"Quantum nobis prodeste haec fabula Christi"! ("Quanto nos é útil esta FÁBULA de Cristo"!)" A fábula de Cristo é de tal modo lucrativa para a Igreja, que seria loucura advertir os ignorantes de seu erro" – Papa Leão X.

“Não creria nos Evangelhos, se a tanto não me visse obrigado pela autoridade da Igreja”. ( Santo Agostinho)

Não, nós, os irreligiosos, não somos insanos e nem estamos sozinhos. Além de vários cientistas, pensadores, historiadores, teólogos, filósofos e escritores, como Nietzsche, Einstein, Strauss, Emílio Bossi, Ernest Renan, José Saramago, Bertrand Russell, Richard Dawkins…, vários outros também não criam no "Deus" dos Cristãos, nem em Jesus Cristo e muito menos na Bíblia e nos Evangelhos, não os considerando "livros sagrados".

E quanto à historicidade de Cristo, muitos foram os que, nos círculos acadêmicos ou fora deles, se pronunciaram contrários, escreveram livros, ensaios e até sofreram perseguições em suas vidas, por terem a coragem de assumir publicamente suas posturas. Dentre alguns dos mais notórios que se manifestaram contra a historicidade de Cristo, segue, abaixo, uma relação cronológica, extraida do site Jesus Never Existed , na qual e segundo minhas fontes, poderia eu ainda, se quisesse, fazer inúmeras outras inserções, como, por exemplo e para citar só um nome, Bart D. Ehrman, uma lamentável ausência na lista, com 3 excelentes livros sobre o assunto ("Evangelhos Perdidos: As Batalhas pela Escritura e os Cristianismos que não Chegamos a Conhecer (2003)"; " O Que Jesus Disse e o que Jesus Não Disse: Quem mudou a Bíblia e por quê?" (2006); "Pedro, Paulo e Maria Madalena: A verdade e a lenda sobre os seguidores de Jesus (2006)". Só não o fiz por respeitar a autoria e manter os créditos ao artigo original, aqui reproduzido, na íntegra, e apenas reformatado nos grifos.

 Veja a matéria e a lista (clique e/ou arraste na barra lateral para rolar as páginas)

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Lista de Personalidades Contrárias à Historicidade de Cristo

Lista de Personalidades Contrárias à Historicidade de Cristo Ivo S. G. Reis Esta lista contém nomes e/ou obras das mais notórias personalidades que se recusavam a aceitar a "historicidade de Cristo", ordenada cronologicamente, até o ano de 2006

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30 Comentários

  • Caro Mr. Spock:

    Seu excelente comentário ficou “preso como spam” (não sei o motivo) e foi acidentalmente excluído, junto com os outros. Mesmo assim, agradeço e solicito que, se possível, torne a reenviá-lo, pois é muito sábio e esclarecedor.

    Abs!

    PS: NÃO ME RECORDO SE O COMENTÁRIO SE REFERIA A ESTE ARTIGO OU AO ANTERIOR

  • P disse:

    Cara curti vo copia e mete no orkut, que se foda! hahah

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Olá Sr. Ivo Reis, como vai?
    Estive um bom tempo ausente deste importante blog, trabalhando e sevindo ao meu Senhor e Salvador Jesus Cristo.
    Após acessar novamente este blog, percebí que esta matéria é bastante interessante, por isso peço licença para enviar o meu comentário a respeito do mesmo.
    Dividi em quatro partes para melhor ler e entender.
    Um abraço.
    Kleber Ramírez

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Jesus Cristo: um personagem real ou imaginário? (Parte 1)

    Jesus tem quatro biografias que são chamadas de evangelhos: O de Mateus, o de Marcos, o de Lucas e o de João. Marcos e Lucas não pertenciam ao grupo dos 12 discípulos. Eles escreveram baseados num processo de investigação de pessoas que conviveram intimamente com Cristo. Essas biografias não são biografias no sentido clássico, como as que conhecemos hoje. Porém, como os evangelhos retratam a história de Jesus, podemos dizer que representam a sua biografia.
    Aqueles que se dizem ateus têm como assuntos preferidos Deus ou a negação de Sua existência. Todo ser humano, não importa quem seja, ateu ou não, gosta de incluir Deus na pauta das suas mais importantes idéias. A maioria dos ateus realmente não acredita em Deus? Não. A maioria dos ateus fundamenta seu ateísmo não em um corpo de idéias profundas sobre a existência ou não de Deus, mas como resultado da indignação contra injustiça, incoerências e discriminações sociopolíticas cometidas pela religiosidade reinante em determinada época.
    Quando todos pensavam que Voltaire, o afiado pensador do Iluminismo francês, era ateu, ele proclamava no final de sua vida: “Morro adorando a Deus, amando os meus amigos, não detestando meus inimigos, mas detestando a superstição”. A maioria dos ateus pratica um ateísmo social, um “socioateísmo” alicerçado na anti-religiosidade, e não numa produção de conhecimento inteligente, descontaminada de distorções intelectuais, de paixões e tendenciosidades psicossociais sobre a existência ou não de Deus.
    Existem mais de 5.000 manuscristos do Novo Testamento, o que torna o mais bem-documentado dos escritos antigos. Muitas cópias foram feitas numa data próxima dos originais. Há aproximadamente 75 fragmentos datados desde 135 d.C. até o século VIII. Todos esses dados, acrescidos do trabalho intelectual produzido pelos estudiosos da paleografia, arqueologia e crítica textual, nos asseguram que possuímos um texto fidedigno do Novo Testamento que contém as quatro biografias de Cristo, os quatro evangelhos. Os fundamentos arqueológicos e paleográficos podem ser úteis para nos dar um texto fidedigno, mas não analisam o próprio texto; logo são insuficientes para resolver a dúvida se Jesus foi real ou fruto da criatividade intelectual humana. São restritos para fornecer dados para uma análise psicológica ampla sobre os pensamentos de Cristo e sobre as intenções dos autores originais dos evangelhos. Para analisar esses textos, é necessário imergir no próprio texto e interpretá-lo de forma multifocal e isenta, tanto quanto possível, de paixões e tendências. Após fazer uma investigação, por diversos livros e arquivos existentes, o resultado poderiam me conduzir a três caminhos: 1 – Permanecer na dúvida;
    2 – Convencer-me de que Jesus Cristo foi um fruto mais espetacular da imaginação humana, ou;
    3 – De que realmente ele existiu, de que foi de fato uma pessoa real que andou e respirou na Terra.

