A FARSA dos CFCs e a Camada de Ozônio

05/02/2008
by Mr. Spock

Este artigo está sendo postado ao mesmo tempo que outro sobre o tema no Projeto S.I.L.I.

Aqui vou me limitar a transcrever o artigo do Prof. Luiz Carlos Baldicero Molion – Phd do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal de Alagoas, um verdadeiro ambientalista que, através do conhecimento e pesquisas sérias vem dando uma outra visão ao assunto e por isso mesmo, é pouco divulgado.

Creio que o artigo é perfeito e dispensa comentários ou complementos de minha parte. Segue abaixo:

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Em primeiro lugar, gostaria de alertá-lo para não acreditar em tudo que é publicado por organizações pertencentes a ONU, pois, muitas vezes, tais ações e orientações têm o objetivo de fazer com que países de primeiro mundo continuem a manter sua hegemonia, em termos econômicos e tecnológicos.

A verdade é que não há evidências científicas de que a camada de ozônio na estratosfera esteja sendo destruída pelos compostos de clorofluorcarbono (CFCs),[…] que são gases utilizados em refrigeração (geladeira, ar condicionado), como Freon 11 e Freon 12 da Du Pont. O que ocorreu foi que, como os CFCs se tornaram de domínio público e já não podiam ser cobrados direitos de propriedade (“royalties”) sobre sua fabricação, as indústrias, que controlam a produção dos substitutos (ICI,Du Pont, Atochem, Hoechst, Allied Chemicals), convenceram “certos” governos de países de primeiro mundo (começou com Sra. Margareth Tatcher, Ministra da Inglaterra) a darem apoio para a “a farsa da destruição da camada de ozônio e do aumento do buraco de ozônio na Antártica” pois, agora, os seus substitutos recebem “royalties

“Se me permitirem, eu gostaria de tecer alguns comentários sobre emissões de gases de efeito-estufa para a atmosfera, provenientes das atividades humanas. Eu sou professor no Departamento de Meteorologia da Universidade Federal de Alagoas e venho estudando o assunto há mais de 15 anos. Em primeiro lugar, gostaria de alertá-lo para não acreditar em tudo que é publicado por organizações pertencentes a ONU, pois, muitas vezes, tais ações e orientações têm o objetivo de fazer com que países de primeiro mundo continuem a manter sua hegemonia, em termos econômicos e tecnológicos.
Esse parece ser o caso do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), ONU, que tem tratado de emissões de gases e que liberou recentemente seu “Third Assessment on Climate Change” (3° avaliação sobre mudanças climáticas) que aumentou, ainda mais, as estimativas de aumento da temperatura global se a concentração de CO2 e outros gases de
efeito-estufa dobrarem, variando agora de 1,5 °C a 5,6°C.. A figura 10 do Sumário Técnico do próprio IPCC mostra que, para os últimos 17 anos, houve uma tendência na concentração de metano (CH4) de -0,09% ao ano, o que significa que seu crescimento tem sido negativo e que a concentração de CH4 poderá se estabilizar em 2005 e diminuir a partir desse ano, apesar de os rebanhos de ruminantes terem crescido nesse mesmo período. As taxas de aumento de CO2 também têm decrescido, passando de 0,45% ao ano no começo dos anos 1980 para 0,41% ao ano no início dos anos 1990 (decréscimo de 0,04%), enquanto as emissões humanas passaram de 5,4 Gigatoneladas de carbono (GtC) por ano
para 6,8 GtC/ano, um aumento de 26% no mesmo período. As concentrações desses gases de efeito-estufa dependem muito da temperatura dos oceanos que cobrem 71% do planeta. Os oceanos são os grandes reservatórios desses gases, contendo, por exemplo, cerca de 60 vezes mais CO2 que a atmosfera. Quando os oceanos estão quentes, a absorção de gases diminui, quando eles se esfriam a absorção de gases aumenta. Assim, bastaria um pequeno resfriamento da temperatura dos oceanos para mudar completamente as projeções feitas pelo IPCC sobre o aquecimento global.

