COPENHAGUE

18/11/2009
by Antidio Teixeira

  O que a reunião deve aprovar: 

                                Antídio S.P. Teixeira

Que se estabeleçamtaxas para recuperação ambiental” sobre a exploração de hulha, petróleo e gás natural para, com o seu produto, financiar o reflorestamento de áreas degradadas nas regiões intertropicais. Isso porque: “as benesses proporcionadas às sociedades consumistas mundiais foram possíveis graças a utilização de energia  obtida a partir da queima de materiais fossilizados”. Isso por serem fontes de energia mais baratas, dada a sua abundância no período inicial, e por nenhum esforço ter custado ao homem na captação e concentração da luz durante milhões de anos para formá-las, e ainda, por não se computar os custos ambientais futuros (de hoje), motivados pela pelo acúmulo de seus resíduos não recicláveis. Assim, dispondo de tais recursos, a ciência e a tecnologia evoluíram proporcionando a substituição humana no trabalho por sistemas cada vez mais sofisticados e máquinas cada vez mais automatizadas causando o desemprego generalizado no mundo em favor dos povos dominantes. Os seres humanos foram, gradativamente, sendo excluídos de suas tarefas nestes 250 anos de Revolução Industrial; desde os escravos, passando pelos artesãos, burocratas e atualmente, chegando aos profissionais liberais com mestrados e doutorados dos quais, muitos deles, se dedicam a atividades ilícitas como forma de manutenção dos padrões econômicos de suas respectivas classes. Assim, os capitais acumulados pelos ricos (indivíduos, empresas e países), desde o início da Revolução Industrial, tinham seus valores sustentados pela abundância de matérias primas e de fontes energéticas de fácil acesso e contando com um meio ambiente virgem de resíduos poluidores. Hoje, o capital estocado se multiplicou com os lucros especulativos, enquanto que os meios de produção encareceram, impossibilitando o lastramento que lhe servia de suporte.

No início da Revolução Industrial, hulha, petróleo e minérios, eram coletados à flor da terra e mais perto dos locais de consumo. Hoje, são minas com dezenas de Kms. de profundidade e a milhares de Kms. de distância dos consumidores; e mais: acrescidos dos custos de processos de preservação ambiental. Deste modo, vemos que apesar dos esforços dos governantes mundiais para salvar o sistema “financeiro” que dominou o mundo como sendo “econômico”, e que proporcionou o esgotamento das riquezas naturais, desviou a humanidade de seu caminho natural de desenvolvimento e promoveu a destruição da maior parte da biodiversidade terrestre, e ainda ensaiam peças teatrais que iludam consumidores incautos a manterem sua voracidade de “gafanhotos”.

Todas as medidas anunciadas em torno da redução das emissões de gases do “efeito estufa” não passam de paliativos porque o consumo supérfluo continua crescendo para manter esta “economia” deficitária e crescente agravada pelos prejuízos causados pelos desastres ambientais que estão grassando em todo o mundo. Não se iludam: não existe solução racionalmente viável senão a redução do consumo supérfluo global em curto prazo e a redução gradativa da carga populacional humana.

 

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2 Comentários

  • Caros Gomide e Ivo:
    Tirei o nome do Brasil do subtítulo porque a minha pretenção não foi expor uma questão política do nosso país, mas sim, apontar uma solução técnica e racional para o problema ambiental global.
    Perdoem-me, por não me feito entender.
    Abraço-os fraternalmente.

  • Agora sim, Antídio, a sua colocação ficou mais correta. Esta é a postura que se deve esperar dos países, além das outras medidas que precisam ser aprovadas. Quanto ao Brasil, a única que tem a fazer é ratificar o que for decidido e cumprir a sua parte.

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