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Jesus Cristo: um personagem real ou imaginário? (Parte 2)

    Se estudarmos as intenções conscientes e inconscientes dos autores dos evangelhos, constataremos que eles não tinham a intenção de fundar uma filosofia de vida, de promover um herói político, de construir um líder religioso, nem de criar um homem diante do qual o mundo deveria se curvar. Eles queriam apenas descrever uma pessoa incomum que mudou completamente suas vidas. Queriam registrar fatos, mesmos que incompreensíveis e estranhos aos leitores, que seu mestre viveu, seus discursos e pensamentos. Se nos aprofundamos nos meandros dos pensamentos descritos nos evangelhos, constataremos que há diversos fatores que evidenciam que Cristo tinha uma personalidade inusitada, distinta, ímpar, imprevisível.
    Dois autores dos evangelhos eram discípulos íntimos de Cristo (Mateus e João). O evangelho de Marcos foi escrito baseado provavelmente nos relatos de Pedro: Marcos era tão íntimo de Pedro que foi considerado por ele como um filho (I Pedro 5:13). Então concluímos que três desses autores tiveram uma relação estreita com o personagem. Cristo era real ou fruto da imaginação desses autores? Vamos às evidências:
    Se os evangelhos, fossem fruto da imaginação literária desses autores, eles não falariam mal de si mesmos, não comentariam a atitude frágil e vexatória que tiveram ao se dispersar quando Cristo foi preso. Quando ele se entregou aos seus opositores e deixou sua eloqüência e seus sobrenaturais de lado, os discípulos ficaram frágeis e confusos. Naquele momento, tiveram vergonha dele e sentiram medo. Naquela situação estressante, as janelas de suas mentes foram fechadas e eles o abandonaram.
    Pedro jurou que não negaria Cristo. Amava tanto seu mestre, que disse que, se possível, morreria com ele. Porém, numa situação delicada, o negou. E não apenas uma vez, mais três vezes, e ainda diante de pessoas sem qualquer poder político. Quem contou aos autores dos quatro evangelhos que Pedro negou Cristo por três vezes diante de alguns servos? Quem contou a sua atitude vexatória, se ninguém do seu círculo de amigos sabia que ele o havia negado? Pedro, ele mesmo, teve coragem de contá-lo. Que autor falaria mal de si mesmo? Pedro não apenas contou os fatos, mas expôs os detalhes da sua negação.
    Com quem Pedro, que quando jovem era um rude e inculto pescador, aprendeu a ser tão sincero, tão honesto consigo mesmo, a ponto de falar de suas próprias misérias? Ele deve ter aprendido com alguém que, no mínimo, admirava muito. Alguém que tivesse características tão complexas na sua inteligência que fosse capaz de ensinar Pedro a se interiorizar e a reciclar profundamente os seus valores existências. O Cristo descrito nos evangelhos tinha tais características. Mesmo diante de situações tensas, em uma pequena simulação o livraria de grandes sofrimentos, Jesus optava por ser honesto consigo mesmo. Pedro aprendeu com ele a difícil arte de ser fiel à sua própria consciência, a assumir seus erros e suas fragilidades. O que indica que esse Cristo não era um personagem literário, mas uma pessoa real.
    Se os autores dos evangelhos quisessem produzir conscientemente um herói religioso, eles, como seus discípulos, não desnudariam a vergonha que tiveram dele momentos antes de sua morte, pois isso deporia contra adesão a esse suposto herói, ainda mais se fosse imaginário. Este fato representa um fenômeno inconsciente que confirma a intenção dos discípulos de descreverem um homem incomum que realmente viveu na terra.
    Quando Cristo foi aprisionado, injuriado e espancado, o jovem João o abandonou, fugiu desesperadamente, juntamente com os demais discípulos. Além disso, João o autor do quarto evangelho, descreveu com uma coragem única a sua fragilidade e impotência diante da dramática dor física e psicológica do seu mestre na cruz (João 19:26).
    Quando João escreveu o seu evangelho? Quando estava velho, por volta de 90 d.C., mais de meio século depois que esse fato ocorreu. Todos os apóstolos provavelmente já tinham morrido. Como nessa época alguns estavam abandonando as linhas básicas do ensinamento de Cristo, João, na sua velhice, descreveu tudo aquilo que tinha visto e ouvido. O se espera de uma pessoa muito idosa, que está no fim da sua vida? Que ela não tenha mais nenhuma necessidade de simular, omitir ou mentir sobre fatos que viu e viveu. O velho João não se escondeu atrás de suas palavras. Ele não apenas discorreu sobre uma pessoa (Cristo), que marcou profundamente sua história de vida, como, em sua descrição, também não esqueceu de abordar a sua própria fragilidade. Isto é incomum na literatura. Só tem lógica, um autor expor suas mazelas desse modo se ele desejar retratar a biografia real d um personagem que está acima delas.
    As pessoas tendem a esconder suas fragilidades e seus erros, mas os biógrafos de Jesus Cristo aprenderam a ser fiéis à sua consciência. Aprenderam com ele a arte de extrair sabedoria dos erros.
    Se Cristo fosse fruto da imaginação dos seus biógrafos, eles não apenas teriam riscado os dramáticos momentos de hesitação que viveram, mas também teriam riscado dos seus escritos a dramática angústia que o próprio Cristo passou na noite em que foi traído, no Getsêmani.
    Naquela noite, Jesus mostrou a dimensão do cálice que ia beber, a dor física e psicológica que iria suportar. Se os autores dos evangelhos tivessem programado a criação de um personagem, teriam escondido a dor, o sofrimento de Cristo e o conteúdo das suas palavras. Teriam apenas comentado os seus momentos de glória, os seus milagres, a sua popularidade. A descrição da dor de Cristo é a evidência de que ele não era criação literária. Não viveu um teatro; o que viveu foi relatado.
    Eles também não teriam registrado o silêncio de Jesus Cristo quando ele estava diante do julgamento dos principais sacerdotes e políticos. Pelo contrário, teriam colocado respostas brilhantes em sua boca. Durante sua vida, ele pronunciou palavras sábias e eloqüentes que deixavam pasmadas até pessoas mais rígidas. Porém, quando Pilatos, intrigado, o interrogou, ele se calou. No momento em que Jesus mais precisava de argumentos, ele preferiu se calar. Com a sua inteligência, poderia se safar do julgamento. Mas sabia que aquele julgamento era parcial e injusto. Emudeceu, e em nenhum momento procurou se defender daquilo que havia feito e falado em público. Ele apenas se entregou aos seus opositores e deixou que eles julgassem suas palavras e seu comportamento. Ele foi julgado, humilhado e morreu de forma injusta, e os seus biógrafos descreveram isso.

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Jesus Cristo: um personagem real ou imaginário? (Parte 3)

