Chegou a humanidade ao fim?

01/09/2008
by Antidio Teixeira

Caros amigos:                    Tenho publicado artigos e comentado outras publicações de vocês num tom que parece não ser bem entendido pela maioria dos participantes. Apesar de enxergar com clareza o desenvolvimento dos fenômenos ambientais e prever o seu desfecho, tenho tido dificuldade em me fazer entendido ou, mesmo acreditado. No entanto, hoje, recebi o e-mail com o vídeo abaixo, já traduzido para nossa lingua, que demonstra claramente o que nos põe em perigo de uma conflagração mundial que poderá resultar na extinção da vida animada na Terra. ABRAM-O:

 

Caso o vídeo não abra diretamente, clicar no link abaixo:

http://video.google.com/videoplay?docid=-7568664880564855303

Gomide:           

Se achar oportuno, queira transcrevê-lo para o planetafala. Abraços,            Antídio

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13 Comentários

  • Meu bom amigo e colaborador Antídio:

    Com que beleza de matéria você nos brinda!… A qualidade e a utilidade de um blog é medida pela qualidade das matérias postadas por seus colaboradores. E, nesse sentido, embora ainda com poucos, não temos do que reclamar. Você, o Gomide, o Yan, o Spock e alguns jornalistas que aqui comparecem eventualmente, estão entre os nossos mais ilustres colaboradores e têm imprimido qualidade e seriedade às matérias do blog.

    Quanto ao seu desapontamento por não ser entendido pela maioria dos leitores, não desanime! Isso é normal e lembre-se que sempre haverá uma minoria que entenderá as suas mensagens. As razões disso você sabe quais são: 1) Suas matérias são técnicas e de cunho científico; 2) a maioria das pessoas não gosta muito de raciocinar e suas matérias exigem reflexão; 3) é necessário um certo nível cultural para poder compreender os argumentos expostos e o nível educacional da população brasileira é abaixo da média mundial.

    Essas são as principais razões, que julgo perfeitamente compreensíveis, mas que não podem, jamais, levar ao desânimo dos articulistas. Se deixarmos nos abater por isso, pararemos de escrever e de alertar.

    Especificamente sobre esta matéria que você postou, a mensagem que ela deixa é bastante clara e possível de ser compreendida até pelas pessoas de menor grau de instrução, porque muito bem ilustrada. A grande maioria das pessoas entende melhor a linguagem das imagens do que a das palavras. Infelizmente, nem tudo o que falamos pode ser ilustrado, mas esse recurso é bem-vindo quando possível e cabível e você o usou na hora certa, enriquecendo a mensagem que queria passar. Da mesma forma, a sua cartilha que, aliás, deveria ser disponbibilizada para download. Por que não faz isto?

    Vimos, pelo consumismo desenfreado e descontrolado, as conseqüências que podem gerar para a humanidade. Mas, aqui, eu me pergunto: Até onde o povo, o cidadão comum, tem culpa disso? O próprio vídeo responde quando mostra o poder econômico influenciando e corrrompendo até os governos. O povo, este coitado, faz o que lhe impõem.

    Portanto, a conscientização maior tem de ser feita dirigida às indústrias, aos empresários e grandes grupos econômicos e aos governos, na minha opinião, os maiores responsáveis. Finalizando, vamos falar rapidamente sobre o papel dos blogs.

    Todos têm concordado nesse sentido: o papel dos blogs, um fenômeno novo, que não pôde ser previsto no passado, desempenha hoje uma importância fundamental na disseminação da informação IMPARCIAL. Isto porque a mídia convencional (jornais, revistas, televisão e propaganda) nem sempre divulgam as verdades por inteiro, por causa do comprometimento com os interesses dos governantes, anunciantes e dos grandes grupos econômicos. Por isso, os blogs são importantes. Notícias de blogs podem ser falsas? Sim, porque qualquer um pode escrever o que quiser, praticamente “sem  censura“, a não ser a censura interna do próprio blog, quando existe. Mas é exatamente aí que reside o valor dessas notícias – na IMPESSOALIDADE E FALTA DE COMPROMOTIMENTO. Nos blogs, vale tudo: crítica ferrenha, denúncias, irreverências, humor, DEBATES… enfim, o que você quiser. Reputo a liberdade de expressão, os debates e a total ausência de comprometimento, além da velocidade da notícia (quase instantânea e mais rápida até do que as da Imprensa) como as maiores qualidades e o grande diferencial dos blogs.

    Portanto, Antídio, não desanime. Tenha certeza de que estamos na mídia certa e ainda que só uns poucos entendam as nossas mensagens, esses poucos as divulgarão para outros poucos que, por sua vez, farão o mesmo com outros poucos e, em breve, os poucos já serão muitos.

    Volte sempre! 

