Sim, eles existem, sempre existiram e vão continuar a existir. Estiveram e estão espalhados por todos os países do mundo. O grande problema é identificá-los, saber como e em que circunstâncias agem e quando voltarão a agir. Aí, assola-nos a primeira pergunta: "E no Brasil? Quem são eles e onde estão?"

O leitor mais apressado diria: "Ora, em conjunto ou sem a participação do Presidência da República, são os políticos e estão no Congresso Nacional." Meia verdade, porque ali, está apenas "a maioria deles". Os traidores são muitos, usam disfarces, estão infiltrados em várias esferas do poder e em outras nem tão diretamente ligadas a ele. Além da Política, (em nível federal, estadual e municipal), podemos encontrá-los nas ONGs de natureza religiosa, econômica, assistencialista ou ambientalista, nos bancos mundiais, nos tribunais de justiça, nos ministérios, na diplomacia, nos serviços de espionagem e inteligência, na mídia falada, escrita e televisiva e até (pasmem!) nas igrejas e universidades. Assustaram-se? É para assustar mesmo, pois é a mais pura verdade.

A pulverização e infiltração dos traidores em locais estratégicos variados é para confundir e evitar a sua identificação. Mas o que parece uma dispersão e atuação de grupos isolados é, na realidade, um conjunto de ações bem coordenadas e habilmente comandadas pelos detentores do poder em nível mundial.

Quem financia os traidores e como eles são arregimentados?

A motivação dos traidores é a mesma de sempre: o dinheiro, o "reconhecimento", o enriquecimento ilícito, rápido e fácil. Os patrocinadores, as grandes potências estrangeiras, interessadas nas ampliações de seus domínios e nas riquezas dos países emergentes, como o Brasil. Entre os financiadores, poderão estar organismos não políticos (conglomerados econômicos) ou políticos, com objetivos imperialistas ou de natureza puramente econômica. Nesse sentido, o Brasil é um alvo prioritário: um país militarmente fraco, de extensas áreas de baixíssima densidade demográfica, possuidor da maior reserva mundial de água doce, de energia abundante, matérias primas minerais de alto valor econômico e estratégico, petróleo, ouro, grande biodiversidade, grandes rebanhos de animais e fartura de alimentos. Não, o que este país possui (não na visão dos brasileiros patriotas), tem que ser divido ou repassado para as grandes nações, que já sentem a falta de vários desses bens.

O melhor é que para tomar isso do Brasil, um país pacífico por natureza e com uma população socialmente alienada, nem é preciso a guerra. Nenhum disparo precisa ser dado. Basta usar bem os "traidores da pátria", as pressões econômicas, a opinião pública convenientemente iludida pela propaganda governamental e pela mídia comprometida, a estratégia política e a diplomacia. E é o que está sendo feito. Nossas forças armadas, embora conscientes do perigo, chegando mesmo a fazer alguns alertas pontuais, estão engessadas, desequipadas e amordaçadas e, assim, nem oferecerão resistência, porque sequer haverá conflito bélico.

O STF decidirá, no primeiro trimestre deste ano de 2009, sobre a legalidade da demarcação contínua da TI Raposa Serra do Sol. Se confirmar a demarcação contínua, como parece que irá confirmar, teremos aí configurada mais uma traição à pátria, pela sucumbência do nosso venerável órgão máximo de justiça, às pressões internacionais das grandes potências mundiais, os maiores interessados, e a submissão do país a problemas de soberania e segurança nacional.

Na tentativa de "destrinchar" o assunto, – não isoladamente o da demarcação da TI Raposa Serra do Sol – , mas o da sua correlação com tantos outros em que estão envolvidos os "traidores da pátria", fizemos mais do que simplesmente pesquisar: trocamos emails com várias personalidades capazes de explicá-lo, dentre as quais, destacamos o Professor Marcos Coimbra, Conselheiro da Escola Superior de Guerra, que nos autorizou a publicar o esclarecedor artigo abaixo, de sua autoria. A excelência da matéria dispensa maiores explicações e comentários. Leiam e concluam::

 

HERÓIS E TRAIDORES DA PÁTRIA

Prof. Marcos Coimbra

Membro efetivo do Conselho Diretor do CEBRES, Professor aposentado de Economia na UERJ e Conselheiro da ESG.

