ENERGIA… A essência de tudo

05/02/2009
by Antidio Teixeira

ENERGIA…

a essência de tudo

(Artigo na íntegra e revisado)

                                                                                             Antídio S.P.Teixeira

Aos Internautas:

(Mesmo que o assunto abaixo não lhe desperte interesse, repassá-lo a todos os seus correspondentes será uma forma de contrbuição na divulgação do estado de degradação ambiental da Terra e dos perigos que nos espreitam.)

O mundo já não se preocupa tanto com as reservas de carvão, petróleo e gás natural; e sim, com outras formas de energia limpas e renováveis que deverão substituí-los, já. Dito isso, vocês ficaram SABENDO, se é que confiam no que afirmo; e, por sua vez, também afirmarão para outras pessoas com convicção absoluta, embora nada entendam do que afirmam.

Saber e Entender

Embora os dicionários não estabeleçam grande diferença entre os dois termos, SABER é estar superficialmente informado de possíveis acontecimentos por fontes convencionais aceitas como confiáveis. Já ENTENDER, é algo mais profundo que muito depende do "sentir" intelectualmente. É conhecer os acontecimentos em suas partes componentes mais íntimas e históricas. É uma visão global que não deixa dúvidas. Existem indivíduos que são verdadeiros "poços de saber"; portadores de amplos conhecimentos "decorados" são capazes de desenvolver empolgantes palestras sobre diversos assuntos, conquistando a confiabilidade de quem não conhece o assunto a fundo. Porém, na prática, são incapazes de desatarem o nó mais simples, dentro da matéria que tão bem explanou. Um hábil motorista, p.ex., pode ter notável desempenho na condução de um veículo. Mas, normalmente, quase nenhum deles têm noção dos princípios físicos que atuam na função de cada uma das peças do mecanismo.

No ano passado (2.008) o Ministro Fernando Hadad da Educação, em entrevista à Revista Veja, declarou que, em pesquisa nacional realizada por seu ministério, ficou constatado que 70% dos professores universitários nunca participaram de aulas práticas em laboratórios. Ora, sem desenvolver a sensibilidade que a experiência proporciona, o que eles podem transmitir aos professores primários e estes aos seus alunos senão o saber decorado nos livros?

É esta dificuldade que temos encontrado entre nossos leitores para que entendam a gravidade e a causa básica dos fenômenos degenerativos do meio ambiente, a extensão e a velocidade de expansão com que ameaçam a vida animada em nosso Planeta.

Na tentativa de suplantar esta dificuldade, escrevemos o artigo a seguir, mostrando que tudo que existe tem uma série de princípios "antecessivos" até chegar a um único (ENERGIA) e comum a todos, embora em diferentes fases de manifestação.

Para muitos leitores que têm vivência experimental em ciências naturais, não será difícil entender a nossa exposição, porém, para os demais chegarem ao mesmo entendimento, será necessário um pouco mais de esforço intelectual. Para descortinarmos uma visão ampla de qualquer fenômeno que se vê, se ouve ou se sente, é necessário que estejamos identificados com o "todo universal" para que, nele, se possa avaliar a sua integração e influência no meio.

A VIDA EM NOSSO PLANETA, – não é mais que um instante na eternidade em que algumas manifestações energéticas de variadas freqüências e intensidades se congregaram em algum ponto do universo para se materializarem como astros; e daí se desenvolverem na formação seqüencial de vidas minerais, seguidas pelas vegetais e, depois, as animadas que virão emitir vibrações, progressivamente mais inteligentes, e em várias freqüências; estas irão se incorporar a algo em formação, ou já existente, em uma nova dimensão além do espaço e do tempo, e fora do alcance de nossa atual compreensão.

A HUMANIDADE é o coroamento de todas as formas de vida como "um todo" e, jamais, encontrará o seu caminho natural em paz sem que, antes, entenda de onde vem, onde está e onde deveria estar para cumprir sua meta final e desconhecida.

