A notícia é de agosto de 2008, mas os efeitos ainda permanecem, até hoje. Vejam um, apenas um dos motivos, dentre tantos, porque vimos dizendo em nossos blogs que a demarcação contínua das reservas indígenas é um erro que atenta contra soberania nacional. A notícia foi dada na coluna do jornalista Carlos chagas, na "Tribuna da Imprensa". A ilustração que colocamos ao lado (não integrante da notícia) é para que o leitor possa avaliar a gravidade da situação. 

O pior em tudo isso é que o povo brasileiro parece ainda não ter atentado para as nefastas conseqüências do problema. Como se diz na gíria jovem: "Não caiu a ficha". 

Fiz um teste colocando uma pergunta sobre o assunto no Yahoo! Respostas, do tipo "Você é a favor ou contra? Por quê?" e (pasmem!) das 10 respostas recebidas apenas duas souberam identificar o problema e posicionar-se contrariamente à demarcação contínua da reserva Raposa Serra do Sol (vejam as respostas na barra lateral deste blog, item "Participação no Y!R"). Todos os demais leitores disseram-se favoráveis, alegando que o STF está agindo corretamente, apesar dos absurdos da futura provável decisão. O Governo e os inimigos da pátria agradecem a ignorância do povo brasileiro porque, assim, não criam obstáculos às suas investidas contrárias aos interesses nacionais.

É por essas e outras, que e o país vem sendo considerado presa fácil para os interesses imperialistas das grandes potências. Vejam, abaixo, a intrigante reportagem do brilhante jornalista Carlos Chagas, com o título

"TIRARAM A BANDEIRA BRASILEIRA":

Carlos Chagas – Tribuna da Imprensa

Vale abrir espaço para o desabafo de um militar que serviu na Amazônia durante quase toda sua vida profissional. Hoje na reserva, o coronel Gélio Fregapani, um dos fundadores da Escola de Guerra na Selva, revela toda sua indignação numa nota por nós recebida:

"A cidadezinha de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, é a única povoação brasileira nas serras que marcam, no Norte, o início do nosso País". Apesar de toda a pressão, essa população está crescendo, o que torna mais difícil a missão dos traidores da pátria: acabar com o enclave brasileiro na pretensa nova "nação" separada do Brasil, a reserva Raposa-Serra do Sol, em área contínua que chega até a fronteira.

Uma das vilas sob pressão dos traidores resiste. Surumu, que mantém hasteada das 6 às 18 horas uma grande bandeira nacional, como símbolo da decisão de se manter brasileira. Sorrateiramente, num fim de semana, gente do Conselho Indígena de Roraima (CIR) retirou a bandeira, depois de espezinhá-la.

A população local, na maioria índios, mas todos brasileiros, indignados com o ato antipatriótico e com indiferença das autoridades, prepararam-se para retomar a bandeira à força. Na iminência de um conflito, a Funai afinal se mexeu: fez com que os asseclas do CIR devolvessem a bandeira, que novamente tremula em Surumu. Entretanto, ao devolvê-la, declararam que depois de agosto haveria outra bandeira hasteada, e que não seria a brasileira.

Após esse incidente o CIR declarou que bloqueará o entroncamento da BR-174 para a vila Surumu, o que me parece difícil pelo seu pouco efetivo, embora prenhe de recursos das Ongs e, mesmo, da Funasa. O CIR solicitou ainda da Funai 15 passagens aéreas para seus índios virem a Brasília reforçar seus lobbies. Eles mantêm a pressão enquanto tentam reduzir Pacaraima pelo estrangulamento de recursos, cortados por setores governamentais mal informados ou mal intencionados.

Com o refluxo dos brasileiros expulsos das pequenas fazendas e vilas que existiam antes da homologação da reserva Raposa-Serra do Sol, as necessidades da prefeitura são desproporcionais para atender nossos conterrâneos, índios e não índios. "Se você puder ajudar de alguma forma, lembre que o Brasil precisa de todos nós para permanecer inteiro."

O coronel Fregapani informa que esta semana reúne-se em Pacaraima pessoal da Confederação Nacional de Agricultura, para conhecer as ameaças à integridade do Brasil. Em Brasília, segundo seu texto, "o ministro da (in) justiça, numa audiência, tentará convencê-los de seus pontos de vista, com o auxílio de gente do CIR e da ex-ministra Marina Silva. O contraponto será o senador Mozarildo Cavalcanti. Toma vulto a marcha dos produtores rurais a Pacaraima".

Outra notícia dada pelo militar é de que agentes da Polícia Federal vem expressando seu desacordo com a retirada de brasileiros da reserva Raposa-Serra do Sol. A Força Nacional de Segurança também compreende o malefício que causará a entrega da região ao CIR.

O Supremo decidirá
Caberá ao Supremo Tribunal Federal decidir, ainda este ano, a respeito da extensão da reserva Raposa-Serra do Sol, em Roraima. O governo demarcou uma área contínua, iniciativa agora contestada na Justiça, tendo em vista a expulsão de centenas de fazendeiros, plantadores de arroz lá estabelecidos há décadas.

Mantida a demarcação, a reserva ficará despojada da autoridade pública federal ou estadual, constituindo-se num enclave de interesses internacionais representados pelas Ongs, cujo objetivo maior é mesmo a transformação de tribos brasileiras em "nações" independentes, presa fácil das mineradoras multinacionais e até de governos estrangeiros.

