Parece ser mais ou menos consensual o ditado "Informação é Poder". E, de fato, é por meio do controle da informação que se detém o poder e se controla o mundo. Mas não é qualquer informação. Informações também contêm graduações e valores e as que mais interessam são as sigilosas, as estratégicas, as de guerra, as diplomáticas, as econômicas, políticas e as privilegiadas; normalmente, as que ficam nas mãos dos "donos do mundo" e às quais os cidadãos comuns não têm acesso ou, se têm, o acesso é apenas parcial, em matérias editadas e intencionalmente distorcidas.

O que foi dito acima, acredito, é a mais dura realidade a que a humanidade está submetida, quase sem forças e recursos para lutar contra isso. Os "donos do mundo" (Illuminatis, grandes banqueiros, grupo Bilderberg e governantes de nações submetidas à "Nova Ordem Mundial") nos dizem o que podemos ou não saber, o que consumir ou não consumir, o que produzir, quanto podemos ganhar, gastar e consumir , que nações devem prosperar ou ser sacrificadas, quem serão seus governantes e  o quanto temos de nos escravizar e trabalhar para mantermos um padrão de vida que eles mesmos nos determinam, segundo seus critérios esdrúxulos. Nas mãos deles, somos todos marionetes, sem disso nos apercebermos.

Para exercer toda essa dominação, só o poder econômico não basta: é preciso deter e controlar as informações. E isto, de certa forma, vinha sendo feito com perfeição até o advento da internet. Grandes jornais, empresas de radiodifusão, semanários, revistas, emissoras de TV convencional e a cabo,  veiculação de notícias, propaganda e marketing, segredos de estado, informações diplomáticas, tudo passa pelo controle dos globalistas, adeptos da Nova Ordem Mundial.

Internet, o obstáculo que ainda não pôde ser transposto pelos "donos do mundo"

Somente um obstáculo ainda representa o maior perigo para os globalistas, tendo até o poder de destruir seus planos, caso não consigam neutralizá-lo: a internet. Quando foram concebidas as estratégias de atuação para a dominação mundial, ainda não existia a internet e sequer uma previsão de que algo assim pudesse existir no futuro. Mas ela veio para ficar e tem sido a pedra no caminho da Nova Ordem Mundial. Como controlar as informações na internet? Este é o " x "  da questão. Mas não se iludam, eles vão tentar. Aliás, já estão tentando, avançaram um pouco, mas ainda têm um longo caminho a percorrer. Temos de ficar alertas porque há uma guerra silenciosa instituída entre "eles" e "nós". "Eles", com todo o seu poder econômico e um arsenal de armas das mais diversas espécies. "Nós", apenas com a internet e uns abnegados e esclarecidos ciberativistas. Se nos tirarem a internet, perdemos a guerra.

Julian Assange, herói, boi-de-piranha ou o primeiro mártir internauta?

A internet é um fenômeno de comunicação recente, que ainda não terminou de se estruturar e definir todas as possibilidades e a extensão dos seus domínios, mas já começa a mostrar a que veio e preocupa demais aos "donos do mundo". Sua história somente agora começa a se formar, porém, sem grandes benfeitores, heróis ou mártires. Nesse cenário e diante das últimas ocorrências envolvendo o suposto criador do Wikileaks, parece que temos nele o primeiro candidato a uma dessas três posições. Eis as hipóteses:

1 – Se vencer a guerra e instituir uma nova cultura cibernética, derrubando as barreiras do controle da informação, será um herói;

2– se ficar caracterizado apenas como um "hacktivist", terrorista cibernético e der margem a que os países, usando-o como pretexto, instituam o controle da liberdade de informação na internet (o objetivo perseguido), será um mero boi-de-piranha, a serviço da Nova Ordem Mundial;

3 – se fracassar ou for neutralizado ou assassinado, como alguns julgam altamente provável, será um mártir, o primeiro do ciberespaço.

Sabe-se que o criador do Wikileaks, após publicar em seu site informações confidenciais dos governos de vários países, às quais o cidadão comum jamais teria acesso, foi preso, solto sob fiança, teve o seu domínio da internet bloqueado e vai ter de responder a vários processos, inclusive alguns que foram recriados (talvez até forjados), tudo com o intuito de tirá-lo de circulação, intimidar futuras iniciativas semelhantes ou, o que é mais provável, usar o exemplo para instituir o controle global das informações da internet. Afinal, para uma ação tão radical como essa, é preciso haver uma justificativa. E Assange pode ser a justificativa que faltava. Estão aí todos os ingredientes para torná-lo um terrorista cibernético, um herói ou um mártir. Os que trabalham no serviço de inteligência da Nova Ordem Mundial (sim eles possuem um)  determinarão qual a melhor estratégia: desacreditá-lo ou sacrificá-lo com uma severa punição ou até… (quem sabe?) com uma doença incapacitante, um acidente ou sabe-se lá o que mais.