ENERGIA – é a força que, em diversas modalidades de intensidade ou de freqüência, está presente em todas as coisas que existem, compondo-as ou influenciando as que já estão compostas: da luz, uma de suas manifestações, aos astros já materializados; tudo aquecendo, iluminando, movimentando, atraindo ou repulsando. Na matéria, como movimento, ela mantém coesos os elétrons circulando em torno dos núcleos para formação dos átomos; e, nesta ação, desenvolvem a força magnética que congrega estes para a formação das moléculas; quando átomos de diferentes elementos se atraem, compõem as moléculas de ácidos, bases e sais que, por sua vez, servem de alicerce para constituição da matéria orgânica. Movimento, luz, calor, eletricidade, raios X, infravermelhos, ultravioletas, magnetismo, gravidade, centrífuga, etc., são formas de energia em diferentes ritmos de vibração, aceleração e de concentração que se dispersam no espaço cósmico; oras materializados ou agregados à matéria já formada, incitando-as ao movimento e à evolução. Portanto, matéria é energia concentrada, conforme explicou Einstein em sua célebre fórmula E=M.c2, assim traduzida: ‘energia é igual à massa X a velocidade da luz elevada ao quadrado. Sua comprovação veio com as explosões de bombas atômicas que, em fração de segundos, fazem liberar no espaço todos os componentes energéticos contidos no material explodido: luz, visível; calor, percebido na fundição de metais e carbonização de outros materiais; e movimento, quando imensa massa fluida formada momentaneamente dentro da atmosfera impulsiona, violentamente, para longe do centro da explosão, todas as formas de matéria, sólida, líquida ou gasosa em seu entorno. E libera, também, outras radiações menos perceptíveis, porém nocivas a todas as formas de vida.

Portanto: "se, comprovadamente, matéria é energia concentrada; e, logicamente, energia é matéria em estado de dispersão".

Temos dois níveis de concentração energética:

a) a energia atômica que mantêm congregados os componentes dos elementos simples e básicos, cujos átomos são indivisíveis e inalteráveis por processos mecânicos e que são identificados na Tabela Periódica. De formação mais antiga, compuseram o núcleo primitivo de nosso planeta. São os metais e metalóides. Os primeiros, que se caracterizam por serem eletropositivos, são todos sólidos à temperatura ambiente, com exceção do mercúrio que, nesta circunstância, é líquido. Já os metalóides, eletronegativos, apresentam-se nas três formas, dependendo da temperatura e da pressão que os envolvem. Assim, o enxofre é sólido em nossa temperatura ambiente; líquido ao atingir a sua temperatura de fusão, +115ºC; e daí em diante, se evapora e, combinado com o oxigênio, forma o perigoso anidrido sulfuroso (SO2) que, em contacto com a água, ou apenas a umidade, se transforma em ácido sulfúrico (H2SO4), altamente corrosivo.

b) -o restante da matéria existente em nosso planeta é a combinação dos elementos entre si, e os formados a partir dos ácidos, bases e sais, seguindo em sucessivas e variadas combinações e misturas, agregados pela energia luminosa captada do Sol através da fotossíntese, a matéria orgânica, desde os planctons até nós.

Normalmente, quando falamos em energia, logo é entendida como sendo elétrica. Não; como acabamos de explicar, esta é, apenas uma modalidade energética; a mais versátil e mais facilmente transportável e utilizável no domicílio e na indústria. Facilmente a transformamos em luz, calor, frio e movimento. Para efeito de avaliação da potencialidade, produção e consumo, pode-se tomar como base a caloria que é o calor necessário para elevar em um grau a temperatura de 1 centímetro cúbico de água destilada ao nível o mar. (Já existem novas definições, mas em quase nada alteram seu valor).

Por isso, nós, e tudo que nos cerca, perto ou distante, somos amontoados energéticos. Somos, portanto, energia concentrada, materializada, vivificada e ativada por diversas outras formas de energia combinadas.

