Com o título "COMO CRISTO, MAS ANTES DELE", e o subtítulo "Uma lápide de pedra indica que a idéia de um messias sofredor que ressuscitou ao terceiro dia já existia no judaísmo", a revista Veja, edição 2069, de 16 de julho de 2008, relata que uma lápide de pedra, de menos de um metro de altura, com 87 linhas de texto em hebraico e adqurida há uma década pelo suiço David Joselsohn, continha inscrições que, segundo os peritos, referia-se a um messias sofredor que morreria assassinado pelo exército de um rei judeu e ressuscitaria no terceiro dia após a sua morte, semelhantemente ao que teria acontecido com o Cristo dos Evangelhos. O curioso é que essa lápide "é anterior em provavelmente várias décadas ao nascimento de Jesus" (sic).

Jeselsohn_e_a_lapide.jpgSegundo a matéria da Veja, a pedra, adquirida ao acaso, somente começou a ser estudada no ano passado por arqueólogos, pesquisadores e a comunidade científica e ainda poderá vir a suscitar alguns debates, mas não com relação à sua autenticidade, que vem sendo dada como genuína, sem suscitar controvérsias, o que já constitui um ponto fundamental inquestionável para o prosseguimento das pesquisas.

Todo o texto deve ser lido com profunda reflexão porque, a despeito de supor-se que o "messias" a que se refere a lápide possa ser um homem chamado Simão, assassinado pelo exército do rei judeu e colaborador romano, Herodes, a semelhança com os acontecimentos relacionados a Cristo é muito grande e a história do próprio Cristo "não foi um evento isolado e anômalo, mas estaria ligado de forma estreita à mística judaica do período e à atmosfera política de uma nação sob ocupação romana" e que "as várias profecias que Jesus fez sobre sua própria morte ganhariam um outro matiz – seriam não mais vaticínios sem um precedente histórico e cultural, mas noções já fincadas nas crenças de seu tempo e lugar."

Este é o resumo que fiz para os nossos leitores e os textos em itálico e vermelho são transcrições literais da matéria original da revista Veja, tal como publicados. A edição 2069  poderá ser comprada como número atrasado ou, para aqueles que tiverem o acesso ou vierem a consegui-lo, ser baixada no site da própria revista (http://www.veja.com.br )

—————————————————————————————–

Reflexões sobre o Cristo crucificado e "salvador" da humanidade:

Em várias outras matérias que publiquei, tanto no blog "Debata, Desvende e Divulgue!", como em outros blogs, fóruns e sites onde participo como administrador, moderador ou colaborador, tenho alertado sobre a grande e real possibilidade – que defendo, até prova em contrário – de que os Evangelhos, sejam uma coleção de lendas e mitos de antigos povos e religiões, em alguns séculos e até mais de um milênio, anteriores ao Cristo bíblico. […]Segundo elas, teriam existido 16 (dezesseis) Cristos, antes do Cristo dos Evangelhos, com histórias de vida com inúmeros pontos em comuns, em quase todas elas: "a vinda do messias salvador, nascido de uma virgem", "a semelhança entre os nomes Cristo, Chrestus, Christus, Iesus, Ieoshua, Yeshua, Yeishu, Jeseus, Hesus e outros", "os nomes da mãe de Jesus (todos assemelhados a Maria)", " o nascimento e a visão dos 3 reis magos", "a perseguição real e a fuga dos pais para evitar a morte da criança", "os princípios de justiça, bondade e tolerância pregados", "as curas milagrosas", "os doze apóstolos", "a santidade, como filho de deus", "a condenação, a morte na cruz e a ressureição" "as 3 entidades em uma", "a pomba, o espírito santo e o sagrado coração de Jesus".

Segundo Kersey Graves (1875), em seu livro The World's Sixteen Crucified Saviors (OS DEZESSEIS SALVADORES CRUCIFICADOS NO MUNDO), seriam estes os principais crucificados, com histórias semelhantes a do Jesus dos Evangelhos: 1- KHRISNA (Índia, 1200 a.C), 2- BUDA SAKYAMUNI (600 a.C), 3- THAMUZ (Síria, 1160 a.C.), 4- WITTOBA (Índia, 522 a.C.), 5- IAO (Nepal, 622 a.C) , 6- HESUS, O DRUIDA CELTA (834 a.C.), 7- QUETZALCÓATL (México, cultura asteca e maia, 587 a.C.), 8- QUIRINUS (Roma, 506 a.c), 9- AESCHYLUS, PROMETEU CRUCIFICADO (Grécia, 547 a.C.), 10 – THULIS (Egito, 1700 a.C.), 11- INDRA (Tibet, 725 a.C.), 12 – ALCESTUS (Grécia, 600 a.C), 13 – ATYS (Frígia, 1170 a.C), 14- CRITES (Caldéia, 1200 a.C.), 15- BALI DE ORISSA (Leste da ìndia, 725 a.C.), 16 – MITRA (Pérsia, 600 a.C).CristoEgipcio.jpg

Além desses 16 casos clássicos, cita-se também os de Devatat (do Sião) e o de Simão ou "Revelação de Gabriel", porquanto o arcanjo seria seu orador. A história definitiva sobre este último caso ainda está por ser escrita, mas tudo indica que será "mais um".

De tudo que foi visto, é lícito pressupor-se que se essas histórias do messias salvador crucificado eram tão presente nos povos antigos e se os judeus da época cristã nela acreditavam e precisavam de um personagem central para o cristianismo, nada os impediria de adaptá-la para os seus propósitos e incluí-la nos evangelhos, como se verdadeira fosse. Esta é a hipótese mais provável. Coincidências ao longo dos tempos de mortais comuns que supunham ser o messias e tentavam viver a história mítica, sempre existiram e existem até hoje. Como os Evangelhos são desprovidos de autenticidade histórica, vários judeus e outros personagens poderiam ter tentado fazer-se passar pelo personagem mítico, antes e até depois de sua suposta existência.

Para ilustrar e corroborar minhas afirmações, vejam o vídeo abaixo, que produzi a respeito do INRI Cristo, um personagem brasileiro, vivo, com seguidores, e que faz pregações pelo Brasil e pelo mundo, dizendo ser o Cristo reencarnado (eu o conheci e sei que ele não é charlatão e realmente acredita nisso). Apesar de parecer ser um vídeo humorístico, não o é. Muito pelo contrário: é sério e reflete uma situação que poderia ter existido no passado e que poderá vir a se repetir no futuro, após algumas centenas de anos, quando algum historiador a ela se referir.

INRI Cristo, O Jesus Reencarnado (no Brasil)

Se o vídeo não abrir diretamente (alguns sites não permitem a abertura), cliquem no link:

http://www.youtube.com/watch?v=4_70T-YmrkQ

Saiba mais sobre a biografia e reconhecimento da identidade e do nome de Inri Cristo em:

 http://www.inricristo.org.br/index.php?option=com_content&view=category&id=39&Itemid=56

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42 Comentários

  • ivan carlos disse:

    E O Mr. SPOCK, HEIN…?

    NÃO AJUDOU EM NADA E, AINDA, SE ACHOU NO DIREITO DE DAR PALPITE SOBRE O BLOG E SEUS PARTICIPANTES.
    PELO JEITO, ELE GOSTA É DE ASSISTIR JORNADA NAS ESTRELAS E “BRINCAR” COM HTML”. QUE VÁ… E DEIXE A GENTE PENSAR NAQUILO QUE NOS INTERESSA.

    BOA NOITE

  • ivan carlos disse:

    para KLEBER RAMIREZ:

    DENTRE OUTRAS COISAS, VOCÊ SE REFERE A “FRASES DE PADRE”, IMAGINO QUE ESTÁ SE REFERINDO AO Teólogo LEONARDO BOFF, ex-PADRE. E, SABE POR QUE ELE É “EX”, KLEBER? PORQUE ELE “CAIU NA REAL”, PROVANDO QUE É POSSÍVEL SE DESLIGAR DAS “AMARRAS” RELIGIOSAS. ELE TEVE CORAGEM E PERSONALIDADE PARA ENFRENTAR O SEU EX-CHEFE MAIOR, O PAPA ( E , OLHA QUE NÃO ERA,um partorzinho qualquer DAS TANTAS DENOMINAÇÕES EVANGÉLICAS ESPALHADAS POR AÍ ), COM ISSO SE LIBERTOU. TORNANDO-SE A PARTIR DAÍ. UMA REFERÊNCIA EM TEOLOGIA PARA TODAS AS PESSOAS QUE SE INTERESSAM PELO ASSUNTO MAS QUE NÃO ESCAPAM À REALIDADE DA VIDA.
    VOCÊ SE REFERIU TAMBÉM A RACIOCÍNIO “LÓGICO”?! … NÃO ME PARECE SER O SEU FORTE. FICO POR AQUI.

    BOA NOITE

  • Kibom33 disse:

    Já que o “dito questionário” foi contra argumentado pelo mediador, somente irei respondê-lo com sua autorização.

    Se tivesse algum medo Kleber de expor meus pensamentos e em que acredito não estaria aqui neste blog debatendo religiões, quero acreditar que tenho sido muito claro em relação à posição que defendo.

    Em partes concordo com o Mr. Spock, esta ficando muito ping e pong, e havendo possibilidades operacionais, seria o caso do “dito questionário” ser debatido em um blog a parte evidenciando assunto por assunto.

  • Aos colegas participantes deste debate:

    Creio que vocês não devam preocupar-se com questões relativas à praticidade de acesso aos comentários neste blog e nem devem intimidar-se por isso. Esta é uma preocupação minha.

