Quem já não teve essa dúvida? E quantas vezes ela já ocorreu, estando você no meio de um texto que prepar
a para publicar na Web, sem ter um dicionário atualizado ao seu alcance ou, mesmo tendo, sem paciência para interromper o trabalho e procurar?
Pois é, caro leitor, como diz a propaganda das "Organizações Tabajara", do Casseta e Planeta, seus problemas aaaaaaaaacabaram!. Agora existe um site que faz esse serviço para você rapidinho, sem cadastros, sem burocracias: basta que você digite o texto (ou a palavra duvidosa) e ele o reproduz, imediatamente, com a grafia correta. E o serviço é completamente gratuito, sem contrapartidas.
Mas ainda existem pequenas limitações, perfeitamente compreensíveis: por exemplo, se você digitar a palavra "ai" (interjeição, sem acento), no lugar de "aí" (advérbio de lugar, com acento), ele não vai acusar erro e vai reproduzir a palavra "ai", por também estar correta e uma vez que o programa não sabe o que você pretendia escrever. Outro exemplo: ele dá como corretas as grafias "sul-riograndense" e "sul-mato-grossense". Por que, não seria sul-matogrossense? A regra não é a mesma? Não, não existem explicações. Aliás, na nova ortografia, as palavras hifenizadas são as mais problemáticas e não há consenso nem entre os gramáticos. O objetivo do site não é explicar as regras, mas mostrar como se escreve corretamente as palavras.
Portanto, levando isso em conta e desconsiderando algumas limitações, o site atende muito bem às suas finalidades e está passando por constantes melhoramentos. Melhor e mais simples do que isso? Se existir, ainda não encontrei.
O nome do site é Ortografa! e para acessá-lo, basta clicar na palavrinha mágica aí atrás.
Bem, se for para a hora da pressa, desejando saber só a grafia correta com a nova ortografia e não as regras a que estão sujeitas as palavras, o Ortografa! é o site indicado. Mas, se além disso você desejar saber a grafia correta e quais foram as regras obedecidas ou quebradas (em caso de erro), você poderá ir para o site "Um Português", que além de corrigir a(s) palavra(s), mostra as regras a que se sujeitaram. Todavia este último site também só corrige palavras da nova ortografia. Palavras grafadas corretamente com a ortografia antiga e que mudaram com a nova, seriam dadas como erradas. E vale lembrar que até 2012 ambas as formas são permitidas. Tenham isto em mente ao utilizar as ferramentas!
Divulgamos a informação acima apenas por ser de "utilidade pública" e por despertar o interesse daqueles que porventura queiram usar a nova ortografia. No entanto, a Administração deste blog, por questão de racionalidade e levando em conta as muitas dúvidas quanto ao uso do hífen, a não edição revisada do VOLP ( a atual 5ª edição não resolveu os problemas) e a falta de consenso entre os gramáticos e lexicólogos, continuará usando a ortografia antiga e assim continuará até o último minuto de 31/12/2012, a menos que, antes desse prazo, todas as dúvidas estejam esclarecidas. E é o que recomendamos a todos.





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Já estou usando a nova ortografia por dever de ofício.
Creio que seria importante as pessoas começarem a treinar desde já as novas regras, mesmo que o texto fique inicialmente um híbrido da ortografia que passa para a que entra.
Mesmo porque não vai para pelourinho nenhum quem misturar “ideia” com “infra-estrutura”!
Claro, Alceu, ninguém irá ser crucificado por isso. Mas os “textos híbridos” são uma aberração e o acordo não disciplinou bem essa questão. Se até 31/12/2012 é facultativo usar-se ou a antiga ou a nova ortografia, quem escreve, deveria optar: escrever tudo com a antiga ou com a nova. Mas misturar as duas regras num mesmo texto, só porque as duas são (ainda que provisoriamente) igualmente aceitas?!…
Isto equivaleria a dizer que eu poderia no primeiro parágrafo, por exemplo, escrever “idéia” e no segundo “ideia”. Não, não concordo. Ou se escreve com a ortografia antiga ou com a nova. Ambas, misturadas num mesmo texto, jamais!
No seu caso, Alceu, como para todos aqueles que escrevem em jornais e revistas que optaram pela nova ortografia, sugiro: use-a SEMPRE, mas no texto inteiro. A não ser assim, vocês só irão confundir as cabeças dos nossos jovens e dificultar o aprendizado e a implantação definitiva do novo acordo ortográfico.