Há quase 10 anos, reanalisei as séries de ozônio de Oslo e Tronsoe, Noruega, e escrevi um trabalho mostrando que as concentrações de ozônio estratosféricos são altamente variáveis e dependem da variação de fatores internos e externos ao sistema Terra-atmosfera, como produção de radiação ultravioleta pelo Sol e a presença de aerossóis vulcânicos. A verdade é que não há evidências científicas de que a camada de ozônio na estratosfera esteja sendo destruída pelos compostos de clorofluorcarbono (CFCs), que são gases utilizados em refrigeração (geladeira, ar condicionado), como Freon 11 e Freon 12 da Du Pont. 

O que ocorreu foi que, como os CFCs se tornaram de domínio público e já não podiam ser cobrados direitos de propriedade (“royalties”)sobre sua fabricação, as indústrias, que controlam a produção dos substitutos (ICI,Du Pont, Atochem, Hoechst, Allied Chemicals), convenceram “certos” governos de países de primeiro mundo (começou com Sra. Margareth Tatcher, Ministra da Inglaterra)a darem apoio para a “a farsa da destruição da camada de ozônio e do aumento do buraco de ozônio na Antártica” pois, agora, os seus substitutos recebem “royalties”

O Freon 12, por exemplo, custava US$1,70/kg e seu substituto R-134 custa quase US$20,00/kg. Como essas 5 indústrias têm suas matrizes em países de primeiro mundo e pagam impostos lá, não fica difícil de se concluir para onde vai nosso dinheiro e de quem é o interesse de sustentar uma idéia, ou hipótese tão absurda como essa da destruição da camada de ozônio pelo homem. Na minha opinião, essa hipótese é uma atitude neocolonialista, ou seja, de domínio dos países ricos sobre os pobres, através da tecnologia e das finanças. Países tropicais, como Brasil e Índia, precisam de refrigeração a baixo custo. A hipótese da destruição da camada de ozônio é uma forma de transferir dinheiro de países pobres para países ricos, que já não possuem recursos naturais e têm que sobreviver explorando os outros financeiramente.

Uma das minhas preocupações é que o assunto já está sendo tratado nos livros de Ciências que as crianças usam e parece que vamos formar uma geração inteira, ou mais, baseados em afirmações , ou “dogmas”, sem fundamento científico.

Gostaria de adicionar uns aspectos ao problema. 
“Em 1950, R. Penndorf, do Laboratório da Força Aérea, em Cambridge, EEUU, analisou os dados do período 1926-42, da estação de Tronsoe, Norte da Noruega. Ele notou registros de concentrações de ozônio de valores tão baixos quanto 50 Unidades Dobson(UD) e uma grande variabilidade diária, com um fator quase 10 (ou seja, 1000%) entre o máximo e o mínimo registrados. Ele chamou essa anomalias de baixas concentrações de “buracos na camada de ozônio”. Porém, a expressão só ficou famosa depois que J.B. Farman, do British Antarctic Survey publicaram um trabalho na revista Nature em 1985.

Note a coincidência da data e o país – Inglaterra – preocupado com a destruição do ozônio). Em 1960, o cientista Gordon Dobson, utilizando dados coletados na Antártica durante Ano Geofísico Internacional (1957-58, escreveu em seu livro que o “buraco na camada de ozônio sobre a Antártica era natural. Aliás, ele não utilizou a expressão “buraco” e sim “anomalia”. O Brasil foi forçado a assinar o Protocolo de Montreal, que banias os CFCs. Era uma das exigências do FMI para renegociar a dívida externa e receber mais empréstimos. Daí, eu ter afirmado, e continuo convicto, que a ” a eliminação dos CFCs como argumento que destroem a camada de ozônio” nada mais é do que uma atitude neocolonialista. Daqui alguns anos (100 anos??)
quando provarem a verdade, ou seja, que a camada de ozônio jamais foi ameaçada pelo atividades humanas, vão ver quão medíocres eram os cientistas do final do século XX e inícío do século XXI e certamente receberemos os mesmos comentários e adjetivos que utilizamos hoje para criticar a atitude da Igreja Católica durante o período da Inquisição na Idade Média que atravancou o desenvolvimento da Ciência com “dogmas”absurdos.”

