Equação da sobrevivência ambiental

23/11/2009
by mgomide3

Situações simbólicas relativas ao animal humano.

 3 + 4 – 1 = 6

(3 + 4 – 1)/2 = 3

Ar + H²0 + Alimento = Vida

Vida + Economia natural = Racionalidade

Racionalização x Economia de mercado = Lucro

(Lucro x Tempo x População Mundial)/Recursos naturais = Equilíbrio

Expressões numéricas:

Situação limite de sobrevivência:

(10 x 100 x 1.000)/1.000.000 = 1 (equilíbrio)

Situação real do meio ambiente hoje:

(11 x 102 x 1.003)/900.000 = 1,250 (desequilíbrio ou insustentabilidade de 25%)

Observações:

a)   A lucratividade é sagrada; não pode ser mexida, faz parte do sistema. É representada pelos governos;

b)   O tempo fica cada vez mais comprimido pelo progresso material, comandado pela tecnologia que  está subordinada ao lucro;

c)    População mundial é tabu;

d)   Recursos naturais são praticamente fixos. Eles crescem ao receberem as energias solares que constroem num ritmo equivalente a 1 metro por 1 ano.  A dinâmica tecnológica da atual civilização a destrói a um ritmo equivalente a 1 metro por 1 minuto.

 Pergunta com solução matemática, filosófica ou raciocínio lógico: Como restabelecer o equilíbrio em curto prazo?  Esperamos resposta.   

                    

 

 

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2 Comentários

  • Essa, Gomide, fica difícil até mesmo para os mais experientes cientistas e ambientalistas responder,principalmente, porque, no meu entender, a equação:

    (11 x 102 x 1.003)/900.000 = 1,250 (desequilíbrio ou insustentabilidade de 25%)

    já está errada, porque defasada e faltando identificar 3 elementos. Creio que ela deveria ser expressa desta forma:

    (x.y.6.500.000)/z = 1,30

    onde os fatores x, y e z deveriam ser definidos para corrresponderem à atual defasagem entre consumo e recursos naturais, que hoje já se situa na faixa de consumo extrapolado em 30% acima da capacidade do planeta em supri-los, mantendo um ponto de equilíbrio.

    Já para definir corretamente os fatores reais “x”, “y” e “z” e depois reajustá-los ao ponto de equilibrio (1) seria necessário “inverter” as sentenças das observações, nos itens “a”, “b” e “c”. Quanto ao item “d”, é dependente dos 3 primeiros e variável em função destes, somente podendo ser corrigido se e somente se conseguir-se inverter os valores dos 3 itens precedentes.

    É. portanto, uma equação de difícil solução, podendo tender à “indeterminação” ou “impossibilidade”. E esta, entendo não é uma equação puramente matemática. Isso seria, traçandom uma analogia, o problema de “equilibar uma equação química” , a da química da vida planetária.

    Não sei se falei besteira, mas é assim que enxergo, tentando exemplificar química e matematicamente.

  • Maurício Gomide Martins disse:

    Caro Ivo,
    O amigo não apresentou nenhuma besteira. Seu raciocínio está correto.
    Mas cabe aqui um esclarecimento sobre o assunto. A equação não é propriamente matemática, mas simbólica, como dito no início. O índice de 25% é o mais otimista entre outros informados pela comunidade científica, mas isso não importa; o importante é mostrar que acima da unidade, estamos sacando sem provisão de fundos, que estamos destruindo a tão decantada sustentabilidade.
    Os números são simbólicos também e representam os elementos principais que compõem a situação ambiental. A variável nessas considerações não figurou na equação: a reação da natureza. Os demais elementos do numerador são administráveis (por um governo mundial, é claro). O denominador ambiental é inversamente proporcional ao numerador. Quanto maior aquele, menor este (e maior a desgraça).
    A equação não é uma composição puramente matemática. É um texto apresentado sob forma matemática, do modo mais simples possível, objetivando fazer apresentação de uma situação real, facilitando a compreensão para todos. Ela é uma provocação aos espíritos mais atentos e interessados em questão ambiental.
    As observações a, b, c, d são apenas engasgos que o leitor deve engolir ou dizer como sair do problema. O recurso não discursivo foi um jeito de apresentar sinteticamente a situação ambiental, ao tempo em que tentamos colocar o leitor curioso num labirinto – que é real, concreto, atual – para que exercite um exercício lógico.
    Enfim, o problema apresentado não é senão o que já vem sendo exposto discursivamente há muito tempo pelos ambientalistas. É uma repetição do nosso clamor, numa forma diferente. Entendo que, nesse objetivo, devemos usar todos os recursos possíveis; até essa feição.

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