
 
Reduzir a carga populacional do mundo,
É o que a razão indica fazer,
E o processo a ser adotado nessa missão,
É a natalidade conter.
A seleção das sementes, é um ato natural,
Praticado por agricultores, e criadores  também.
 
Fetos imperfeitos, condenados na vida a sofrer,
Devem ser impedidos, nesta jornada de concorrer.
Aos idosos e aos incuráveis, o direito de optar,
Se continuar na vida sofrendo, ou dela desertar.
Assim, contribuindo com os mais aptos,
Para a missão da vida terrestre preservar.
 
Rio de Janeiro, 25 de dezembro de 2.010 – Sábado   
                antidiospt@yahoo.com.br
Obs.
Repassar esta mensagem para os seus correspondentes,
é o mínimo que você poderá fazer para conscientizá-los
da gravidade porque passa a vida em nosso Planeta e
como eles poderão colaborar para oferecer um futuro
melhor mais extenso às gerações futuras.
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1 Comentário

  • Meu bom amigo Antídio

    Recebi o seu email e, a seguir, analisei este maravilhoso poema que você aqui gentilmente publicou. Obrigado! A poesia é uma outra forma de expressão, tão válida quanto a prosa.

    Notei um certo desânimo por sua parte, na luta pelas causas ambientais. Tão grande, que resolveu expressar-se em linguagem poética (e o fez muito bem), na esperança de que, assim, falasse mais rapidamente à sensiblidade das pessoas. Pelo menos a mim falou, e muito, porque todo o poema está recheado de verdades incontestáveis, como a dessas duas últimas estrofes (para citar só algumas):

    “Reduzir a carga populacional do mundo,
    É o que a razão indica fazer,
    E o processo a ser adotado nessa missão,
    É a natalidade conter.
    A seleção das sementes, é um ato natural,
    Praticado por agricultores, e criadores também.

    Fetos imperfeitos, condenados na vida a sofrer,
    Devem ser impedidos, nesta jornada de concorrer.
    Aos idosos e aos incuráveis, o direito de optar,
    Se continuar na vida sofrendo, ou dela desertar.
    Assim, contribuindo com os mais aptos,
    Para a missão da vida terrestre preservar”

    Alguém, em sã consciência, poderia contestar estas verdades?

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