  • Administrator disse:

    Antídio:

    Atendendo ao seu pedido, informo que, por minha conta e risco, uma vez que o Gomide assim me autorizou quando julgasse necessário, informo que irei republicar o seu artigo no blog Meio Ambiente. Da mesma forma, irei republicá-lo em nosso fórum ecológico, o “Debatendo a Ecologia…”.

    Gostaria que muitas pessoas lessem o artigo e vissem o vídeo. Aliás, sobre o vídeo, vou publicá-lo em destaque aqui no blog, na seção “Vídeos Interessantes”. Procure amanhã!

    PS: Na referida seção, talvez só consiga publicar o link para o vídeo (como você fez) porque não sei se o meu software instalado reagirá corretamente a um vídeo que não seja do YouTube.

  • Antidio Teixeira disse:

    Grande Ivo:
    Brindado fiquei eu com tão calorosa manifestação de receptividade ao vídeo e à minha participação no blog. Com relação àquele, dada a sua clareza e pelo fato de ter sido elaborado por americanos, o que dá mais autenticidade à denúncia, acho que ele dever ser divulgado exaustivamente, como você já está fazendo, por canais informais, uma vez que ele fere aos interesses de empresas, governos e, enfim, de todos aqueles que usufruem seus resultados financeiros para custear seus sofisticados modos de viver. Portanto, o caminho é a conscientização do consumidor popular para evitar a utilização de tudo que não for essencial à própria vida, Não esquecer de que tudo que consumimos e utilizamos consumiu algumas formas de energia na fabricação, condicionamento, conservação e transporte; e ainda, que muitos deles continuam, também, consumindo alguma forma de energia para funcionar tais como veículos, eletrodomésticos e eletrônicos, etc.; e que, aproximadamente, 90% da energia consumida no mundo tem origem em processos poluentes para o meio ambiente.
    Sobre a publicação da Cartilha Ambiental Popular, não me sinto capacitado tecnicamente para configurá-la no blog e, também, por ficar cansativa para os leitores. No entanto, posso enviar pelos Correios aos interessados ao custo de R$ 7,50 p/unidade com postagem inclusa. Os pedidos deverão ser encaminhados através do e-mail antidio28@yahoo.com.br .
    Ela faz uma exposição simplificada de como as condições ambientais formaram e desenvolveram as formas de vida na Terra, a origem da reserva de oxigênio atmosférico e a sua transformação em ozônio, o consumo excessivo do gás nas combustões que promoveram a Revolução Industrial e as conseqüências, para o meio ambiente, do acúmulo dos resíduos não recicláveis lançados na atmosfera. Mais, ainda, as deformações psicológicas causadas nas sociedades, agora voltadas para o consumo supérfluo. Na próxima semana vamos publicar um vídeo sobre as loucuras nas construções que estão sendo realizadas em DUBAI. Forte abraço,
    Antídio

  • Administrator disse:

    Vamos fazer melhor, Antídio? Proceda da seguinte forma: Olhe para a barra lateral direita deste blog, seção “Leitura recomendada”. Pretendo inserir (inicialmente) a divulgação da sua cartilha ali, e o farei com muita honra, por ser você, como disse, um dos nossos mais competentes e ilustres colaboradores.

    Envie-me por e-mail uma foto da capa da sua cartilha, com as dimensões aproximadas de 80 x 40 ou 50 pixels. Envie-me também um resumo de, no máximo, 5 linhas, sobre como você gostaria de ver exposto o texto sinótico descritivo ao lado da figura. O resto deixe comigo. Se, por acaso, o livro estiver à venda em alguma livraria ou pela Internet, mande o link. Quero ver a sua cartilha ao lado do livro do Gomide.

    FICO AGUARDANDO!

    Em tempo: Como prometi, sua matéria já foi republicada no Planeta Fala, do Gomide, e também no BlogBlogs, o maior portal brasileiro de catalogação de blogs e assuntos. Para verificar no Planeta Fala, você já sabe como proceder. No BlogBlogs, faça o seguinte: Clique no primeiro ícone (verdinho, retangular, escrito BlogBlogs) no canto superior esquerdo da barra lateral direita. Você será redirecionado para o BlogBlogs e verá um resumo do seu artigo em primeiro plano. Clique naquele resumo para ler o artigo por inteiro, em RSS. Breve, mando para o Debatendo a Ecologia e outros.

