Mãe Terra e a superpopulação do planeta

06/08/2009
by Ivo S. G. Reis

O texto abaixo, eivado de sensibilidade poética, foi-nos enviado pela sua autora e agora também nossa colaboradora, Neyde De Martino, e aqui está sendo publicado a pedido. A autora se autodefine como uma "jovem senhora", observadora do mundo e preocupada com os seus problemas ambientais, que a humanidade teima em não querer enxergar. Uns, não enxergam por pura alienação social ou incapacidade analítica; outros, porque "não quererem enxergar", preferindo esconder ou minimizar a dura realidade dos fatos, para não chamar a atenção para o problema e poderem, assim, continuar suas atividades criminosas contra a Mãe Terra.

Este texto, bastante verdadeiro, e que até talvez possa ser classificado como "prosa poética", alerta para um dos principais problemas sociais e ambientais da atualidade: as conseqüências danosas da superpopulação planetária. Reforça e complementa o que vimos alertando neste blog, em especial o da matéria logo abaixo "Regredir para Sobreviver", do ambientalista Antídio Teixeira. Confrontem os textos e analisem os dois argumentos em relação ao assunto:

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          S.O.S. Mãe Terra

Até quando, Mãe Terra, proverás teus filhos que aumentam dia-a-dia sobre ti ? Até quando teus recursos naturais irão proporcionar vida a teus filhos ? Teus filhos ingratos extraem tudo de ti. Dizem as estatísticas que a população mundial irá diminuir. Que os casais estão preferindo menos filhos. Mas até quando a Terra aguentará com suas reservas naturais ?

Existe gente demais no mundo. A superpopulação agride o Planeta, inferniza a vida e gera problemas globais.

"Não importa saber quantos homens a Terra pode alimentar, mas a partir de qual densidade, os homens começarão a se odiar uns aos outros" – disse certa vez o etnólogo austríaco Konrad Lorentz, Premio Nobel de Medicina em 1973. Ele pensava na "inevitável deterioração da qualidade de vida e do convívio entre pessoas, obrigadas a pelejar às cotoveladas pelos seus direitos, em ajuntamentos urbanos cada vez mais inchados, onde as asperezas do dia-a-dia cobram de todos e de cada um pesados tributos emocionais, pagos geralmente na moeda da violência".

Como disse Luiz Weis, na revista Superinteressante de 1989 — "Sem dúvida, era mais fácil amar o próximo, quando ele não estava tão próximo assim".

Só uma abordagem global para o problema de excesso de população poderá resolver essa questão. Não é uma ordem oficial como aconteu na China, mas uma tomada de consciência individual que a resolverá.

Por quanto tempo mais aguentarás, Mãe Terra ? Dentro de alguns anos tua população terá duplicado ou triplicado. Onde irão buscar "leite" de uma mãe esgotada ?

Não será este o momento de se repensar nos perigos da procriação sem planejamento ?

Neyde De Martino

 

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5 Comentários

  • mgomide3 disse:

    Prezada Neyde,
    Fico satisfeito e entusiasmado por sua integração a este blog. Sabemos perfeitamente de seus sentimentos ambientalistas e esforços em prol de melhor esclarecimento das pessoas que ainda não se conscientizaram dos momentos decisivos em que vive o planeta. Minhas boas-vindas à sua chegada a esta arena de lutas, em defesa da nossa Mãe-Terra. Que minhas palavras de guarida sejam um incentivo para que continue a dar presença, tanto em artigos como em comentários.

  • Companheiro Gomide, que bom que você veio e viu!… Ia pedir mesmo – e agora o faço – que republicasse esse texto no seu blog “Meio Ambiente”, não só porque o texto merece ser lido, mas também para incentivar àquela que se propõe ser a nossa mais nova colaboradora, conforme emails que me enviou. Conforme informação nos emails que me enviou, teria enviado email também para você e para o Antídio. Você o recebeu? E você, Antídio, se estiver lendo, recebeu o email da Neyde? Se receberam, por favor, respondam à autora.

    Segundo ela mesmo me falou, “possui um baú de textos” não publicados, apenas por não saber lidar com a internet. Se o problema é só esse, vamos incentivá-la e ajudá-la porque, pelo que pude ver, é uma pessoa de muita visão e que constantemente reflete e escreve sobre esses assuntos. Entendo que seria mais uma grande aliada nossa. Viu a clareza com que ela enxergou a questão do excesso populacional e os seus reflexos futuros? Tá bom, tá bom, é uma questão simples, muito óbvia, mas quantos enxergam isso? E mais: quantos se preocupam realmente com isso?

    Portanto, se puder, divulgue o texto e você não vai se arrepender. Vou enviá-lo também para o “Debatendo a Ecologia”.

    Abraços a todos!

  • Antídio S.P. Teixeira disse:

    Sim Ivo;
    a Neyde é parte integrante da minha caixa de correspondentes há algum tempo. Como me foi apresentada pelo companheiro Gomide, sabia que, no momento conveniente, ele a traria para o DDD, o que, de fato, aconteceu. Entendo que, na condição de mulher, ter superado as características de comportamento feminino quando o assunto é filho, criança, e partido para iniciativas esclarecedoras sobre os problemas da superpopulação do mundo, revela uma inteligência excepcionalmente liberta do amor instintivo, irracional que domina a massa humana: “que, amando, conduz à extinção todos os seres vivos que habitam o nosso Planeta”. Que a experiência da Neyde enriqueça este blog é o que desejo.

  • mgomide3 disse:

    Sim, caro Ivo,
    Recebi o mencionado e-mail e outros de PPS. Já estava pensando em republicar o texto da Neyde no meu (nosso) blog, que se destina a ligar num só conteudo informático (o DDD, no caso) os esforços de todos os ambientalistas, dando realidade ao lema que adotei “Ambientalistas, Unam-se”. Estou cultivando ligação com outros colaboradores potenciais para o DDD. Oportunamente, voltarei ao assunto.

  • Muito bom, companheiros. Isto é um trabalho de formiguinhas, mas um trabalho de equipe. Se pudéssemos reunir num só lugar todos os que pensam como nós e se pudéssemos fazer com que nossas vozes fossem ouvidas e consideradas por aqueles que têm o poder de decisão sobre as grandes questões ambientais, teríamos atingido nossos objetivos.

    Gosto da expressão do Gomide “MARTELAR”. Vamos continuar martelando, martelando…

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