O desinteresse atual sobre o estado da Camada de Ozônio (O3), ou seja, porque o PNUMA , OMM e as ONGs da vida não falam mais sobre o assunto, reside no fato de a Indústria já ter conseguido seu intento, ao forçar a aceitação dos substitutos (R-134, por exemplo), e voltar a faturar mais, transferindo recursos de países pobres, carentes de refrigeração a baixo custo, para os países ricos, detentores da patentes e dos “royalties”, ou seja, a eliminação dos CFCs foi um ato de NEOCOLONIALISMO. Portanto, o assunto “ficou fora de moda”.

Para complicar a situação dos que defendem, com propósitos escusos, que o homem possa destruir a Camada de Ozônio ou aumentar o “Buraco de Ozônio”, este diminuiu depois de 1996. 

Note que o ano de 1996 coincidiu com um “mínimo solar” (Figura Ciclo 23), ou seja, quando a atividade solar está num mínimo, o Sol produz menos radiação ultravioleta (UV) que é essencial para a produção de O3, i.e., menos UV, menor concentração de O3. O Sol atingiu um máximo (não tão máximo) de atividade em 2000 (Figura Ciclo 23) e a concentrações de O3 aumentaram. Em 2007-2008, o Sol estará num novo mínimo, menos UV, e o Buraco voltará a crescer. O máximo solar de 2000 foi suficiente para aumentar as concentrações globais de O3 em cerca de 3% acima da média. Um ponto interessante, é que existe um possível ciclo solar, de cerca de 90 anos (Ciclo de Gleissberg),  que prevê que o Sol vai estar num grande mínimo de atividade ( minimum minimorum) nos próximos dois ciclos solares (próximos 22 anos), ou seja, de agora até os anos 2022-23, se se repetirem os ciclos anteriores (1890-1915 e 1800-1825). 

Dessa forma, é possível que a camada de O3 naturalmente diminua em função do menor fluxo de UV.(Dentre as centenas de estudiosos – e consultores de indústrias de gases de refrigeração – será que só eu sei disso?!)

Será que acertarei minha “previsão”? E aí? Serão os “substitutos”, ou os remanescentes dos CFCs, os causadores da diminuição (flutuação??) da camada de O3 no futuro? Esperar e ver o que acontece! 

Anexo duas figuras uma que mostra o aumento de concentração de O3 com o tempo (1996-2001) e outra que mostra o número de manchas solares do ciclo que estamos vivendo o “Ciclo 23”. Note o mínimo de O3 em 1996 (mínimo o solar), o máximo relativo em 1998 e o máximo em 2000 (máximo solar).


FIGURA 1. Concentrações globais médias mensais de O3
comparadas com as mínimas registradas em 1996.

 


FIGURA 2. CICLO SOLAR 23 . Observe-se o mínimo de 1996, o máximo relativo de 1998 e o máximo absoluto de 2000 .
Previsão de mínimo para 2007-08.

 

Não se pode tentar conservar o Planeta usando “verdades” científicas não comprovadas! É importante esclarecer a população sobre as limitações do conhecimento científico atual e lutar para a conservação sob o argumento que, sendo a base de dados observados pequena, existe uma incerteza quanto à capacidade do homem interferir em fenômenos básicos do clima, como efeito-estufa e camada de O3. Na dúvida, atualmente existente, é melhor conservar reduzindo atividades que possam interferir no sistema climático.
Luiz Carlos Baldicero Molion -Prof. Phd do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal de Alagoas
molion@ccen.ufal.br

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21 Comentários

  • Administrator disse:

    Caro Spock:

    Obrigado por este excelente artigo. Você realmente sabe pesquisar e encontrar o que há de melhor para esclarecer um tema em debate, mormente quando é polêmico como este. E é exatamente isso o que queremos aqui.

