A VELOCIDADE DO TEMPO

07/04/2008
by Antidio Teixeira

                   A VELOCIDADE DO TEMPO 
        Ano a ano cresce o número de pessoas que reclama da rapidez com que o tempo está passando. Desconheço até hoje qualquer justificativa dada pelos meios científicos salvo a associação feita pelo ex-frei Leonardo Boff,  com a Ressonância Shumann, em artigo que foi divulgado pela imprensa e pela Internet. Não me detive no assunto na época em que tomei conhecimento, porém no meu caminho de observações sobre os processos energéticos, cruzaram-se vias que me conduziram ao fenômeno e a oportunidade de interpretá-lo ao meu modo. Tentarei explicar através de uma causa mecânica, talvez ainda não considerada pela Ciência; e, sobre ela, aplicando a Teoria da Relatividade.
                   Vejamos:
      A superfície da Terra recebe continuamente uma quantidade imensa de energia luminosa  da qual grande parte é agregada à matéria que compõe a crosta, em especial, através do mundo vegetal. Isso faz com que o planeta aumente a sua massa a cada dia e, conseqüentemente, reduza sua velocidade de rotação e, logicamente a de translação. Isso porque ele é portador de um impulso primitivo que não é renovado, e, como ocorre com os nossos satélites artificiais, depois de algum tempo, são vencidos pela gravidade e retornam à Terra numa órbita espiralada. Assim, sua desaceleração vinha sendo feita gradualmente num ritmo lento o mesmo que vinha incorporando instintivamente nos seres vivos que habitam a crosta terrestre.   Por isso, o biorritmo de todo organismo vivo que se formou durante milênios na superfície do planeta acompanhou o mesmo ritmo da desaceleração. […]

Portanto,  sob este comando que está impresso em nosso código genético, assim como de todos os seres vivos, nada deveria ser antes e nem depois do que está programado biologicamente. O que nos caberia, seria desenvolver a  nossa sensibilidade nata para perceber o momento certo de cada coisa para vivermos harmonicamente dentro do nosso tempo. No entanto, isso não está ocorrendo porque um fator até há pouco tempo despercebido, está dessincronizando o tempo de rotação da Terra, cada vez mais lento, aquém do que seria normal, e do biorritmo, mais rápido,  impresso por ela mesma nos seres vivos desde  épocas remotas, até o início da utilização dos combustíveis fósseis como fonte de calor.
      Exemplifiquemos:                                                                             
                                                                                                      
      Num carrossel de parque de diversões temos 32 cadeiras dispostas de 4 em 4 sobre 8 raios eqüidistantes. Se 8 pessoas de peso mais ou menos igual sentarem-se nas cadeiras mais próximas do centro, o carrossel girará com “mais velocidade” do que se elas sentarem-se nos assentos externos. Neste último caso, o carrossel girará com “menor” velocidade já que o caminho percorrido por cada ocupante passará a ser “muito maior”, o que exigirá maior esforço do motor, caso se queira manter a mesma velocidade.                                              
     No início deste trabalho, fizemos referência a um anel composto por gases pesados que circundavam o equador da Terra, isso, logo após a consolidação da matéria mais pesada que à forma. Esses gases acompanhavam o movimento rotativo do planeta na mesma velocidade, porém descrevendo uma órbita muito maior, visto estarem muito acima da superfície. Ocorre que, durante a era de predominância vegetal, estes gases foram incorporados à matéria orgânica vegetal  para formar a biomassa que foi fossilizada; e, nesta nova consistência, armazenados em covas profundas, muito abaixo da superfície do solo, passou então, a descrever uma órbita em torno do eixo terrestre, muito menor do que aquela que, antes fazia, quando na forma gasosa. Assim, tais materiais ao se transferirem de uma órbita maior (externa) para outra menor (interna) conservando seu mesmo peso, transferiram, também, para o planeta uma velocidade maior ao seu giro. (Fase em que foram desenvolvidos os seres animados.) Comparando com o carrossel, é como quando os ocupantes das poltronas externas passam para as internas em pleno movimento indo acrescentar mais velocidade ao carrossel.                                                                        
     Portanto, “do apogeu da vida vegetativa, (quando começaram a ser criadas as formas de vida animadas) até o início das combustões de fósseis”, (quando se iniciou a Revolução Industrial) o movimento rotativo do planeta foi se desacelerando num ritmo mais ou menos constante,  fazendo imprimir esta cadência no código genético de cada ser em desenvolvimento.     
 