Fonte:  "Tiraram a Bandeira Brasileira", artigo do jornalista Carlos Chagas, Tribuna da Imprens 

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O Objetivo final:

Mas, afinal, o que se pretende com toda essa celeuma existente naquela conturbada e disputada região? Quais os reais interesses envolvidos e que riquezas existem por lá, a ponto de fomentar tão acirrada disputa? Bem, isto é uma história comprida, que já seria matéria para um ou outros artigos. É preciso voltar no tempo, estudar a História do Brasil e também a de como se mudou o traçado político de várias nações, pelo países imperialistas, não só com guerras, BrasilSemAmazonia.jpgmas também com "pressões diplomáticas". Por ora, deixo a figura ao lado, para que vocês meditem sobre o que as grandes potências almejam para o Brasil. Só para lembrar: No passado, mais precisamente em 1904, um golpe semelhante aconteceu na mesma região, no Nordeste de Roraima, quando o Brasil perdeu a Planície do Pirara para os ingleses, sem precisar de nenhuma guerra – apenas a ação da Diplomacia Internacional. E a artimanha usada foi a infiltração entre os índios macuxis, sob o pretexto de "defender seus direitos". Isto custou ao Brasil a perda de uma área de 19.630 km², suficiente para criar-se um pequeno país. Alguém lembra disto?  

Vamos cair no mesmo golpe, de novo?

É isso aí, caros leitores. Parece que sim. Seria uma burrice diplomática, apenas "mais uma". Talvez seja só uma questão de tempo, mas acredito que já estejamos bem próximos de perder uma grande parte do território nacional. Isto já aconteceu no passado, bem próximo àquela região, quando perdemos uma considerável parte do nosso território, sem nenhuma guerra, apenas pela ação inteligente da diplomacia estrangeira. Parece que a história vai se repetir, com a cumplicidade, burrice ou ingenuidade do nosso próprio Governo e dos nossos ministros(estes, talvez forçados, porque têm preparo e inteligência). As Forças Armadas, que enxergaram o problema e poderiam fazer alguma coisa, estão amordaçadas, impedidas de falar e de agir. 

Então, seria a vez do povo. Mas o que se pode esperar de um povo desinformado e socialmente alienado? Quem souber ou tiver melhor idéia, responda! Mas tem de ser agora, porque se o STF der uma canetada a favor da "demarcação contínua", as ONGs internacionais e o "olho gordo" das potências estrangeiras vão soltar foguetes, porque o que eles querem, é "fechar todo o mapa do Norte de Roraima e da Amazônia" com reservas indígenas ( as "TI") e depois, reivindicar as suas autonomias como nações, obter o apoio internacional (que será dado) e o golpe estará feito. Ah, Orlando Villas Boas, que falta você nos faz!… Sua visão foi profética. 

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3 Comentários

  • Moacir S. Bugaionni disse:

    Se permitirmos que isso aconteça, conseqüências bem maiores virão. Os americanos, por exemplo, podem aumentar suas bases militares na Colômbia (pretexto: combater o tráfico de drogas), os ingles idem, na Guiana e, dentro das reservas os índios, subornados ou enganados com o sonho de “nação independente” vão apoiar.

    Meu Deus! Isto é tão óbvio… Será que ninguém enxerga? Que o povo não enxergue, vá lá, não é esclarecido mesmo. Mas o Governo, os ministros do Supremo?!!!!!!! Quem sabe o que realmente existe por trás desse imbróglio? Qual é o tamanho da “ajuda financeira internacional” que o Brasil está ganhando para ficar de boca fechada e deixar eles entrarem? Alguém precisa esclarecer; alguém precisa botar a boca no trombone.
    Olha a pamoooooonha, quem vai querer pamonha? Pamonha fresquinha, brasileira, quem vai querer?

  • Apenas para reforçar o que já foi dito até aqui, vejam o comentário abaixo, do então presidente do Clube Militar do Rio, General Giberto Figueiredo. Aliás, parece que nessa questão da segurança nacional na Amazônia, apenas os militares têm tido uma correta visão do problema. O que ainda não se sabe bem é por que, apesar de tantos alertas, não conseguem agir. Estariam amordaçados? Segue o comentário:

    O general Gilberto de Figueiredo, presidente do Clube Militar do Rio, declarou nesta quinta-feira que a demarcação de forma contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, pode criar situação similar à do Tibete, na China. Por Luisa Belchior, colaboração para a Folha Online, no Rio, 17/04/2008 – 20h04.

    O general participou nesta quarta-feira do seminário “Brasil, ameaças a sua soberania”, no Rio, no qual o comandante do Exército na Amazônia, general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, declarou ontem que a política indígena do governo federal é lamentável.

    “É a criação de um novo Kosovo, um novo Tibete. Deixar só os índios lá e proibir a entrada de outros pode caminhar para isso. Pode haver pressão de organismos internacionais como há hoje no Tibete”, disse o general Figueiredo.

    O general afirmou que defende a demarcação de forma descontínua. O advogado tributarista Ives Granda Martins, que discursou no seminário nesta quinta-feira, afirmou que a demarcação de forma contínua consiste em um erro de interpretação da Constituição e disse que a medida “transforma o índio em cidadão privilegiado”.

    “Jamais a interpretação do governo federal levou em conta que as terras eram dos índios no passado. Isso poderá levar a um movimento semelhante ao que temos hoje no Tibete”, afirmou.

    Fonte: Portal Ecodebate, 19/04/2008 Visitar site

  • Sílvia Peruzzi disse:

    Parece óbvio: os estrangeiros já se acham donos daquelas terras e até se sentem “afrontados” com a nossa bandeira por lá. Por isso, querem as suas.

    Isto acontece dentro do nosso quintal e o Governo nada diz e nada faz? Diz o ditado: “Quem cala consente”. O que mais será preciso para fazer o Governo se mexer?

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