Até o meado do século XVIII, as condições de vida humana eram naturais; porém muito precárias comparando-as com as dos dias atuais, no que se refere à alimentação, vestuário, higiene, habitação e transporte. As necessidades alimentares e de outros bens de uso essencial, eram supridas pelos esforços da criatividade humana e a força animal na produção agrícola e nos transportes, às vezes auxiliadas por potenciais energéticos naturais como quedas d’água para movimentar moinhos, monjolos ou carneiros hidráulicos, estes utilizados para bombear água; ou, ainda, moinhos tocados pelos ventos, e também utilizados como força propulsora na navegação à vela. Estas foram as fontes energéticas naturais que seriam destinadas pela Natureza para servir à humanidade. As dificuldades para suprir a tais necessidades, faziam com que o contingente populacional humano fosse restringido pela mortalidade precoce, especialmente de crianças, o que motivava uma natalidade intensa para compensar, e as mulheres, normalmente, tinham de uma até mais de duas dezenas de filhos. Mas, a seletividade era rigorosa e, quase sempre, somente os mais fortes conseguiam sobreviver e atingir a idade reprodutiva para gerar proles mais aptas para superar as adversidades.

Ocorre que, a descoberta da transformação da hulha em coque e com este a fundição do ferro em alta escala, proporcionou a Revolução Industrial que modificou todo o comportamento sócio-econômico da humanidade e deu início a fase em que vivemos: contamos com elevados índices de desenvolvimento humano para minorias espalhadas entre vários países, em detrimento de condições de vida dignamente aceitáveis para as maiorias em cada um deles. Tais condições geraram graves atritos sociais espalhando a insegurança pela disputa de bens de consumo e, ainda implantaram modificações no meio ambiente que poderão ocasionar um desastre de proporções inconcebíveis.

Gradativamente, máquinas foram inventadas para substituir seres humanos nas tarefas mais árduas; mas, com o decorrer do tempo, os empresários proprietários das máquinas e introdutores de novas tecnologias de trabalho, passaram a substituir, indiscriminadamente, homens pelas máquinas, buscando maiores lucros pela venda de seus produtos; ou seja, usurpando dos trabalhadores o direito de ganhos para satisfazer às suas necessidades familiares. As primeiras vítimas desta exclusão foram os lenhadores, produtores e transportadores de carvão vegetal que alimentava as rústicas siderúrgicas de então, uma vez que a hulha convertida em coque produz muitas vezes mais calorias por unidade de mão-de-obra aplicada, tendo sido esta a principal causa do progresso que, hoje, conhecemos. Máquinas a vapor substituíram escravos nos engenhos; motores elétricos, possibilitaram a criação de indústrias têxteis que substituíram as fiandeiras e as máquinas de costura aposentaram, sem remuneração, alfaiates e costureiras artesãos diversos; com o petróleo movimentando veículos com maior capacidade e menor número de operadores por tonelada transportada, muitos postos de trabalho foram arrebatados pelo empresariado. Hoje, com a expansão da informática, muito reduziram a mão-de-obra técnica; até mesmo os quadros de profissionais de nível superior. Produzem mais barato e em grande escala, porque se mobiliza menor participação humana na produção; em compensação os contingentes excluídos do trabalho perdem as condições para consumir honestamente os bens oferecidos. Caminho mais justo e harmônico teria tomado a humanidade se a ganância de empresários tivesse sido sufocada pela ação de governos esclarecidos e fortes, capazes de elevar os preços dos produtos industrializados com elevados impostos sociais para distribuí-los com os excluídos dos mercados de trabalho, como, hoje, tardiamente, se faz com a distribuição de bolsas de benefícios sociais.

No início da Revolução Industrial, a energia obtida a partir de combustíveis fósseis era baratíssima porque a hulha e o petróleo eram obtidos em jazidas quase que à flor da terra, exigindo o mínimo de trabalho humano e ainda, não se tinha noção dos danos que causariam no futuro ao meio ambiente. Tais vantagens ofereceram determinada segurança aos investidores para aplicarem seus capitais com grandes margens de lucro. Só que estes lucros não eram fruto de um trabalho realizado por trabalhadores que seriam os próprios consumidores dos produtos fabricados; mas por uma força energética cuja função vital é manter concentrado e sepultado no seio da terra, o carbono gasoso e tóxico que, se no passado distante, tivesse tido liberdade total, teria impedido a formação da vida animada; e a sua liberação excessiva para atmosfera em mais de dois séculos, já começou a comprometer sua existência futura.

