INDIQUE UMA SOLUÇÃO INTELIGENTE

17/03/2010
by Antidio Teixeira

 Sabemos:

  •  que as reservas naturais de matérias primas da Terra são finitas e já estão bastante exauridas, assim como as fontes de energias limpas “economicamente viáveis”, esgotadas;  
  • que na produção, condicionamento e transporte de qualquer bem a ser consumido, assim como na utilização de quaisquer serviços, consomem-se grandes quantidades de diversas modalidades de energia; 
  • e que cerca de 90% delas são geradas a partir da queima de combustíveis fósseis ou de desintegrações atômicas, ambas operações altamente nocivas: as primeiras, pelas liberações de carbono não reciclável na atmosfera que vem se acumulando no meio ambiente desde o início da Revolução Industrial, e os seus efeitos já estão se manifestando através de mudanças climáticas; e a segunda: geradora de resíduos radiativos de alta periculosidade para todas as formas de vida, que vêem sendo acondicionados em embalagens provisórias e, ainda, sem destino definido;
  • o sistema “financeiro” adotado como econômico e que dominou o mundo, para sobreviver, necessita de constante aumento do consumo de bens e serviços e, consequentemente, de energia; 
  • as necessidades humanas, (de produtos e serviços) podem ser: essenciais e supérfluas. As primeiras são indispensáveis para manutenção da vida natural; e as segundas, além dessas, atendem às necessidades psicológicas introduzidas nas formações sociais e religiosas dos povos, visando interesses econômicos grupais; 
  • o Mundo, hoje, acolhe cerca de 6.700.000 habitantes de todas as classes sociais, entre os quais, a maioria sobrevive satisfazendo suas necessidades básicas com resíduos remanescentes do consumo supérfluo das minorias dominantes; 
  • a Terra não dispõe de recursos para suprir as necessidades desta carga populacional crescente e exigente de novos bens e serviços, e vem reagindo com catástrofes climáticas cada vez mais intensas que, gradativamente, compromete a economia globalizada e o sacrifício de vidas humanas em todo o Mundo.

 

Na sua opinião, que políticas devem ser adotadas pelos povos para inibir o processo degradador a curto prazo, e como fazer para promover a sua regressão ao longo dos tempos?

 

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3 Comentários

  • Está aí, Antídio, um assunto extremamanente importante e que temos discutido por dois anos aqui neste blog. Parece que nós, aqui no DDD, até já chegamos a um consenso. O problema é que “Eles”, os governantes do mundo, não chegaram ou não querem chegar.

    Não sei se a solução que vou sugerir é “inteligente”, como você pediu, mas é a que me parece mais adequada e só depende dos “donos do mundo” (sim, o mundo tem dono e nós somos propriedade deles), desejarem colocá-la em prática. Como não poderia deixar de ser, trata-se de um conjunto de medidas em nível mundial e a solução só vai funcionar se forem adotadas todas as medidas ao mesmo tempo ou com pouquíssimo distanciamento entre uma e outra. Eis as que sugiro:

    1 – Substituição do atual sistema econômico (desgastado e falido) por outro que leve em conta os fatores ecológicos. Deveria colocar-se em prática a ECOECONOMIA, sistema que, sem se afastar dos principais objetivos econômicos de qualquer sistema, levaria em conta e priorizaria os fatores ecológicos. Ou seja: se as medidas forem economicamente boas mas ecologicamente ruins, seriam descartadas e substituídas por outras que atendessem aos novos padrões;

    2 – Substituição de todas as matrizes energéticas baseadas em combustíveis fósseis por matrizes de energias limpas (solar, eólicas e outras);

    3 – Controle mundial da natalidade, principalmente no mundo muçulmano;

    4 – Criação de um governo mundial ambiental (eu disse “ambiental”) para gerir e fiscalizar o cumprimento das novas normas econômicas, sociais e ecológicas, com estabelecimento de punições para os transgressores.

    5 – Diminuir o incentivo ao consumo dos bens supérfluos.

    Claro que existem outras medidas paralelas. Mas só as 5 citadas, se fossem implementadas, provavelmente já resolveriam os problemas que afligem a humanidade: o excesso populacional e o esgotamento dos recursos naturais; o desequilíbrio ecológico; a fome e a miséria; as catástrofes climáticas.

    Mais ou menos, parece-me que o caminho é por aí. Sera que “Eles” ainda não enxergaram isto?

  • mgomide3 disse:

    Fala-se muito em energia alterativa. Acontece que o assunto comporta duas abordagens. Primeira: a produção energética eólica é altamente prejudicial ao meio ambiente onde é instalada. O resultado energético é pequeno e, por isso, há necessidade de serem posicionadas inúmeras torres eólicas. No entorno, o ambiente fica inabitável pelos humanos e os animais fogem para longe. Por quê? Porque as hélices produzem uma barulho constante infernal, insuportável. A energia nuclear é inteiramente irracional por causa do lixo que produz. A das marés e solar podem ser equacionadas, mas… Segunda visão: Afinal, para que precisamos de energia além daquela que a natureza já nos deu, a muscular. Para que, a não ser produzir bens de consumo? O momento ambiental é de completa transformação de nosso modelo civilizacional. Requer medidas muito além das que estamos enxergando. Afinal, nossa civilização econômica, com um exército destrutivo colossal de 6,7 bilhões de agentes é o primeiro motivo de estarmos na atual situação de penúria ambiental. Medidas ambientais, nessas alturas, ano 2010, só produzem algum resultado se forem drástricas e urgentes. Para vivermos, não necessitamos de energia cativa. Basta-nos produzir alimentos.

  • Migos Ivo/Gomide:
    apesar de vossas opiniões já serem bem nossas conhecidas, sem dúvidas, elas terão um papel importante na conscientização dos problemas ambientais em terceiros; e, com isso, estimular o raciocínio deles na busca de novas ideias para solucioná-los, já que os efeitos dos mesmos começaram a se configurar em todo o Mundo. Esperemos novas manifestações.

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