    Cristo não se comportava nem como herói nem como anti-herói. Sua inteligência era ímpar. Seus comportamentos fugiam aos padrões do intelecto humano. Quando todos esperavam que falasse, ele silenciava. Quando todos esperavam que tirasse proveito dos atos sobrenaturais que praticava, pedia às pessoas ajudadas por ele que não contassem a ninguém o que havia feito. Evitava qualquer tipo de ostentação. Que autor poderia imaginar um personagem tão intrigante como esse?
    O mundo dobrou-se aos seus pés, não pela inteligência dos autores dos quatros evangelhos, pois neles não se percebe a intenção de produzir um texto com grande estilo literário. O mundo o reverenciou porque seus pensamentos e atitudes eram tão eloqüentes que falavam por si mesmos, não precisavam de arranjos literários por parte dos seus biógrafos.
    O que chama atenção nas biografias de Cristo são seus comportamentos incomuns, seus gestos que extrapolam os conceitos, sua capacidade de considerar a dor de cada ser humano mesmo diante da sua própria dor. As reações de Cristo realmente contrapõem-se aos nossos conceitos. Vejamos sua entrada triunfal em Jerusalém.
    Após ter percorrido por um longo período toda a região da Galiléia, inúmeras pessoas passaram a segui-lo. Agora, havia chegado o momento de entrar pela segunda e última vez em Jerusalém, o grande centro religioso e político de Israel. Naquele momento, Cristo estava no auge da sua popularidade. As pessoas eufóricas o proclamavam como rei de Israel (Marcos 11:10). Alguns discípulos, que aquela altura ainda não estavam cientes do seu desejo, até disputavam quem seriam maior se ele conquistasse o trono político (Marcos 10:35-37). Os discípulos e as multidões estavam extasiados. Entretanto, mais uma vez ele adotou uma atitude imprevisível que chocou a todos.
    Quando esperavam que ele entrasse triunfalmente em Jerusalém, com pompa, seguido de uma grande comitiva, Cristo assumiu uma atitude clara e eloqüente que demonstrava sua rejeição a qualquer tipo de poder político, ostentação e estética exterior. Ele mandou alguns dos seus discípulos pegarem um pequeno animal, um jumentinho, e teve a coragem de montar no desajeitado animal. Foi assim que aquele homem superadmirado entrou em Jerusalém.
    Nada é mais cômico e desproporcional do que o balanço de um homem transportado por um jumento. O animal é forte, mas é pequeno. Quem monta não sabe onde colocar os pés, se os levanta ou arrasta pelo chão.
    Que cena impressionante! Porém, as pessoas, confusas e ao mesmo tempo admiradas, colocavam suas vestes sobre o chão para ele passar e o exaltavam como o rei de Israel. Elas queriam proclamá-lo um grande rei e ele demonstrava que não desejava nenhum poder político. Queriam exaltá-lo, mas ele expressava que, para atingir seus objetivos, o caminho era a humildade, a necessidade de aprender a interiorizar-se. Cristo propunha uma revolução que se iniciava no interior do ser humano, no íntimo do seu ser, e não no exterior, na estética política. É impressionante, mas ele não se mostrava nem um pouco preocupado, como geralmente ficamos, com a aparência, o poder, o status social, a opinião pública.
    Uma pessoa, no auge da sua popularidade, explode de orgulho e modifica o padrão das suas reações. Algumas, ainda que humildes e humanistas, ao subir um pequeno degrau da fama, passam a olhar o mundo de cima para baixo e colocam, ainda que inconscientemente, acima dos seus pares.
    Cristo estava no ápice do seu sucesso social, mas, ao invés de se colocar acima dos outros, desceu todos os degraus da simplicidade e do despojamento e deixou todos perplexos com sua atitude. Se caminhasse, seria mais digno e menos chocante. Porém, ele preferiu subir num pequeno animal para estilhaçar os paradigmas das pessoas que o contemplavam e abrir as janelas das suas mentes para outras possibilidades.
    A personalidade de Cristo foge aos parâmetros da imaginação. Sua inteligência flutuava entre os extremos. Em alguns momentos expressava uma grande eloqüência, coerência intelectual e segurança e, em outros, dava um salto qualitativo e exprimia o máximo de singeleza, resignação e humildade.
    Quem, no auge do sucesso, conserva suas raízes mais íntimas? Muitos depois de alcançar qualquer tipo de sucesso, perdem, ainda que inconsciente e involuntariamente, não apenas as suas raízes históricas, mas também a capacidade de contemplar pequenos eventos da rotina diária.
    Será que alguns personagens da literatura mundial aproximaram-se da personalidade de Jesus Cristo? Desde que Gutemberg inventou as técnicas gráficas modernas, dezenas de milhares de autores criaram milhões de personagens na literatura. Será que algum desses personagens teve personalidade com as características de Jesus? Eis um bom desafio de investigação! Realmente creio que não. As características de Cristo fogem ao padrão do espetáculo da inteligência e da criatividade humanas.
    No passado, Cristo é para mim fruto da cultura e da religiosidade humanas. Porém, após anos de estudos, convenci-me de que não estou estudando a inteligência de uma pessoa fictícia, imaginária, mas de alguém real, que andou e respirou aqui na terra. É possível rejeita-lo, mas se investigarmos as suas biografias não há como negar sua existência e reconhecer sua perturbadora personalidade. A personalidade de Cristo é “inconstrutível” pela imaginação humana.

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Jesus Cristo: um personagem real ou imaginário? (Final)

    Durante alguns anos eu pensava que as pequenas diferenças existentes nas passagens comuns dos quatro evangelhos diminuíam sua credibilidade. Com o decorrer da minha análise, compreendi que essas diferenças também eram importantes para atestar a existência de Cristo. Compreendi que as suas biografias não procuravam ser cópias umas das outras. Era resultado da investigação de diferentes autores em diferentes épocas sobre alguém que possuía uma história real.
    Todos os evangelhos relatam Pedro negando Cristo. Porém, quando Pedro o negou pela terceira vez, somente Lucas em seu evangelho comenta que Jesus, naquele momento, voltou-se para Pedro e o olhou fixamente (Lucas 22:61). As diferenças de relatos nos quatros evangelhos, ao contrário do que muitos podem pensar, não depõem contra a história de Cristo, mas sustentam a sua credibilidade. Vejamos:
    Lucas era médico e, como tal, aprendeu a investigar os fatos detalhadamente. Tinha um “olho clínico” acurado, devia detectar fatos que ninguém observava ou valorizava. Quando, muitos anos após a morte de Cristo, interrogou Pedro e colheu os detalhes daquela cena, captou um gesto de Jesus que passou despercebido aos outros autores dos evangelhos. Percebeu que Cristo, mesmo sendo espancado e injuriado, ainda assim esqueceu-se da sua dor e se preocupou com Pedro. Este comentou com Lucas que, no instante em que ele o negava pela terceira vez, Jesus virou-se para ele e o fitou profundamente.
    Quem é capaz de se preocupar com a dor dos outros no ápice da própria dor? Se muitas vezes queremos que o mundo gravite em torno de nossas necessidades quando estamos emocionalmente tranqüilos, imagine quando estamos sofrendo, ameaçados, desesperados.
    Pedro talvez só tenha tido a compreensão plena da dimensão desse olhar trinta anos após a morte de Cristo, ou seja, depois que Lucas, com seu olho clínico, investigou a história do próprio Pedro, vislumbrou aquela cena e a descreveu no ano 60 D.C., data provável em que ele escreveu o seu evangelho.
    O evangelho de Lucas é um documento histórico bem pesquisado e detalhista. Ele consultou testemunhas oculares, selecionou as informações e as organizou de maneira adequada. Como médico, tinha interesse incomum por retratar assuntos da medicina (Lucas 1:1-2). Deu muita atenção aos acontecimentos referentes ao nascimento de Cristo. Investigou Isabel e Maria, por isso foi o único que descreveu seus cânticos, bem como os pensamentos íntimos de Maria. Lucas demonstrou um interesse particular pela história das pessoas, por isso retratou Zaqueu, o bom samaritano, o ex-leproso agradecido, o publicano arrependido e nos conta a parábola do filho pródigo. Lucas era um investigador minucioso que captou particularidades de Cristo. Percebeu que até seu olhar tinha grande significado intelectual.
    Como disse, os demais autores dos evangelhos não vislumbram esse olhar de Cristo, por isso não o registraram. Essas diferenças em suas biografias atestam que elas eram fruto de um processo de investigação realizado por diferentes autores que enfocaram diversos aspectos históricos. Os evangelhos são quatro biografias “incompletas”, produzidas, em tempos diferentes, por pessoas que foram cativadas pela história de Jesus Cristo.
    Essas biografias têm coerência, sofisticação intelectual, pensamentos ousados, idéias complexas. São sintéticas, econômicas, não primam pela ostentação nem pelo elogio particular.
    Cristo, em alguns momentos, revelava claramente seus pensamentos, mas em seguida se ocultava nas entrelinhas das suas reações e das suas parábolas, o que o tornava difícil de ser compreendido. Ele se revelava e se ocultava continuamente. Por que tinha tal comportamento? Sua história nos mostra que não era somente porque não procurava o brilho social, mas porque tinha um propósito: queria produzir uma revolução no interior do ser humano, uma revolução transformadora, difícil de ser analisada. Queria produzir uma mudança nas entranhas do espírito e da mente humana capaz de gerar tolerância, humildade, justiça, solidariedade, contemplação do belo, cooperação mútua, consideração pela angústia do outro.
    Seu comportamento, revelando-se e ocultando-se continuamente, também objetivava provocar a inteligência das pessoas com as quais conviviam e até da presente época. Ele deseja romper a ditadura do preconceito e o cárcere intelectual das pessoas. Ninguém foi tão longe em querer implodir os alicerces da rigidez intelectual e procurar transformar a humanidade.
    Que Deus continue abençoando a você e suas família.
    Um abraço.
    Kleber Ramírez

  • Parabéns, Kleber, boa argumentação. É um prazer tê-lo aqui de volta, você, o nosso “crente favorito”. Quando você virar pastor (não sei se isso já aconteceu), tenho certeza de que será um dos melhores entre tantos que existem por aí, pois, pelo menos, é esforçado, tem lido bastante e participado de debates. Continue nesse caminho.