    Quanto à questão levantada, só vem comprovar o que já vinhamos alertando neste blog em artigos anteriores, a despeito de algumas opinioões contrárias à nossa visão (lembre-se de que este é um site de debates e cada um tem o direito de defender suas opiniões ou até mesmo teorias, se assim conseguirem caracterizá-las). Leia, por exemplo, o artigo ” Teoria de Gaia x Aquecimento Global – Quem Está com a Razão? ” , onde fazemos exatamente a mesma denúncia que foi levantada neste seu artigo, pelo eminente professor Luiz Carlos Baldicero Molion. Sobre o fato de ser o IPCC um órgão político que atende aos interesses econômicos das grandes nações, não temos dúvida, tanto que também já denunciamos isto aqui, acho que até naquele mesmo artigo.

    Creio que se juntarmos todos os artigos e comentários sobre este assunto neste blog, até poderíamos nos arriscar a chegar a uma conclusão sobre as reais causas do aquecimento global e o que há por trás disso, mesmo que não agradasse à maioria.

    O fato de estarmos denunciando em coro aqui a grande possibilidade da farsa do aquecimento global antropogênico, não significa que apoiemos ou incentivemos o desperdício, a queima de combustíveis não controlada e o excesso de emissão de CO2 para a atmosfera. Aliás, como recomenda o ilustre professor Baldicero com a frase: ”  Na dúvida atualmente existente, é melhor conservar, reduzindo atividades que possam interferir no sistema climático “.

    O assunto é longo e polêmico, e ainda teremos de ouvir a opinião de pelo menos 3 especialistas que aqui debatem: O Maurício Gomide, ambientalista, pesquisador e escritor, e os Srs. antídio e Yan Kavasi, que têm experiências de laboratório ou reais, vivenciadas com efatos pertinentes a esta questão. Vamos aguardar que se manifestem. Vou convidar, de novo, nossa especialista Elenice, do meu grupo de discussões e colaboradora do nosso fórum, para aqui vir se manifestar também.

    Parece-me que esse outro assunto vai dar muita discussão também. e isso é bom, muito bom. A propósito, vc já leu o último comentário da Sempre alerta, no artigo sobre as madeireiras? Parece-me que ela fez uma referência direta a você.

    Finalizando: Tive de fazer uma cirurgia plástica nas figuras da matéria, para que ela pudesse ser publicada (as imagens eram muito grande e “estouravam” os limites da area de exibição. Por isso, tiveram de ficar em “rascunho”. Explico melhor por email.

    Nesse meio tempo, alerto: Toda vez que vc for publicar um artigo com imagens, cuide para que elas não tenham mais de 400 px de largura, ou ficarão na modalidade “rascunho”, até serem consertadas (fiquei prisioneiro das minhas próprias regras de configuração). O Antídio me mandou uma imagem imensa, de uma página, muito boa, destinada a ilustrar um artigo e, até hoje, não consegui corrigi-la. Estou devendo isso a ele.

    Antídio: Se estiver lendo esse comentário, não me esqueci de você, é só uma questão de tempo,; não estou conseguindo reduzir suas imagens. Que pena! Viriam a calhar depois deste artigo. Será que vc não consegue reescrever aquele maravilhoso artigo incluindo imagens menores (até 400  – 420 px de largura ou 12 cm de largura)?

    Abraços a todos. Boa discussão!

  • Mr. Spock disse:

    Caro Ivo,

    Sobre o artigo do Prof. Molion não tenho o que comentar pois, como disse, é perfeito e foi escrito por alguem que por 15 anos estuda o assunto, pós-doutor em meteorologia formado na Inglaterra e nos Estados Unidos, membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim e representante da América Latina na Organização Meteorológica Mundial.

    Como dito há pouco tempo por um jornalista do Globo Online, “o que não falta na Internet são opiniões sobre tudo, quase nenhuma com embasamento…”. Quisera eu que metade dos “ambientalistas” brasileiros tivessem 1/3 do conhecimento e da capacidade crítica do Prof. Molion, pois assim não estaríamos entregando a amazônia aos interesses estrangeiros nem estaríamos regurjitando dogmas impostos por conglomerados multinacionais.