    Como boa notícia e para facilitar para todos, tenho a dizer que já encontrei grande parte da solução para o problema que consiste, como disse, em NUMERAR OS COMENTÁRIOS, para facilitar a localização e referenciamento. Já consegui isto, mas está em outro tema, que está sendo ajustado aos poucos. Creio que, no máximo, em 2 ou 3 dias o problema já esteja definitivamente resolvido. Enquanto isso, vocês podem ficar á vontade.

    Prometo estudar uma forma de resolver as dúvidas do “questionário do Kleber”. Mas ele terá de ter um pouco de paciência, porque não posso fazer isso agora. Ou vou criar duas enquetes expostas simultaneamente a cada mês e/ou um novo tópico para discutir algumas questões bíblicas específicas. Mas na hora de discutir mentiras bíblicas, a coisa vai longe também.

    Se vocês notarem uma alternância temporária nos temas (ora com um visual, ora com outro), não se preocupem: podem continuar respondendo. Isto significa que a solução ainda está sendo trabalhada. Quando firmar, fixo o tema.

    Uma última observação: Sempre que vocês se referirem a um comentário de um colega, ou vocês citam o número do comentário (se estiver numerado) ou a data e hora (se não estiver), além, é óbvio, do nome do colega que postou o comentário.

    Num blog de um parceiro meu que discute religião, foi colocado um tema sobre o pastor silas Malafaia, que ultrapassou os 600 comentários, mas o tema já estava adaptado para receber numeração e isso facilitava a navegação para os debatedores. Quando a quantidade de comentários ultrapassa a 100 (e os nossos já ultrapassaram), a navegação fica difícil e demorada e não quero que isso ocorra aqui.

    Por isso, peço paciência a todos vocês, enquanto trabalho na solução do problema.

    Kibom33:

    Se você ou qualquer um quiser, pode responder sim (por partes ou “capítulos”) ao questionário do Kleber.

    Kleber:

    Já te aconselhei: não fique somente se apegando ao que diz a Bíblia. Só com ela, você não vai a lugar nenhum. Leia outros livros, neutros. Recomendo um desses: o livro “DEUS, UM DELÍRIO“, de Richard Dawkins”. Se você quiser saber sobre o livro ou até comprar (não passa de 40 reais), o link está aqui mesmo, na barra lateral direita do blog, seção “Leitura recomendada“. Clique!

    Abraços a todos e obrigado pelas suas participações.

  • ivan carlos disse:

    para KLEBER RAMIREZ:

    EM COMPLEMENTO AO COMENTÁRIO 105 DO KIBON33, ACRESCENTO: SE VOCÊ NÃO LER NADA MAIS ALÉM DA BÍBLIA, VAI FALTAR-LHE ARGUMENTOS PARA DEBATER CONOSCO. O QUE SERIA RUIM… POIS VOCÊ FAZ PARTE DOS POUCOS CRENTES QUE É POSSÍVEL “TROCAR UMA IDÉIA”.

    UM ABRAÇO

  • ivan carlos disse:

    para KIBOM33:

    COMO DISSE ANTERIORMENTE A “TIJOLADA” PASSOU RASPANDO. LOGO, ACEITEI O SEU COMBATE TRANÜILAMENTE. ALIÁS, NÃO SÓ ACEITEI; COMO TAMBÉM, ESTOU ACHANDO MUITO BOM DEBATER CONTIGO. AMBOS SOMOS ABERTOS A NOVAS DESCOBERTAS.
    O POETA VINÍCIUS DE MORAES, EM SEU CONHECIDO “SONETO DE FIDELIDADE”, QUANDO FALA DO AMOR, DIZ:
    “QUE NÃO SEJA IMORTAL, POSTO QUE É CHAMA
    MAS QUE SEJA INFINITO ENQUANTO DURE”.
    ASSIM TAMBÉM, SÃO AS MINHAS CRENÇAS.

    UM ABRAÇO.

  • ivan carlos disse:

    para KLEBER RAMIREZ:

    E.T.: NO MEU COMENTÁRIO 105 ONDE CITEI “…COMENTÁRIO 105 DO KIBON33”, LEIA-SE: COMENTÁRIO 104 DO IVO S.G. REIS.
    DESCULPE-ME A FALTA DE PRÁTICA COM O NOVO SISTEMA.

  • Kibom33 disse:

    Kleber:

    Ref: Comentário 2008-10-02 às 5.08 pm

    A interpretação feita a levíticos hoje pelos cristãos é puramente de adaptação. Deus fala a Moisés claramente sobre quem não poderia ser sacerdote, não existe nenhuma metáfora ai.

    Quando o cristão interpreta que cegos eram aqueles que não conseguiam ver as virtudes de deus é puramente leviano.

    Veja o texto original do Hebreu/Grego:

    “Disse mais o SENHOR a Moisés:
    Fala a Arão, dizendo: Ninguém dos teus descendentes, nas suas gerações, em quem houver algum defeito se chegará para oferecer o pão do seu Deus.
    Pois nenhum homem em quem houver defeito se chegará: como homem cego, ou coxo, ou de rosto mutilado, ou desproporcionado”.

    Portanto a palavra é literal.

    Conclusão: O por que de deus pensar assim naquela época? O que tem a ver com o sangue do cordeiro que poderia mudar isso. A salvação até que poderia ser uma mudança, mas quanto aos valores é chutar algo para debaixo do tapete.

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Olá pessoal.
    Deixa eu fazer uma pergunta aos senhores que estão participando deste blog:
    Vocês afirmam que nós evangélicos não entendemos nada das coisas que estão na bíblia, certo?
    Vocês afirmam que a bíblia foi inventado por Judeus para formar sua crença, política, etc, certo?
    Como vocês afirmam que passaram alguns anos, frequentando igrejas, estudando a bíblia, e quando vocês fazem uma pergunta utilizando-se de um versículo contradizem, dizendo que nós somos burros, porque seguimos uma orientação de pastores, etc e tal.?
    Ela fala de nascer de novo, Espírito Santo, será que vocês realmente fizeram tudo isso, que afirmam? Sei não.
    Respondam então, já que vocês, os sábios deste mundo, entedem de tudo, as afirmações de Jesus Cristo.
    Disse Jesus:
    1 – É necessário vos nascer de novo.
    2 – Se beber da água que eu te der, nunca mais terá sede.
    3 – Aquele que crer em mim, rios de água fluirão de seu ventre, que jorra para a vida eterna.
    Vamos senhores, Ivo Reis, Kibom33, Ivan Carlos. Mandem a suas resposta conforme vocês entendem.
    Um abraço.
    Kleber Ramírez

  • Administrator disse:

    Kleber:

    Suas perguntas exigem uma resposta mais profunda, nos míiiiinimos detalhes, mas de acordo, é óbvio, com a visão pessoal de cada um de nós. E nenhum de nós é “doutor em teologia” e acho também que ninguém aqui teve a pretensão de se julgar mais inteligente que o outro, nem de ser exegetas bíblicos. Se você intepretou assim, errou. Deve ser por causa das suas incertezas interiores que você não quer reconhecer que tem.

    Infelizmente não posso me alongar muito nesses assuntos agora, porque estou com o blog em manutenção, cheio de pequenos problemas a resolver e isto, no momento é a minha prioridade, até para nos sentirmos mais confortáveis aqui.

    Assim, peço aos demais colegas (se quiserem, é claro) responder às suas perguntas e me deixar para o fim – daqui a uns 3 dias, no mínimo. Aí, mais à vontade, volto para conversar com você.

    Mas desde já, adianto: As passagens citadass, estas sim, são inteiramente metafóricas, quase como se faz na poesia. O Ivan, que é poeta, poderá lhe explicar melhor isso. Vou dar só um exemplo. Vamos ao trecho “1 – É necessário nascer de novo”: que dúvida pode ter aí? O nascer de novo significa esquecer ou abandonar as suas antigas idéias e modo de vida e viver segundo as novas idéias pregadas por Cristo. Isto é o que o evangelista (quem teria escrito isto?) quis dizer com “nascer de novo”. As outras duas vão pelo mesmo caminho.

    Mas Kleber, você que é um estudioso da Bíblia, sabe muito bem que ela foi escrita e remendada por vários autores, de estilos diferentes. Então o seu Cristo (deles) é apresentado segundo a visão pessoal de cada um, com influências do próprio caráter do escritor. Por isso existem tantas diferenças nos Cristos retratados nos 4 evangelhos sinóticos. Num ele é manso, bondoso, pacificador; noutro, raivoso, combativo, espreguejador (rogou praga contra uma pobre árvore, expulsou, com violência, os vendilhões do templo); noutro era arrogante, julgando-se, sim, acima dos homens. Nem a sua própria mãe escapou da sua arrogância (“Mulher, que tenho eu contigo?”). Se analisarmos bem os evangelhos parece que se referem a Cristos diferentes.

    Kleber, vamos lá. Você só não vê PORQUE NÃO QUER.

    Em tempo: Nãos estranhe se vir este blog mudando de modelos de temas nos próximos 2 dias. Estamos fazendo ajustes, testes e experiências para ver qual dá mais estabilidade.

  • Kibom33 disse:

    Kleber

    Vou procurar ser objetivo, sem mais delongas.

    1-É necessário vos nascer de novo.
    – Nascer de novo, é morrer para o pecado, nascendo novamente da fé em cristo.

    2 – Se beber da água que eu te der, nunca mais terá sede.
    – A água que ele se refere é a fé, recebendo o espírito santo.

    3 – Aquele que crer em mim, rios de água fluirão de seu ventre, que jorra para a vida eterna.
    – Aquele que nele crer se transformará, fará maravilhas e ganhará a vida eterna.

    Devido à hermenêutica pode gerar alguns outros entendimentos, mas na essência é isso.