  • mgomide3 disse:

    Caro ambientalista Antídio,

    O vídeo a que você dá divulgação para os leitores deste blog constitui uma importante peça instrutiva às pessoas que ainda duvidam da verdadeira situação da atual civilização – moldada na ganância de bens materiais – e compreendam que estão marchando rumo ao precipício. O documento, realizado nos Estados Unidos da América, fundamenta seus argumentos em situações reais existentes naquele país e apresenta dados alarmantes que emergem de uma forma brutal, sobressaindo uma qualificação geral: o exagero. Em outras palavras: a irracionalidade. A quem se destina, essa demonstração gráfica e expositiva está muito bem apresentada, caracterizando-se pelo didatismo e concisão. Contém o essencial para que “iniciantes” ou “vacilantes” enxerguem a calamidade que o progresso está causando. Para os ambientalistas, nada do que está exposto é novidade. O importante do documento é que ele passa a ser a confirmação por fonte insuspeita do que os defensores do planeta já vêm fazendo há tempos, inclusive neste blog. Lamentavelmente, faltou ampliar a abordagem do “cabeça” da história, o governo. Fê-lo sinteticamente – no caso é compreensível – mostrando simbolicamente que ele é serviçal das corporações. Na verdade, o governo americano é $eleito$ (escolhido ou nomeado) pelas emprêsas. Eleição é um faz-de-conta, pois quem manda mesmo é o complexo econômico. Quando um presidente não obedece, mandam matá-lo, como já temos visto várias vezes. Aqui no Brasil estamos vendo que os governantes estão sempre defendendo interesses econômicos. Até o “presidente dos trabalhadores”… No final do vídeo, uma abordagem romântica: atitudes sustentáveis. Eu já disse aqui: essa palavra serve para tudo, justifica tudo.
    Aproveito para fazer minhas também a inteligente exposição apresentada pelo nosso digno e competente administrador sobre as funções de um blog e a missão de consciência dos ambientalistas em prosseguir na divulgação dos perigos por que passa o planeta e, em consequência, a vida animal. Não desanime, Antidio. Continue a ilustrar este blog com seu priveligiado ardor e amor à vida planetária. Afinal, somos lidos por inúmeros leitores que desejam se informar sobre as escassas verdades à disposição deles. Há no vídeo ligeira referência à degradação da vida emocional que o sistema econômico causa. É um fato relevante que será objeto de nossas considerações aqui, em breve, em artigo que pretendemos divulgar. Quanto à sua Cartilha, entendo que a idéia do Ivo é a mais adequada.
    Grande e operoso Ivo,
    O nosso blog “planetafala” – você sabe – está às suas ordens e não necessita de minha autorização para ali você comparecer. Tudo bem. Por ser menos ágil, quando vi a manifestação do Antídio, preparei o material para publicá-lo, mas você já estava lá. Tem, portanto, minha prazeirosa aprovaçao.

  • Administrator disse:

    Taí, Antídio, o Gomide às vezes tarda, mas não falha. “Eu já sabia”.
    Obrigado pelo apoio ao Antídio, Gomide. Acho que já formamos um trio.

    Vamos estudar melhor, como unir nossas forças e fazer-nos ouvidos. Abraços!

  • Mr. Spock disse:

    Esse vídeo no You Tube vem rodando a Internet em emails. Recebi um há tempos, ainda em inglês e simplesmente descartei, pois não consegui chegar nem a metade, haja vista a quantidade de meias-verdades, afirmações sem referências fidedignas e, ao menos, um erro conceitual grave.

    Como os americanos são conhecidos por distorcerem ou mesmo ignorarem certas bases da Ciência, essa senhora faz, logo no início, uma afirmação absolutamente incorreta e tendenciosa. Diz que os recursos naturais “estão desaparecendo” da face da Terra!!

    Ora!! Como qualquer um de nós aprendemos no 2º Grau, Lavoisier já dizia no século XVIII que “…na Natureza, nada se cria nada se perde, tudo se transforma…”. Essa é uma verdade físico-química até hoje imutável.

    Portanto, o dito “consumismo” não está desaparecendo com nada, até porque o planeta é um sistema fechado. Árvores se transformam em construções, papel, CO2… Minérios se transformam em todo tipo de artigos, muitos indispensáveis para o ser humano.

    Muitos desses “artigos de consumo” acabam por voltarem à Terra, mesmo que não reciclados. Até mesmo os elementos químicos presentes nos gases expelidos pelos “famigerados combustíveis fósseis” acabam por voltar às origens por ação das chuvas.

    A própria Terra é perfeita em questões de “reciclagem”. Nossa crosta está em constante transformação, expelindo materiais do manto e núcleo e “engolindo” materiais da superfície. O “terrível CO2” é matéria prima indispensável para a fotossíntese e sem ele não haveriam os vegetais como conhecemos.

    A maioria das afirmações e estatísticas do vídeo carecem de comprovações factuais e científicas, parecendo mesmo que foi criado na onda do pseudo-documentário de Al Gore. Infelizmente, é mais uma “informação” sencacionalista que se dissemina fartamente pela rede, aumentando o grau de “burrice” vigente na web, como bem explanou o Ivo.

    Como venho dizendo desde o início, as soluções para os problemas ambientais que realmente temos não virão com nosso retorno à Idade da Pedra nem com teorias anarquistas de fim dos modelos econômicos existentes, e sim do avanço da Ciência e da percepção humana individual. Não se pode esperar de pessoas sem qualquer embasamento teórico e conhecimento das disciplinas básicas que regem o Universo, que deêm soluções para tão intrincado e interdependente processo.