    Quanto à sua argumentação, embora elegante e até provida de alguma lógica, não prova nada, porque são meras suposições e tenho certeza de que você sabe disso. Voltando ao que você mesmo disse, aqui não se trata de rejeitar a Cristo, mas de procurar aceitá-lo. Mas, para isso, precisamos ter certeza de que não estamos seguindo um personagem ficcional. Se vc analisar bem os Evangelhos, verá que Jesus era judeu e que, mesmo assim, nem os próprios Judeus lhe foram fiéis, pois o teriam abandonado à própria sorte, na hora em que ele precisava da união do seu povo. Tanto isso é verdade, que após o ano 70 da era cristã, judaísmo e cristianismo se separaram, definitivamente. Os próprios judeus não admitiam que Jesus fosse o filho de Deus ou que Deus se manifestasse através dele.

    Aquele episódio de Pilatos “ter lavado as mãos” no julgamento de Cristo, parece inverossímel. Segundo os estudiosos, Pilatos era um homem duro e implacável que não hesitava em condenar ninguém à crucificação. Os copistas evangélicos “livraram a cara de Pilatos”, pondo a culpa nos judeus, para poderem angariar o apoio dos romanos à sua nova religião, o Cristianismo. Como iriam conseguir isso se hostilizassem os romanos, culpando-os inteiramente pela crucificação de Cristo?

    Não, Kleber, são muitas as incoerências e contradições. Evidentemente, os Evangelhos não merecem fé, como também a Bíblia. Acredita quem quer. Se você quer…

  • Baruch Ramses disse:

    Caro Sr. Ivo. Gostaria de fazer-lhe uma pergunta curta, objetiva e direta.
    Poderia apresentar uma lista das coisas que o fariam acreditar na existência de Jesus ? Creio que a partir desta lista poderiamos começar a debater. Obrigado!

  • Posso sim, Baruch, pois pesquiso este assunto há muitos anos. Mas aviso que a lista completa seria enoooooooorme. Assim, vou apresentar apenas uma lista parcial. Se você ou qualquer pessoa conseguir responder convincentemente (não com citações bíblicas apenas), talvez eu até mude de idéia, pois não sou ateu – sou agnóstico. Farei algumas perguntas que, se ao responder confirmarem a historicidade de Cristo, eu me retrato, peço desculpas e começo a acreditar em Jesus (sem virar crente fanático). Mas isto só seria suficiente para acreditar Nele, porque na Bíblia, no Velho testamento, vai ser muito difícil. Eis as perguntas:

    – Onde nasceu Jesus Cristo, em Nazaré ou Belém?
    – A cidade de Nazaré existia ao tempo de Cristo?
    – Quando Ele nasceu? Certamente não foi em 25 de dezembro…
    – Ele teria nascidou num estábulo, numa gruta, numa manjedoura ou numa hospedaria?
    – Jesus e seu pai eram carpinteiros, pedreiros ou pastores?
    – Quantos irmãos tinha Jesus, se é que tinha, e quem eram?
    – Pilatos lavou mesmo as mãos do sangue daquele inocente?
    – Por que existiram 16 Cristos antes de Jesus Cristo, com histórias de vida quase em tudo idênticas à Dele?
    – Por que a “grande esperança”, os manuscritos do Mar Morto (Quaram) também não serviram para elucidar nada a respeito da existência de Cristo?
    – Por que falsificaram o Santo Sudário e por que a Igreja agora, o envolveu em timol, eliminando toda e qualquer possibilidade de qualquer teste de Carbono 14 naquela peça? E por que não quer permitir novos exames?

    – Por que o silêncio da história a respeito de Cristo? (apenas dois historiadores mais ou menos contemporâneos falaram dele e, assim mesmo, muito vagamente. Flávio Josepho, por exemplo, que era um fariseu ateu, embora respeitadíssimo à sua época e mesmo na posteridade, só cita 2 parágrafos, que depois provou-se serem falsos, pois foram interpolados pelos copistas). A breve citação do outro historiador também se provou ser falsa.

    – Como foi a crucificação de Jesus, e por que não está documentada junto às demais que foram feitas? Onde foram colocados os cravos e qual o tipo exato de Cruz.

    – Nenhum homem, mesmo forte, conseguiria percorrer a Via Sacra, carregando uma cruz como a Jesus, pois ficaria exausto depois de 120 metros (este teste já foi feito). Como Cristo conseguiu? Será que é porque ela era “filho de Deus” e, assim, tinha forças sobre-humanas?

    – Em que data exata teria morrido Jesus e com que idade morreu? (33 anos é estimativa, com possível defasagem de até 6 anos para mais, segundo os estudiosos)

    – Quem escreveu os 4 Evangelhos sinóticos? Será que a Igreja sabe? Se sabe, porque ao se referir a ele diz: … segundo Mateus, segundo Lucas, segundo Marcos, segundo João? A palavra “segundo” indica que é uma “suposição” e não uma certeza.

    – Como você comprovaria a “ressureição” de Jesus?

    – Maria Madalena era mesmo uma prostituta? Ou era uma discípula, amante de Cristo ou evangelista e cofundadora do Cristianismo, juntamente com Paulo de Tarso?

    – Por que se consegue comprovar a existência de Pilatos, de Tibério, de Paulo de Tarso e muitos outros personagens, mas não se consegue comprovar a de Maria, José e Jesus? Será por que são personagens emprestados de outras lendas religiososas de civizações mais antigas?

    – Por que decorridos dois mil anos da sua pretensa morte e apesar da exaustiva investigação da Ciência e dos estudiosos, inclusive religiosos, até hoje não se conseguiu comprovar nada de verídico em relação a Cristo?

    Meu amigo, vou parar por aqui, senão teria de escrever umas 3 ou 4 páginas de matéria para perguntar e justificar os porquês das perguntas, por que existem pelo menos duas centenas delas. Se a Ciência e o Clero não chegaram a um consenso em 2.000 anos, será que algum dia chegarão? Espero estar vivo para ver o round final.

    Se alguém souber responder corretamente a todas essas perguntas, viro cristão.

    Obrigado pela participação!

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Observei que está faltando a parte I deste meu comentário.
    Tenho quase certeza que o enviei.
    Vou enviá-lo para continuár-mos o nosso debate.
    Um abraço.
    Kleber Ramírez

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Desculpem, agora apareceu.
    Se o mesmo for repetido, favor deletar.
    Obrigado.
    Kleber Ramírez

  • Não está repetido não, Kleber. estão todos aí. Você sabe que, aqui, não existe censura, salvo se for “spam”, “ofensas pessoais” ou “excessos de erros de Português” , que tornem a publicação ininteligível. No mais, estamos abertos para os “contra” e “a favor”, respeitando a opinião de cada um, da mesma forma.