    Se você se apegar em palavras profundas verá que todas as religiões as têm, o corão (que também é uma farsa, seus originais segundo dizem foram queimados), também está repleto deles. Portanto não servem de provas.

    Você começa a cometer alguns erros típicos de crentes, pense nisso, nos julga sábios do mundo, e coloca palavras em nossas bocas dizendo que os chamamos de “burros”.

    Kleber pensar diferente não é ser mais sábio, sábio é buscar pela razão.

    Você sabe que de forma evidente deus está somente na crença, e na bíblia, o deus que fazia maravilhas no passado adormeceu? Será? Ou existia somente na cabeça das pessoas?

    E não venha dizer que com a paixão de cristo isso não se faz mais necessário, segundo vocês após sua ressurreição para dar prova dela, ele apareceu aos discípulos.

    Muita coisa não cheira bem, e não é somente o desodorante vencido.

    Mas como você gosta de questionar, vai uma para você:

    O por que de você não acreditar em alá, o deus do islã?

  • ivan carlos disse:

    para KLEBER RAMIREZ:

    KLEBER, ÀS VEZES QUE ME DÁ A IMPRESSÃO QUE VOCÊ NÃO LÊ AS NOSSAS RESPOSTAS. E, SE O FAZ, NÃO O FAZ À LUZ DO ENTENDIMENTO; SIMPLESMENTE, PASSA ÀS VISTAS. CASO CONTRÁRIO, VOCÊ APROFUNDARIA MAIS OS SEUS QUESTIONAMENTOS; E NÃO É O QUE SE VÊ, NAQUELES QUE VOCÊ COLOCOU EM 2008-10-06/10:57 pm. CLARAMENTE RESPONDIDOS PELO IVO E O KIBOM33.
    VOU FAZER-LHE TAMBÉM, UNS QUESTIONAMENTOS PRIMÁRIOS.
    VOCÊ SABIA: QUE O CRISTO-DEUS FOI “INVENTADO” PELA IGREJA CATÓLICA E A TRINDADE IMPOSTA PELA FORÇA? QUE TODAS AS DENOMINAÇÕES CRISTÃS, SÃO MERAMENTE, FRAÇÕES DAQUELA IGREJA? QUE OS EVANGELHOS SÃO RELATOS DO JESUS-HOMEM, COM SUAS VIRTUDES E DEFEITOS COMUNS A QUALQUER HOMEM? QUE, SE PAULO NÃO TIVESSE SE “CONVERTIDO”, O CRISTIANISMO NEM EXISTIRIA? QUE A VIDA DE JESUS SÓ É RELATADA NOS EVANGELHOS E EM ALGUMA OUTRA FONTE MENOS FIDEDIGNA AINDA; E, QUE MESMO NELES, FICA NO AR A ESPECULAÇÃO DO SEU NASCIMENTO E DO RESPECTIVO REGISTRO NOS ARQUIVOS DO TEMPLO? QUE, POR ISSO TUDO, A HIPOTÉTICA RESSURREIÇÃO, NÃO PODE SER CLARAMENTE EXPLICADA?
    FIQUE À VONTADE PARA ME RESPONDER OU NÃO. SE O FIIZER, APRESENTE-ME OUTRAS FONTES QUE NÃO A BÍBLIA, POR RAZÕES ÓBVIAS, E ENTÃO EU IREI PESQUISAR.

    BOA REFLEXÃO PRA VOCÊ.

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    É, percebo que realmente vocês são bastante incrédulo.
    Um abraço.
    Kleber Ramírez

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    IVAN CARLOS,
    LEIO TUDO O QUE VOCÊS COLOCARAM, MAS, SINCERAMENTE, SEU POEMA E SEU ENTEDIMENTO PARA MIM, ESTÃO TOTALMENTE FORA DA VERDADE. QUANTO A RESSURREIÇÃO ELA ESTÁ CLARA DEMAIS, O PROBLEMA É QUE VOCÊ NÃO CRER. COMO VOCÊ ENTEDERIA SE NÃO CRER. QUANDO SE DESPRESA OU QUESTIONA UM FATO VERÍDICO, COMO OS ACONTECIMENTOS DA BÍBLIA, ESTRIBA-SE NO SEU PRÓPRIO ENTENDIMENTO, RAPAZ, SAI CADA COISA QUE EU NÃO VOU NEM CITAR.
    VOCÊS MANDAM EU LER OUTROS LIVROS, CITANDO O NOME E ATÉ MESMO O AUTOR, TODOS INCRÉDULOS. EU NÃO PERCO TEMPO COM ESSAS COISAS. OBSERVEI QUE VOCÊS TENTAM ME CONVECER QUE O QUE ESTÁ ESCRITO É PURA ARMAÇÃO DOS JUDEUS. ME AGUARDEM QU EU ESTOU ESCREVENDO UM ARTIGO SOBRE ISSO.
    UM ABRAÇO.
    QUE DEUS CONTINUE ABENÇOANDO SUA VIDA E DE SUA FAMÍLIA.
    QUANTO AO KIBOM33, VOU MANDAR A RESPOSTA DA SUA PERGUNTA SOBRE ALA.

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Olá, vou responder a pergunta do Sr. KIBOM33, de 07/10/2008, conforme segue:
    KIBOM33 – O por que de você não acreditar em alá, o deus do islã?

    KLEBER RAMÍREZ – Porque, segundo o Alcorão, o Deus (ALá) é um Deus Único, isto é, Não existe o filho e nem o espírito santo.
    O Alcorão registra a passagem de Jesus conforme a Bíblia sagrada, mas não acreditam que ele ressucitou. Não Crêem na divindade dele. E que as suas professias foram dirigidas ao profeta MUHAMMAD, que diz. Não saiam de Jerusalém até sejais revestidos de poder. MUHAMMAD nasceu 600 D.C. Qual seria a idade de Pedro e as pessoas que estvam naquele dia de pentecostes. A Bíblia relata que foi uns quarenta dias após a ressurreição de Jesus Cristo. Os acontecimentos e as professias do velho testamento, dirigidas ao Cristo, foram cumpridas Nele. As demais professias que Jesus falou, algumas já se cumpriram e outras estão se cumprindo e outras vão se cumprir.
    Um abraço.
    Kleber Ramírez

  • Kibom33 disse:

    Keber

    Os acontecimentos e as profecias do velho testamento, dirigidas ao Cristo, foram cumpridas Nele.

    Primeiro vamos entender o que é esse cumprimento de uma profecia:
    A profecia e seu cumprimento estão no mesmo livro o que deixa suspeita.
    Vale o mesmo para as profecias de jesus uma delas sobre a queda do templo. ( época em que os evangelhos estavamsendo escritos )
    As demais são sobre a sua segunda vinda, o que todas sabemos ( menos os TJ ) que isso ainda não ocorreu.

    Porque, segundo o corão, o Deus (ALá) é um Deus Único, isto é, Não existe o filho e nem o espírito santo.

    Essa deixei para o final, as leis de deus são “imutaveis” correto?
    Onde está no AT. sobre pai, filho, e espirito santo?
    Portanto o corão faz mais sentido.

    Conclusão:
    A bíblia é somente mais um livro sagrado, você acredita nela porque seu ensino espiritual possui sua fundamentação, o que poderia caso você tivesse nascido no oriente ser outro livro.
    Issoé religião a minha é melhor que a sua, e da-lhe guerra pelo mundo.
    Você poderá me dizer que apostasia a bíblia já previa, previa porque desde o inicio do culto a deuses, cada povo tinha o seu.

  • Ivan Carlos disse:

    ao IVO S.G. REIS:

    AS ESCRITURAS INTERPRETADAS PELO INRI CRISTO, TÊM MAIS COERÊNCIA DO QUE AQUILO QUE SE OUVIU FALAR ATRAVÉS DAS IGREJAS. EM ALGUNS PONTOS, ATÉ NOS LEVA A PENSAR MAIS SERIAMENTE, SOBRE ESSE PERSONAGEM.
    SUGIRO A VOCÊ QUE DESTAQUE ALGUMAS DAQUELAS INTERPRETAÇÕES, NESTA OU EM OUTRA PÁGINA, PARA QUE VENHAMOS A DISCUTÍ-LAS. SE PRECISAR DE COLABORAÇÃO, CONTE COMIGO.

    UM ABRAÇO.

  • Kibom33 disse:

    Inri Cristo, tive a oportunidade de conhece-lo pessoalmente, dentre tantos outros temos também o João mensageiro de deus.

    O curioso desses
    malucos pregadores é como realmente a seu modo conhecem a bíblia, resultado de um fanatismo sem limites.