                                                                                                          
A partir deste evento, com o crescimento da combustão de materiais fossilizados para atender às mais diversas formas de consumo energético, os movimentos do planeta, (rotação e, conseqüentemente, o de translação) passaram a uma fase de desaceleração maior porque os elementos pesados e fossilizados que estavam sepultados seguindo uma órbita menor em torno do eixo,  uma vez queimados e gaseificados, passaram a reocupar órbita muito maior em torno do planeta motivando a redução de sua velocidade, do mesmo modo como ocorre quando as pessoas que estavam nas poltronas internas do carrossel se transferem para as externas.
 Dada a rapidez com que ocorreu esta alteração nos movimentos terrestres, os seres animados que habitam o planeta não tiveram o tempo hábil para realizar as modificações genéticas de adaptação ao novo ritmo uma vez que necessitariam centenas, ou mesmo milhares de gerações para efetuá-las.
      Vejamos agora as conseqüências destes fenômenos à luz da razão e da Teoria da Relatividade:
Nós nos deslocamos na superfície da Terra em torno de seu eixo numa velocidade supersônica constante de 1.666 K/H. Embora, seja qual for a velocidade de rotação do planeta o resultado encontrado seja sempre o mesmo, (40.000 km divididos por 24h), nosso dia terá, sempre, 24 horas, maiores ou menores, dependendo do tempo em que o planeta efetua uma volta. Ou seja: se a Terra aumenta ou diminui a sua velocidade de rotação, o tamanho dos dias, horas, minutos ou segundos aumentarão ou diminuirão de tamanho na mesma proporção sem que notemos conscientemente, embora percebamos desconfortos em nossos organismos. Isso porque eles não têm a versatilidade necessária para se alterar e acompanhar tal modificação no decorrer de umas poucas gerações. Se a rotação planetária vai se tornando mais lenta do que o biorritmo impresso em nossas células, a sensação que nos transmite é de que o nosso tempo está passando mais rápido. Isso porque, a nossa velocidade absoluta orbital realizada em torno do planeta, vem decaindo num ritmo mais acelerado do que seria se não tivesse havido a gaseificação dos elementos fósseis e o seu deslocamento para uma órbita externa muito acima da superfície terrestre. Tome-se, como exemplo, os passageiros de um trem bala que, depois de algumas horas de viagem se adaptaram à velocidade máxima. Quando é suprimida a força motriz, mesmo sem uso dos freios, a inércia individual que ficou gravada nas células dos passageiros ficou mais veloz do que as do trem, o que faz com que eles se sintam impulsionados para frente. A estrutura psicológica deles ficou com ritmos mais rápidos do que a estrutura do trem.  Assim, tem ficado o nosso trem global: mais lento enquanto nosso tempo passa mais rápido.
           Considerando os preceitos da Teoria da Relatividade: “se a velocidade com que nos deslocamos no espaço (em torno da Terra) diminui, o nosso tempo absoluto avança” e nos fica a impressão (o que é real) de que o tempo está passando depressa em nossas vidas.
 

Obs. – Este artigo é apêndice da Cartilha Ambiental Popular dirigida a médicos e biólogos para que analisem os efeitos deste fenômeno sobre os seres animados. COMENTEM.
 

 Antídio Teixeira

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8 Comentários

  • Alice disse:

    Sr. Antídio:

    Achei interessantíssimo o seu artigo, mas, confesso, fiquei até com medo de comentá-lo por tê-lo achado muito técnico. Creio que entendi parte do que o Sr. quis explicar, como por exemplo o nosso biorritmo interno em relação ao meio externo. É claro que todos temos um reloginho interno ao qual o nosso corpo se acostuma e que regula as nossas atividades e necessidades fisiológicas, dentre as quais, o sono.