    Como já expliquei aqui, não me considero “ambientalista” por não possuir qualquer título acadêmico na área. Possuo apenas conhecimentos de Química, Biologia, Genética, Microbiologia, Botânica e demais matérias afins de minha formação como Técnico Químico e Farmacêutico, além de humildes conhecimentos em Meteorologia e Astronomia obtidos devido ao meu interesse desde os 10 anos de idade, e parcos conhecimentos de Direito oriundos de meu casamento com advogada e por imposição de meu cargo.

    Também, já morei 14 anos em um sítio no meio do mato, já cuidei de passarinhos machucados, já pantei muitas árvores, cuidei da qualidade da água de lençóis freáticos e sabia de que direção vinha a chuva dependendo dos ventos.

    Nada disso, porém, me qualifica a expressar qualquer opinião sobre o tema sem que esteja alicerçada em alguma pesquisa científica ou em fatos de fácil observação.

    Assim Ivo, conforme lhe expliquei em e-mail, continuarei colaborando com o DDD e demais sites seus com o envio de artigos pertinentes, assim como continuarei minha busca por vida inteligente na Internet. Me reservo, porém, o direito de não participar de debates sem contra-argumentações que não desvendam nada, servem apenas para divulgações individuais.

    PS.: Quanto a Dra. SempreAlerta, me parece que ela chamou pela moderação, não foi?

  • Concordo plenamente com o professor de que a tese de degradação do ozônio pelos CFCs é uma farsa, uma vez que a Ciência, até hoje, não explicou porque que o mais expressivo lançamento do gás se dá no Henisfério Norte e os primeiros “buracos” tenham começado a aparecer sobre o Pólo Sul.Na década de 980, o geólogo Geraldo Saraiva defendeu este mesmo ponto de vista do professor, de que esta tese defendia interesses da DUPONT; e o Jornal do Brasil dedicou duas páginas sobre o assunto em dias consecutivos. Na mesma época, esteve aquí no Rio de Janeiro, um dito membro da Academia Internacional do Ozônio, cujo nome, salvo incorreção, era Wolk Kirchov, que deu uma palestra no Clube de Engenharia. Estive presente no evento em companhia do citado geólogo e do Cel. do Exército Hélios A. Moore, quando fiz a pergunta sobre esta divergência entre o hemisfério de lançamento do gás e seus efeitos recaírem sobre o pólo do hemisfério do oposto. O palestrante, aparentando nervosismo, desculpou-se por não poder dar explicações naquele momento dada a complexidade do assunto uma vez que seu tempo era exíguo por ter que seguir para São Paulo. Uma semana após, no auditório do BNDES, fiz a mesma pergunta ao, então, Min. de Ciência e Tenologia que deu resposta inconsistente e desviou-se do assunto. A falta de informações confiáveis, levou-me a procurar explicações para outras possíveis causas para o fenômeno, tendo concluído que: “o consumo excessivo de oxigênio nas combustões que vêm alimentando a Revolução Industrial, não tendo sido suficientemente compensada pela produção naturalmente emanada pelo mundo vegetal, causou o acúmulo de carbono na atmosfera na forma de óxidos. Assim sendo, formando compostos de maior densidade, e sob a ação da força centrífuga do movimento de rotação terrestre, mais atuante sobre as regiões intertropicais, a atmosfera passou se elevar sobre estas regiões, aumentando a absorção dos raios infra vermelho, fazendo assim aumentar a temperatura nas altas camadas atmosféricas, (gerando o aquecimento global) e oferecendo maior permeabilidade aos raios ultravioletas, dado o menor conteúdo de oxigênio a ser convertido em ozônio. Em conseqüência desta elevação da atmosfera nas proximidades do equador, houve o rebaixamento da mesma sobre as regiões polares. Vejamos como era antes e o que aconteceu: com a atmosfera leve acumulada sobre os pólos em torno do eixo de rotação, tendo em vista a inclinação de 23º27′ com relação à linha Sol/Terra, os picos das ditas montanhas, tanto no norte como no sul, recebiam insolação, mesmo nos invernos, mantendo assim uma temperatura mais aquecida que garantia a integridade do ozônio que se liquefaz em temperaturas abaixo de -112,5ºC. Hoje, com as camadas atmosféricas rebaixadas em tais regiões, ela já não vem alcançando o campo luminoso durante os invernos. Em conseqüência, mergulhada nas sombras, a temperatura cai abaixo do ponto crítico e suga todo o ozônio das periferias polares para convertê-lo em oxigênio. Deste modo vem mantendo o percentual de participação na atmosfera em 21%, apesar do excessivo consumo nas combustões expontâneas naturais e as provocadas pelo homem. Diponho de seis projeções gráficas que demonstram como era distribuída a cobertura atmosférica antes da Revolução Industrial, como ela deve está hoje e como deverá ficar, caso não seja abortado o processo de degradação pela combustão de materiais fósseis. Como diz acima o Administrador que não está conseguindo reduzi-los, o que,sem dúvida, os tornarão menos compreensíveis, sugiro que os interessados solicitem a ele por e-mail ou que ele forneça o meu para que os enviem diretamente.
    Antídio

