COP16Sim, é isso mesmo, mais uma conferência internacional para discutir medidas relacionadas às mudanças climáticas não naturais, ou seja, aquelas influenciadas pela ação do homem, está acontecendo. A última conferência, realizada em meados de dezembro do ano passado, resultou num verdadeiro fiasco: muito palavrório e nenhuma medida concreta, eis que todos os 192 países presentes estavam muito mais preocupados com os efeitos retardados da crise econômica e, ao invés de discutir meio ambiente, discutiram sobre economia, cada um, puxando a brasa para a sua sardinha. Foi uma atitude completamente lamentável e irresponsável.

Tudo indica que os objetivos desta 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP16) em nada difere da conferência anterior, em todos os detalhes. Parece que foi convocada às pressas para reavaliar aquilo que deveria ter sido avaliado na COP15. Será que aprenderam a lição de casa e vão apresentar alguma medida realmente eficiente e que neutralize ou alivie os efeitos da ação do homem sobre o planeta e o clima? Se continuarem a priorizar o lucro, a corrida desenvolvimentista e os fatores econômicos, o fiasco certamente irá se repetir, e o principal protagonista será, mais uma vez, os Estados Unidos, que embora sendo o maior poluidor mundial, recusa-se sempre a cumprir a sua parte, empurrando a responsabiliodade para os outros países. Em todos os eventos relacionados ao meio ambiente, os Estados Unidos invariavelmente é aquele se recusa a cooperar e se igualar aos demais, exigindo um tratamento diferenciado. Realmente, ele mereceria um tratamento diferenciado sim, mas no sentido de cooperar mais do que os outros, já que é o maior poluidor do planeta.

Nosso receio é que, se depender dos Estados Unidos (e também um pouco da China), a conferência possa  fracassar, outra vez . Vamos torcer para dar certo, mas…

Vejam abaixo a íntegra da notícia dada pelo site  MSN Verde:

COP16 discute soluções contra as mudanças climáticas

O cenário é a paradisíaca Cancún, os personagens representam 193 países, mas o final do filme intitulado 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP16) é incerto. A cúpula climática que começou nesta segunda-feira, 29 de novembro, não carrega o peso que ajudou a tornar a antecessora um dos maiores fracassos da história da diplomacia mundial, no que se refere a possibilidade de se obter um novo acordo com peso lei capaz de substituir o Protocolo de Kyoto (que expira em 2012), mas pode ser fundamental para que este provável futuro tratado seja estabelecido.

Uma das principais expectativas para o evento é que os compromissos de financiamento para ações de combate e adaptação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento possam ser institucionalizados. Em 2009, os países ricos se comprometeram a repassar US$ 30 bilhões até 2012 e criar um financiamento em longo prazo para chegar a investimentos de US$ 100 bilhões anuais em 2020, mas até agora a promessa não saiu do papel.

A regulamentação do mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Redd, na sigla em inglês) deve avançar e pode ser o único ponto da negociação climática que será fechado em Cancún. Embora as metas de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa estejam em pauta na reunião, a tendência é de que uma definição sobre o tema só ganhe corpo na COP17, que será realizada em 2011, na África do Sul.

Uma das principais razões para o adiamento tem nome: Estados Unidos da América – um dos maiores poluidores do mundo. O país ainda não conseguiu aprovar um pacote com medidas sobre o clima, fator que ajuda a emperrar as negociações.

Fonte: MSN Verde

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1 Comentário

  • Maurício Gomide Martins disse:

    Já sabemos alguma coisa sobre a COP 16, iniciada no México. Trata-se de um palco imenso, com gastos idem, onde será encenada uma “ópera bufa”, tão “hilariante” que os principais intérpretes (chefes de Estado) não comparecerão. De tanta vergonha, é claro. Ou seria pelo simples reconhecimento de que não têm aptidão para fazer palhaçadas? Afinal, o assunto anunciado como “chamarisco” é o meio ambiente, mas o pessal das governanças irresponsáveis sabem que não é nada disso. É teatro, mesmo. A reunião começou ontem e nem a mídia se moveu para anunciar o evento (que evento?). Mas ela será realizada de qualquer forma. Só para marcar o ponto. Será uma reunião de nada, para tratar do nada, e que produzirá um relatório final gongorico sobre o nada. Será o final esplendoroso e apoteótico do vazio, em que o vácuo sairá vencedor e vencido. E ainda dizem que o vácuo não existe!!

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