Assim, nasceu o capitalismo, em que as aplicações financeiras e especulativas (bolsas) passaram a ser mais rentáveis do que a remuneração pelas vendas de mercadorias obtidas com a aplicação dos mesmos no valores no trabalho produtivo.No entanto, os custos para obtenção de energia para satisfazer às necessidades sociais introduzidas com fins lucrativos, aumentaram; primeiro: pelo aumento da profundidade das jazidas de hulha e de petróleo, principais fontes energéticas, e das distâncias a serem vencidas desde os campos de produção até os locais de consumo; e segundo: pelo início da conscientização das diversas formas de poluição ambiental causadas pelas novas tecnologias aplicadas nas produções agroindustriais, o que obrigou aos produtores a investirem em proteção ao meio ambiente, e, com isso, aumentaram, os preços comerciais; mesmo assim, o marketing capitalista continuou a oferecer aos investidores, lucros futuros que não mais poderiam obter com a venda de produtos abaixo dos custos reais, o que fez estourar a bolha nos fins do ano passado, e o que impedirá, doravante, os lucros especulativos, sem os quais, não mais existirá capitalismo. Portanto, as moedas circulantes no mundo, há muito tempo já não mais expressavam valores reais, mas, sim aqueles que eram manipulados, para mais ou para menos, pelos respectivos governos, de acordo com os interesses de grupos especuladores dominantes. Portanto, moedas flutuantes não podem expressar valores de bens reais uma vez que a emissão daquelas nunca é proporcional à existência destes, razão porque os especuladores agem, ou agiam, livremente, fazendo festa com os recursos dos investidores incautos.

Necessitamos de uma moeda mundial que expresse valores nominativos reais; e é a energia o único bem que está presente, proporcionalmente, na composição dos custos de todos os bens e direitos reais produzidos. E a unidade básica de seu valor pode ser "a caloria". Portanto, o valor de cada bem seria calculado pelo somatório de todas as parcelas de cada forma de energia consumida desde a exploração, transporte, beneficiamento das matérias primas até o pós-consumo.

(Experiência: na década passada, adotamos um sistema, que poderá servir de base para estudos, para calcular direitos de associados em duas entidades beneficentes. A primeira delas, Associação Bahiana de Beneficência, de existência secular, possuía uma Caixa de Pecúlios cuja aplicação dos beneficiários era corroída pela inflação e, depois de trinta ou quarenta anos, por falecimento dos titulares, os beneficiários nada tinham a receber; e a Fraternidade de N.S. da Conceição, como forma de contabilização de aplicações preventivas de recursos numa caixa beneficente para assistência médica. Considerávamos a necessidade de uma correção de valores dos direitos de cada participante. Assim, a aplicação de hoje, equivalente ao valor de uma consulta médica ou de uma extração dentária, seria devido ao mesmo em qualquer época, assim como de uma cirurgia ou diária de internação hospitalar. Criamos, então "a Coroa" cujo valor unitário foi estabelecido com base na quantidade de calor emanado por cada unidade métrica de energia contida nas formas de combustíveis mais consumidos, e cujos preços comerciais seriam de fácil verificação pelas pessoas interessadas, na forma seguinte:

Gasolina automotiva comum…. litro = 11.100 Cal. =       preço _________

Óleo diesel……………………………. ¨    = 10.900   ¨    =    ¨     _________

Álcool  hidratado……………………..  ¨   =   6.400    ¨   =     ¨       _________

Gás de encanado (não natural)……..1 M3 =   4.300    ¨   =     ¨     _________

Energia elétrica doméstica………….1 Kva =      860    ¨   =     ¨        _________

                                            Total   33.560    ¨   =     ¨          X

                      X  Dividido por 33.560 X 10.000 = ao valor da Coroa

 

(A fórmula acima citada integra os estatutos da Fraternidade de N.S. da Conceição, registrados no Cartório de Pessoas Jurídicas do Rio de Janeiro, em 02/12/1994.)

