José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil: mesmo fora do governo, ele vende informações privilegiadas e se firma como "o maior lobista do país", segundo avaliação da revista "Veja". Suas armas: telefones com linhas diretas para a Presidência, trânsito livre e tráfico de influência.

  

Não, não é so ele: FHC, Collor, ex-ministros, ex-presidentes do Banco Central, presidentes/diretores de estatais e vários outros dos que ocuparam cargos nos altos escalões do Governo também fizeram isso. No Brasil, o prazo de quarentena estabelecido pela  lei que regula o impedimento do uso de informações privilegiadas por ex-ocupantes de cargos do alto escalão governamental é ridículo (4 meses), diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e Europa, onde esse prazo varia de um ano (Itália) a 5 anos(França). Mas mesmo que esse prazo fosse maior, quem fiscaliza isto? Aqui, as coisas tendem a correr frouxas e o exemplo aí está.

Sim, Dirceu está ganhando milhões para si e seus companheiros, vendendo informações privilegiadas do Governo, através da sua empresa de "consultoria política e empresarial". Com isso, volta a ser protagonista de mais um escândalo político que se avizinha (ainda sem nome ou apelido oficial), o do "Plano Nacional de Banda Larga", envolvendo investidores estrangeiros, a Telebrás, a Eletronet, os "planos de governo" e a vultosa soma de 15 bilhões (eu disse bilhões) de reais. "O Plano Nacional de Banda Larga – nome oficial do projeto sob suspeita – começou a ser gestado no início do governo Lula, quando Dirceu ainda era ministro. A ideia era criar uma estatal para oferecer internet em alta velocidade a preços subsidiados em todo o país – uma espécie de Bolsa Família da web".

 

Afastado do Governo no escândalo do mensalão (não o do DEM, mas o primeiro), o ex-ministro-chefe da Casa Civil, além de se encontrar ainda impune – e parece que vai continuar assim – alegou que, sem emprego, precisava sobreviver e, então, montou uma empresinha de consultoria para vender informações privilegiadas e "abrir portas para os investidores". E isto ele faz usando apenas um telefone e o prestígio do seu nome. O negócio deu tão certo que ele nem se preocupa mais com a sua volta ao cenário político nacional. Para quê? Suas prioridades agora são outras: atuando por trás dos bastidores, ele ganha muito mais (sem se expor tanto), fazendo a alegria dos seus parceiros, dentro e fora do Governo.

 

Leia a íntegra da notícia, veiculado sob o título "O maior lobista do país", publicada pela revista "Veja", em sua edição nº 2154, que começa a circular no próximo dia 3 de março.

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