    Por isso, nas questões dos fusos horários, quando nos deslocamos, por exemplo, do Brasil para a Austrália ou China ou Japão, com diferenças de até 12 horas, o corpo sente a diferença. Mas na matéria que o senhor expôs há questões de Física e Astronomia básicas que fundiram a minha cuca e não me pareceram muito claras e lógicas. Supondo-se que o Planeta Terra, como vários outros, tenha se originado da grande explosão, o Big Bang teria imprimido um movimento de rotação e ao mesmo tempo de translação à Terra. Entendo que ao cabo de milhares e até bilhões de anos esse movimento tenderia a ir se desacelerando tal quando rodamos um pião. No início, a velocidade é maior e depois vai diminuindo, diminuindo até parar. Mesmo que hajam forças de equilíbrio contrárias, entendo que esse movimento jamais seria uniforme e se desaceleraria. Mas nesse caso, se não mechessemos na nossa unidade de medida de tempo a sensação seria de que o tempo está custando a passar e não indo mais rápido, o que é exatamente o contrário do que o senhor alega.

    Por isso, não entendi essa parte. Poderia explicar melhor e se possível em linguagem mais simples que eu possa entender?

  • mgomide3 disse:

    Caro Antídio,

    Se bem apreciado e analisado, o trabalho acima, verifica-se que é produto da construção de um raciocínio, daí advindo seu grande valor. Usando uma liberdade que suponho seja adequado a este blog, passo a formular meu comentário que adquire um tom de crítica, pois a natureza de seu artigo – por formular uma hipótese – oferece portas abertas para uma boa polêmica.
    Você diz que há redução da velocidade de rotação da Terra e, logicamente, a translação. Há um equívoco aqui. A redução de rotação não implica necessariamente na da translação. Esse anel gasoso, segundo a teoria de Laplace, teria formado a Lua, mas tal teoria não conta com a aprovação geral dos cientistas. Alem disso, esses movimentos a que você se refere ocorreram numa época bastante anterior à da consolidação da crosta terrestre. E mais distante ainda à existência de vegetais. Você fala em velocidade do carrossel. Carrossel é um conjunto, um todo, um sistema e não pode ser considerado para apoiar seu raciocínio. Entendo que a referência deveria ser ao eixo. E, nesse caso, a velocidade do centro do eixo seria sempre a mesma; a das cadeiras em pontos diferentes é que seria diferente, pois a projeção angular seria diferente, conservando sempre o mesmo ângulo. Outra observação é a de que o dia solar tem realmente 24 horas, mas essa medição é relativa (em relação do Sol) pois a rotação verdadeira da Terra, o dia sideral, é completada em 23 horas e 56 minutos. Ademais, a medição do dia solar é feita pelo relógio de césio, que não tem acusado divergência na contagem do tempo.
    Quanto à sensação do povo de que o tempo está mais rápido, na minha interpretação isso se deve à aceleração das referências da atual civilização tecnológica. Isso é fato, mas é conseqüência dessa agitação gerada pela estrutura econômica e suas conseqüências tecnológicas. Observe que, em função do lucro, tudo tem que andar mais rápido: o avião, a comunicação, o crescimentos de árvore frutífera, o amadurecimento da fruta, o crescimento do frango e do boi. Isso afeta o biorritmo humano, que é naturalmente estabelecido pelo cromossomo, mas é artificialmente acelerado pelas exigências da atual “lucro-civilização”. Daí a conseqüência, geralmente chamada de “estresse”. Talvez sua teoria se ajustasse melhor a essa abordagem, pois é certo que cada espécie de ser vivo tem o seu próprio ritmo de vida, inscrito no código genético.
    Terminando, quero registrar que seu esforço e trabalho mental em formular uma hipótese é digna de louvor e admiração. São pensamentos como esse que fornecem aos cientistas as bases teóricas advindas de cérebros privilegiados. Ademais, tenha em conta que minhas observações são pessoais e sujeitas a contestações e erros, pois estou certo de que não sou onisciente. Apenas tomei a liberdade de lhe oferecer o meu pensamento, redundando neste comentário.