Por este processo monetário, pelo valor pago por qualquer bem ou serviço, o consumidor ficará sabendo quanto de energia foi gasta e consequentemente com quanto de gases poluente contribuiu na gerarão da mesma, em todas as fases de processamento, desde a obtenção da matéria prima até o momento do consumo ou do uso. P.Ex. – num automóvel X , foram gastas um milhão e meio gigacalorias, e, na sua locomoção posterior, consumirá Y calorias por quilômetro rodado; ou, no custo de uma passagem de avião ou no preço de uma pêra portuguesa comida no Brasil, ou, ainda, uma manga brasileira chupada em Portugal, e mais, a fração do preço de custo da aeronave, o passageiro ou consumidor, poderá avaliar, quanto de energia foi consumida e, conseqüentemente, com quanto de poluente contribui para o meio ambiente para satisfazer necessidades supérfluas; do mesmo modo, o preço de todas as coisas expressará o valor da energia que foi gasta na fabricação, embalagem, transporte, conservação, até mesmo na reciclagem dos resíduos. Ao reciclar resíduos de um bem que já foi consumido, o reciclador poderá avaliar se o consumo energético na reciclagem não será maior do que será o que será gasto até a aquisição de um novo bem. Muito importante para os casos de devolução de embalagens aos fabricantes de bebidas, p.ex. considerando o custo do transporte de retorno. Assim, põe-se fim na ilusão de que reciclando o lixo doméstico ou plantando algumas dezenas de árvores, o consumidor ficará quite com o meio ambiente.

Para adoção de uma moeda mundial nesta forma, pode-se tomar como base o valor da energia originada em diversas fontes, uma vez que elas são conversíveis entre si.

As grandes quantidades de energia consumida de diversas fontes, fizeram com que se adotassem unidades de medidas que abrangessem a todas elas. Assim adotaram a TEP. (Toneladas Equivalentes a Petróleo). Com esta unidade, avaliam-se o potencial energético comparativo contido em determinada queda d’água, a intensidade e a freqüência de ventos em determinada região, ou de quantidades de hulha, petróleo, carvão vegetal, lenha, gás, eletricidade, etc., comparando-o ao teor de TEP.

Portanto, vendo o mundo por este prisma de valores reais, os consumidores terão consciência dos danos ambientais causados pelo que consome e, também, uma visão real dos valores econômicos globais com muito mais segurança do que os comparados com valores fictícios de câmbios flutuantes.

Por favor, não deixem de repassar este artigo; é de interesse vital.

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4 Comentários

  • Antídio:

    Procurei seus artigos anteriores sobre a série “energia”, para fazer o link a este e verifiquei que você os deletou para fundir tudo num único artigo, revisado, mais resumido, mais objetivo e enxuto de divagações pessoais. O novo objetivo seria facilitar a compreensão e a assimilação da idéia, por inteiro, pelo leitor. Parece-me que este foi o propósito. Estou certo?

    Independente de ter acertado ou não nas minhas suposições, este novo artigo, embora longo (e não poderia ser diferente), parece transmitir melhor a sua teoria. E nem é tão difícil assim de entender. Basta uma ou duas leituras acuradas, se houver o interesse em compreender e não apenas “saber”, como você mesmo frisou.

    Já tinha lido todos os seus outros artigos da série e este novo, li-o por duas vezes. Talvez, por ter lido os anteriores, creio ter assimilado bem a sua teoria e, agora, se você me permitir, vou transcrever as minhas opiniões, que poderão ser úteis aos demais leitores:

    Muitos dos que irão ler seus artigos, a grande maioria, são pessoas comuns, em busca de novos entendimentos sobre o que está acontecendo com o planeta, curiosos de saber as possíveis soluções futuras. Talvez alguns estudantes, fazendo pesquisas para seus trabalhos escolares ou universitários. Talvez assimilem a sua teoria ou não, já que requer um pequeno esforço de raciocínio e as pessoas não gostam de pensar.