    Sinceramente Ivo, creio que aquele seu artigo sobre burrice merece alguns desdobramentos e detalhamento, pois como dizia célebre filósofo: ” A inguinorança é que astravanca o Pogreçio…”

  • Administrator disse:

    Spock:

    Como um adendo, e não como uma contestação ao que você disse (até porque concordo com vários dos seus enfoques e discordo de outros), só quero mais uma vez lembrar que a principal finalidade deste blog é o debate. As matérias aqui colocadas – boas ou ruins, técnicas ou não, cientificamente comprovadas ou não – ficam abertas às críticas e opiniões dos diversos tipos de leitores que aqui comparecem.

    É claro que mesmo com essa ótica de liberdade, procuramos policiar a qualidade dos artigos postados, para que não descambem para a futilidade, a irresponsabilidade, a leviandade ou falta de propósitos ou seriedade das informações. Então, quando um artigo carece de comprovações científicas, mas suscita dúvidas e polêmicas por ter alguma plausibilidade, acolhemos a publicação, exatamente para que as pessoas se manifestem, debatam e, assim, possamos descobrir qual a parle de verdade (se existir) do todo. Que melhor maneira de aprender do que esta? Alguns sistemas de ensino e a própria Filosofia adotam, além da pesquisa, o debate como o seu melhor aliado e forma de aprendizado. Se alguém proclamasse uma teoria e não existisse ninguém para contestar e debater, ela seria altamente suspeita e descartada, de pronto.

    Dito isto, acho que já justifiquei a validade do vídeo. Cientificamente comprovado ou não, não há como se negar que ele contém algumas verdades inquestionáveis. Por exemplo: a subserviência dos Governos das nações ao poder econômico, a durabilidade dos bens produzidos (fabricados com vida útil programada para durar pouco), a indução ao consumismo exagerado, os modismos forçados, a exploração das riquezas dos países econômicamente mais fracos, a não preocupação ou pouca preocupação com o meio ambiente, etc.

    A mim me pareceu que o vídeo carece mesmo de um maior rigor científico – tenho de concordar com você. Mas, por outro lado, acho que as suas características principais foram de ser opinativo e informativo e nada mais que isso. Na minha visão, tudo indica que ele não teve a intenção de ser didático ou científico. As conclusões cabem àqueles que o assistiram. E, tenha certeza: há os que irão concordar “in totum“, os que irão concordar parcialmente e os que irão discordar e contestar. E é exatamente aí, pelo menos para mim, que reside a sua validade – a provocação das discussões; porque entendo que da discussão sai a luz.

    Só para finalizar minhas justificativas, vou dar um exemplo meu e apreciaria que você visse o vídeo (garanto que ou vai odiar ou vai dar boas risadas, mas ficar indiferente? Jamais!): Visite a seção V (pág. 3, vídeo 6), do artigo “Vídeos que Você Deve Ver“, deste nosso blog (Questões Fundiárias e Políticas na Amazônia) e veja o vídeo humorísticoO Dia em que o Brasil foi invadido pelos EUA“.

    Trata-se de um vídeo produzido por universitários de jornalismo, abordando, com um humor inteligentíssimo, a possibilidade uma invasão americana ao Brasil, como se ela já tivesse acontecido e fracassado. O vídeo é humorístico, mas a simulação das discussões para decidir a invasão e os motivos alegados não poderiam ser mais realistas. O mais engraçado nele, são “as causas do fracasso” da invasão americana. É de uma criatividade excepcional. Pois bem, amigão, este vídeo, por ser humorístico, não carece de qualquer fundamentação científica ou provas documentais. É pura ficção, mas uma ficção daquelas que, um dia, e pelos mesmos motivos lá expostos, poderá tornar-se realidade. Por isso, resolvi publicá-lo, a despeito de não ser sério. Eu, pelo menos, dei boas risadas e senti vontade de parabenizar os seus idealizadores. Não, não poderia deixar de publicá-lo só porque não é sério e contém alguns exageros ficcionais. Se valesse nota, eu daria nota 9. Só não daria o 10 porque acho que, nas causas do fracasso, poderia ser mais trabalhado.

    Se não for pedir demais, veja(m) o vídeo (você ou qualquer um que esteja lendo este comentário) e volte(m) aqui para a arena e deixe(m) a sua opinião. Intervim como mediador, para evitar mal-entendidos entre autores e leitores.

    Grato pela inteligente participação!

     

     

  • Mr. Spock disse:

    Taí Ivo, esse vídeo sim vale a pena ver até o fim.

    Dentro do que se propõe é perfeito: engraçado, inteligente, bem montado e contém muito mais verdades do que o outro da moçoila.

    De modo algum eu desmereci a postagem do outro vídeo, dentro do conceito de incentivar o debate, a idéia está correta. O que critiquei foi o vídeo em si e suas meias-verdades. Repare que, logo no início, a moça diz que se interessou pelo assunto e passou “10 anos viajando e conhecendo como o meio ambiente era tratado pelo mundo” (ou algo do tipo…).