  • Antidio Teixeira disse:

    Alice:
    È com prazer que registramos sua passagem periódica pelo DDD.
    Menor familiaridade com os fenômenos espaciais, realmente, deixa as pessoas meio atordoadas diante deles. Mas, com um pouco de exercício, a compreensão se fará presente. Suas dúvidas, provavelmente, serão as mesmas de muitos outros internautas; portanto, o assunto ficará extensivo a todos. Vamos ao bioritmo:
    Você já deve ter visto algum conta-giros, pelo menos em rodas de bicicletas. Um estilete fixado em qualquer ponto da roda faz acionar um contador instalado no chassis do veículo. A cada passagem do estilete pelo contador, este registra uma volta. Agora veja: o Sol emite radiação e força de atração constantes sobre a Terra, cujo ponto de atuação maior pode ser comparado com um estilete luminoso fixo no Sol. A Terra gira em torno de si mesma diante do Sol. Se considerarmos qualquer ponto sobre sua superfície como referência, este ponto funcionará como se fosse o contador de giros porque, todas as vezes que ele passa mais perto do “estilete luminoso”, são meios-dias neste local, e registrará a conclusão de mais um ciclo e início de um outro novo. Então, o bioritimo dos seres, que é imutável, foi pautado, desde suas gestações, no ritmo pulsado pela Mãe-Terra, em divisões entre o máximo de radiação e atração ao meio-dia e o mínimo à meia-noite, e continuará obedecendo a ele pelo resto da vida embora a matriz Terra tenha tornado sua pulsação mais lenta do que devia.
    Você já reconheceu que o impulso inicial dado pelo big-bang vai se reduzindo gradativamente ao longo de milhares de anos. Isso é natural e os seres, através de multiplas gerações, vão modificando, não só o biorritimo, mas toda sua estrutura física para se adaptarem às novas condições.
    Ocorre que, com a desaceleração da velocidade de rotação terrestre acima do normal, conforme explico no artigo, e cuja causa é a excessiva concentração de gases pesados compondo a atmosfera intertropical, o bioritimo dos seres humanos assim como dos animais se desajustam da pulsação planetária e, acredito que isso seja responsável pelo comportamento anormal que tem sido registrado, não só entre os humanos como, também, entre muitos animais como no caso de baleias e golfinhos que se perdem, ou que se suicidam em massa, assim como aves migratórias que perdem seus roteiros.
    Com relação a aceleração do tempo:
    De acordo com a Teoria da Relatividade, a velocidade da luz (quase) 300.000 Km/Segundo é uma constante e referência no Universo. Nada poderá ultrapassar esta velocidade, quando, teoricamente, o tempo passaria a se reverter. Nas décadas de 940/60, sei que não foi do seu tempo, havia umas revistas de aventuras em quadrinhos: GIBI e o GLOBO JUVENIL. Neles, havia uma família de heróis chamada Márvel: Capitão Márvel, Capitão Márvel Jr. e uma moça Mary Márvel. Eles eram protegidos de um velho sábio chamado Shazan, que habitava um castelo fincado sobre os rochedos da eternidade. Os heróis eram invulneráveis, possuiam uma força descomunal e tinha a faculdade de voar em velocidades vertiginosas. Quando eles, em suas aventuras, necessitavam voltar ao passado para modificar qualquer coisa da história real (da estória) ou desvendar um mistério, eles se deslocavam à toda velocidade até superar a velocidade da luz quando passavam a regressão do tempo até a época que desejavam. É estória, mas fortalece o entendimento porque baseiam-se em afirmações científicas de que, se um corpo se deslocar no espaço com a velocidade da luz, também se converterá em luz. Entre alguns exemplos, citavam que se uma nave se deslocasse no espaço durante um ano com velocidade próxima à da luz, quando estes astronautas retornassem à Terra, já haveria passado muitos anos terrestres e seus parentes e amigos estariam velhinhos e, muitos deles já teriam morrido.
    No nosso caso, é o contrário. A Terra, no meu entender, perdendo sua velocidade de giro mais rápido do que devia, está acelerando o tempo para quem habita sua superfície.
    Abraços,
    Antídio

  • Alice disse:

    Senhor Antídio:

    O assunto, como disse, é curioso e desafiador e continuo esforçando-me por entender, já que gosto desse tipo de matéria. Sua segunda explicação deixou-o mais claro para mim e eu achava que estava entendendo tudo até que… o último parágrafo, Sr. Antídio, o último parágrafo da sua explicação é que não condiz e volta a me deixar confusa, de novo. Por que se a Terra perde a sua velocidade de giro mais rápido que o normal importa em ” acelerar o tempo para quem habita na superfície”?
    Esse “acelerar o tempo” é que não entendi. Isto não contraria as leis da Física?

