DROGAS LEVAM AO CONSUMISMO

17/09/2008
by mgomide3

 

Estão sempre expostas na mídia as atividades criminosas de traficantes e usuários de drogas. A cada dia, sabe-se de casos trágicos em que jovens viciados cometem ações destrutivas, tanto no âmbito social como no familiar, não sendo incomum assassinato de pais. Como os atuais jovens são os pilares sociais do futuro próximo, vimos com amargura que tal vício, apesar do combate nominal do governo, está se alastrando, indicando que os governantes são incompetentes e que a nação está caminhando para uma gangrena do seu principal suporte. O vício introduzido numa nação, leva-a à submissão. O ópio já foi empregado na China, pelos ingleses, como elemento subjugador. Pode ser considerada também como uma arma de guerra. Num depoimento jornalístico, um traficante colombiano declarou abertamente que sua luta era contra os Estados Unidos. Que, não tendo armas para uma luta convencional, procurava destruir a sociedade americana pela introdução de vício às drogas. É por isso que o governo daquele país dá intenso combate aos traficantes, o que não tem surtido resultados satisfatórios, pelo que nos parece.

É digno de destaque o “progresso tecnológico” alcançado na produção de tais substancias. […]Há vários tipos de drogas alienantes; para todos os gostos e em função de capacidade financeira dos viciados. Abstendo-se de citar o álcool e o fumo que, usados em excesso, são abridores de portas à desgraça, a maconha é a menos prejudicial. Seguem-se diversas outras, em escala de melhorias tecnológicas, sendo que a de última moda é a “ecstasy”, criada pela Merck, presumivelmente visando a elevar seus lucros. Só para falarmos dessa última droga, seu trânsito entre os jovens teve grande sucesso e se alastrou  rápido. Para tanto, houve a contribuição dos empresários do vício que construíram uma cultura psicodélica para o incremento de seus negócios. Estabeleceram ambientes adequados em que as cores, os efeitos luminosos e sonoros favorecessem nesses antros o uso da droga, alcançando o objetivo prometido: desligamento do mundo exterior, euforia extrema, sensualidade, permissibilidade. Para tal cultivo de entretenimento, geralmente realizada em raves – como se fosse uma diversão inocente – que germinam em grande velocidade pelo país, criou-se entre os viciados uma sub-cultura a que deram o nome de “clubber”, um estado de busca e efetivação constante de fuga da realidade. Ai é que entra o consumismo, como suplemento de tal grupo social, para dar suporte ao seu estado psíquico, onde exercem influência a estética, o modismo, o excepcional, o “eu” ausente. Fora dos efeitos da droga, o usuário sente-se sempre com necessidade de “algo” indefinível, o que é buscado na compra, compra, compra. O objetivo passa a ser, inconscientemente, a fuga da realidade, a alienação completa, a insensatez, a incapacidade de crítica e julgamento de valores. Com isso, desagrega-se o conjunto qualificativo de “homo sapiens”, passando a constituir uma nova e retrógrada classe na Biologia.  
E a estrutura econômica, baseada no consumo, estimula esse transe existencial sem se importar com as conseqüências da degeneração social. O pior é que essa hipnose coletiva está aumentando! A nação que tem seus jovens nessa situação, na verdade não é uma nação; é uma goiaba bichada.   

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2 Comentários

  • Administrator disse:

    E serão esses jovens os mesmos que, no futuro, irão conduzir os destinos da humanidade!… Serão eles os que terão de preservar as condições de vida no Planeta.

    Ora, se não preservam nem a sua própria saúde ou o seu caminho para o futuro ou a própria vida, irão preocupar-se com os destinos da humanidade, qualidade de vida, preservação da natureza, etc? Isso merece ser refletido pelos educadores, pais e governantes de hoje, senão…

  • Mr. Spock disse:

    Caro Gomide, na verdade, drogas só levam ao consumo de…MAIS DROGAS!

    A maconha, que voce considera “menos prejudicial”, é apenas o primeiro degrau da “stairway to heaven”. Como só consegue ser obtida de criminosos, coloca o consumidor em contato com o crime e daí para outras drogas é só uma questão de capacidade financeira.

    Mas, como voce mesmo relata, o uso de psicotrópicos e entorpecentes é uma característica da humanidade durante sua História. Várias culturas faziam (e fazem) uso de tais substâncias. Índios norte-americanos/mexicanos construíram suas lendas e cultura baseados (sem trocadilho) em muito chá de peyote ou “mescal”. O mesmo com os nossos queridos indígenas, os descobridores do “Santo Daime”. Muitos filósofos construiram teses que construíram nossa sociedade sob o efeito de opiáceos (ópio, morfina, codeína…). Músicos em geral sempre foram, por força do tipo de trabalho, a consumirem diárias quantidades de anfetaminas e soníferos, um para mantê-los acordados à noite quando trabalham, outro para fazê-los dormir durante o dia.

    A Metilenodioxometaanfetamina (ecstasy) foi sintetizada pela Merck em 1912 apenas como uma das muitas variantes de síntese das anfetaminas e tentou-se utilizá-la como moderador de apetite, sem sucesso. Na década de 50 chegou até a ser usada por polícias como um “soro da verdade”. Seu uso atual como “droga” não pode ser atribuído ao desejo de lucros da Merck e sim à idiotice e falta de objetivos da sociedade contemporânea. Afinal, cola de sapateiro, solventes de tintas, vernizes e outros produtos voláteis tem indicação específica e os fabricantes não podem ser considerados “produtores de drogas”.

    Quanto aos narcotraficantes colombianos, não querem derrubar nenhum governo nos EUA nenhum, querem é se enriquecer como qualquer outro em favelas cariocas. Seria então Fernandinho Beira-Mar um preso político no Brasil? Um mártir da luta proletária contra o imperialismo norte-americano?? Fala sério…

    Mas Ivo, não se preocupe muito com o futuro da Natureza devido aos atuais drogados virem a assumir o “destino da humanidade”. Os “heavy users” provavelmente não passarão dos 30 anos (nas favelas do Rio, a média é de 22 anos de duração, seja pelo consumo de drogas ou por balas mesmo). Os “low profile” não serão tão perigosos assim e muito provavelmente abandonarão o vício assim que tiverem um objetivo útil na vida. Afinal, até Bill Clinton confessou que já “deu um tapinha” e Stalin e Yeltsin eram alcoólatras irrecuperáveis com um dedo em cima do botão nuclear.

    Por último, existem muitas outras drogas que podem levar a um consumismo muito maior, como por exemplo a novíssima droga conhecida como “bolsa-família”. Assim como o ecstasy e a morfina, foi “sintetizada” com fins úteis e medicinais e acabou sendo usada como forma de controle e submissão da sociedade. Minha empregada tem um celular que nem eu tenho, com fones, câmera, mp3…e recebe bolsa-família por 7 filhos.

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