    Mas o público alvo correto desta sua interessante teoria, seria a comunidade científica e a ela, de alguma forma, este artigo deveria chegar. A internet é um universo cheio de surpresas. Às vezes, uma matéria isolada, publicada num jornal virtual ou num obscuro blog, “com sorte”, chega ao conhecimento da pessoa certa. Eu disse “com sorte”, porque depende disso mesmo: do acaso. E, por uma estranha injustiça. grandes idéias às vezes se perdem quando não acontece esse acaso.

    Temendo que isso aconteça com a sua teoria, sugiro que ela seja divulgada no meio acadêmico, em todas as universidades com áreas ligadas à ecologia, meio ambiente e economia. E não só no Brasil.

    Sugiro uma tradução para, pelo menos, o Inglês, Francês e Alemão e escrever outras versões do seu artigo nesses idiomas. Feito isso, republique na Internet, em todos os canais possíveis, não apenas nos brasileiros. Assim, a chance de atingir o público-alvo correto seria maior. Você teria como fazer isto? Não é tão complicado assim. Mas, afora essas providências, vou mais além: Tente enviar cópia do artigo para o “Ministério da Ciência e Tecnologia” e seus equivalentes em outros países. Tente até a Sorbonne, mas tente.

    Vou citar um exemplo que me foi enviado, por email pelo nosso conhecido colaborador, Mr. Spock. Ele é um pesquisador ligado à área de astronomia, pesquisas espaciais, NASA, astrofísica, fenômenos climáticos e meteorologia. É o que ele gosta. Seus artigos, por serem de natureza técnica, não são facilmente assimiláveis por qualquer pessoa e, assim, a despeito do seu esforço por produzir brilhantes matérias em seu blog, elas quase não são lidas e muitas têm 0 (zero) comentários. Achando que o defeito era a visibilidade do seu blog, publicou em vários outros, inclusive aqui. O retorno continuou sendo mínimo (se fosse sobre amenidades, BBB, televisão, cinema, futebol, talvez tivesse várias respostas).

    Pois bem, certo dia ele leu que, nos Estados Unidos, um rapaz de 14 anos publicou em seu bloguezinho um artigo maluco de ficção científica que expunha uma estranha hipótese que envolvia a participação da NASA. Centenas de respostas chegaram. A NASA leu o artigo, chamou o rapaz para conversar e entregou sua matéria para os técnicos analisarem. Não me pergunte qual foi o assunto, porque o Spock não entrou em detalhes. Só sei que ele, agora, está publicando alguns de seus artigos em Inglês, postando-o em canais estrangeiros. Estou aguardando uma nova comunicação sobre os resultados da experiência. Ele garante que a visibilidade dos artigos em Inglês e publicados em canais estrangeiros é muitíssimo maior dos que apenas são publicados em Português, mesmo quando têm os recursos de tradução automática, como os que existem em nosso blog. Pense nisso!

    Sua teoria, Antídio, nada tem de absurda, embora um pouco difícil de ser assimilada num primeiro momento. Mas tem lógica. Sua maior dificuldade será “vender o seu peixe para os compradores certos”.

    Eu e o Gomide também estamos enfrentando o mesmo problema com aquela nossa outra teoria do Governo Mundial. E agora, para complicar, eu enxerguei outras variantes dela, que não podem deixar de ser consideradas. Temos de, como você está tentando, achar um meio de equacionar e traduzir a idéia central para, depois, partir para a estratégia de divulgação, o que não faremos enquanto a teoria geral, com todos os pontos principais, não estiver bastante amadurecida.

    Vou ser sincero, Antídio: Admiro a sua luta, defendendo aquilo em que acredita, apontando uma direção que poderia ser uma solução. Mas nossos leitores não pertencem a nenhuma comunidade científica. São, quando muito, pessoas com um esclarecimento um pouco acima da média, idealistas e ambientalistas que tentam fazer a sua parte, alertando e sugerindo soluções. Nada mais que isso. É este o seu público certo ?(quero uvir sua opinião).