Artigo publicado em 01/09/2008 no Vila em Foco

Em recente reunião, debatendo sobre a grave questão da demarcação de áreas indígenas, em especial sobre a denominada região Raposa/Serra do Sol, e seus desdobramentos sobre o futuro do país, enquanto Nação soberana, independente e autônoma, surgiu em paralelo uma lúcida discussão sobre quem figura e quem figuraria na História do Brasil, como herói e como traidor da Pátria. Houve unanimidade quanto aos heróis. Afinal, não há como negar o exemplo de coragem, brasilidade e desprendimento de vultos como Tiradentes, Duque de Caixas, Barão do Rio Branco, Tamandaré, Brigadeiro Eduardo Gomes, Santos Dumont, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias, o índio Felipe Camarão, do anônimo soldado da FEB que lutou na Itália e outros.

Porém, no relativo aos traidores da Pátria houve dissenso. O ilustre brasileiro Jornalista Barbosa Lima Sobrinho já definia, com muita clareza, que no Brasil só existiam dois partidos políticos. O dos heróis, representados por Tiradentes e o dos seguidores do traidor Joaquim Silvério dos Reis. Mas, um participante argumentou, com propriedade, que Silvério teria sido um traidor sob a ótica de nós, brasileiros, mas não para os portugueses, a quem servia, sendo natural da nossa então matriz. Também foi lembrado o eterno Calabar, quase com unanimidade, mas apenas houve consenso em Judas, como traidor universal.

Analisando friamente, se isto é possível, a iminente perda de mais da metade do território nacional, representada, de início, pela demarcação irresponsável de vastas áreas do Brasil para indígenas (agora já criaram também os "quilombolas"), por "coincidência" justamente onde já estão mapeadas e conhecidas vastas riquezas e recursos naturais, que, no decorrer do tempo serão arrancadas do nosso país, sob qualquer pretexto, algumas reflexões se fazem necessárias.

Qual o país do mundo que, por "vontade própria", sem o disparo de um tiro sequer, abre mão de um milímetro do seu território sem resistência armada? Em que lugar se escondem as autoridades (ir)responsáveis, por omissão, covardia, cumplicidade, leniência ou por outro motivo qualquer, que não reagem contra o crime de lesa-pátria a ser perpetrado? Onde está o povo brasileiro que assiste passivamente, anestesiado, amorfo, sem protesto à perda de recursos naturais que podem transformar o país em uma das maiores potências do mundo, propiciando uma elevada qualidade de vida aos seus cidadãos? Imaginem isto acontecendo na Argentina, por exemplo. Os bravos "hermanos" já estariam nas ruas, protestando em greve geral e com um feroz "panelaço". Será que o Brasil não fabrica mais Homens como no passado, quando tivemos Plácido de Castro, Marcílio Dias e tantos outros?

A maioria de nosso povo não sabe o que está acontecendo de fato. Pensa apenas em sobreviver, com as "bolsas-esmolas" ou com os empregos de baixa remuneração existentes, ou talvez ocupados com o samba, o futebol e o carnaval. Porém, existe uma parcela do povo conhecedora do que está em jogo. E é justamente esta que decide. Ela está principalmente nos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. A disputa não é entre "arrozeiros" e índios desprotegidos da época de José de Alencar. Se o leitor quiser apurar o que está sendo escrito aqui, pode entrar nas páginas do Greenpeace, do WWF-Brasil, da FUNAI e outros menos votados. Vai encontrar uma perfeita sintonia, uma ação orquestrada entre eles, com o mesmo objetivo.

Não é por acaso que dirigentes de órgãos governamentais que decidem, ignorando o Congresso, os locais que devem ser ocupados nas demarcações foram, são ou serão integrantes das ONGs e assemelhados. Inclusive, alguns financiados por governos estrangeiros. O G-7 e até potências emergentes estão carentes de nióbio, petróleo, bauxita, urânio e outras riquezas encontradas em abundância exatamente nas áreas que estão sendo entregues. Por isto, eles querem a Serra da região Raposa/Serra do Sol. O argumento falacioso de que a propriedade da terra (solo e subsolo) é da União, possuindo os indígenas apenas o usufruto não se sustenta, quando observamos a prática nas regiões já demarcadas.

Não existem coincidências. Há planejamento e ação decorrente. Por que autoridades brasileiras assinaram na ONU a famigerada declaração universal dos direitos indígenas, ao contrário de EUA, Austrália, Nova Zelândia etc? Por que as Forças Armadas brasileiras estão sendo deliberadamente sucateadas, ao longo do tempo, retirando-lhes a capacidade de cumprir com sua destinação histórica e constitucional? Por que o cidadão brasileiro está sendo desarmado, através de campanhas financiadas do exterior, executadas por sicários estrategicamente posicionados, com ampla cobertura da mídia? Por que os órgãos de comunicação, com raras exceções, não divulgam a verdade sobre o assunto, ao invés de praticar o reducionismo de tentar iludir a opinião pública, desinformando por intermédio da falsa assertiva de que a luta é entre o fazendeiro branco mau e o índio desprotegido e nômade? Por que não esclarecem que estes índios falam inglês, usam celulares e Pcs?