    Nesse sentido, e sem querer desmerecer a sua intrigante teoria, a explicação do senhor Gomide me pareceu mais lógica. Como conciliar as duas?

  • Administrator disse:

    Finalmente, tive um tempinho para chegar nesta discussão. Não o fiz antes porque queria estudar melhor o assunto que, percebi, não é de fácil compreensão para a maioria das pessoas.

    Por isso, antes que o assunto enverede por outros caminhos e se desvie do ponto central, resolvi meter minha colher, mesmo sem ter tido rempo de estudá-lo.

    No pouco que vi, o que pude concluir até agora é que o Antídio está correto quando diz termos a sensação de que o tempo passa mais rápido hoje do que no passado. Pretende justificar sua teoria nas leis da Física, na Teoria da Relatividade, na Astronomia e até na Astrofísica. Todavia, desculpe a franqueza, isto deixa o leitor mais confuso ainda, porque poucos têm a capacidade de enxergar e justificar a conclusão a que o autor quer chegar. Chegar, até chegam, mas não entendem os porquês. Confesso que para mim isto também não ficou muito claro.

    Concordo sim que a sensação da passagem do tempo mais rápido existe, mas justifico-a mais pelas explicações do Maurício Gomide, menos técnicas, porém, mais racionais, inteligíveis e aceitáveis. Acho sim, não com muita certeza, de que seja o ritmo de vida atual, a globalização e a evolução tecnológica, principalmente na área de comunicação, que nos transmite essa falsa ilusão. Vivemos um ritmo frenético e com um constante encurtar de distâncias, seja pela velocidade com que as coisas acontecem, seja pela velocidade dos meios de transporte ou de comunicação.

    Para dizer que não seja apena uma falsa ilusão dos sentidos seriam necessárias muitas, muitas provas científicas que, suponho, ainda não existem.

  • Antidio Teixeira disse:

    Alice:
    De acordo com a Teoria da Relatividade, um corpo em movimento tem sua massa aumentada proporcionalmente à sua velocidade, assim como todas as atividades mecânicas e biológicas sofrem um retardamento. Uma experiência pratica foi feita pelos russos quando lançaram o primeiro sputinik que foi munido com um relógio de alta precisão com horário acertado com outro igual mantido no laboratório. Terminado o tempo útil do satélite depois de quatro anos (salvo engano) o relógio astronauta apresentava sensível atraso com relação ao seu similar fixo em terra. No nosso ponto de vista, a nossa situação é inversa, uma vez que a volocidade supersônica com que circulamos em torno do eixo terrestre, vem diminuindo. Porisso, concluímos que com menor velocidade de deslocamento, as nossas atividades biológicas têm aumentado, dando-nos a sensação de mais velocidade na corrida do tempo. É, apenas uma hipótese. Sugiro que você pesquise no Google, sob títulos: Teoria da Relatividade, Espaço X Tempo e outros relativos ao asunto. Confesso que não consegui montar um exemplo prático para facilitar seu entendimento do ítem solicitado. Mas, continuo à sua disposição e de outros internautas para debater a causa fundamental do desequilíbrio ambiental. Bom fim-de-semana.
    Antídio

  • Antidio Teixeira disse:

    Maurício:
    Alguns problemas pessoais não me permitiram ainda opinar sobre seu comentário deste artigo. Talvez, antes que eu o faça, algum internauta particimante se manifeste como fez a nossa companheira Alice. Bom fim-de-semana e nosso abraço.
    Antídio

  • Antidio Teixeira disse:

    Caríssimo Maurício:
    Conforme anunciei, resolvi dar um tempo para começar a discutir seus pontos de vista com relação a este artigo. Vejamos:
    “A redução de rotação não implica necessariamente no de translação.”