    Esse tal de João mensageiro de deus tem um site que segundo ele tem provas cientificas de suas afirmações :D.

    http://abc.de.deus.googlepages.com/

    Tem maluco pra tudo, e falando em maluco, tem uma matéria em meu blog sobre o fatidico dia 14/10/08 ( amanhã ) que o mundo verá uma nave espacial pela primeira vez ( primeira vez? eu que acreditava que haviam várias 😀 ),veja a matéria:
    http://kibom33.teps.com.br/index.htm/2008/10/10/14-de-outubro-de-2008-o-grande-dia/

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    A arte de pensar é a manifestação mais sublime da inteligência. Todos pensamos, mas nem todos desenvolvemos qualitativamente a arte de pensar. Por isso, frequentemente não expandimos as funções mais importantes da inteligência, tais como aprender a se interiorizar, a usar as dores para crescer em sabedoria, a trabalhar as perdas e frustrações com dignidade, a agregar idéias, a pensar com liberdade e consciência crítica, a romper as ditaduras intelectuais, a gerenciar com maturidade os pensamentos e emoções nos focos de tensão, a expandir a arte da contemplação do belo, a se doar sem a contrapartida do retorno, a se colocar no lugar do outro e considerar suas dores e necessidades psicossociais.
    Muitos homens, ao longo da história, brilharam em suas inteligências e desenvolveram algumas áreas importantes do pensamento. Sócrates foi um questionador do mundo. Platão foi um investigador das relações sociopolíticas. Hipócrates foi o pai da medicina. Confúcio foi um filósofo da brandura. Sáquia-Múni, o fundador do Budismo, foi um pensador da busca interior. Moisés foi o grande mediador do processo de liberdade do povo de Israel, conduzindo-o até a terra de Canaã. Maomé em sua peregrinação profética, foi unificador do povo árabe, um povo que estava dividido e sem identidade. Há muitos outros homens que brilharam na inteligência, como Tomás de Aquino, Agostinho, Hume, Bacon, Spinoza, Kant, Descartes, Galileu, Voltaire, Rousseau, Shakespeare, Hegel, Marx, Newton, Max Well, Gandhi, Freud, Habermas, Heidegger, Curt Lewin, Einstein, Viktor frankl, etc.
    A temporalidade da vida humana é muito curta. Poucos anos encerramos o espetáculo da existência. Infelizmente, poucos investem em sabedoria nesse breve espetáculo, por isso não se interiorizam, não se repensam. Se enumerarmos os seres humanos que brilharam em suas inteligências e investiram em sabedoria e compararmos esse número ao contingente de nossa espécie, ele se torna muito pequeno.
    Independente de qualquer julgamento que possamos fazer, o fato é que esses seres humanos expandiram o mundo das idéias e escrever seu nome nos anais da história. Porém, suas idéias não puderam ser sepultadas. Elas germinaram nas mentes e enriqueceram a história da humanidade. Estudar a inteligência desses homens pode nos ajudar muito a expandir nossa própria inteligência.
    Houve um homem que viveu há muitos séculos e que não apenas brilhou em sua inteligência, mas era dono de uma personalidade intrigante, misteriosa e fascinante. Ele conquistou uma fama indescritível. O mundo comemora seu nascimento. Todavia, apesar de sua enorme fama, algumas áreas fundamentais da sua inteligência são pouco conhecidas. Ele destilava sabedoria diante das suas dores e era íntimo da arte de pensar. Esse homem foi Jesus Cristo.
    A história de Cristo teve particularidades em toda a sua trajetória: do nascimento à morte. Ele abalou os alicerces da história humana através de sua própria história. Seu viver e seus pensamentos atravessaram gerações, varreram séculos, embora ele nunca tenha procurado status social ou político.
    Ele cresceu sem submeter à cultura clássica do seu tempo. Quando abriu a boca, produziu pensamentos de inconfundível complexidade. Tinha pouco mais de trinta anos, mas perturbou profundamente a inteligência dos homens mais cultos de sua época. Os escribas e fariseus – que possuíam uma cultura milenar rica, eram intérpretes e mestre da lei – ficaram chocados com seus pensamentos.
    Sua vida sempre foi árida, sem nenhum privilégio econômico e social. Conheceu intimamente as dores da existência. Contudo, em vez de se preocupar com as suas próprias dores e querer que o mundo gravitasse em torno das suas necessidades, ele se preocupava com as dores e necessidades alheias.
    O sistema político e religioso não foi tolerante com ele, mas ele foi tolerante e dócil com todos, mesmo com seus mais ardentes opositores. Cristo vivenciou sofrimentos e perseguições desde a sua infância. Foi incompreendido, rejeitado, zombaram dele, cuspiram em seu rosto. Foi ferido física e psicologicamente. Porém, apesar de tantas misérias e sofrimentos, não desenvolveu uma emoção agressiva e ansiosa: pelo contrário, exalava tranqüilidade diante das mais tensas situações e ainda tinha fôlego para discursar sobre o amor no seu mais poético sentido.
    Jesus possuía uma personalidade bastante complexa, muito difícil de ser investigada, interpretada e compreendida. Este é um dos fatores que inibiram a ciência de procurar investigar e compreender, ainda que minimamente, a sua inteligência.
    Analisar a inteligência de Jesus Cristo é um dos maiores desafios da ciência. Se interpretar a história é uma tarefa intelectual complexa e sinuosa, imagine como deve ser difícil investigar a inteligência de Cristo, os níveis de sua coerência intelectual, sua capacidade de gerenciar a construção de pensamentos, de transcender as ditaduras da inteligência, de superar as dores físicas e emocionais e de abrir as janelas da mente das pessoas que o cercavam.
    Um abraço.
    Kleber Ramírez

  • Quem foi Jesus Cristo? A ciência não pode responder plenamente a essa pergunta, pois ela entra na esfera da fé, uma esfera que ultrapassa os limites da investigação científica, que transcende a ciência da interpretação. A ciência se cala quando a fé se inicia. A fé transcende a lógica, é uma convicção em que há ausência de dúvida. A ciência se cala quando a fé se inicia. A fé transcende a lógica, é uma convicção em que há ausência de dúvida. A ciência sobrevive da dúvida. Quanto maior for a dúvida, maior poderá ser a dimensão da resposta. Sem a arte da dúvida, a ciência não tem como sobreviver e expandir a sua produção de conhecimento.
    Jesus discorria sobre a fé. Falava da necessidade de crer sem duvidar, de uma crença plena, completa, sem insegurança. Falava da fé como um misterioso processo de interiorização, como uma trajetória de vida clandestina. Discorria sobre a fé como um viver que transcende o mundo material, extrapola o sistema sensorial e cria raízes no âmago do espírito humano.
    A ciência não tem como investigar o que é essa fé, pois, como suas raízes se encontram no cerne da experiência pessoal, ela não se torna um objeto de estudo investigável. Todavia, apesar de Jesus Cristo falar da fé como um processo de existência transcendental, ele não anulava a arte de pensar; pelo contrário, era um mestre excepcional nessa arte. Ele não discorria sobre uma fé sem inteligência.
    Para ele, primeiro deveria se exercer a capacidade de pensar e refletir antes de crer, depois o crer sem duvidar. Se estudarmos os quatro evangelhos e investigarmos a maneira como Jesus reagia e expressava seus pensamentos, constataremos que pensar com liberdade e consciência era uma obra-prima para ele.
    Um dos maiores problemas enfrentados por Cristo era o cárcere intelectual em que as pessoas viviam, ou seja, a rigidez intelectual com que elas pensavam e compreendiam a si mesmas e o mundo que as envolvia. Por isso, apesar de falar da fé como ausência da dúvida, ele também era um mestre sofisticado na arte da dúvida. Ele a usava para abrir as janelas da inteligência das pessoas que o circundavam (Lucas 5.23; 6.9; 7;42).
    Como Jesus usava a arte da dúvida? Se observarmos os textos dos quatros evangelhos, veremos que ele era um excelente indagador, um ousado questionador. Usava a arte da pergunta para conduzir as pessoas a se interiorizarem e a se questionarem. Também era um exímio contador de parábolas que perturbava os pensamentos de todos os seus ouvintes.
    Quem é Jesus Cristo? Ele é o filho de Deus? Ele tem natureza divina? Ele é o autor da existência? Como ele se antecipava ao tempo e previa fatos ainda não acontecidos, tais como a traição de Judas e a negação de Pedro? Como realizava os atos sobrenaturais que deixavam as pessoas extasiadas? Como multiplicou alguns pães e peixes e saciou a fome de milhares de pessoas? Ele multiplicou a matéria, as moléculas, ou usou qualquer outro fenômeno? A ciência não pode dar essas respostas sobre Cristo nem outras tantas, pois essas perguntas entram na esfera da fé.
    Como disse, quando começa a fé, que é íntima e pessoal de cada ser humano e que, portanto, deve ser respeitada, a ciência se cala. Jesus continuará sendo, em muitas áreas, um grande enigma para a ciência.
    Ao investigarmos a sua inteligência, talvez possamos responder a algumas destas importantes perguntas: Cristo sempre expressava com elegância e coerência a sua inteligência nas várias situações tensas e angustiantes que vivia? Teria ele dividido a história da humanidade se não tivesse realizado nenhum ato sobrenatural? Por que suas palavras permanecem vivas até hoje, mexendo com centenas de milhões de pessoas de todas as línguas e de todos os níveis sociais, econômicos e culturais? Por que homens que nunca o viram ou nunca o tocaram – entre eles pensadores, filósofos e cientistas – disseram espantosamente, ao longo da história, que não apenas creram nele, mas também o amaram?
    Um abraço.
    Que Deus continue abençoando vocês e suas família.
    Kleber Ramírez

