O planeta está esfriando

20/11/2009
by mgomide3

                                                                                                                                            

Publicado no Jornal Diário do Nordeste  de Fortaleza, de 15.11.09

Na contramão do ambiental e politicamente correto, o professor cearense José Carlos Parente de Oliveira, 56, da UFC, Doutor em Física com Pós-doutorado em Física da Atmosfera, diz que, cientificamente, não se sustenta a tese de que a atividade humana influencia o clima no planeta, que não está aquecendo. "Na verdade, a Terra está esfriando", afirma ele. Na entrevista a seguir, o professorParente põe o dedo em uma antiga ferida: " Perdemos o foco do problema. E o foco do problema são os meios de produzir, é a forma errada de como o homem produz seus bens"

Por que o senhor caminha na contramão do ambientalmente correto e proclama que o planeta não está aquecendo, mas esfriando?

A busca da verdade deve ser o norte, o foco da atividade em ciências. E penso que não é isso o que ocorre com o tema aquecimento global. A sociedade está sendo bombardeada por notícias, reportagens na tevê, filmes e tudo isso com a mensagem de que as atividades humanas relacionadas às queimas de combustível fóssil (petróleo, carvão e gás) são as culpadas pelo aquecimento da Terra. O grande responsável por esse bombardeio é o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês), que é um órgão da ONU.

O senhor quer dizer que um organismo da ONU está provocando um terrorismo ambiental?

Vejamos. A hipótese do aquecimento global antrópico defendido pelo IPCC não possui base científica sólida. Não há dados observacionais que provem cabalmente a influência humana no clima. Se voltarmos um pouco no tempo nós constataremos que entre os anos de 1945 e 1977 houve um resfriamento da Terra, acompanhado de grande alarde de que o planeta congelaria, haveria fome, milhares de espécies desapareceriam etc. E veja que nesse período houve grande queima de carvão e petróleo motivada pela reconstrução da Europa e da Ásia após a 2ª Guerra Mundial. Outro exemplo de não conexão entre concentração de CO2 e temperatura da Terra ocorreu entre os anos 1920 e 1940, período em que a Terra esteve mais quente que os anos finais do século XX, e nesse período a atividade de queima de combustível foi de apenas 10% do que foi observado nos anos 1980 e 1990.
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Eis ai o depoimento de mais um cientista sobre o problema ambiental. Há muitos desses profissionais que contradizem as afirmações científicas advindas do IPCC da ONU.

Há leitores que não crêem nas informações de que a atual civilização está degradando as condições vivenciais do planeta. Louvam-se em geral nas palavras e argumentos de diversos homens de ciência, até de renomeada.

Isso tudo serve para a instalação entre os leigos de uma situação de divergências de opiniões e crenças. Implanta um estado de entendimento  geral de que não estamos entrando numa crise vivencial que levará a biodiversidade ao suicídio. Justamente numa ocasião em que ainda há condições de ações incisivas de retorno. Essa confusão ou desserviço para a qual os cientistas contribuem, põem eles próprios como co-responsáveis pelo desastre ambiental vindouro.

 Muitos não entendem que informação científica nada tem a ver com a opinião de cientistas. Eles, como qualquer um de nós, têm as suas crenças pessoais que podem muito bem ser divergentes porque as mentes não são padronizadas. Informação científica, depois de sacramentada como tal, tem outro caráter.

A nosso ver, a questão ambiental deve sair urgentemente do campo referencial de conceitos de cientistas, já que alguns deles se contradizem e não falam em nome da ciência, mas em nome estritamente pessoal. E isso causa confusão. Precisamos da ciência, não do subjetivismo dos cientistas.

 E os ambientalistas, que enxergam as realidades dos fatos, devem voltar suas argumentações apenas para as revelações incontestes do raciocínio lógico, escorado por informações científicas.  Devem pautar seus argumentos apelando para os instrumentos filosóficos que habitam o cérebro individual de cada ser humano, mediante o uso reflexivo das  potencialidades oferecidas pelo uso da razão. E, nesse campo, temos todos o mesmo potencial.  E a matemática, que é um produto exclusivamente de raciocínio, é um ramo filosófico. Apresenta suas verdades, que não são discutíveis, pois fundamenta o raciocínio em axiomas cujos conceitos são acolhidos por todos os que forem capazes de pensar. A matemática é uma das filhas do pensamento  lógico.   

Vamos fazer um pequeno exercício mental, baseado na matemática ou filosofia ou raciocínio lógico. Todos os dias, Arnaldo, um forte rapaz, bebe um copo de água de um tanque. Às escondidas, também diariamente, colocamos no tanque um copo de água adicionado com uma gota de veneno inodoro e sem sabor.  Arnaldo bebe dessa água e nunca percebe nada de anormal. Agora apresentamos um problema a ser resolvido pelo leitor: assim prosseguindo a cena descrita, haverá um dia em que Arnaldo morrerá envenenado? Sim ou não.

A propósito, vamos contar uma história verídica. Um certo imperador chinês, tendo herdado a coroa com 26 anos, tinha uma preocupação constante: a de morrer cedo. Convocou os maiores médicos chineses da época para que concordassem sobre a melhor maneira de viver muitos anos. Depois de vários meses de discussão e estudos, a comissão de sábios lhe receitou o seguinte procedimento: beber diariamente, em jejum, uma gotas de mercúrio. O monarca, confiante, seguiu a prescrição com disciplina estóica. Morreu com 31 anos, envenenado pelo mercúrio.

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1 Comentário

  • Este seu oportuno texto só vem confirmar aquilo que nós tantas vezes já frisamos aqui: há que se saber filtrar tudo o que os cientistas e a mídia dizem porque não podemos saber “a priori” o que é ou não confiável.

    De fato, Gomide, há conclusões e conclusões. Metade dos cientistas diz uma coisa; a outra metade, diz outra. Como o leitor comum, não especialista em nada, se situa? Como saber em que acreditar, em quem confiar? Não vejo solução para isto, a não ser que as pessoas, no geral, adquiram o hábito de interpretar e “investigar”. Se as informações não forem filtradas ou se ninguém, com honestidade, fizer isso por nós, ficaremos à mercê de cientistas, mídia e políticos inescrupulosos que tentam passar informações casuísrticas que lhes forem mais convenientes.

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