    A propósito, você que é um crente fervoroso, poderia responder aos questionamentos que coloquei para o Baruch? Seria interessante para todos ouvir a sua opinião, pois pode ser que o Baruch não volte. Em blogs acontece muito isso: existem pessoas que acham um artigo interessante, leem e vão-se embora; outros leem, comentam e não retornam. Assim, restam os nossos comentaristas habituais e você é um deles, o que muito nos honra. Abs!

  • Baruch Ramses disse:

    Bom Dia Ivo! Obrigado pela pronta resposta. Estas dúvidas também tenho além de outras, então estamos do mesmo lado do barco em relação ao Jesus histórico, porém em face dos ensinos morais ensinados e que são atribuidos a Jesus me faz aceitar plenamente uma existência atemporal e sem necessidade de uma existência física. Grande abraço.

  • ivancarlos disse:

    Caro Ivo Reis,

    Parabéns, Ivo! Mais uma matéria bastante esclarecedora, tal como tantas outras que temos oportunidade de ler e comentar neste excelente blog.
    Estamos juntos no IRRELIGIOSOS… você já enviou o convite ao Kleber? rsrs..

    Ao amigo Kleber Ramirez,

    Em alguns dos meus comentários eu enveredo pela linha do esclarecimento semântico ou histórico conforme o assunto exija. Mas não tome isto como um posicionamento professoral, e sim, um ponto de partida para o desenvolvimento do raciocínio lógico. E isto se faz necessário num debate com crentes de qualquer natureza porque, ao que demonstram, aboliram completamente a razão para dar lugar a uma fé cega. Desprovida de conteúdo intelectual.
    Se não, vejamos: você inicia sua matéria partindo de uma premissa falsa “eles escreveram…”, referindo-se a Marcos e Lucas, quando todos os estudiosos agnósticos ou religiosos sabem perfeitamente que eles nada escreveram, apesar de terem sido atribuídos a eles aqueles escritos. E esta refutação vale também, pelos mesmos motivos, para Mateus e João. Todavia, você tem razão quando afirma que Marcos e Lucas sequer pertenciam ao grupo dos doze e que “escreveram” baseados em investigação, e você conhece os perigos de um relato baseado em informações.
    Lucas, supõe-se que fosse médico, porque usou de alguns termos usados em medicina, possuindo certamente boa instrução, do contrário não teria sido aceito como discípulo por Paulo, fariseu bastante orgulhoso e que desprezava os verdadeiros discípulos de Jesus, chamando João e Pedro de ignorantes e de idiotas: (Vulgata-Aprovada por Sixto V e Clemente VIII: “Videntes autem Petri constantiam et Joannis, comperto quod homines essent sine litteris, et idiotice, admirabantur et cognoscebant eos quoniam cum Jesus fuerant” Atos 4, 13), depois nas traduções posteriores os interessados amenizaram os termos, e entrava em constantes atritos com eles (Atos 15, 39: “E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro”).
    Para se fazer uma melhor apreciação de uma obra, preciso se faz conhecer, antes, os seus autores. Ninguém aceitaria sem reservas, uma suposta história do mundo helênico escrita por um pastor ignorante dos montes de Corinto, ou história do Egito, por um desconhecido cortador de pedras das longínquas pedreiras do sul de Tebas. Daí porque, uma corrente muito forte de exegetas bíblicos, admitir Paulo como sendo o “criador” do cristianismo; afirmam inclusive que se Paulo não tivesse existido, o cristianismo talvez não tivesse passado das “portas” do mundo judeu e ali teria sucumbido como tantas outras seitas que surgiram e desapareceram na mesma época.
    Os discípulos de Jesus eram naturais da afastada Galiléia, província pobre e pouco habitada, nos limites da Palestina com a Síria. Betsaida e Cafarnaum não passavam de pequenas aldeias de pescadores que viviam uma economia de subsistência. Estando distantes dos centros mais populosos, o produto das suas atividades não era exportado. Eram atividades de subsistência.
    Os proprietários de pequenas atividades como aquelas, só tinham acesso a parcos recursos de instrução, isso quando possível, e só ministrada pelos sacerdotes, exclusivamente nos locais onde havia templo judaico.
    Para focalizar melhor o ambiente, compare-se com uma aldeia de pescadores nas margens de um lago no interior do nosso país: pequenas choupanas abrigando uma população pobre e ignorante, em constante convivência com as necessidades mais rudimentares e em constante estado de subnutrição. É justamente nesse meio que surgem os curandeiros e feiticeiros milagreiros que conseguem uma certa ascendência entre a população inculta.
    Veja em Goiás, há poucos anos surgiu uma “santa” Manoelina de Coqueiros que atraiu milhares de romeiros; no sertão do Ceará, pobre e inculta região interiorana que a “santidade” do Padre Cícero arrasta milhões de sertanejos ignorantes de diversos Estados, em busca de curas milagrosas.
    Na opinião desses pobres romeiros, tanto a Manoelina de Coqueiros quanto o “Padinho Padi Ciço”, são verdadeiramente santos e proclamam seus milagres com a mesma convicção com que os cristãos acreditam nos milagres de Jesus e dos Santos, convicções estas, exploradas por sacerdotes e pastores que enriquecem à custa dessas pessoas.
    No Rio de Janeiro, numa pequena localidade chamada Porto das Caixas, toda a economia local gira em torno de uma imagem que milagrosamente “chora com lágrimas de verdade ou de sangue”. Se, no local, alguém disser que aquilo é uma farsa, certamente será linchado pelos devotos fanáticos.
    Foi em ambientes como esses que surgiram Jesus (?) e os seus discípulos. Pedro e André estavam lançando suas redes quando um estranho se aproxima e os convida para saírem juntos, e perambularem sem destino certo. A pesca não era rendosa senão o suficiente para que não morressem de fome, portanto, seguir um estranho ser-lhes-ia indiferente, pois a alimentação parca em qualquer circunstância seria obtida.
    Será que, realmente, somos nós agnósticos que não fazemos uma análise inteligente sobre o assunto?
    Por isso, você também tem razão quando afirma que os autores (os verdadeiros) “que eles não tinham intenções conscientes e inconscientes de fundar uma filosofia de vida, de promover um herói político, de construir um líder religioso, nem de criar um homem diante do qual o mundo deveria se curvar”, aliás, isso também foi o foco da nossa matéria REESCREVENDO A HISTÓRIA (Jesus homem – Parte 4). Tudo o que chegou até nós sobre Jesus, nos moldes que se conhece hoje, surgiu posteriormente, e foi endossado e imposto a “ferro” e “fogo” pela Igreja Romana.

    Para finalizar, um esclarecimento semântico.
    Do Aurélio, Agnosticismo: Doutrina que declara o espírito humano incompetente para conhecer o absoluto; afirma a impossibilidade de conhecer a natureza última das coisas; afirma a impossibilidade de conhecer a Deus e a origem última do Universo.
    Ateísmo: Doutrina que consiste na negação da existência de Deus.
    Portanto, dois significados bastante distintos, por isso nós, agnósticos, questionamos as pessoas que se julgam capazes de afirmar que “conhecem” Deus, que “conversam” com ele, que dele recebem dádivas, etc. etc.
    E você continua confundindo os conceitos, não é Kleber? Mas tudo bem, eu repito o que já havia escrito em outro comentário: agnosticismo e ateísmo não são a mesma coisa. A única coisa que têem em comum é que os seguidores de ambos os conceitos não “vão à igreja nenhuma”.