    Teria sido mais útil ela sentar o bum-bum durante esses 10 anos numa cadeira de Universidade e estudado Química, Física, Economia, História, Sociologia, etc. Aí sim teria uma base para formular teorias um pouco mais coerentes e fundamentadas.

    O fato de eu ir ver as Pirâmides não obriga que eu vá entender todo o processo cultural, científico, social, tecnológico e econômico que envolveu sua construção. Se eu for um cabeça-oca que não tiver conhecimentos básicos sobre a História do Egito Antigo, vou sair por aí dizendo, como no Discovery Channel, que aquilo só poderia ter sido construído por “astronautas alienígenas”!

    É assim que muita gente encara a questão ambiental atualmente. Mesmo que alguns sejam bem intencionados, não possuem bagagem cultural e científica que dê peso as suas “teorias”. E quando digo “científica” não estou falando de Física Quântica ou Nanotecnologia e sim de fundamentos básicos de conhecimento científico. Me diga: que conhecimento de causa e formação acadêmica tem Al Gore para posar de arauto do Apocalipse naquele filmeco? Ainda assim lhe rendeu um Prêmio Nobel!! (Houve tempo em que o Nobel ia para grandes nomes…).

    Na verdade, eu nem pretendia comentar nada sobre o vídeo americano, achava perda de tempo. Mas considerando que outras pessoas visitam o DDD em busca de informações, decidi que seria válido alertá-los sobre certas baboseiras que circulam pela web.

    Quanto aos detalhes que voce citou sobre características do consumo mundial tenho que concordar que são reais, mas ainda assim, são detalhes. Se o ser humano é levado pelos conglomerados econômicos a consumir sem critério, o faz voluntariamente. A capacidade de influência da propaganda é inversamente proporcional ao nível cultural e intelectual de cada um. Aliás, no Brasil, comemoramos 18 anos do excelente Código de Defesa do Consumidor esta semana, e quantos o conhecem e exigem seus direitos de consumidor na Justiça?

    Por a culpa nos outros é estratégia infantil e inerente ao ser humano (minha filha de 2 anos faz isso), mas assumir sua própria culpa naquilo que vem dando errado é característica de raros.

  • Administrator disse:

    Ok, Spock, compreendido o seu ponto-de-vista e esclarecidos possíveis e futuros mal-entendidos (não quanto a mim, que já estou aprendendo a conhecê-lo, mas quanto a terceiros).

    No que se refere aos seus comentários sobre o Sr. Al Gore, e seu IMERECIDO Prêmio Nobel, concordo em 100%. Nunca vi tamanha estupidez. Mas até nisso, há interesses escusos por trás das suas divulgações. Você provavelmente deve saber a montanha de milhões de dólares que foram destinados a pesquisas sobre o famigerado “aquecimento global”, não é? Então, não preciso falar mais nada. É só pesquisar, analisar, usar um pouco de inteligência e bom-senso e a verdade aflorará. Aliás, sobre a previsão da catástrofe forjada “aquecimento global”, você ainda verá muita coisa por alguns anos. Pelo menos, enquanto ainda tiver uma boa soma de dinheiro financiando as “pesquisas”, ONGs ambientalistas, programas de educação e preservação, etc., etc.

    É isso. É assim que o mundo funciona. A nós, só nos resta acostumar-se com isso ou saber enxergar as armadilhas  e desviar-nos delas.

    —————————————————————

    EM TEMPO: Já havia fechado e até publicado este comentário, quando resolvi voltar e acrescentar este adendo. Trata-se de algumas considerações que desejo fazer sobre este trecho do seu comentário, que destaco:

     “…Mesmo que alguns sejam bem intencionados, não possuem bagagem cultural e científica que dê peso as suas “teorias”. E quando digo “científica” não estou falando de Física Quântica ou Nanotecnologia e sim de fundamentos básicos de conhecimento científico“.

    Você endossa mesmo, sem nenhum reparo, o que disse aí no trecho destacado? Será que não existe nessa sua sentença um radicalismo exagerado? Discutir isso, seria uma questão do mais alto nível filosófico e só essa sentença geraria um debate interminável, isto, para só ficar no terreno da Filosofia. Pense bem: Você sentenciou, generalizou e fechou questão em torno de um assunto que é altamente RELATIVO. De acordo com o que você pensa, nem nós, – e nesse nós incluo você, eu, o Antídio, o Gomide, e todos os que escrevem artigos e emitem opiniões em blogs -, por mais bem intencionados que sejamos, não poderíamos escrever ou criticar determinados assuntos que não são da nossa área de formação acadêmica porque não possuímos os “fundamentos básicos de conhecimento científico”  e nem a “bagagem cultural e científica que dê peso às nossas teorias” (grifos meu). E aí? Devemos nos omitir, ficar calados, não expressar nossas opiniões, porque não temos a formação necessária para comentar aquele tipo de assunto?