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    A arte de pensar é a manifestação mais sublime da inteligência. Todos pensamos, mas nem todos desenvolvemos qualitativamente a arte de pensar. Por isso, frequentemente não expandimos as funções mais importantes da inteligência, tais como aprender a se interiorizar, a usar as dores para crescer em sabedoria, a trabalhar as perdas e frustrações com dignidade, a agregar idéias, a pensar com liberdade e consciência crítica, a romper as ditaduras intelectuais, a gerenciar com maturidade os pensamentos e emoções nos focos de tensão, a expandir a arte da contemplação do belo, a se doar sem a contrapartida do retorno, a se colocar no lugar do outro e considerar suas dores e necessidades psicossociais.
    Muitos homens, ao longo da história, brilharam em suas inteligências e desenvolveram algumas áreas importantes do pensamento. Sócrates foi um questionador do mundo. Platão foi um investigador das relações sociopolíticas. Hipócrates foi o pai da medicina. Confúcio foi um filósofo da brandura. Sáquia-Múni, o fundador do Budismo, foi um pensador da busca interior. Moisés foi o grande mediador do processo de liberdade do povo de Israel, conduzindo-o até a terra de Canaã. Maomé em sua peregrinação profética, foi unificador do povo árabe, um povo que estava dividido e sem identidade. Há muitos outros homens que brilharam na inteligência, como Tomás de Aquino, Agostinho, Hume, Bacon, Spinoza, Kant, Descartes, Galileu, Voltaire, Rousseau, Shakespeare, Hegel, Marx, Newton, Max Well, Gandhi, Freud, Habermas, Heidegger, Curt Lewin, Einstein, Viktor frankl, etc.
    A temporalidade da vida humana é muito curta. Poucos anos encerramos o espetáculo da existência. Infelizmente, poucos investem em sabedoria nesse breve espetáculo, por isso não se interiorizam, não se repensam. Se enumerarmos os seres humanos que brilharam em suas inteligências e investiram em sabedoria e compararmos esse número ao contingente de nossa espécie, ele se torna muito pequeno.
    Independente de qualquer julgamento que possamos fazer, o fato é que esses seres humanos expandiram o mundo das idéias e escrever seu nome nos anais da história. Porém, suas idéias não puderam ser sepultadas. Elas germinaram nas mentes e enriqueceram a história da humanidade. Estudar a inteligência desses homens pode nos ajudar muito a expandir nossa própria inteligência.
    Houve um homem que viveu há muitos séculos e que não apenas brilhou em sua inteligência, mas era dono de uma personalidade intrigante, misteriosa e fascinante. Ele conquistou uma fama indescritível. O mundo comemora seu nascimento. Todavia, apesar de sua enorme fama, algumas áreas fundamentais da sua inteligência são pouco conhecidas. Ele destilava sabedoria diante das suas dores e era íntimo da arte de pensar. Esse homem foi Jesus Cristo.
    A história de Cristo teve particularidades em toda a sua trajetória: do nascimento à morte. Ele abalou os alicerces da história humana através de sua própria história. Seu viver e seus pensamentos atravessaram gerações, varreram séculos, embora ele nunca tenha procurado status social ou político.
    Ele cresceu sem submeter à cultura clássica do seu tempo. Quando abriu a boca, produziu pensamentos de inconfundível complexidade. Tinha pouco mais de trinta anos, mas perturbou profundamente a inteligência dos homens mais cultos de sua época. Os escribas e fariseus – que possuíam uma cultura milenar rica, eram intérpretes e mestre da lei – ficaram chocados com seus pensamentos.
    Sua vida sempre foi árida, sem nenhum privilégio econômico e social. Conheceu intimamente as dores da existência. Contudo, em vez de se preocupar com as suas próprias dores e querer que o mundo gravitasse em torno das suas necessidades, ele se preocupava com as dores e necessidades alheias.
    O sistema político e religioso não foi tolerante com ele, mas ele foi tolerante e dócil com todos, mesmo com seus mais ardentes opositores. Cristo vivenciou sofrimentos e perseguições desde a sua infância. Foi incompreendido, rejeitado, zombaram dele, cuspiram em seu rosto. Foi ferido física e psicologicamente. Porém, apesar de tantas misérias e sofrimentos, não desenvolveu uma emoção agressiva e ansiosa: pelo contrário, exalava tranqüilidade diante das mais tensas situações e ainda tinha fôlego para discursar sobre o amor no seu mais poético sentido.
    Jesus possuía uma personalidade bastante complexa, muito difícil de ser investigada, interpretada e compreendida. Este é um dos fatores que inibiram a ciência de procurar investigar e compreender, ainda que minimamente, a sua inteligência.
    Analisar a inteligência de Jesus Cristo é um dos maiores desafios da ciência. Se interpretar a história é uma tarefa intelectual complexa e sinuosa, imagine como deve ser difícil investigar a inteligência de Cristo, os níveis de sua coerência intelectual, sua capacidade de gerenciar a construção de pensamentos, de transcender as ditaduras da inteligência, de superar as dores físicas e emocionais e de abrir as janelas da mente das pessoas que o cercavam.
    Um abraço
    Kleber Ramírez

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Quem foi Jesus Cristo? A ciência não pode responder plenamente a essa pergunta, pois ela entra na esfera da fé, uma esfera que ultrapassa os limites da investigação científica, que transcende a ciência da interpretação. A ciência se cala quando a fé se inicia. A fé transcende a lógica, é uma convicção em que há ausência de dúvida. A ciência sobrevive da dúvida. Quanto maior for a dúvida, maior poderá ser a dimensão da resposta. Sem a arte da dúvida, a ciência não tem como sobreviver e expandir a sua produção de conhecimento.
    Jesus discorria sobre a fé. Falava da necessidade de crer sem duvidar, de uma crença plena, completa, sem insegurança. Falava da fé como um misterioso processo de interiorização, como uma trajetória de vida clandestina. Discorria sobre a fé como um viver que transcende o mundo material, extrapola o sistema sensorial e cria raízes no âmago do espírito humano.
    A ciência não tem como investigar o que é essa fé, pois, como suas raízes se encontram no cerne da experiência pessoal, ela não se torna um objeto de estudo investigável. Todavia, apesar de Jesus Cristo falar da fé como um processo de existência transcendental, ele não anulava a arte de pensar; pelo contrário, era um mestre excepcional nessa arte. Ele não discorria sobre uma fé sem inteligência.
    Para ele, primeiro deveria se exercer a capacidade de pensar e refletir antes de crer, depois o crer sem duvidar. Se estudarmos os quatro evangelhos e investigarmos a maneira como Jesus reagia e expressava seus pensamentos, constataremos que pensar com liberdade e consciência era uma obra-prima para ele.
    Um dos maiores problemas enfrentados por Cristo era o cárcere intelectual em que as pessoas viviam, ou seja, a rigidez intelectual com que elas pensavam e compreendiam a si mesmas e o mundo que as envolvia. Por isso, apesar de falar da fé como ausência da dúvida, ele também era um mestre sofisticado na arte da dúvida. Ele a usava para abrir as janelas da inteligência das pessoas que o circundavam (Lucas 5.23; 6.9; 7;42).
    Como Jesus usava a arte da dúvida? Se observarmos os textos dos quatros evangelhos, veremos que ele era um excelente indagador, um ousado questionador. Usava a arte da pergunta para conduzir as pessoas a se interiorizarem e a se questionarem. Também era um exímio contador de parábolas que perturbava os pensamentos de todos os seus ouvintes.
    Quem é Jesus Cristo? Ele é o filho de Deus? Ele tem natureza divina? Ele é o autor da existência? Como ele se antecipava ao tempo e previa fatos ainda não acontecidos, tais como a traição de Judas e a negação de Pedro? Como realizava os atos sobrenaturais que deixavam as pessoas extasiadas? Como multiplicou alguns pães e peixes e saciou a fome de milhares de pessoas? Ele multiplicou a matéria, as moléculas, ou usou qualquer outro fenômeno? A ciência não pode dar essas respostas sobre Cristo nem outras tantas, pois essas perguntas entram na esfera da fé.
    Como disse, quando começa a fé, que é íntima e pessoal de cada ser humano e que, portanto, deve ser respeitada, a ciência se cala. Jesus continuará sendo, em muitas áreas, um grande enigma para a ciência.
    Ao investigarmos a sua inteligência, talvez possamos responder a algumas destas importantes perguntas: Cristo sempre expressava com elegância e coerência a sua inteligência nas várias situações tensas e angustiantes que vivia? Teria ele dividido a história da humanidade se não tivesse realizado nenhum ato sobrenatural? Por que suas palavras permanecem vivas até hoje, mexendo com centenas de milhões de pessoas de todas as línguas e de todos os níveis sociais, econômicos e culturais? Por que homens que nunca o viram ou nunca o tocaram – entre eles pensadores, filósofos e cientistas – disseram espantosamente, ao longo da história, que não apenas creram nele, mas também o amaram?
    Um abraço.
    Que Deus continue abençoando vocês e suas família.
    Kleber Ramírez

  • Ivan Carlos disse:

    Olá, Ivo:

    Voltei pra esta página, mais comentada do seu blog mesmo a contra-gosto daquele “nosso amigo”, no intuito de “apimentar” um pouco mais a matéria.
    Gostaria de também, fazer coro àquelas pessoas que admiram o seu trabalho e que sentem-se “em casa” neste excelente blog.
    Desculpe-me qualquer coisa, eu até nem vou publicar a paródia da “Egüinha Pocotó” que eu havia feito em homenagem ao …vc sabe quem.