    Continue aprimorando a sua teoria e perseguindo aquilo em que você acredita. Use o nosso blog e todos os que puder, a imprensa e quaisquer outros canais de divulgação que lhe abrirem as portas, mas não fique calado. Você, o Gomide, o Spock, eu e outros idealistas como nós, cada um a seu modo, estamos no mesmo barco – tentando que as pessoas certas nos escutem. Quem sabe um de nós consegue e abre as portas para os outros?

    Parabéns pela matéria. Bação!

  • Comentário técnico: formatação de artigos para publicação

    Como já havia fechado o primeiro comentário, resolvi fazer este, em separado, para passar-lhe “uma dica de publicação”, que poderá ser útil aos demais usuários:

    Não sei qual a ferramente de editor de textos que você usa para escrever seus artigos, mas parece-me não ser o editor interno deste blog. Se for o Word, cuidado! Muitos blogs e jornais virtuais não aceitam artigos escritos com o Word, mesmo quando “colados” à ferramenta interna, porque alguns dos recursos daquele excelente editor de textos são incompatíveis com os editores de blog e não conseguem ficar formatados corretamente: desalinham, descentralizam, produzem espaços desnecessários, etc. Caso não esteja publicando seus artigos com um editor de blogs externo, use o nosso. Seus recursos são menores, mas contêm o essencial para a publicaçao de artigos: negritos, itálicos, sublinhados, indentação, margens, tabelas, vários tipos de fontes e cores, enfim, tudo o que você precisa.

    Outra dica: Evite usar: 1) Parágrafos indentados (alinhe à esquerda ou use o “justificado”, mas sem indentação; 2) Não use títulos centralizados, a menos que imprescindíveis. Sempre que possível, alinhe títulos e subtítulos à esquerda; 3) Não use negrito na última linha de seus textos; 4) Evite usar “caixa alta” (alguns veículos de publicação nem a permitem).

    Você reparou que eu tive de “deletar” o seu texto anterior e republicá-lo com nova formatação? Ele “estourava” as margens do blog no IE6 e não mantinha os cabeçalhos alinhados ao centro como você queria.

    Estou acostumado a publicar em vários jornais virtuais e as regras principais são estas. Assim, se você pretende publicar em outros locais, faça isto e seus artigos serão mais facilmente aceitos. Resumindo as principais dicas: 1) Não use o Word; 2) não centralize tíitulos; 3) não indente parágrafos; 4) não use negritos na última linha do texto; 5) caixa alta, só quando absolutamente necessário e jamais em um parágrafo inteiro.

    Espero ter ajudado.

  • Caríssimo Ivo:
    Como sempre, você é um ponto de apoio e incentivador da divulgação de meu ponto de vista teórico, pelo que lhe sou muito grato.
    Quanto às pessoas comuns que irão ler o artigo, elas têm inteligência e deverão ser despertadas para o problema em foco. E, uma vez chegando ao começo de tudo, irão visualizar “pelo entendimento” todos os fenômenos correlatos projetados da mesma fonte. Assim penso eu.
    Quanto à Internet, vou enviar e-mais aos conhecidos pedindo-lhes que os repassem, indistintamente, “em nome da Vida”. E, para as Universidades e Centros Estudantis, mandarei impressos pelos Correios.
    E as traduções, irei providenciar na próxima semana. Caso você tenha endereços eletrônicos ou outros meios de chegar às Universidades no exterior, espero contar com você e com o Prof. Gomide.
    Quanto às instruções técnicas, não tenho facilidade para assimilar por palta de base na área de informática. Acredito que, quando tiver de publicar algum artigo, o melhor será enviá-lo para seu e-mail.
    Fraternal abraço

  • Não há necessidade de enviar por email, Antídio. Basta você usar o editor interno do blog. O Gomide também tinha o mesmo problema seu, mas já se adaptou e até gostou do novo editor. Tente sem medo. Se não ficar bom, eu dou um jeito de consertar. Ademais, enviar o assunto por email, pode não funcionar porque às vezes passo até 5 dias sem conseguir abrir meus emails, nas curtas viagens que faço.

    Lembre-se: Você só vai “saber” se for à fonte; e “entender”, somente após tentar, corrigir, tentar, corrigir…

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