    Isso sempre me encucou, Spock, e confesso, às vezes tenho mesmo algum receio de comentar certas coisas que não são da minha área de formação acadêmica (Administração e Economia) e tomar alguma porrada dada por algum “especialista” ou “cientista da área”. Veja bem: Não sou escritor profissional, não tenho formação em literatura, não sou crítico literário, mas escrevo e às vezes até faço crítica literária de obras de terceiros; não sou filósofo de formação, mas discuto e cometo filosofia; não sou “cientista político”, mas discuto política; não sou biólogo, mas discuto biologia, não sou engenheiro ambiental, mas discuto meio ambiente, não sou teólogo, mas discuto religião, não sou crente nem pastor, mas discuto a Bíblia. Obviamente, de acordo com o que você disse, eu só poderia falar sobre assuntos ligados à Administração de Empresas, Administração Pública e Economia. E você não poderia falar de Política (não é cientista político), nem de Astronomia (não é astrônomo), nem de física quântica e espacial (não é astrofísico), nem de Filosofia (não é filósofo) . Está certo isso?

    Bem, joguei a questão só para você pensar e reavaliar o conceito emitido no parágrafo destacado. Para explicar quando, sem ser irresponsável, sem se submeter ao ridículo falando asneiras, uma pessoa pode ou não comentar e emitir opiniões ou até mesmo fomular teorias sobre determinados tópicos, tenho a  A MINHA EXPLICAÇÃO E JUSTIFICATIVA e ela se resume em uma só palavra: AUTODIDATISMO. E se não estiver enganado, acho que ela se aplica a você também, ao Gomide, Antídio e tantos outros que, como nós, emitem opiniões sobre assuntos que não são da nossa área. Essa discussão, como disse, é altamente filosófica e eu só sou filósofo de coração, de bicão, porque gosto e estudo o assunto por minha conta. Quantas pesquisas você faz antes de emitir suas opiniões ou conclusões? Antes que você me pergunte quando o autodidatismo se aplica, quem pode ser autodidata e até que ponto valem as suas conclusões, adianrto que isto é assunto para um grande e longo artigo, isolado, e sobre o qual prometo escrever no futuro, mesmo sem a autoridade acadêmica, mas com a autoridade de um praticante contumaz. Acho que dá até para ensinar como se faz isso.

    Pode me criticar e rebater. Você já viu que, quando a vale à pena e dependendo de quem seja o meu opositor, adoro essas discussões. Se nada falar sobre o assunto, vou inferir que concordou. Inté!

     

  • Antidio Teixeira disse:

    Parabéns, Ivo, pela bela defesa da “ampla liberdade de expressão do
    pensamento”.Agora, sabendo da sua formação acadêmica, entendo o
    porque da amplitude horizontal dos conhecimentos que você acumula. O
    administrador experiente tem que incorporar conhecimentos básicos
    inerentes a diversas profissões liberais, sem o que, ficará perdido em suas
    decisões.