  • Administrator disse:

    Caro Antídio:

    Tinha certeza de que você e o Gomide não se furtariam a dar suas opiniões sobre esta importante questão. Estamos diante de um problemas que aflige à humanidade e precisamos chegar a uma conclusão. AFINAL, O “AQUECIMENTO GLOBAL” É DE NATUREZA ANTROPOGÊNICA OU NÃO? QUAIS AS SUAS VERDADEIRAS CAUSAS? PODE OU DEVE O HOMEM INTERFERIR PARA QUE ELE DIMINUA? SE NÃO, O QUE SE DEVE FAZER NO SENTIDO DE SE PROTEGER E MINIMIZAR OS SEUS EFEITOS?

    Estas, senhores, são as questões que gostaríamos de ver respondidas aqui. Em minhas pesquisas, limitadíssimas, é claro, devido às minhas condições, ainda não encontrei nada de concreto, o que não quer dizer que a resposta naõ esteja por aí, em algum lugar. Se alguém achar, tragam-na para aqui.

    Quanto ao seu material, uma sugestão: por que não transformarmos ele numa apresentação de slides? Aquelas imagens, se muito reduzidas, perdem a legibilidade nos textos. Se não souber, peça a colaboração do Gomide. Ele parece ser muito bom com isso.

    As imagens deste artigo, eu consegui reduzir, sem que perdessem a legibilidade, porque a diferença era pequena, mas as suas, se reduzidas a este tamnho ou até um pouco mais, ninguém vai ler nada.

    Gomide! Está faltando você aqui. Onde está você?

  • Caríssimo Ivo:
    Nos artigos e comentário que tenho editado neste blog, tenho sido mais do que claro, Fui despertado para o problema mesmo antes dele ter-se manifestado com o aparecimento do “buraco na camada de ozônio” sobre o Pólo Sul. Estudava as combustões no início da década de 970, em busca de alternativas energéticas para o petróleo cujos preços haviam disparado no mercado mundial. Não tenho dúvida de que houve uma reação em cadeia a partir da utilização dos combustíveis fósseis como fonte de calor abundante com o qual, inicialmente, se fundiu o ferro em grande escala e, com isso, a partida para a Revolução Industrial. Os poluentes emanados por estes combustíveis desde aqula época, por não serem recicláveis, seus resíduos se acumularam na atmosfera e, aos poucos, alteraram a distribuíção da cobertura que protege o planeta causando o aquecimento global; e, com este, as alterações que já se vem observando no comportamento da Natureza, extensivos à economia global e a segurança dos povos. Portanto, o homem, se quiser preservar as gerações futuras, ele terá que reduzir até zerar tais emissões com o desestímulo imediato de todo consumo supérfluo, o que, sem dúvida, balançará o sistema econômico mundial. E, paralelamente, promover gradativa diminuição e remanejo da massa humana através do controle da seletividade e da natalidade.

  • Administrator disse:

    Agora, um comentário chistoso, mas verdadeiro, que até vem reforçar a teoria do Antídio. Vocês sabiam que até os “puns” que nós e os animais soltamos são puro gás metano que ficam acumulados e suspensos na atmosfera, por muito tempo, até se disssiparem? Assim é com o “pum ” das vacas e dos bois e, é claro, dos outros animais.