    Houston Stewart Chamberlain, que era filho de um general inglês e genro de Richard Wagner, em seu livro: “Os fundamentos do século XIX”, diz ter feito descoberta sensacional de que o pai de Jesus era ariano. Chegou a apresentar provas, baseando-se em fontes históricas, originárias do primeiro século de nossa era e foram contadas e difundidas por inimigos de Cristo, judeus e pagãos. O texto dizia o seguinte: “Mirian foi repudiada pelo marido, carpinteiro de profissão, por ter se convencido de que ela cometera adultério. Deu à luz um filho cujo pai se chamava Pantera. No Talmude, o livro religioso mais importante pós-bíblico mencionam-se os nomes “Ben-Pantera”, e “Jesus Ben-Pantera”. No Talmude babilônico fala-se de “amante Pandera”. Mais adiante lê-se: Em Pumbedita dizia-se “ s`tath da “, isto é, infiel ao marido (Sabbat 104-B; Sanhedrin 67-A).
    Pantera seria um estrangeiro legionário romano ou grego. Como surgiram essas informações? Os cristãos referiam-se a Jesus como filho da virgem. Os judeus ativeram-se a este oportuno ponto de apoio, apoderando-se, mais que depressa deste mistério para difamá-lo. Por escárnio os judeus chamavam o “filho da virgem”, “bem há Pantera”, isto é, filho de uma pantera.
    O autor transcreve ainda, uma carta que achei melhor copiá-la na íntegra, evitando assim qualquer interpretação de cunho pessoal:

    Numa carta de Herodes a Cláudio (Tibério), dizia: “Perguntas se agora alguém se identifica com o Messias. Não encontrei ninguém ultimamente que o fizesse. O último que me lembro foi um homem chamado Joshua bar Joseph, natural da Galiléia.
    Quando, sob o reinado do meu tio Antipas, eu era magistrado em Tiberíades, possuía ele, entre pessoas incultas um número considerável de seguidores. Costumava pregar na margem do lago a grandes multidões. Era um homem de aparência impressionante, e, embora seu pai tivesse sido mero artesão, dava-se como descendente de David. Disseram-se que havia um escândalo ligado ao seu nascimento. Contava-se que um tal Pantera, um soldado grego da guarda do meu avô, seduzira sua mãe, que trabalhava em tapeçaria no Templo. Esse Joshua fora um menino prodígio, o que é, aliás, um fenômeno comum entre os judeus. Costumava ele pensar muito em religião. E, havia talvez fundamento na sua origem grega, pois ele achou o judaísmo um credo muito fastidioso, coisa que nenhum verdadeiro judeu faz, e começou a criticá-lo como inadequado para atender às necessidades humanas. Tentou, de um modo ingênuo, fazer o que, desde então, Filo tem feito tão esmeradamente: conciliar a literatura revelada judaica com a filosofia grega. Isso me faz lembrar o que na arte poética Horácio escreveu a respeito de um pintor que, representando a figura de uma mulher, fez com que seus membros inferiores terminassem na cauda de um peixe. Bem, Joshua bem Joseph ou bem Pantera possuía essa tendência para a filosofia grega. Travou conhecimento com um pescador chamado Tiago dado a coisas literárias e que assistia preleções na Universidade Epicureana de Gádara… o fim da estória foi que o então Governador da Judéia e Samaria, Pôncio Pilatos, prendeu-o por originar desordens públicas e entregou-o à Corte Religiosa de Jerusalém, onde foi condenado à morte por blasfêmia. Morreu no mesmo ano em que a Deusa Lívia, e seus discípulos o abandonaram. Muita gente diz que se viu a sua alma depois de ter morrido, subir ao céu, tal qual a de Augusto e Drusila. Proponho, porém, terminar com essa sandice de uma vez por todas. Há três dias, apenas, prendi e mandei executar Tiago que parece ser o principal cérebro do movimento”. (Cláudio o Deus, e Messalina – Robert Graves – fls. 320/322).

    Um abraço.

  • Ivan Carlos disse:

    Ivo,

    Erros de digitação: Joshua ben Josepf e Joshua ben Pantera, em substituição a bem.

    E.T. A paródia chama-se “Egüinha Popotok”, a rima, bem… fica na tua imaginação.

    Abraços.

  • Kibom33 disse:

    Kleber

    A respeito do questionário confesso que comecei a responder, no entanto gostaria de saber o por que de você desejar saber alguns pontos?

    Você nos questionou em 2008-10-06 às 10.57 pm, respondemos e dai? (quero saber minha nota 😀 )

    É um questionário longo o qual não sei para que serve, se for algum teste psicológico farei sem o menor problema, mas diga-me o que deseja, e se teremos algum retorno da avaliação?

    E lembre-se visitas à blogs é hobby não pode haver alguma obrigação a não ser com a verdade.

  • Kibom33 disse:

    Kleber

    Ref: comentário 2008-10-23 às 9.45 pm

    Não sei se sua explanação sobre os falso profetas foi em resposta a pergunta efetuado sobre o Benny Hinn, se foi então você afirma que ele é um falso profeta?

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Não KIBOM33.
    Ainda vou te responder sobre Benny Hinn.
    Quanto ao questionário, fique a vontade, também estou respondendo.
    O questionário vai servir para juntos fazermos uma análise de tudo o que estamos comentando.
    O Ivan Carlos j´pa respondeu alguma coisa.
    No aguardo.
    Que Deus continue te abençoando.
    Kleber Ramírez

    P.S. Observe este comentário abaixo que eu fiz sobre a personalidade de Cristo.

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Fiz uma análise da personalidade de Cristo, não pretendendo defender nenhuma religião. Minha meta é fazer uma investigação da personalidade de Cristo. Porém, os sofisticados princípios intelectuais da inteligência dele poderão contribuir para abrir as janelas da inteligência das pessoas de qualquer religião, mesmo as não cristãs. Tais princípios são tão complexos que diante deles até os ateus mais céticos poderão enriquecer sua capacidade de pensar.
    Ele tinha plena consciência do que fazia. Suas metas e prioridades eram bem estabelecidas (Lucas 18.31 – E, tomando consigo os doze, disse-lhes: Eis que subimos a Jerusalém, e se cumprirá no Filho do homem tudo o que pelos profetas foi escrito; João 14.31 – Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai, e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui). Era seguro e determinado, ao mesmo tempo flexível, extremamente atencioso e educado. Tinha grande paciência para educar, mas não era um mestre passivo, e sim provocador. Despertava sede de conhecimento nos seus íntimos (João 1.37-51 – E os dois discípulos ouviram-no dizer isto, e seguiram a Jesus. E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais? E eles disseram: Rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde moras? Ele lhes disse: Vinde, e vede. Foram, e viram onde morava, e ficaram com ele aquele dia; e era já quase a hora décima. Era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João, e o haviam seguido. Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro). No dia seguinte quis Jesus ir à Galiléia, e achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me. E Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem, e vê. Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo. Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira. Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel.Jesus respondeu, e disse-lhe: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás.E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem). Informava pouco, porém educava muito. Era econômico no falar, dizendo muito com poucas palavras. Era ousadíssimo em expressar seus pensamentos, embora vivesse numa época em que imperava o autoritarismo.
    Sua coragem para expressar os pensamentos trazia-lhe freqüentes perseguições e sofrimentos. Todavia, quando queria falar, ainda que as suas palavras lhe trouxessem grandes transtornos, não se intimidava. Mesclava a singeleza com a eloqüência, a humanidade com a coragem intelectual, amabilidade com a perspicácia.
    Cristo nasceu num país cuja identidade e sobrevivência estavam profundamente ameaçadas pelo autoritarismo e pela vaidade do Império Romano. O ambiente sóciopolítico era angustiante. Sobreviver era uma tarefa difícil. A fome e a miséria constituíam o cotidiano das pessoas. O direito personalíssimo, ligado á liberdade de expressar o pensamento, era profundamente restringido pela cúpula judaica e amaldiçoado pelo Império Romano. A comunicação e o acesso às informações eram limitados.
    Os judeus esperavam um grande líder, o Cristo (“ungido”), alguém capaz de reinar sobre eles, de resgatar-lhes a identidade e de libertá-los do julgo do Império Romano. Os membros da cúpula judaica viviam sob tensão política, com sua sobrevivência sob ameaça e seus direitos aviltados. Porém, por causa da sua rigidez intelectual, não investigaram e, portanto, não reconheceram o Cristo humilde, tolerante, dócil e inteligente que não desejava status social nem o poder político.
    Esperavam alguém que os libertasse do julgo romano, mas veio alguém que queria libertar o ser humano das suas misérias psíquicas. Esperavam alguém que fizessem uma revolução exterior, mas veio alguém que propôs uma revolução interior. Esperavam um poderoso político, mas veio alguém que nasceu numa manjedoura, cresceu numa cidade desprezível, Nazaré, e se tornou um carpinteiro, vivendo mo anonimato até os trinta anos.
    Cristo não freqüentou os bancos escolares nem se formou aos pés dos intelectuais da época, escribas e fariseus, mas freqüentou a escola da existência, a escola da vida. Nessa escola, conheceu profundamente o pensamento, as limitações e as crises da existência humana. No anonimato, padeceu de angústias, dores físicas, opressões sociais, dificuldades de sobrevivência, frio, fome, rejeição social.
    Na escola da existência, a maioria das pessoas não investe em sabedoria e a velhice não é sinal de maturidade. Nela, os títulos acadêmicos, o status social e a condição financeira não refletem a riqueza interior nem significam sucesso na liberdade de pensar, na arte da contemplação do belo, no prazer de viver. A escola da existência é abrangente, pois envolve toda a nossa trajetória de vida, incluindo até mesmo a instituição educacional.
    A escola da existência é tão complexa que nela se pode ler uma infinidade de livros de auto-ajuda e continuar, ainda assim, a ser inseguro e ter dificuldade de lidar com as contrariedades. Nela, o maior sucesso não está fora das pessoas, mas em conquistar terreno dentro de si mesmas; a maior jornada não é exterior, e sim interna, percorrendo as trajetórias do próprio ser. Nessa escola, os melhores alunos não são aqueles que se gabam dos seus sucessos, mas os que reconhecem seus conflitos e limitações.
    Todos nós passamos por determinadas angústias e ansiedades, pois algumas das mazelas da vida são imprevisíveis e inevitáveis. Na escola da existência aprende-se que se adquire não só com os acertos e as conquistas, mas, muitas vezes, com as derrotas, as perdas e o caos emocional e social. Foi nessa escola tão sinuosa que Jesus se tornou o Mestre dos Mestres.
    Ele foi mestre numa escola em que muitos intelectuais, cientistas, psiquiatras e psicólogos são pequenos aprendizes. Muitos psiquiatras e psicoterapeutas possuem elegância intelectual enquanto estão dentro dos seus consultórios. São lúcidos e coerentes quando estão envolvidos na relação terapêutica com seus pacientes. Porém, a vida real pulsa fora dos consultórios de psiquiatria e psicoterapia. Assim, quando estão diante dos seus próprios estímulos estressantes – ou seja, das suas frustrações, perdas e dores emocionais – apresentam dificuldades para manter a lucidez e a coerência.
    Do mesmo modo, muitas pessoas que freqüentam uma reunião empresarial, científica ou religiosa apresentam um comportamento sereno e lúcido enquanto estão reunidas. Todavia, quando se encontram diante dos territórios turbulentos da vida, não sabem se reciclar, ser tolerantes, trabalhar suas contrariedades com dignidade.
    A melhor maneira de conhecer a inteligência de uma pessoa é observá-la, não nos ambientes isentos de estímulos estressantes, mas nos territórios em que eles estão presentes.
    Quem usa continuamente as angustias existenciais para enriquecer a arte de pensar e amadurecer a personalidade? Viver com dignidade e maturidade a vida que pulsa no palco de nossas existências é uma arte que todos temos dificuldade de aprender.
    Pela elegância com que se manifestava seus pensamentos, Cristo provavelmente usava cada angustia, cada perda, cada contrariedade como uma oportunidade para enriquecer sua compreensão da natureza humana. Era tão sofisticada na construção dos pensamentos que fazia até mesmo das suas misérias poesia.
    Dizia poeticamente que “as raposas tem seus covis, as aves do céu tem seus ninhos, mas o filho do homem (ele) não tinha onde reclinar a cabeça”. (Mateus 8.20). Como pode alguém falar elegantemente da própria miséria? Jesus era um poeta da existência.
    Suas biografias revelam que ele reconhecia e reciclava suas dores continuamente. Assim, em vez de ser destruído por elas, ele as usava como alicerce da sua inteligência.
    O carpinteiro de Nazaré viveu no anonimato a maior parte de sua existência, porém, quando se manifestou, revolucionou o pensamento e o viver humanos. Seu projeto era audacioso. Ele afirmava que primeiro o interior não teria estabilidade, não passaria de mera maquiagem social. (Marcos 7.17-23 – Depois, quando deixou a multidão, e entrou em casa, os seus discípulos o interrogavam acerca desta parábola.
    E ele disse-lhes: Assim também vós estais sem entendimento? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, Porque não entra no seu coração, mas no ventre, e é lançado fora, ficando puras todas as comidas? E dizia: O que sai do homem isso contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, Os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem; João 8.36 – Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres). Para Cristo, a mudança exterior era uma conseqüência de transformação interior.
    Apesar de a inteligência de Cristo ser excepcional, ele reunia todas as condições para confundir o pensamento humano. Nasceu numa pequena cidade. Seu parto foi entre os animais, sem qualquer espetáculo social, estética ou glamour.
    Com menos de dois anos, mal tinha iniciado sua vida, já estava condenado à morte por Herodes. Seus pais, apesar da riqueza interior, não tinham qualquer expressão social. A cidade em que cresceu era desprezada. Sua profissão era humilde. Seu corpo foi castigado pelas dificuldades de sobrevivência, e por isso alguns o consideravam envelhecido para a sua idade. (João 8.57 – Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão?).
    Não buscava ser o centro das atenções. Quando a fama batia-lhe a porta, procurava se interiorizar e fugir do assedio social. Não se autopromovia nem se auto-elogiava. Não falava sobre sua identidade claramente, nem mesmo para seus discípulos mais íntimos, mas deixava que eles usassem a capacidade de pensar e a descobrissem por si mesmo (Mateus 16.13-17 – E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus). Falava frequentemente na terceira pessoa em ocasiões especiais, nas quais sua ousadia era impressionante, deixando todos perplexos com suas palavras (João 8.12-13 – Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. Disseram-lhe, pois, os fariseus: Tu testificas de ti mesmo; o teu testemunho não é verdadeiro).