    Quanto ao vídeo em questão, este ressalta a poluição do solo e das águas como a principal causa de perigo para a humanidade. Há exagero em algumas afirmações; mas para uma massa humana em que a, quase, totalidade de pensamento é impresso em moldes fornecidos pelos poderes que a dominam através do capital financeiro, e este para continuar existindo depende de consumo crescente, ele (vídeo) cumpre bem o objetivo de criar uma consciência popular do custo real, para o meio ambiente, de tudo que consumimos, e da conseqüente responsabilidade de cada um para com a sociedade, em princípio.
    Os enunciados da Ciência de hoje não têm a mesma confiabilidade daqueles dos tempos de Lavoisier, Newton ou Galileu.
    Vez por outra, vemos pesquisas dirigidas por interesses financeiros, ou econômicos, de governos, empresas ou mesmo de pessoas físicas, que são distorcidas e anunciadas por renomadas universidades. Destas, a mais risível que mais me marcou foi a declaração de que o “buraco” da camada de ozônio sobre o Pólo Sul era causado pela liberação de gases fluorcarbonados, com direito a exibição de animações televisivas; aceitação negada de minha parte porque o volume das liberações no Hemisfério Norte, eram, e são, muitas vezes maiores, enquanto que o Pólo equivalente continuou incólume até alguns anos depois. Tenho por princípio só aceitar como verdadeiro, somente aquilo que o meu raciocínio consegue processar e enquadrar nas minhas convicções, estribadas em observações e experimentos comparativos que domino. Como hoje em dia tudo caminha de modo a fortalecer, cada vez mais, os poderes dominantes sobre as massas, temos grande parte dela que ainda acredita que existiu “mãe virgem” e que é possível ressuscitar mortos pela fé. O raciocínio visual que desenvolvo sobre o “Todo” é, como se fosse eu um astronauta extra global, capacitado para contemplar o passado do meu planeta e projetar o futuro, montado em dados comparativos de minhas próprias experiências e outros dados científicos consagrados pelo tempo secular. Vendo deste patamar, entendo que não existe o chamado “efeito estufa” porque nada impede que o calor se propague para cima ou para qualquer lado, mas sim o deslocamento da grande massa atmosférica ozanada que protegia os pólos, depois de convertida em oxigênio pelo intenso frio nas altas camadas atmosféricas durante as longas noites de inverno; depois combinado, este, com o carbono nas combustões naturais ou causadas pelo homem e, agora, impulsionada pela força centrífuga do movimento rotativo do planeta para estacionar na forma do cinturão atmosférico que está cobrindo as regiões intertropicais. Assim, a maior massa de carbono flutuante por estar apoiada no seu companheiro oxigênio (mais leve) na forma de óxidos, absorve maior volume de calor na atmosfera e não no solo, o que favorece a vida vegetal entre os trópicos. Porém, as regiões acima de Câncer e abaixo de Capricórnio vêem sendo, cada vez mais, agredidas pelos perigosos raios ultravioletas, dado o adelgaçamento da camada de ozônio que, atingindo o solo, além do calor excessivo provocado nos centros urbanos, compromete as bases de formação das cadeias alimentares agrícolas e, por extensão, as pecuárias. Estes são os maiores problemas que a humanidade já está enfrentando e nosso país, e outros que detenham território intertropical, inevitavelmente serão alvos de investidas militares por parte daqueles que se situam em áreas de risco. Sintetizando meu ponto de vista, desprezando outros posicionamentos já manifestados pelo brilhante IVO, (assim mesmo, todo com letras maiúsculas), é o seguinte, já exposto em outras manifestações anteriores: “tudo que usamos ou consumimos, consumiu determinada quantidade de energia calorífica, ou elétrica, em qualquer parte do mundo, na sua produção, conservação, embalagem e transporte; e muitos destes produtos, tais como veículos, máquinas e eletrodomésticos, continuam consumindo algumas formas de energia em seu funcionamento para uso; e, ainda, no seu descarte pós-consumo. Portanto, o grande problema ambiental converge para o consumo de energia. E, como as fontes de energia limpa, (eólias e hidráulicas) acrescidas das renováveis (agroflorestais), se todas dinamizadas, não atenderão, sequer a metade do consumo necessário para satisfazer às necessidades naturais e essenciais dos povos, mais as supérfluas dos ricos e dos menos pobres”. Portanto, se continuarmos queimando combustíveis fósseis, cujos resíduos não são recicláveis, para suprir demandas não essenciais, e não houver drástica redução do consumo supérfluo no mundo, povos ricos e armados, vendo suas economias se esvaindo em catástrofes climáticas e perdas na produção de alimentos, logo entrarão em choque entre si pela conquista de fontes alimentares e marcharão para saquear países produtivos das regiões intertropicais, sendo o nosso o principal alvo. Assisti, há anos, um quadro dantesco, dentro de minha sensibilidade: visitando uma plantação de abóboras no Sul da Bahia: observei a presença de muitas mariposas cujas larvas se alimentam desta lavoura. Neste momento, a pulverização com defensivos é indispensável. Por vários meios, tentei contatar o proprietário residente em outra cidade, para informar o fato, sem sucesso. Dois dias depois, voltando ao local, tratando-se de uma extensa área plantada, já não existiam folhas; apenas as ramas e os frutos expostos ao sol; na terceira visita, as ramas já não existiam e as lagartas começavam a devorar as cascas dos frutos. A última visita é que foi impressionante: estes cobertos das larvas se movimentando em estado de desespero pela falta de alimentos, dada a grande extensão, ofereciam um aspecto constrangedor para qualquer pessoa sensível. Com esta história, fico por aqui.
    Antídio

  • Mr. Spock disse:

    Ivo, não retiro o que disse naquele trecho e me justifico usando suas próprias palavras sobre autodidatismo.

    Com “bagagem cultural” quis dizer exatamente isso: a acumulação de conhecimentos variados, adquiridos ao longo da vida, não necessariamente relacionados com a área profissional da pessoa, conseguidos através de interesse e esforço pessoal, ou seja, autodidatismo. Afinal, a grande inovação e conquista da Imprensa de Guttemberg foi justamente isso, disseminar o conhecimento de qualquer tipo a qualquer um que se interessasse em ler (e soubesse, é claro).

    Não desvalorizo em nada o conhecimento obtido autodidaticamente, pelo contrário, valorizo em muito o indivíduo que procura conhecimentos vários que o ajudem a melhor entender o que se passa ao seu redor.

    É óbvio que defendo o direito de todos terem opiniões sobre qualquer assunto, pois sou frontalmente contra a censura, mas também me reservo o direito de rebater uma opinião quando essa afronta a lógica, o bom senso e os conhecimentos existentes. No caso do vídeo americano, aquela senhora não parece ser exatamente uma autodidata, pois algumas de suas afirmações vão de contra ao conhecimento, mais me parecendo uma “turista” que andou pelo mundo coletando meias-verdades e juntando tudo em algo sensacional, mas insustentável.