Por enquanto, tudo são hipóteses que só o tempo poderá definir qual delas é a verdadeira. Mas existe uma grande e perigosa possibilidade de que tudo isso seja como uma peça teatral montada pelos próprios globalistas da Nova Ordem Mundial para justificar a censura e o controle da internet, a pedra no caminho deles. Nesse caso, Assange seria o ator principal que, no final, sairia de cena como um perigoso criminoso cibernético que colocou em risco a segurança e a paz mundial e ensejou a justificativa que faltava para a instituição da censura na internet, censura esta que será exercida pelos mesmos donos do mundo, partidários da Nova Ordem Mundial. É um quadro assustador e todos devem ficar atentos.

O que diz Alex Jones, defensor dos direitos civis e o maior inimigo da Nova Ordem Mundial?

Alex Jones, para quem não sabe, é um dos mais conhecidos jornalistas, cineastas de documentários e apresentadores de rádio americano, ultimamente envolvido com a defesa dos direitos civis e em um firme combate às conspirações expansionistas da Nova Ordem Mundial. Possui vários sites de ativismo cibernético contra a NWO, sendo o mais conhecido o Infowars. Produziu mais de 30 filmes documentários e dezenas de vídeos-denúncia, na internet.

Respeitado e temido por uns, colocado sob suspeita por outros, que chegam até a questionar a sua sanidade mental, o fato é que tudo o que ele escreve ou publica merece atenção e gera polêmicas. Assim, por mais estranho que possam parecer, não há como não se considerar ou pelo menos examinar suas teorias sobre os assuntos que comumente pesquisa, principalmente porque ele mostra os caminhos que seguiu e exibe as provas de que se utilizou. Nesse sentido, seria até um precursor de Julian Assange (caso não seja Assange uma farsa), porém sem dispor da quantidade e qualidade de informações que este dispõe. Seu universo é menor e específico mas, sem sombra de dúvidas, é um defensor dos direitos civis e da liberdade de expressão na internet.

Pois bem, segundo Alex Jones, as informações que vasaram no Wikileaks não são as de maior importância e nenhuma delas pode ser classificada na categoria "top secret", servindo apenas como balão de ensaio para o que virá depois. Já Assange alega ter divulgado apenas menos de 10% de todo o Arsenal que possui. Nada demais até aí porque os dois podem estar com a razão. A estranheza vem mesmo do fato de Alex Jones considerar que Assange está sendo utilizado pela Nova Ordem Mundial e que o Wikileaks faz parte de um plano urdido para fazer barulho e justificar um futuro controle da informação na internet. É aí que está o nó. Qual é a verdade? Analisem o que foi dito, comparem com o vídeo abaixo e concluam!

O Caso Wikileaks e a Liberdade de Expressão na Internet:

(Nota: se o vídeo estiver instável e não abrir diretamente, clique neste link)

A conclusão, presente ou futura, cabe ao leitor. Quanto a nós, a posição assumida por Alex Jones, conquanto muito bem embasada, parece-nos precipitada e achamos que é preciso acompanhar o futuro desenrolar do caso para emitir uma opinião conclusiva e definitiva. Este caso ainda terá muitos desdobramentos. Vamos acompanhar e aconselhamos a todos a estarem atentos e fazer o mesmo. Desta vez, vamos torcer para que Alex Jones esteja errado porque, se estiver certo e não retrucarmos em tempo, perderemos a mais importante arma de combate contra os "donos do mundo". E que não se pense que o Brasil não será afetado, porque o nosso país é até citado como exemplo de nações que se preparam para implantar o controle da internet. Para quem duvida, é só ver, aqui mesmo no DDD, a matéria (clique no título) "Liberdade de Expressão na internet brasileira ameaçada: projeto político quer controlar conteúdo e usuários".

Para os que desejam participar de movimentos e campanhas de apoio ao WikiLeaks:

Não obstante nosso ponto-de-vista, somos forçados a informar que já existem ao redor do mundo algumas dezenas de movimentos e campanhas de apoio a Julian Assange e ao WikiLeaks. Assim, se alguém discordar da nossa linha de raciocínio e quiser participar de uma dessas campanhas no Brasil, recomendo a mais eficiente: a do site Avaaz.org (https://secure.avaaz.org/po/wikileaks_petition/?fp), organização até da qual sou membro, pela seriedade dos seus propósitos e pela sua forma de mobilização. Só que, desta vez, pelos motivos expostos, não assinei a petição do WikiLeaks.