    Um forte abraço e tudo de bom pra você e sua família.

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Ivan, percebo que você não entendeu o verdadeiro cristianismo.
    Vocês que são os sábios deste mundo, não aceitam as verdades do evangelho, sabe por que? Orgulho. É duro para vocês aceitarem como pessoas incultas, pobres, tenham conseguido registrar um acontecimento que mudou a história da humanidade. E conforme o seu relato, foge da lógica, não é mesmo? É duro aceitar que pessoas tão despresíveis fossem capazes de mudar seus comportamento e viver uma vida diferente das demais. É este Jesus Cristo que transforma homens em verdadeiros exemplos de vida.
    Vocês se estribam nos seus próprios entendimento, mas na verdade, não conseguem enxergar aquilo que é verdadeiro, espiritual.
    Não tem problema. Não serão vocês e nem ninguém que vai impedir das pessoas se converterem e aceitarem a biblia como verdade.
    Espero que um dia vocês se convertam para que os olhos de entendimento sejam abertos.
    Jesus te ama e nós também!
    Um grande abraço!
    Kleber Ramírez

  • Como sempre, muito bom, esclarecedor e bem fundamentado o seu comentário. A propósito, quanto às diferenças entre “ateus” e “agnósticos” (como já tive oportunidade de dizer várias vezes, simpatizo com os ateus, mas sou “agnóstico”) exste no Irreligiosos (Seção Fórum) um debate recentemente lançado sobre o assunto.

    Ainda não convidei o Kleber para o “Irreligiosos” porque acho que ele ou não aceitaria ou, se aceitasse, não iria se sentir muito bem por lá. Seria a mesma coisa que colocar um palmeirense no meio da torcida do Coríntians, num jogo entre eles. Claro que ele iria preferir sentar-se na torcida do Palmeiras.

    Informe-me onde ter acesso ao seu artigo “Reescrevendo a História, Jesus Homem” ou publique-o aqui. Ficaríamos honrados.

    Sinceramente, esse debate sobre as pessoas considerarem os agnósticos como uma categoria de ateus ainda vai render muito.

    Visite-nos em agnósticos e veja a matéria!

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Sr. Ivo, a respeito do seu comentário e do Ivan vou fazer um breve comentario.
    Os mesmos são lógicos, observando pela ótica do raciocínio intelectual do ser humano. Errado? de maneira nenhuma.
    Ivan sempre frisou nos seus comentários que eu sempre fugia da linha de pensamento do que trata o post.
    Mas na verdade, não foi isto que ocorreu. Vejamos:
    Quando nos limitamos a tentar compreender e crer nas coisas espirituais através de nosso raciocínio lógico, mesmo que o próprio Jesus em carne e osso viesse ao vivo e a cores, não compreenderíamos e não creríamos nas suas palavras e milagres. Isto já aconteceu em sua época, e muitos não creram. Mas ele deixou a sua palavra, onde a mesma funcionaria da mesma forma.
    Em nosso meio cristão, existem muitos que não crêem em milagres. Temos exemplos de pessoas serem curadas de câncer, HIV, leucemia e outras mazelas. Muitos médicos creram mas outros não.
    Para podermos ter convicção das verdades escritas e ter um relacionamento pessoal com a pessoa de Jesus é necessário arrepender-mos de nossos pecados e converter-mos de coração. Existe o remorso e existe o arrependimento. Temos que abrir o coração e ter humildade diante do Deus vivo. Quando agimos assim, Deus pega essa atitude e começa a ter um relacionamento pessoal conosco através de seu filho Jesus.
    Quando duvidamos, as coisas não acontecem, ou melhor, não se manifestam, porque sem fé é impossível agradar a Deus. Quando duvidamos agimos em incredulidade e com Deus não se zomba. Está escrito que: aquilo que o homem semear isto ele ceifará.
    A respeito dos meus comentários, enviei para que ao ler-mos, temos uma reflexão da veracidade dos fatos aqui questionados. É importante refletir com o coração para que as coisas que não são vizíveis fiquem claras e patentes aos nossos olhos.
    Observem que, quando vocês tentam convencer o crente a não acreditarem que os fatos ocorridos registrados na bíblia não são verdades, eles não concordam. Por que? Porque eles tem um relacionamento pessoal com a pessoa de Jesus Cristo.
    Talvez dirão: “há, eu tenho fé, só não creio que a bíblia é um livro sagrado, ou coisas assim”.
    Se colocarmos essa fé em outra coisa que não seja no que está escrito na bíblia, com certeza absoluta, o Deus que todos os agnósticos que ter a certeza que ele existe e é real não se manisfestará a ele. A bíblia conta a história de um homem que mudou o curso da humanidade. Este homem é Jesus Cristo. Se a fé não for direcionada Nele, Deus não se manifestará a pessoa incrédula, daí o resultado de existir este blog.
    Disse Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao pai senão por mim.
    A quem vocês procuram, está tão próximo, está batendo a porta de seu coração. Se vocês abrirem e ele entrar, Ele ceará com vocês e fará morada no seu coração. Dêem uma oportunidade a Ele de mostrar quem Ele é e o mesmo tirará todas as suas dúvidas.
    Um forte abraço. Tenham um final de semana abençoado com suas famílias.
    Jesus te ama e eu também.
    Kleber Ramírez

    P. S. (1) – Desculpem os erros de português.
    (2) – Sr. Ivo, enviei a Parte I do meu comentário e o mesmo não está aparecendo neste post. O que faço? Envio de novo?

  • Kleber:

    Vou verificar o que houve com o seu comentário. Tenho andado meio corrido e não verifiquei, nos últimos dias, o filtro de Spam. Há cerca de uma semana, um comentário do Spock a este artigo ficou preso lá e foi deletado por acidente. Toda as vezes que os spams retidos ultrapassam os 30 (e isso é bastante comum) é feito uma limpeza automática de todos.

    Vou caçar o seu comentário e, se o achar, recupero-o. Aguarde!
    Em tempo: Achei-o e já recuperei. Verifique!

  • Olá a todos que perticipam dessas considerações. Só agora descobri esse blog e o achei muito interessante e esclarecedor. Faço parte dessa linha dos que não acreditam nas escrituras e posso afirmar que não acredito em Deus. Pelo menos no Deus que pintam todas as religiões (o placebo da humanidade). Vou ler com mais atenção tudo que está colocado aqui e, uma pergunta: seria Deus tão injusto e egoísta como nos fazem crêr?
    Outra pergunta, onde estava Deus antes do big bang? Desculpem se pareço um pouco leigo em todo esse assunto, espero aprender mais com todos vcs. (Notem,. escrevo Deus com inicio em maiúsculas apenas por respeito a quem acredita nêle) Quanto a Jesus Cristo, acho que foi apenas alguém contrário as idéias da época, e que foi usado como maerketing depois aproveitado para iludir e fazer uma lavagem cerebral nas pessôas mais sucetíveis.

  • José Antonio:

    Se você gosta de discutir controvérsias religiosas, poderá também visitar ou se inscrever no nosso outro site “Irreligiosos”, onde temos uma comunidade dedicada a esses assuntos. O link está aqui, na barra lateral esquerda deste blog. É só clicar e entrar.