Por que a pressão externa intimidatória de organismos internacionais e governos estrangeiros que chegaram ao acinte de mandar um representante da ONU ao país, na véspera da decisão do STF? Por que permitir a "palhaçada" de índios com o diploma de advogado, de toga, pintados de guerra a exercer pressão psicológica dominante no plenário do STF? Por que se ater a tecnalidades jurídicas e figuras poéticas para tentar esconder a verdade? Por que ignorar que a maioria dos índios que defendem a posição do G-7 são orientados por órgãos estrangeiros, sendo movimentados de lugar, por ordem externa, de acordo com a existência de riquezas ou não nos territórios a serem ocupados? Por que ignorar os indígenas que são contra? Por que nossas autoridades não aprenderam com a dura lição da Iugoslávia, do Iraque, do Kosovo, da Ossétia do Sul etc? Por que atribuir a onze pessoas, nomeadas por indicação política, a incomensurável responsabilidade de decidir sobre o futuro do país?

Nossos descendentes reverenciarão quais novos heróis e desprezarão que novos traidores da Pátria?

Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br

Sítio: www.brasilsoberano.com.br

E então? Você já conseguiu identificar alguns "traidores da pátria" e agentes da cobiça internacional no Brasil? STF (maioria), Ministro das Relações Exteriores, Ministro da Agricultura, Ministro da Defesa, ONGs internacionais, missões religiosas estrangeiras, lobbistas, bancada ruralista, BID, BIRD, Banco Mundial, ONU, CIR-Conselho Indígena de Roraima, CIMI-Conselho Indigenista Missionário, WWF-Brasil, Survival International… Consegue ver alguns deles mais claramente agora? Se sim, conseguimos passar o nosso recado.

Talvez você também se interesse por estes artigos correlatos:

Blogger PostBookmark/FavoritesDiggEmailFacebookGoogle GmailGoogle+LinkedInPrintFriendlyTwitterYahoo MaildiHITTShare

4 Comentários

  • Através de email hoje recebido do Prof. Marcos Coimbra, foram-nos enviados 3 novos artigos e indicações de dois outros importantes blogs – além do do próprio autor – que abordam questões relacionadas ao tema. Afora isso, informamos que teremos em mãos, em breve, um exemplar do livro “Brasil Soberano”, de autoria de Marcos Coimbra, a ser lançado no próximo dia 23 de março, e de onde analisaremos algumas informações relevantes, comentando-as aqui, para todos os nossos leitores

    Tão logo possível, iremos começar a publicação de alguns dos artigos indicados, acrescentados da nossa avaliação. A intenção é publicar uma série que, aliás, já iniciamos. Só falta dar-lhe o nome.

    No artigo acima, a referência a uma possível participação do Greenpeace na trama de traição contra o Brasil não pôde ser inequivocamente comprovada, nem pelo autor da matéria (escrevemos a ele sobre isso e o mesmo apenas admitiu uma remota possibilidade). Existem apenas “hipóteses” e, mesmo assim, de participação involuntária, ao denegrir a imagem do Brasil quanto à sua capacidade de gerir as questões ambientais na Amazônia. Sob esse prisma, até eu e muitos outros ambientalistas seríamos traidores da pátria, pois “metemos o pau no Brasil”. Assim, até prova em contrário, excluo o Greenpeace do rol dos traidores da pátria. Se alguém souber de algo concreto e comprometedor que nos remeta à posição contrária, por favor, informem.

  • Carlos Andrade Santiago disse:

    Muitro boa esta sua matéria. Seria interessante se pudessem dar nomes aos bois, porque o povo precisa saber quem são.

    Quanto aos corruputos sob processo, a revista Veja deste mês (ou seria a “ISTO É”?) saiu com uma matéria de capa. Seria ineressante que vocês lessem e comentassem.

  • Preciso de informações, sou professor na cidade de Juará MT e atendemos alunos das aldeias indigenas da regiao do rio Jaú e Rio dos Peixes, indios que receberam aproximadamente 18.000 hectares de terras de pastagens e querem ajuda sobre um possivel reflorestamento nas região mensionada. longe de tudo e de todos fica dificil passar aulguma solução ou projeto para os mesmos. Aguardo noticias!!!!!

  • Elizabet Hrna disse:

    As a Newbie, I am permanently browsing online for articles that can help me. Thank you

1 Trackback or Pingback

Deixe uma resposta

Previous Post
«