A Avaaz se autodefine como "Uma comunidade de mobilização online que leva a voz da sociedade civil para a política global." Várias de suas campanhas, em vários países, especialmente na França, já produziram resultados vitoriosos e os seus quase 7 milhões de membros, espalhados em 193 países,impõem algum respeito. Fica aí a dica!

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8 Comentários

  • Maurício Gomide Martins disse:

    Caro Ivo,
    Você faz uma análise inteligente e bem refletida do caso Wikileaks. Percebemos que o assunto requereu trabalhosa pesquisa e aprofundado estudo, pois concluiu, acertadamente, que o herói do caso, Julian, ainda não pode ser verdadeiramente identificado pelo arrazoado que você construiu. Como disse, é cedo para isso visto que os “donos do mundo” são muito competentes na arte de enganar e enuviar as mentes; pelo menos as dos ingênuos e não pensantes.
    Foi oportuna a publicação agora de tão importante matéria, produto de genuíno esforço intelectual. Eu já tinha atinado com a pouca importância dos conteúdos já revelados, como você destaca. São comuns e não têm significado maior, porque é isso mesmo que ocorre nos becos das embaixadas. O que existe e não creio que seja revelado são os documentos “cabeludos” que transitam a sete chaves e seriam capazes de provocar algum incêndio por aí. Há vários casos que meu raciocínio lógico revela, mas prefiro calar sobre eles.
    Eu já tenho pronto um artigo sobre o mesmo assunto, mas visto sob o ângulo de outra janela e tinha agendado sua publicação para 28 ou 29 próximo. Vamos aguardar.

  • Maurício:
    Como você, aprendi a desconfiar da veracidade das notícias veiculadas pela mídia e só me defino após pesquisar e ter certeza. E no caso presente, confesso, não tenho.

    Gosto muito de ditados, principalmente os populares, de domínio público e de autoria anônima. São os mais verdadeiros. E um conhecidíssimo que acredito, porque amplamente testado e retestado é: “Pobre, quando vê muita esmola, desconfia“.

    Somos todos dominados, por mãos de ferro. Será que os nossos dominadores iriam entregar a rapadura tão fácil assim? Não não creio. Está mais para armação, para justificar um novo e mortal golpe contra a humanidade (mais um): controlar e censurar a internet.

    Veja, Maurício, que ao tomar conhecimento dos fatos, a primeira reação das pessoas é de júbilo (eu também a tive, o nosso antigo colaborador Spock a teve e até acredita na veracidade, muitos, inclusive pessoas cultas e inteligentes se deixaram envolver). Mas depois do impacto inicial e voltando à serenidade e usando a racionalidade, vemos que poderá não ser nada disso, porque as coisas não casam bem. É muita esmola para o pobre, escravizado, espoliado e cansado povo.

    Vamos dar tempo ao tempo e investigar. E, por favor, publique a matéria que você tem sobre o assunto, qualquer que seja o seu enfoque.

    Abraços!

  • Vinícius disse:

    Pessoalmente eu acredito que a globalização é um outro nome para colonização e ela pode ser explicada através de critérios econômicos e políticos. Considerando que é a economia que determina a política, eu diria que a globalização representou um novo estágio na forma de acumulação do capital, afinal de contas, o capital precisa de mercados para se expandir. Realmente, o neoconservadorismo, enquanto movimento mundial pode ter interesse em usar o Wikileaks como justificativa para implementar o controle da Internet, mas isso nem de longe significa que o Assange seja um agente a serviço deles.

    Agora, não fazer nada a esse respeito, na minha opinião, é no mínimo pecar por omissão. Pessoalmente eu não acredito que isso é algo a respeito do qual deveríamos esperar o desenrolar dos fatos, pelo contrário, acredito que deveríamos tomar parte ativa. E quando eu digo que “isso nem de longe significa que o Assange seja um agente a serviço deles” eu também quero dizer que não vejo evidências para acreditar nisso, pelo contrário. De forma que as evidências que já conheço, e que vou conhecendo a cada dia, me levam a acreditar justamente no contrário.

    Apesar de respeitar o seu direito de ter essa opinião, gostaria de deixar claro que consideraria um equívoco caso você usasse uma conclusão negativa do episódio como justificativa. Colocando a questão em miúdos, você estaria usando uma possibilidade posterior como justificativa para não fazer nada agora. Oras, e onde entra a parte humana, a parte que luta pelos direitos civis no negócio, considerando que você usa esse tipo de justificativa para “não se envolver”? Eu não acho que o futuro seja algo escrito, pelo contrário, eu acredito que o futuro é algo que nós (individual e coletivamente) escrevemos no dia a dia.

  • Parabéns pelo post e por expor uma nova maneira de ver o caso. Diante do que li, vou pesquisar melhor, antes de me entusiasmar muito. Mas vou estar torcendo para que as possibilidades sugeridas não se verifiquem.

