Respondi, hoje, a um coméntário de uma leitora do meu blog “planetafala”. Essa noviça em ambientalismo está, de boa fé, embarcada na falácia do desenvolvimento sustentável, paradoxo criado pelos cérebros mercantis para distrairem os ingênuos, geralmente imaturos, que foram tocados pelo sentimento ambientalista. Minha resposta, que serve de orientação a outros que aqui compareçam, buscando informar-se melhor, foi a seguinte:

    Obrigado pelo seu comparecimento ao meu blog que busca ser a voz do planeta Terra. Ela está em desespero e grita por socorro.
   Não posso lhe dar uma orientação falsa; tenho que ser sincero e realista. Por isso, talvez minhas palavras não lhe possam ser muito agradáveis. Falo com a autoridade que me confere a vivência e observação do mundo durante mais de 80 anos.
   Você me informa que é jovem, pois cursa o último ano de Administração e pretende defender uma tese que tem o nome de “desenvolvimento sustentável”, algo que não existe. […]Na realidade, sua tese  equivale às teses “quadratura do círculo”, ou “o frio do fogo”, ou “a secura da água”, ou “a resistência da fraqueza”, ou “a maldade do bem”, ou “o amor do ódio.” Em outras palavras: você pretende afirmar um paradoxo, uma incongruência, um desvairamento, uma insensatez.
Vamos por partes. Examine bem: “desenvolver” significa aumentar, crescer, progredir, avançar, ocupar mais espaço; “sustentar” significa manter, conservar, conter. Como você pode aumentar e conter algo?
Você até pode conservar o título de sua tese. Mas não terá argumentos aceitáveis para defendê-la. Poderá, sim, argumentar sobre o absurdo dessa falácia e combate-la com as armas do raciocínio lógico. Nesse objetivo eu posso ajudá-la.
   Pelo que entendi de seu pronunciamento, você está embalada, ingênua e inconscienemente, por esse jogo de palavras, criado pelos interesses econômicos com o objetivo de desviar os cérebros do verdadeiro problema ambiental que ameaça a extinção da humanidade.
  Adiantando seu propósito – porque já contaminada pela cultura econômica – você pede que eu a informe sobre os “custos e benefícios da implantação de uma política sustentável nas organizações e suas principais barreiras”. Ora, primeiro temos que identificar para QUEM se atribuir os custos e benefícios. Se é para a atividade econômicas humana, como você indica, há os benefícios do marketing, que, em última análise, é um recurso de ordem psicológica de massa, cujo filão é explorado atualmente á custa do real sofrimento da Natureza. Isso equivale a passar anestesiante num enfermo para que sinta menos dor dos cortes de lhe damos em suas carnes. Para o planeta Terra, é evidente que os custos são a morte, e os benefícios… bem, depois da morte não existem benefícios.
  Você me pede, ainda, que lhe indique bibliografias sobre o assunto. A melhor indicação é a de que você passe a se conscientizar de que estamos às vésperas do holocausto ambiental, o que a capacitará a enxergar os danos que a atual civilização está causando à Natureza. Não há melhor informação nesse sentido do que a que nos dá a observação da Natureza, e a conseqüente meditação. Sua própria capacidade de raciocínio e inteligência a guiarão nessa escuridão.
  Acorda, cara leitora, ainda há tempo. Você manifesta a intenção de ler o meu livro “Agora ou Nunca Mais”. Ele é feito em forma de romance com base em fatos reais e completamente elucidativo para a nossa verdadeira situação. Ele é um alerta para a atual geração. Ademais, aconselho-a a melhor se informar sobre a realidade ambiental lendo todos os artigos publicados no blog “debatadesvendeedivulgue.com”, local onde os ambientalistas estão se agrupando. Quanto ao meu livro, que lhe será muito útil, poderá ser adquirido, se não em livraria de sua cidade, pela internet nos endereços indicados tanto no meu blog quanto no citado.
  Tudo isso é para lhe dizer que você está simplesmente equivocada, mas, tendo em conta sua idade e a influência cultural que nos impingem, isso é normal.. Procure seguir sua capacidade racional e distinguir a realidade da enganação econômica.
    Um abraço e às suas ordens para melhores esclarecimentos.
                                               Maurício
       
 

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5 Comentários

  • Antidio Teixeira disse:

    Maurício:
    Bela aula. Parabéns.
    Antidio

  • Administrator disse:

    Parabéns, Antídio. Certamente, a estudante que o procurou deve ser-lhe muito grata por ter-lhe oferecido uma visão realista da questão, desnudando o engodo publicitário. Engodo que, aliás, está virando modismo e contaminando as mentes jovens e a dos menos esclarecidos. Hoje todo mundo fala em “desenvolvimento sustentável”, termo criado para encobrir os danos causados à natureza e permitir que as empresas continuem destruindo o meio ambiente, sob a alegação de que estariam promovendo um “desenvolvimento sustentável”.

    É possível desenvolver sem destruir? Eu até acredito que sim, mas não da forma como estão fazendo. Hoje o que se faz é uma enganação para evitar um clamor popular que possa atrapalhar os interesses econômicos daqueles que exploram ilegalmente os recursos da natureza. E, para isso, contam com a cumplicidade consciente ou inconsciente da mídia, justamente ela, que poderia alertar e dizer a verdade. Muito boa a sua colocação.

  • Antidio Teixeira disse:

    Administrador:
    Entendo que o endereçamento de seu comentário foi um engano porque não estou à altura de tais louros. Porém, preocupa-me pela sensibilidade íntima do emérito mestre autor da aula, a quem também reverencio, que poderá se sentir ofendido. Fora isso, estou de pleno acordo com suas observações.
    Forte abraço,
    Antídio

  • Administrator disse:

    Caro Gomide:

    Desculpe-me pelo equívoco: enderecei meu comentário ao Antídio, quando na verdade deveria tê-lo feito a você, por ser o artigo de sua autoria. Credite isso à pressa. Mas vocês dois têm idéias e estilos tão parecidos que acho, que não se ofendem quando, ocasionalmente, troco as bolas de um pelo outro ( esta não foi a primeira vez).

    Quanto ao Antídio, diga a ele para não se preocupar. Tenho certeza de que você, Gomide, jamais se sentiria ofendido, pois também compartilha das idéias do Antídio, que é, como eu, seu fã incondicional.

  • mgomide3 disse:

    Caros amigos Ivo e Antídio,
    Fiquem tranquilos quanto a sensibilidades. Para mim, o que vale são as idéias. Uma simples troca de nome, ainda mais para Antídio, foi até uma honra. Enganos são normais para todos os que se dispõem a registrar seus pensamentos. E a explicação do Ivo foi real e amplamente justificavel, pois parece mesmo que eu e o Antídio temos as mesmas idéias. Nossa diferença é só no nome; uma insignificante diferença.
    Importante é continuarmos nossa luta para impedir o suicídio da humanidade, um conjunto feito de gente e de algumas criaturas tão valiosas como os atuais ambientalistas. É irmos para a frente, sem nos deter em detalhes sem importância.

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