    .
    Jesus gostava de conviver com os desprovidos de valor social.
    Era o exemplo vivo de uma pessoa avessa a todo tipo de discriminação. Ninguém, por mais imoral e por mais defeitos que tivesse, era indigno de se relacionar com ele. Cristo doava-se sem esperar nada em troca.
    Diferente dos escribas e fariseus, davam mais importância à história das pessoas do que ao “pecado” como ato moral. Entrava no mundo delas, percorria a trajetória de suas vidas. Gostava de ouvi-las. A arte de ouvir era uma jóia intelectual para ele.
    Cristo não tinha formação psicoterapêutica, mas era um mestre da interpretação, pois conseguia captar os sentimentos íntimos das pessoas. Percebia seus conflitos mais ocultos e atuava neles com inteligência e eficiência. Era comum ele se antecipar e dar respostas a perguntas que ainda não tinham sido formuladas ou que as pessoas não tinham coragem de expressar (Lucas 11:17 – Mas, conhecendo ele os seus pensamentos, disse-lhes: Todo o reino, dividido contra si mesmo, será assolado; e a casa, dividida contra si mesma, cairá).Reagia com educação até quando o ofendiam profundamente. Era amável mesmo quando corrigia e repreendia alguém (João 8:48-51 – Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: Não dizemos nós bem que és samaritano, e que tens demônio? Jesus respondeu: Eu não tenho demônio, antes honro a meu Pai, e vós me desonrais. Eu não busco a minha glória; há quem a busque, e julgue. Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte; 53-54 – És tu maior do que o nosso pai Abraão, que morreu? E também os profetas morreram. Quem te fazes tu ser? Jesus respondeu: Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; quem me glorifica é meu Pai, o qual dizeis que é vosso Deus). Não expunha em público os erros das pessoas, mas ajudava-as com discrição, considerando-as acima dos seus erros, conduzindo-as a se repensarem.
    Embora fosse eloqüente, expunha e não impunha suas idéias. Não persuadia nem procurava convencer as pessoas a crerem nas suas palavras. Não as pressionava para que o seguissem, apenas as convidava (João 6:35 – E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.). A responsabilidade de crer nele era exclusivamente delas. Suas parábolas não produziam respostas prontas, mas estimulavam a arte da dúvida e a produção de pensamentos.
    Jesus não respondia às perguntas quando pressionado, sendo fiel à sua própria consciência. Embora fosse muito amável, não bajulava ninguém. Não empregava meios escusos para conseguir determinados fins. Por isso, era fácil as pessoas ficarem perplexas diante dos seus pensamentos e reações do que compreendê-los. Ele foi, de fato, um grande enigma para a ciência e para os intelectuais de todas as gerações. Hoje, provavelmente, não poucas pessoas que afirmam segui-lo ficariam perturbadas por seus pensamentos se vivessem naquela época.
    Cristo confundia a mente das pessoas que passavam por ele e, ao mesmo tempo, causava nelas – até nos seus opositores – profunda admiração. Maria, sua mãe, impressionava-se com o comportamento do filho e com seu discurso desde a infância. Quando ele falava, ela guardava em silêncio suas palavras (Lucas 2:45-51 – E, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele. E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas. E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos.
    E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? E eles não compreenderam as palavras que lhes dizia. E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas). Tinha apenas 12 anos de idade, e os doutores da Lei, admirados, sentavam ao seu redor para ouvir sua sabedoria (Lucas 2:39-44 – E, quando acabaram de cumprir tudo segundo a lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para a sua cidade de Nazaré. E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa; E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe. Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos). Seus discípulos ficavam continuamente atônitos com sua inteligência, enquanto seus opositores emudeciam diante do seu conhecimento e faziam “plantão” para ouvir suas palavras (Mateus 22:22 – E eles, ouvindo isto, maravilharam-se, e, deixando-o, se retiraram). Até Pilatos parecia um menino perturbado diante dele (Mateus 27:13-14 – Disse-lhe então Pilatos: Não ouves quanto testificam contra ti? E nem uma palavra lhe respondeu, de sorte que o imperador estava muito maravilhado). Com a arrogância e o autoritarismo que lhe eram conferidos pelo poderoso Império Romano, Pilatos não podia suportar o silêncio de Cristo em seu interrogatório. A singeleza e a serenidade dele, mesmo diante do risco de morrer, chocavam a mente de Pilatos. A esposa do imperador, que não participava do julgamento de Cristo, mas sabia o que estava acontecendo, ficou inquieta, sonhou com ele e teve seu sono perturbado (Mateus 27:19 – E, estando ele assentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele).
    As pessoas discutiam continuamente a respeito de quem era aquele misterioso homem que parecia ter uma origem tão simples. Graças à sua intrigante e instigante inteligência, Cristo provavelmente foi o maior causador de insônia em sua época.
    Um braço.
    Que Deus continue abençoando todos vocês.
    Kleber Ramírez

  • Kibom33 disse:

    Isso não é um comentário é um post, ou uma pregação, e dos grandes. 😀

  • Kibom33 disse:

    Ivo

    Postei alguns comentários e até o momento ainda não apareceram, sei que esta em período de ajustes, quem sabe essa informação possa ajudar. ( se ele aparecer é claro )

  • Kibom33 disse:

    Ivo

    Estou conseguindo acessar mais frequentemente, além de vários temas interessantes, o que desperta em mim maior interesse é a filosofia, e agnosticismo, os quais espero que estejamos retomando os debates.

    Sucesso com a nova versão.

  • Administrator disse:

    Kibom33, Kleber e Ivan Carlos:

    Vocês que freqüentemente acessam este artigo (bem como outros do blog), fiquem à vontade e continuem a fazê-lo. Peço desculpas pelos transtornos que causei ao tentar melhorar o blog, mas era necessário. Agora, quando vocês quiserem se referir a um determinado comentário (mesmo que esteja lá para trás), basta citar o seu número. Isto facilita muito nas discussões.