  • Como o endereço do email saiu errado, repito o comentário:

    “Parabéns pelo post e por expor uma nova maneira de ver o caso. Diante do que li, vou pesquisar melhor, antes de me entusiasmar muito. Mas vou estar torcendo para que as possibilidades sugeridas não se verifiquem.”

  • Vinícius:

    Desta vez, eu vou torcer ardentemente para você estar certo e eu errado. Mas, infelizmente eu tenho a sina de só acertar previsões ruins. Se eu errar, todos os cidadãos do mundo que anseiam por uma internet livre ficarão felizes, inclusive eu, é claro.

  • Mr. Spock disse:

    Olá Ivo, tudo bem?

    Apenas respondendo à sua citação aqui e seu comentário no SILI:

    1) Não publiquei artigo sobre o Wikileaks movido por paixão momentânea. Já vinha acompanhando, há meses, o desenvolvimento do fenômeno em jornais nacionais e internacionais;

    2) Não considero Assange nenhum herói ou mártir da Web, até porque a criação do site se deve a um grupo e não a ele exclusivamente. Também não acredito em personalismos quando se trata de um movimento popular espontâneo. A grande maioria dos dados publicados pelo Wikileaks são oriundos de dentro das próprias repartições governamentais, enviados ao site por pessoas engajadas com a liberdade de informação. O site, em si, se mostra apenas como um canal de veiculação de tais dados;

    3) Como respondi a voce no SILI, não me importa a qual sociedade secreta Assange seja ligado, ou não. Ao meu ver, o verdadeiro “herói” na estória é o site, o Wikileaks em si, e o serviço que presta àqueles interessados em saber o que se passa na cabeça dos governantes e àqueles que querem divulgar tais informações e nunca tiveram um canal para tal;

    4) Temer o Wikileaks com o argumento de que poderia se transformar em uma justificativa para a censura na Internet é o mesmo que justificar a covardia com a falta de coragem! Muito antes do sucesso do site, tal movimento já existia a nível mundial e aqui na ditadura PTista. Não defender a livre existência e funcionamento do Wikileaks é pura covardia, assim como é falta de coragem não combater qualquer tentativa ou implantação de censura à liberdade de expressão, inclusive aquelas já implantadas, subrepticiamente, na nossa Constituição.

    Finalizo aqui, como no SILI:

    O povo não deve temer seu governo…
    O governo é quem deve temer seu povo!

    (V)

    Abraços

  • Caro Spock:

    Satisfação em revê-lo de volta à arena. Apreciei seu comentário e o de todos daqui e pude notar que as opiniões se dividem, mais ou menos meio a meio. Ora, se nem aqui, com meia dúzia de opiniões, chegamos a um consenso, como querer que a humanidade, neste momento, já tenha o seu? Dizer já ter certeza da versão oficial (qualquer que seja ela), parece-me ser precipitado e imprudente.

    Claro que não há não há nada que justifique parar de lutar-se pela liberdade de expressão na internet. Isso jamais deve ser feito. O receio é que, sem saber, se passe a lutar do lado errado, favorecendo inimigo, ao invés de combatê-lo.

    Estamos numa “guerra de informação”, que tem como troféu a liberdade dos direitos civis e, dentre estes, o direito à liberdade de expressão e de informação. E tal como numa guerra humana e geográfica, existem as estratégias e as armadilhas, muitos “Cavalos de Troia”.

    Vejo também uma possibilidade de que Assange e o grupo de pessoas que criaram o WikiLeaks sejam bem intencionados e tenham mostrado um novo caminho a seguir ( e mostraram mesmo). Mas existe também a hipótese, bastante plausível, de que ele tenha sido cooptado pela CIA e pela NOM, no curso da sua jornada. A partir domomento que ele começou a defender publicamente o atentado do 11 de setembro como uma operação autêntica e não uma operação interna da CIA e do Governo dos Estados Unidos, coloquei minhas barbas de molho.

    A NOM costuma usar a fórmula do filósofo alemão Hegel: “ TESE X ANTÍTESE = SÍNTESE“. Aplicando-a a este caso, Assange e o Wikileakas bem podem ser a antítese à tese “a internet deve ser livre, aberta e não controlada nem censurada”. Daí para chegar-se à síntese “a internet deve ser livre ao acesso de todos, mas tem de ser controlada e censurada” é fácil, fácil. Esta estratégia tem sido repetidamente usada pela NOM e pelos governos.

    Será que “eles” não iriam querer aproveitar a deixa? Isto é o que preocupa. Como você disse (e endosso) “O povo não deve temer seu governo. O governo é quem deve temer seu povo”. Mas aqui (e na maioria dos países), é o governo quem deita e rola, deixando o povo acuado, sem defesas, intimidado.

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