Controle demográfico e aquecimento

01/12/2009
by mgomide3

Damos divulgação, a seguir, de importante artigo publicado pela BBC Brasil.

 

Controle demográfico pode ajudar em combate ao aquecimento


O controle do crescimento da população mundial pode ajudar no combate ao aquecimento global, afirma um relatório publicado nesta quarta-feira pelo Fundo da População das Nações Unidas (UNFPA). O documento O Estado da População 2009, de 104 páginas, ainda destaca a importância da criação de políticas para apoiar as mulheres que, segundo a ONU, estão entre as maiores vítimas dos efeitos do aquecimento global.

“As mulheres têm mais chances do que os homens de morrer em desastres naturais. E este fato é ainda mais gritante em regiões onde as rendas são menores e as diferenças entre os sexos são maiores”, diz o relatório.

Até recentemente a ONU vinha resistindo em mencionar a relação entre população e mudanças climáticas. “De fato, o medo de parecer estar apoiando o controle a população vinha, até bem pouco tempo, prevenindo a menção do termo ‘população’ no debate sobre o clima”, diz o relatório.

“No entanto, alguns participantes deste debate agora estão tentados a incluir o impacto do crescimento da população.” Segundo o relatório, a problemática deve ser levada à mesa de negociações na cúpula da ONU sobre o clima em Copenhague, no mês que vem.

Cenários

Dados compilados pela ONU no relatório indicam que apesar de uma parcela pequena da população mundial – de cerca de 7% – ser responsável por 50% das emissões dos gases causadores do efeito estufa, o aumento demográfico contribui significativamente para o crescimento das emissões.

“Os cálculos da contribuição do crescimento demográfico no aumento das emissões produzem descobertas concretas de que o avanço da população no passado foi responsável por entre 40% a 60% do aumento das emissões”, afirma o relatório. A UNFPA descreve três possíveis cenários referentes ao crescimento da população mundial, estimada hoje em 6,8 bilhões de pessoas, até 2050.

O primeiro supõe que a Terra passará a abrigar 7,9 bilhões de pessoas. O segundo sugere que o planeta terá 9,1 bilhões de pessoas e, o terceiro, 10,4 bilhões. Segundo as projeções do relatório, se o crescimento da população mundial corresponder ao primeiro cenário (7,9 bilhões) e não ao segundo (9,1 bilhões), as emissões de carbono serão bem menores, com 2 bilhões de toneladas de carbono a menos na atmosfera.

O relatório da ONU ainda aponta que o controle demográfico pode ter benefício duplo. Primeiro, porque se ocorrer nos países ricos, o declínio ajudará a reduzir as emissões nessas nações, atualmente dez vezes maiores do que nos países pobres. Além disso, pode ajudar as nações pobres com altas taxas de natalidade a se adaptar melhor aos impactos das mudanças climáticas.

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2 Comentários

  • Gomide:

    A conclusão a que os cientistas chegaram nãos nos trouxe nenhuma novidade. E tenho certeza de que já sabiam disso desde a década de 1980, quando começaram a se intensificar as preocupações com essas projeções. Apenas “seguraram” as informações pelos m otivos que todos conhecemos.

    Atrevo-me a dizer que o quadro é mais negro do que este porque, segundo minhas próprias pesquisas, e sem precisar ser cientista, geógrafo, biólogo, antropólogo ou sociólogo (qualquer um pode fazer as contas), cheguei à conclusão que, até o primeiro terço do século XX a população mundial aumentava em 1 bilhão a cada 15 anos. No atual século, com o aumento da expectativa de vida, essa relação passará para 1 bilhão a cada 12 anos. Assim, a população do planeta “dobraria” em menos de um século, mais precisamente, em 84 anos. Dando uma margem de segurança nos cálculos tiramos uma média arfitmética simples das duas opções e arredondando, tyeríamos a fórmula: (105+85)/2 = 95 anos.

    Dá então para concluir que em menos de um século (entre 84 a 95 anos) a população dobrará, se não forem aplicados os controles mundiais de natalidade. Estão aí os muçulmanos, espalhando-se pelo mundo, com uma taxa de natalidade de 8.1 , enquanto o resto do mundo tem uma média de 2.3. E eles, por motivos religiosos, se negam a entender o problema e a colaborar. As religiões, de um modo geral, também são contra.

    As conseqüências da não adoção do controle das taxas demográficas em função da natalidade, todos sabemos quais serão.

  • mgomide3 disse:

    Caro Ivo,
    Realmente, os ambientalistas com pé no chão já sabiam disso tudo.
    Não é novidade para nós. Mas ainda existem muitos ambientalistas angelicais, receitando comportamentos superficiais e individuais para isso e aquilo; são verdadeiros chazinhos.
    A própria gigante Mc Donald’s, segundo informes, já se conscientizou do problema ambiental, tanto que já começou, na Europa, a pintar sua fachada com tinta verde no lugar da tradicional vermelha. Isso vai dar um resultado fantástico! Ah, se vai! Deve ter tomado essa “revolucionária” atitude por conselho de algum ambientalista sonhador.
    No meu entender, o mérito do artigo em foco é que cabeças importantes já começam a cutucar o tabu populacional.
    Esse tabu já foi sugerido aqui na equação ambiental. Isso foi para mexer um pouco com a cabeça de muita gente boa. Mais adiante, vai ter mais.

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