    Obrigado pela compreensão. Já consegui consertar 80% do que pretendia, mais ainda tem uns 20% que estão me enchendo o saco. Agora, o principal problema está sendo reativar o feed do blog e fazer com que os mecanismos de busca o enxerguem. Com a atualização, o meu feed (que é do Feedburner) não está sendo mais visto pelos mecanismos de busca nem nos agregadores de blog, o que me faz perder muitas visitas. Estou tentando consertar e recebo uma mensagem dizendo que há erro no xml do feed, ficando portanto, no status “xml não válido”. Antes não ocorria isso e o blog podia facilmente ser localizado. Agora, só vem aqui quem já conhece (como vocês) ou alguém que acha o blog por acaso. Pelas pesquisas de tags, está quase impossível, exceto para as tags antigas.

    Se alguém souber me dizer como construir um novo feed e ativá-lo tornando-o válido, eu agradeço. Senão, vou continuar deixando que vocês toquem o blog até que eu encontre a solução.

    O tema atual (Prosumer) é o mais completo mas, se vocês quiserem e na hipótese de a visibilidade não ser muito boa, poderão alternar para os temas “Neoclassical”, “Vita” ou “Interior Theme”. Se não gostarem, sem problemas: basta selecionar novamente o tema “Prosumer” e retornarão ao tema oficial. Só não cliquem em nenhum dos outros temas, por favor, ou poderão não conseguir retornar (vou achar uma saída para isso).

  • ivancarlos disse:

    Valeu, Ivo!

    O seu esforço está sendo recompensado, está mais interessante ainda o seu blog ( e eu que pensava que não era possível melhor o que já era bom), parabéns! Estou pronto para retomar os debates.

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Valou, Sr. Ivo Reis.
    Parabéns, ficou melhor ainda.
    Há Ivo estou pronto para recomeçarmos os nossos debates.
    Jesus te ama!
    Kleber Ramírez

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Ao Ivan Carlos, Kibom33 e demais.
    Jesus Cristo também ama vocês e eu também.
    Um abraço
    Kleber Ramírez

  • Marconi, o "marreteiro" disse:

    Por que não “aceitar” Jesus?
    Numa análise bem superficial, percebi que algumas pessoas, e não poucas, não aceitam Jesus para não serem comparadas aos “crentes”, “caretas”, “carolas”… Outros, não concordam com as diretrizes da Igreja e seus erros históricos, e assim, se afastam de Jesus; primeiro se tornam irreligiosos, depois, céticos. E tem também, aqueles que por se julgarem, intelectualmente, acima da média popular inculta e religiosa, não querem fazer parte desse grupo.
    A coisa se complica mais ainda, quando se analisa as ações de Jesus.
    Jesus se colocou à “esquerda” dos poderosos, a favor dos pobres, órfãos, viúvas e todos os oprimidos e explorados; por isso, foi humilhado, traído e morto. Daqui extrai-se alguns ensinamentos básicos para um Cristão:
    Quem estiver de acordo com o “sistema” estabelecido no mundo; “fechar os olhos” para as injustiças praticadas contra quem não pode se defender, e não lutar até à morte, se preciso for, pelo direito daqueles, jamais viverá inteiramente uma vida cristã. E, por conseguinte, nunca a entenderá.
    Muitos, os “convidados”, são “cristãos” em palavras, apenas. Poucos, os “escolhidos”, aliam as palavras do Mestre ao seu testemunho de vida sem esperar contudo, quaisquer recompensas por tais atos.

    É difícil sim, ser Cristão. Muito mais difícil ainda, é admitir que “alguém” entregue sua própria vida em benefício de outrem “a troco de nada”, num puro gesto de amor.
    As pessoas de um modo geral aceitam, quando muito, os heróis; mas aqui não falamos de heróis, e sim de mártires. E estes, mesmo os “não religiosos”, apesar de suas histórias verídicas de solidariedade humana, sofrem o descrédito por parte daqueles que não conseguem conceber tamanho amor e coragem naquelas pessoas. Se fosse possível, os acomodados ao sistema, negariam a existência histórica de todos os personagens que conhecemos como mártires; isto seria uma forma de negar suas próprias fraquezas, e também, uma tentativa inútil de querer ocultar “a luz que existe no fundo do túnel”.

    Abs a todos..

  • Acontece q segundo a bíblia, já no tempo dele os próprios apóstolos naum entendiam bulhufas do q ele falava, e mesmo vendo os “milagres” q fazia eles duvidavam.

    Se nem mesmo os caras q seguiam ele pra cima e pra baixo conseguiram entender oq ele dizia, imagina os escritores dos evangelhos, q nem foram os ditos apóstolos.

    E depois desse material original ainda teve muita zoneação. O cristianismo original morreu, e foi usado pelo Constantino e pelos papas ao longo dos séculos pra manipular o povo.

    Da mesma forma q os jesuítas torturaram e mataram americanos no Brasil, eles tb perseguiram os pagãos na europa. Nos séculos iniciais os cristãos pregavam a reencarnação, foi coas articulações da Teodora, num concílio, q eles resolveram descartas os conceitos de auto-conhecimento, karma, responsabilidade sobre os próprios atos, ação e reação, etc, e adotar o conceito de céu/olimpo e inferno/hades, e logo depois passar a cobrar dízimo pra pagar pecados e vender terrenos no céu.

    Pra ter alguma noção de kem foi Yeshua é preciso fazer toda uma limpeza, pesquisar a origem de cada conceito. Muita coisa existia antes do Yeshua e foi atribuída a ele, e muita coisa foi adicionada depois.

    Por exemplo, mesmo o catolicismo se dizendo monoteísta, ele tem “minideuses” chamados santos, q faz todo tipo de milagre e efeitos mágicos, como promover casamentos e controlar a chuva. Ou os elementos africanos no catolicismo brasilero.

    Naum dá pra fazer o povo jogar fora séculos ou milênios de cultura e pegar algo novo. Eles acabam adaptando oq já existia e adicionando à religião nova.

    Isso q vc falou aí é os deuses solares, o documentário Zeitgeist dá uma ilustrada por cima no assunto.

  • Assis Utsch disse:

    Ivo e demais,
    Aprecio muito o debate entre ateus e religiosos, mas essa discussão aqui está bem próxima do “diálogo dos surdos”. Mesmo sendo ateu, gosto de ouvir as alegações mais elaboradas dos crentes. Foi o caso por exemplo do debate entre Bertrand Russell e o Pe. Copleston no livro Por Que Não Sou Cristão. Semelhantemente, envolvi-me bastante com a discussão no You Tubbe entre o pensador cristão Dinesh D’Souza e o jornalista ateu Christopher Hitchens. Ainda que o cristão tenha se utilizado de argumentos já ultrapassados, foi interessante notar sua inteligência e brilhantismo.
    No caso do Sr. Kleber Ramírez e outros religiosos, o principal obstáculo decorre do fato do que o Sr. Ramírez & Cia partem do pressuposto de que a Bíblia ou os livros santos sejam a fonte da verdade. Ora, esses livros são resultado de milênios de narrativas. Primeiro orais, depois escritas em línguas primitivas, sem qualquer precisão, textos com registros precaríssimos, escritos em folhas, pedras, couros, etc, com todos os percalços, e sujeitos àquela regra – quem conta um conto lhe acrescenta um ponto. O conteúdo desses livros só muito remotamente tem correspondência com os fatos. Seria bom que o Sr. Ramírez e seus pares acessassem o Divina Magia ( http://www.divinamagia.com.br ), onde encontrariam o contraditório de muitas de suas alegações. Se bem que nenhum argumento do mundo demove um crente convicto.

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Boa noite senhores.

    É um prazer retornar a este blog depois de tanto tempo.

    Vou fazer umas perguntas aos senhores, e espero que me respondam.

    Estas perguntas podem ser respondidas por qualquer pessoa que não seja crente. De preferência gostaria que elas fossem respondidas pelos senhores Assis Utsch e Conciência Planetária. vejamos:

    1 – O que é fé?
    2 – Dependendo da resposta, você a tem?
    3 – O que é conhecimento?
    4 – Dependendo da resposta, você tem?
    5 – O que é pensamento lógico?
    6 – Dependendo da resposta, você tem?
    7 – O que é revelação?
    8 – Dependendo da resposta, você tem?
    9 – Com o que devemos crer? Com a mente ou com o coração?

    No aguardo,

    Um grande abraço.

    Lembre-se: Jesus te ama!

    KLEBER RAMÍREZ

  • Assis Utsch disse:

    Apenas em atenção ao Sr. Kleber Ramírez, já antecipo que minhas respostas lhe seriam insatisfatórias e até inúteis. Primeiro, porque segundo compreendo, a Fé no Sobrenatural é produto de nossa inconformidade com a finitude da vida e também de uma série de fatores que compeliram o homem a buscar esse Sobrenatural. Conhecimento é sempre sobre alguma coisa específica, e o conhecimento sobre o Transcendente cai na primeira questão, é resultado de nosso autoengano. Pensamento lógico? Bem, o religioso sempre acha que seu pensamento é lógico, qualquer que seja sua crença. A Revelação pertence à mesma categoria. Como se vê, minhas parcas respostas em nada ajudaram o Sr. Ramírez. Todavia, se ele quiser saber um pouco mais sobre meu pensamento, no Divina Magia – http://www.divinamagia.com.br ele poderá ver mais alguma coisa e inclusive fazer seus comentários. Abraços, Assis Utsch

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