    Quero esclarecer que considero “Ciência” a arte de questionar os “fatos” estabelecidos oficialmente, procurar incessantemente por novos horizontes e lançar luz sobre as trevas. Foi o que fez Copérnico, Galileu, Einstein e tantos outros, até mesmo Cristo e Buda.

    Quando cito “fatos científicos” não estou querendo dizer que são fatos incontestáveis, mas que são os que existem, no momento. A verdadeira Ciência procura contestar a si mesma, através de experimentos, cálculos e procedimentos que possam ser repetidos por qualquer um em qualquer lugar ou situação. Uma teoria pode ser válida cientificamente quando os resultados obtidos~, então, são os mesmos.

    Como amante da filosofia, voce deve saber que falsas premissas conduzem a falsas conclusões (apesar de discutível…). Não foi o caso da camada de ozônio. CFCs reagem com ozônio. A camada de ozônio está diminuída, LOGO, os CFCs atacam a camada de ozônio. Não há nenhuma premissa falsa, apesar de a conclusão ser. Isso se chama “manipulação científica”, onde premissas válidas conduzem a conclusões falsas, mas ainda assim amplamente divulgadas.

    Por outro lado, quando se parte de uma premissa falsa, todo o restante fica comprometido ou, no mínimo, claramente tendencioso. É o caso de um artigo que vi aqui (não achei de novo), em italiano, de um Professor a discutir teorias cósmicas e afins. Ele parte, logo no início, da premissa que “Deus criou o Universo…”. Pronto! Acabou qualquer discussão. Baseado nessa premissa, tudo o que acontece no Universo é pura obra e vontade de Deus, sendo este onipotente, onisciente e onipresente. Apesar de muitos cientistas acreditarem em Deus, sua existência ainda não foi comprovada por métodos científicos que permitissem que eu e voce, por exemplo, pudéssemos repetir o experimento e chegarmos à mesma conclusão.

    Eu poderia explanar aqui, fervorosamente, sobre minha teoria de que o Universo foi criado após um peido do Grande Sapo Cósmico Garuda, mas teria dificuldades de citar experimentos que confirmaram tal teoria. Os outros 2 únicos que a comprovaram estão atualmente em um manicômio, infelizmente…

    Espero que esses parágrafos tenham esclarecido que não defendo o elitismo do pensamento nem subestimo idéias não acadêmicas, apenas utilizo a lógica (como um bom Spock) para demonstrar que certas teses beiram o absurdo ou o fanatismo.

    Já disse e repito: a questão ambiental é por demais complexa para ser discutida e entendida por apenas um ângulo, seja ele a ação humana ou o deslocamento da galáxia. Poderia citar, rapidamente, aqui umas 50 variáveis que interferem diretamente sobre o ecossistema terrestre, sendo que poucas teriam importância primordial, e dessas, nenhuma seria as que geralmente se fala.

    Quanto à Filosofia Ivo, estou a postos para qualquer bom debate, desde que não se restrinja ao que já foi dito como algo imutável.

  • Administrator disse:

    Parabéns a ambos, Spock e Gomide. Este é o tipo de debate esclarecedor que persigo e que tanto ajuda àqueles que, mesmo sem participarem, dele tomam conhecimento e usufruem da luz que ele libera. Se todas as opiniões convergissem para a mesma direção, não haveria a luz. Daí, a importância de ângulos de visão diferentes. O choque é necessário.

    Quanto ao que você falou de se partir de “falsas premissas”, concordo inteiramente. Se a premissa é falsa, a conclusão é falsa.
    O que ocorre é que o povão não sabe, como você e muitos dos que aqui estão, identificar isso. Através de falsos silogismos, a Imprensa manipula a opinião pública, todos os dias. O Governo também faz isso, na sua propaganda institucional. São essas as armadilhas a que me referi. Às vezes, elas são tão bem elaboradas que até pessoas mais cultas e experientes não percebem o ponto falho. O grande Sócrates, quando estudava as técnicas do raciocínio lógico, já alertava sobre isso. Outros filósofos posteriores a ele, alguns seus seguidores, também já haviam percebido isso.

    Portanto, e para finalizar, concluo, concordando com você e o Antídio: Cabe a nós saber analisar e interpretar as informações que recebemos e processamos. Se errarmos nesse processo, seremos iludidos. E é o que os poderem dominantes querem: Apresentam um falso silogísmo, partindo de uma premissa maior falsa, quase imperceptível, para que cheguemos a uma falsa conclusão – a que eles querem.

    A nós, debatedores, cabe o trabalho de desmistificar e levar a interpretação correta para o povo. E acho que isso, todos nós sabemos fazer relativamente bem, conquanto vez por outra também tenhamos nossos tropeços, quando a ilusão é bem feita. O importante é que acertamos, na maioria das vezes.

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