    Posso estar errado, mas entendo que os dois movimentos são sincronizados. Logicamente, se a Terra gira mais lentamente, sua órbita elíptica diminuirá na mesma proporção; caso contrário, o fechamento do ciclo anual ficaria incompleto, fechando-o com um número de dias maior do que os 365,25 como no nosso calendário.

    “Este anel gasoso, segundo a Teoria de Laplace, teria formado a Lua.”
    “Esses movimentos, a que você se refere, ocorreram numa época bastante anterior à consolidação da crosta terrestre. E mais distante, ainda à existência de vegetais.”

    Sabemos que em qualquer parte do Universo, seja em nossas cozinhas ou nas galáxias, tudo se movimenta e se transforma simultaneamente. Por isso, quando nos referimos a determinado momento evolutivo, temos apreciar todos os fenômenos possíveis ocorridos no mesmo dentro de um quadro fotográfico, estático e racional. E o momento ao qual nos referimos, foi aquele em que os metais pesados componentes do núcleo do planeta já estavam suficientemente consolidados e com o solo resfriado. Naquele instante, que deve ter durado alguns milênios, os elementos gasosos como o carbono, por serem mais leves e inconsistentes, flutuavam; e, sujeitos à ação da força centrífuga, estenderam-se sobre a linha equatorial formando um anel que, aos poucos, com o aumento do resfriamento, alargou-se formando cinta. Neste ponto, sob a proteção da cinta sobre o solo, neutralizada a ação dos raios cósmicos, começaram as primeiras manifestações da vida vegetal com a formação de planctons.

    Quanto a Teoria de Laplace, hoje que sabemos que a Lua é constituída dos mesmos elementos que constituem a Terra, concluímos que ela não poderia ser originada dos gases que compunham o anel que presumo que tenha havido, no qual predominava o carbono, como também são os anéis de Saturno.
    Este carbono foi absorvido pela vida vegetal para constituir a biomassa que foi fossilizada e, hoje, a utilizamos como combustíveis.

    “Carrossel é um conjunto, um todo, um sistema e não pode ser considerado para apoiar o seu raciocínio. Entendo que a referência deveria ser o eixo. E, neste caso, a velocidade do centro do eixo seria sempre a mesma; e as cadeiras em pontos diferentes é que seria diferente, pois a projeção angular seria diferente, considerando sempre o mesmo ângulo.”

    Antigamente, os planetários eram mecânicos; quando se acionava uma manivela, todo Sistema Solar era ativado e era mostrado os movimentos de rotação e de translação dos planetas e satélites. Hoje, já não existe isso nas escolas que têm déficits até de carteiras e cadeiras. Como exemplo de mecanismo mais adequado para demonstrar a causa da redução da velocidade de rotação terrestre, nada mais perfeito e adequado à compreensão do fenômeno do que o carrossel. O que dá para entender é que o nosso nobre, culto e amigo comentarista, possuidor de uma visão excepcional sobre os fenômenos da Terra, do Céu e da Alma, tenha observado o fenômeno por outro ângulo fora do meu alcance.

    “outra observação é que o dia solar tem, realmente, 24 horas. Mas essa medição é relativa (em relação ao Sol) pois a rotação verdadeira da Terra, o dia sideral, é completada em 23H. e 56 M..”

    Com relação à duração do dia, referimo-nos ao dia solar de 24 horas, ou seja: a cada giro completo do planeta em torno de si mesmo, seja com que velocidade for.

    “Ademais, a medição do dia solar é feita pelo relógio de césio, que não tem acusado divergência na contagem do tempo.”

    Quanto aos relógios de césio, ou de qualquer outro tipo, eles não estão excluídos das variações velocidade X tempo previstas na Teoria da Relatividade e comprovado na prática em experiência feita pelos russos quando lançaram o primeiro satélite artificial.
    Forte abraço e uma boa semana é o que desejo a você e demais internautas.
    Antídio

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