    Abs!

  • Juliano - RCC disse:

    Sr. Ivo, como se comprova a INEXISTÊNCIA de algo? Ou ainda, se tenta-se “provar” uma inexistência, como se chegar a uma possível existência? Naturalmente, os métodos a serem aplicados na pesquisa seriam diferentes para cada fim. Ou não?
    Isso, de certa forma, justifica o “atraso” científico na comprovação do Jesus histórico. O foco da ciência “cética” é NÃO provar a existência de Jesus; e a ciência “cristã” tem pouco interesse, ou quase nenhum, pois tem consciência de que nenhum revés na história seria capaz de estremecer os alicerces do Cristianismo.
    O Cristão não despreza a ciência, porque esta também é um dom de Deus, mas se fundamenta na fé. Fé em Jesus Cristo, o Deus vivo. E esta, torna-se inabalável, quando se penetra na profundidade de suas palavras e, percebe-se então, que elas não poderiam ser atribuídas a nenhum “mortal”.

    Paz e bem a todos!

  • Marconi, o "marreteiro" disse:

    Numa análise bem superficial, percebi que algumas pessoas, e não poucas, não aceitam Jesus para não serem comparadas aos “crentes”, “caretas”, “carolas”… Outros, não concordam com as diretrizes da Igreja e seus erros históricos, e assim, se afastam de Jesus; primeiro se tornam irreligiosos, depois, céticos. E tem também, aqueles que por se julgarem, intelectualmente, acima da média popular inculta e religiosa, não querem fazer parte desse grupo.
    A coisa se complica mais ainda, quando se analisa as ações de Jesus.
    Jesus se colocou à “esquerda” dos poderosos, a favor dos pobres, órfãos, viúvas e todos os oprimidos e explorados; por isso, foi humilhado, traído e morto. Daqui extrai-se alguns ensinamentos básicos para um Cristão:
    Quem estiver de acordo com o “sistema” estabelecido no mundo; “fechar os olhos” para as injustiças praticadas contra quem não pode se defender, e não lutar até à morte, se preciso for, pelo direito daqueles, jamais viverá inteiramente uma vida cristã. E, por conseguinte, nunca a entenderá.
    Muitos, os “convidados”, são “cristãos” em palavras, apenas. Poucos, os “escolhidos”, aliam as palavras do Mestre ao seu testemunho de vida sem esperar contudo, quaisquer recompensas por tais atos.

    É difícil sim, ser Cristão. Muito mais difícil ainda, é admitir que “alguém” entregue sua própria vida em benefício de outrem “a troco de nada”, num puro gesto de amor.
    As pessoas de um modo geral aceitam, quando muito, os heróis; mas aqui não falamos de heróis, e sim de mártires. E estes, mesmo os “não religiosos”, apesar de suas histórias verídicas de solidariedade humana, sofrem o descrédito por parte daqueles que não conseguem conceber tamanho amor e coragem naquelas pessoas. Se fosse possível, os acomodados ao sistema, negariam a existência histórica de todos os personagens que conhecemos como mártires, isto seria uma forma de negar suas próprias fraquezas.

    Abs a todos..

  • André L..Carvalho disse:

    Prezados amigos.É com uma imemsa satisfacão que lê tudos os comentarios neste site exíbido.No meu ponto de vista,tudo estes comentarios teria de ser reduzido para um único fundamento que é JESUS CRISTO,se ficarmos pensando o que foi e o que não foi o que há de ser ou sei lá mais o que ,não vamos chegar em lugar nenhum.Agora a única prova disto tudo é que nós temos a cruz , JESUS homem,Jesus morto e ressurreto,só o que o quê não sebem é que ele já voltou e julgou o seu povo.Meus amigos é hora de fazermos todas as coisas que estão no novo testamento.Agora se ficarmos pensando de como o mundo foi feito,e………………….não vamos chegar alugar nenhum.Aos meus amigos desejo que JESUS CRISTO ilumine seus pensamentos e de seus familiares .Me perdoem em alguma falta.

  • KLEBER RAMÍREZ disse:

    Se observarmos os ensinos do Senhor Jesus, os mesmos fogem da inteligência e comportamento humano.
    Para que sejamos de fato um cristão praticante, necessário é nos desfazer-mos de nós mesmo, como por exemplo:
    1 – Ter humildade, reconhecendo que o homem em si é limitado.
    2 – Crer e ver que para que exista uma criação é necessário um criador.
    3 – E que o criador sabe o que deve ser feito para viver-mos feliz aqui na terra e vida futura.
    Tudo isto se observa pelo coração e não pelo pensamento lógico.
    Um abraço.
    Kleber Ramírez

  • Jacob Silva Júnior disse:

    Prezado Sr.
    O Talmud Babilônico prova alguma coisa sobre a historicidade de Jesus.
    Lá consta que:
    1-) Cristo foi acusado de praticar feitiçaria e seduzir Israel para seguir deuses estranhos. Aplicaram-lhe uma passagem do Velho Testamento em que Deus diz “Se teu parente ou amigo te convidar dizendo “vem, sigamos outros deuses”, não caia nessa. Mate-o.”
    2-)Avisaram a Cristo que Ele seria julgado, com um mês de antecedência.
    3-) Como Cristo era bem relacionado junto ás autoridades, deram-lhe o direito de defesa. Qualquer pessoa do povo poderia falar em sua defesa. No julgamento ninguém se apresentou para defendê-lo pois a acusação era muito grave. Nem Cristo teria se defendido, segundo os Evangelhos.
    4-) Jesus foi julgado e condenado. A pena de morte era executada por crucificação, segundo o hábito Romano.
    5-) De fato, muitos judeus saíram do judaísmo e seguiram os passos de Jesus. Quem o condenou pressentiu isto.

  • Jacob Silva Júnior disse:

    O texto é bastante extenso. Concordo com algumas coisas, outras não. Vou tentar arrumar um tempo para fazer um comentário crítico.

  • Camila disse:

    Caro Ivan Carlos, em um dos comentários, mencionou ” Santa Manoelina dos Coqueiros”, sendo de Goiás, mas ela é do Estado de Minas Gerais…isso que dá copiar e colar sem ter certeza do conteúdo.

  • babi disse:

    Deus não existe. Deus é. O que existe vem do que é. Deus é. Eu existo. O que existe e sabe que existe, deveria saber que vem do Daquele que é. De fato, deveria pelo menos intuir que Dele se deriva. Entretanto, não tem como provar para outros que Aquele que é, existe; visto que Aquele que é, só é porque não existe como existente entre os que existem; pois, se assim fosse, Ele não seria, mas apenas existiria; e por isso, apenas seria. O que existe -, primeiro se torna existente, para então ser. O que é, porque é, é; e cria o que existe. Assim, o que existe sabe de si e pode conhecer Aquele é, mas não tem como prová-Lo a outros que apenas existem, pois, Aquele que é não habita a existência como objeto de prova.
    Então, discutir a existência de Deus seria algo tão fútil e pálido quanto discutir se você existe.
    Quem olha para você e diz que você não existe, equivale àquele que olha para a Criação, para si mesmo, e para tudo o que a Existência implica, e não vê Deus.
    Deus é, mas a criação existe. E existe maior do que qualquer indivíduo existente. Portanto, aquele que olha para o Existente Criado (Cosmos) e nada vê e nada sente, é como aquele que fica diante de você e convoca uma conferência para decidir se você existe ou não.
    É loucura? Sim! É! Tanto num caso como no outro!
    Ora, em tal caso, quem assim o fizesse, não estaria de fato discutindo a sua (tua) existência, mas sim a sua (tua) aceitação ou não como existente por esse (o individuo discutidor) que se julga o validador do que existe ou não existe.
    Nesse sentido a gente vê o sentimento que gera o ateísmo, vestindo-se de antipatia, implicância, raiva, revolta, amargura, arrogância, vaidade, soberba (ou seja: de supremas burrices!) — no trato com o próximo. Sim! Há ateus de Deus e há os ateus de homens — os chamaríamos de a – homens?!
    Negar que o próximo exista e seja, é equivalente a dizer: Deus não é; Deus não existe! — e ainda assim se desviar do individuo que não existe como se ele existisse.
    Sim! Porque nunca vi um ateu viver até o fim às implicações filosóficas do ateísmo.
    Um ateu que se satisfaz com filosofias é um ateu querente, um ateu crente, e crente do tipo obscurantista, posto que ainda é capaz de se satisfazer com as lendas de existência da Filosofia.
    De fato, direi rapidamente a você como deveria ser a vida de um ateu engajado e crente (vida curta, porém sincera!):
    Um ateu não deve chorar jamais, amar jamais, beijar com sinceridade jamais; se preocupar com justiça, verdade, carinho, amizade, amor, e ódio, jamais; e jamais deveria ter ciúmes, e nem se enciumar de nada; menos ainda se importar com a vida e a morte; e, sob hipótese alguma deveria ter dor de consciência; e jamais sentir-se devendo nada aos céus, à terra e menos ainda aos homens; e sem esquecer-se de que tanto faz qualquer coisa, pois, se não há Deus, não há sentido, não há razão, não há por quê; pois, se não há Deus, o que quer que pela força ou pela inteligência ou mesmo pela maldade se fizer impor (caso assim alguém deseje e consiga) — em nada está sendo melhor ou pior do que qualquer coisa ou qualquer um. Sim! Sem falar que filhos nada mais são, em tal caso, que o produto de nós e para o nosso melhor uso e conforto (afinal, somos inteligentes!), não importando o uso.
    Sem Deus, com tudo e com nada; e sem sentido para tudo ou nada; mas, havendo sinceridade, pelo menos levando até as ultimas conseqüências as implicações de uma existência sem Deus — dever-se-ia abraçar gelo na alma, sem alma, sem direito a emoção, sem permissão para dançar, sem licença para amar, sem nada a celebrar ou a chorar; sem chegadas e sem despedidas; sem berços e sem túmulos; sem nada além de nada; e, em caso de honestidade maior, abraçando o suicídio como devoção.
    Apresente-me esse ateu (ainda que morto), e o saudarei com respeito. Até mesmo Friedrich Nietzsche não levou seu ateísmo até às últimas conseqüências, posto serviu-se todas as possibilidades que somente num mundo com Deus se poderia ter.
    Quanto ao mais, quando não são apenas pessoas sinceramente traumatizadas, os ateus são, em geral, apenas uns vaidosos e entupidos; e que brincam de ateísmo sem saber nem bem quem são; pois, sabem que não sabem viver sem as bênçãos de um mundo que (ainda que morrendo) ainda se levanta para trabalhar e volta para dormir, em razão de que uma leve pulsão de Deus ainda é aceita como essencial para a vida — inclusive pelo seu amigo, amante da filosofia, e que vive a vida com muita ordem, sem saber por quê; e sem nem mesmo achar que existe a necessidade de saber; pois, tal questão não existe na premissa de seu ateísmo alienado.
    Assim, valorize o ateísmo dele e você estará dando pirulito pro menino!
    Não faça isto!
    Ele brinca disso. Esse é o joguinho do bichinho. Não faça isso não. Ele é só grandão, mas é menino. Não se troque com ele. Você é adulta. Não entre na criancice.
    Está na hora delezinho ficar sem a chupeta; e a sem platéia. Chegou “a hora” dele jogar o “pipo” fora.
    Deixe o ateu ser ateu. É assim que é. Até que ele tenha que deixar de se distrair brincando de ateísmo, e, assim, se dês-trair em seu próprio engano.
    Portanto, toda vez que ele puxar este assunto, diga a ele pra parar de ser chato que nem um crente chato; desses que ficam enchendo a paciência dos outros com suas filosofias (doutrinas) e suas insistências fanáticas.
    Quase todo ateu tem grande vocação religiosa, frustrada ou traumatizada — mas quase sempre tem.
    Assim, digo:
    Não se preocupe em provar Deus para ninguém. Seu único discurso sobre Deus é viver Deus com tanta certeza em fé, que nenhum ateísmo seja sequer por você reconhecido, do mesmo modo que você não perde tempo provando sua existência para ninguém que vendo não aceite o que vê: você.
    Deus se entende com os crentes, por que não se entenderia com os ateus?
    Fique tranqüila! Pior do que eles são os que dizem crer. Afinal, até o diabo crê; e treme. Mas há os que dizem crer, mas que não temem. A esses, digo: exorte, pregue, e profetize; pois são eles os que de fato fazem mal ao que Deus chama de verdade entre os homens. Sim! Em geral é por causa destes que aqueles em existem; ou melhor: se manifestam.
    É isto que penso!

  • Shere W. disse:

    Os desinformadores estão jogando uma rede de confusão nos ateus.
    Então vamos ver isso aqui …
    Se o candidato que o lula pediu a Deus falou mesmo aquilo (“ser ateu, sem crenças, faz mal”), então desboca-se anunciando que vai vestir uma camisolona preta e pôr um crucifixo do tamanho do que os traficantes usam no peito, encobrindo o terno de presidente. Se disse mesmo, trata-se de uma ameaça política no molde do que o lula disse no ar pro Bóris Casóy.
    Acontece que já são uns vinte milhões de sem-crenças só no Brasil; e quem acha que isso ficaria assim sem atenção dos que estão no controle do Sistema FALIDO?
    … Tu viu? Nem chegô lá e já arriô as calça pra nóis.
    Nosso rebanho bota mêdu.
    É só trabalhá o boizinho:”Não iscuta ninguém, num lê nada, cunhecimento é perigosu, tem qui sê igual à serpente, tem qui vigiá”.
    Eis mêrmu vão lá i livra a rênti.
    E comu qui tá lá na tua?
    Prá tê a bençinha du pastozinho deles é dez milzin que caiu na continha …
    KáKáKáKKK …
    Também num tem prá ondi corrê. Se sai a rênti aperta, fecha us caminhu …
    Se sai da tua cai na minha …
    Galinha de casa num si corri atráis.
    E a maldição dus perdófilu?
    Tá bão, tábão …
    Tem qui reforçá nas fámília.
    Tem qui reforçá nas fámília.
    As novinha tão tudo na nossa mão. Bobeô, vai um ólinho no narizin, uma vigília pá árnimá as mijona véia; si u côrnu manso piá a rênti passa u otáriu. Tá tudo cercadu.
    Si num pego pra múmia até agora, cum nóis mêrmu é qui num péga.
    Us cára qui fecha cum nóis tá tudo regado, só tem piranhudu.
    U qui pegá agora a rênti joga tudo in cima dus ateu, o pácêru já deu a dica: “Sê ateu fáiz mal”.
    Us cára lá num jogô as culpa nus bicha? Num tem mais prá ninguém, só tem nóis nu contrôli.
    Quem invento êssi manjá tinha qui recebê um troféu …
    E ganhô … um dêssi tamânhu …
    Ka!Ká!Ká!KKK …

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