Como nuvens negras e fortes ventos anunciam uma tempestade, a ação do homem sobre o meio ambiente também está a anunciar uma catástrofe ambiental que se avizinha. Esta é a visão do estudioso e ambientalista Antídio Teixeira que, de há muito, pesquisa os efeitos da excessiva queima de combustíveis fósseis na natureza, tentando determinar o ponto de parada e o do restabelecimento do equilíbrio. Consulte a sua série de artigos neste blog.

 

(O artigo a seguir, foi publicado a pedido do seu autor, Antídio Teixeira, que estará disposto a responder e dirimir dúvidas dos possíveis debatedores.)

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PARA SUA REFLEXÃO:

"Já que semeamos ventos, preparemo- nos para colher as tempestades."

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POR QUE O DFome_Red.jpgESASTRE?

A sociedade tornou-se altamente dependente de energia. Não, apenas, a elétrica, mas de todas as outras formas, principalmente calor, luz e movimento. Umas transformáveis em outras para melhor servir aos fins sociais aos quais se destinam, sendo a combustão de matéria orgânica sua principal fonte. Quando: acendemos uma lâmpada ou vela; um fogão à lenha, a carvão ou a gás; ou viajamos de automóvel, ônibus, navio ou avião; utilizamo-nos de algum bem como casa, móveis, utensílios e roupas; ou consumimos algum alimento ou qualquer um outro produto, estamos, direta ou indiretamente, consumindo diversas formas de energia e contribuindo para liberar o calor da luz solar que foi captada e armazenada pelo mundo vegetal em diversas épocas, remotas ou contemporâneas; e, ao mesmo tempo, devolvemos ao meio ambiente os gases poluentes que, anteriormente, foram recolhidos pelo mundo vegetativo e sepultados no subsolo, o que deixou a atmosfera oxigenada, e possibilitou a formação do mundo animado, do qual somos, nós, os mais expressivos representantes. As captações remotas deram origem aos combustíveis fósseis (hulha, petróleo e gás natural), formados pelas massas residuais de milhares de florestas que vegetaram, sucessivamente, num mesmo espaço de solo durante milhões de anos e que, sepultadas pelas intempéries, se fossilizaram, deixando em liberdade o oxigênio que produziram quando vivas.

E foi este gás que estimulou a formação da vida animada da qual somos nós os mais expressivos representantes. Já as contemporâneas

, são representadas pelos bens derivados das florestas ou da agricultura e pelos biocombustíveis. Distinguem-se dos fósseis porque, para formação de sua massa orgânica, absorvem da atmosfera o mesmo volume de poluentes que virão liberar na sua combustão posterior; e ainda, deixam o espaço do solo em que viveram, livre para o desenvolvimento de novas culturas. Por isso, são renováveis.

As combustões são o inverso da fotossíntese: enquanto esta capta energia luminosa do Sol para concentrá-la na formação da matéria orgânica, a outra decompõe a matéria orgânica para liberar o calor nela contido e também, o oxigênio, agora combinado com o carbono, na forma de óxidos, (CO e/ou CO2).

O que prenuncia o desastre é que, há mais de 250 anos, se vem obtendo calor para implementar o progresso mundial, justamente dos materiais fossilizados cujos poluentes liberados nas suas combustões, não tendo meios naturais para se reciclarem rapidamente, vêm se acumulando no meio ambiente. A saturação já dá mostras com as mudanças climáticas promovendo o aquecimento global e causando grandes prejuízos nos setores de produção agropecuários, industriais e à sociedade como um todo, através de chuvas torrenciais, tornados, secas prolongadas e incêndios incontroláveis. Não podemos descartar a hipótese de que uma conflagração atômica mundial na disputa por alimentos e de outros bens necessários à sobrevivência, venha encerrar os nossos sonhos de dar continuidade à vida. A mídia, a serviço dos poderes econômicos e dos governantes, dissocia a crise econômica que estamos assistindo da degradação ambiental. Por isso, pregam a aceleração do consumo como forma de gerar empregos agrícolas e industriais impulsionados por forças energéticas poluentes, com intenção de salvar o sistema monetário, ou financeiro, adotado por eles como sendo "econômico" e que promoveu o desastre que presenciamos. Pelo contrário, o que necessitamos é economizar e/ou reciclar tudo que for possível porque "tudo que se utiliza, ou se consome, gerou, ou gera mais poluição ambiental e mais nos aproxima do APOCALIPSE GLOBAL." Isso porque, tanto mais energia for liberada de combustíveis fósseis, mais poluentes serão lançados na atmosfera e maiores serão os desastres ambientais; e os prejuízos causados por eles irão corroer a economia globalizada.

COMO O FENÔMENO NOS AFETARÁ?

Os países intertropicais, entre os quais a maior parte de nosso território, já sofrem algumas alterações climáticas motivadas por maior concentração de carbono na atmosfera e o consequente aquecimento global, inclusive dos mares. No entanto, calor e umidade são benéficos para a agricultura e silvicultura. Os perigos que o Brasil enfrentará são indiretos, causados pela baixa produtividade agrícola e a fome que grassará nos países situados acima do Trópico de Câncer e abaixo do de Capricórnio, entre os quais, os países mais ricos e, militarmente, mais poderosos. É aí que mora o perigo da nossa soberania.

COMO FAZER A NOSSA PARTE?

Para controlar a dengue ou a degradação ambiental, somente através da conscientização de cada cidadão de como se desenvolveu o mal e o que fazer para contê-lo. Desejamos que sejam criados núcleos de debates populares em cidades, vilas, bairros, etc., liderados por ambientalisatas esclarecidos quanto a extensão do problema e dar partida a um movimento para "Reconstrução Ambiento-Global". Você poderá ser um desses lideres e é nosso convidado.  O autor , Antídio tTixeira, bem como a equipe deste blog, estarão dispostos a dirimir dúvidas e prestar todas as informações necessárias. Basta que apresentem um grupo e suas sugestões. Consultem-nos!

Iniciativas imediatas sugeridas:

1º) – Evitar o desperdício, o uso e o consumo de tudo que não for essencialmente necessário;

2º) – Incentivar o reflorestamento e a cultura agrícola nos espaços degradados para fins energéticos, para substituição dos combustíveis fósseis.

3º) – Propagar a idéia mundial de redução gradativa da carga populacional humana (este assunto é polêmico e requer discussão em separado – veja matérias neste blog).

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Nota da Administração: Talvez você se interesse por ler, aqui neste blog, o artigo correlato "A Grande Tribulação ", do mesmo autor. Lá você encontrará mais de 20 comentários dos nossos debatedores.

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