(Matéria transcrita do nosso site coligado "Irreligiosos", do mesmo autor)

É inegável o peso do voto dos religiosos nas eleições, mormente os dos evangélicos e católicos. A população evangélica no Brasil, hoje, já beira os 40 milhões de fiéis (eleitores) e é disputada acirradamente, como a dos católicos.

 Nesse sentido, os líderes religiosos e pastores, como "formadores de opinião" têm um papel importante, que nenhum político experiente pode ignorar. Silas já declarou publicamente o seu apoio à Serra, indo mais além: criticando Dilma e Marina Silva (???). Ninguém sabe o que lhe foi oferecido para apoiar Serra ou se a oferta foi maior do que a de Dilma. Mas alguma coisa rolou, porque Silas não trabalha de graça para ninguém.

Quanto a Marina Silva, a coisa é um pouco complicada para entender. Embora fora do segundo turno, sabe-se que os seus 19 milhões de votos poderão agir como o "fiel da balança" na prerência do eleitor. Ela é uma evangélica bem conceituada e não tem manchas políticas em seu currículo. Sua coligação partidária (PV, PSDB e outros) deverá levar seu apoio a Serra, mas até agora eles dizem manter-se "neutros" e nada declararam oficialmente. Então, se Silas trabalha para Serra, por que criticou tanto Marina Silva? Segundo ele, foi pela posição pusilânime que ela assumiu em relação ao aborto e ao casamento gay, não tendo coragem para deixar claro o seu posicionamento e alegando que a questão deveria de ser submetida a um "plebiscito popular". Isto irritou Silas, pois segundo ele, Marina teria ficado "em cima do muro", no que até podemos concordar. De fato, Marina teria de ser mais incisiva. Mas a parcial razão de Silas no episódio, não lhe credencia a cabalar votos, o que, aliás, deveria ser proibido no meio religioso. Mas como a nossa constituição não proíbe…

Fanatismo religioso impede fiéis de enxergar as verdades e transformam-nos em massa de manobra

Para entender melhor está matéria, consultem esta outra, publicada no "Irreligiosos" e depois voltem para aqui. Matéria: "Crise nas Assembléias de Deus: na TV, Silas Malafaia pede doção de mil reais e é repreendido pela CGADB". O citado episódio motivou o desligamento do Pr Silas Malafa da vice-presidência da CGADB, em meados deste ano. Esta foi a sua puniçã máxima.

Mas isto não o abalou nem aos seus seguidores, porque fanático não enxerga nada e segue seu líder religioso, em qualquer circunstância. Tanto isto é verdade (e Silas sabia disso) que o televangelista, com mais de 5 milhões de seguidores, fundou a AVEC (Associação Vitória em Cristo) e a igreja "Ministério Associação Vitória em Cristo", levando, com ele, seus seguidores.

Observem a figura e vejam que Silas Malafaia é o associado nº 1 (destaque em vermelho). Comprou vários horários de TV e quase diariamente, duas vezes ao dia, exibe seus programas, com absoluto sucesso, nas TVs Bandeirantes, Rede TV e CNT. Quem paga isso? A figura explica: A Bíblia é o cofrinho, a mão é a do fiel e o coraçãozinho é a contribuição. A fórmula é sempre a mesma e, o que é pior, continua funcionando.

Licitude à parte, é moralmente correto permitir-se que religião e política se misturem? É correto conduzir-se o voto dos fiéis? É correto que eles sejam enganados e explorados, sem nenhuma punição para os líderes religiosos? Por que uma "bancada evangélica" no Congresso? Isto garante maior moralidade?

Alguma coisa precisa ser mudada em nossa CF.

Fontes: Ministério Silas Malafaia, notícias da TV, jornais, Irreligiosos

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2 Comentários

  • Gregorio disse:

    Olá caro Ivo,
    Sou estudante de engenharia civil, casado e com opinião muito bem formada graças a Deus. Assim como eu, milhões de brasileiros gozam de boa formação e opinião própria. Percebo pela sua matéria uma subestimação do intelecto dos evangélicos. Bem ao contrário do que você pensa, a Bíblia nos ensina a examinar todas as coisas e reter o que é bom. Nosso modo de pensar está pautado nos princípios bíblicos o que nos leva a objetivos comuns, ou seja, lutar por aquilo que é correto diante de Deus e dos homens, sendo assim, nos unimos pelos nossos objetivos, princípios e crenças, para que o nosso objetivo seja atingido e se para atingi-lo de forma mais rápida significa colocar alguém na presidência da república, senado ou qualquer outro cargo público, assim o faremos, pois sabemos que alguém com princípios cristãos no poder beneficiaria a toda população. Deus o abençoe e esclareça sua mente.

  • Ivo S. G. Reis disse:

    Meu caro Gregório:

    A despeito do que você possa pensar, minha mente, a respeito deste assunto, já está bastante esclarecida, pois venho pesquisando esse fenômeno sócio-religioso há anos e sei o perigo que representa.

    E não se trata de subestimar o povo evangélico mas, muito pelo contrário, alertá-lo sobre as armadilhas e arapucas armadas por seus líderes religiosos, tais como Silas Malafaia, Edir Macedo, R.R. Soares, Valdomiro Santiaga, casal Hernandez e tantos outros. Estes sim, representam perigo, porque “negociam ou vendem” os votos dos seus fiéis, que neles confiam cegamente, podendo induzi-los ao erro.

    E é um enagno seu pensar que um evangélico no poder é garantia de um governo mais justo, honesto e humano. Busch era evangélico confesso e veja só no que deu; Hitler era católico fervoroso e vejam o que aprontou. Existem muitos, muitos exemplos comprovando que quando religião e política se misturam não dá boa liga.

    Obrigado pela participação e reveja um pouco seus conceitos, se tiver humildade e discernimento paa isso! Não se deixe enganar pelos falsos pastores.

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