    Ora, se a população de cabeças de gado, pelo menos aqui no Brasil, dizem, é maior do que a de seres humanos, o que fazer com isso? Diminuir a quantidade do gado? Ou diminuir a quantidade de humanos? Lembrar que toda essa população também consome água, oxigênio, pastagens e alimentos e devolve gás metano pelos “escapamentos”. E aí? Como equilibrar isto? Será que se tivéssemos mais árvores e menos população a coisa equilibraria?

    Por favor, entendam, apesar de isto ser engraçado, não estou tirando os nossos debates da seriedade que nos convém. Apenas acho que isto é um outro fator também a considerar. Será que não estamos com excesso populacional ou com a população mal distribuída? Conter a natalidade humana ou a dos bois? ´E um assunto para ser pensado.

  • Maguilla disse:

    Que baita artigo!… Vocês estão levando esse negócio de ecologia e defesa do meio ambiente mesmo a sério, não? Estão ficando cada vez mais sofisticados!

    Quero a opinião de vocês sobre o que devo fazer. Como cidadão brasileiro, eu também me preocupo com os problemas ecológicos do nosso país, principalmente os da amazônia, a região mais ameaçada.

    Às vezes vejo alguns artigos aqui, como este e outros, que sinto vontade de comentar, mas tenho um certo receio porque são muito técnicos e não me sinto à altura. Para fazer esses comentários, o cara deveria ser um “ambientalista” e eu não sou, mas tenho o meu modo de ver da questão.

    As perguntas são as seguintes: “Para comentar esses artigos o cara precisa ser ‘ambientalista’? ” O que é ser ambientalista? É um cara que seja formado nisso? E se ele não for ou sendo ou não sendo, falar batatadas, o que acontece?

    Por enquanto, só tenho me limitado a ler esses artigos e aprender. E estou aprendendo muito aqui e até pesquisando em outras fontes, comparando com o que vocês disseram. Vejo que vocês estão até indo mais fundo na questão, do que muitos sites e blogs que visitei. Aí, como eu não tenho o conhecimento técnico suficiente, fico sem saber se eu devo me manifestar ou não.

    Por favor, TIREM-ME DESSA DÚVIDA CRUEL QUE ME ALUCINA (brincadeirinha, he, he, he).

  • Ao Administrator e demais interessados:
    As pessoas acham sensacional saber que nossos puns e os das vacas muito contribuem para o efeito estufa mas, sem o mínimo entendimento do que apenas repetem. Como mero observador na Natureza, o que pude entender é que a matéria orgânica da qual estamos falando, tem duas fases: composição e decomposição. A primeira, é iniciada pela fotossíntese do mundo vegetal, quando ele capta a energia luminosa do Sol para agregar materiais inertes, minerais e orgânicos, que chamamos de adubos, e com eles produzem-se e reproduzem-se para formar o que, na prática, conhecemos como biomassa. A segunda, de entendimento menos explícito, é que no final do ciclo vital de cada ser, seja ele vegetal ou animal, a matéria que o constituía, se desdobra em outras mais simples, por digestão de seres animados que vão das bactérias aos elefantes. No entanto, a biomassa formada por eles, quando não desenvolve as bactérias fermentativas, dada a ausência do oxigênio, quando submetida a elevadas pressões, se fossilizam depois de muitos milhões de anos, transformando as fibras em hulha, as resinas em petróleo e os fluidos em gás natural. Exemplifiquemos: A semente do capim é ativada pelo calor da luz solar e se desenvolve alimentado-se com os nutrientes inertes que a terra lhe oferece, acumulando, diariamente, uma parcela de energia luminosa solar que é potencializada em sua estrutura. Quando ele morre, é devorado por micro seres que, no seu processo digestivo, se utilizam de parte da energia nele contida para atender as sua próprias necessidades vitais quando combinam o carbono com o oxigênio atmosférico para depois os liberarem no meio ambiente como CO2. Comido por bois, ou outros animais, durante a mastigação recebe bactérias que também se alimentam do açúcar (fonte de energia) contido no suco do capim e processam uma pré-fermentação, na qual consomem pequeníssima parte da energia, ficando a maior parte à disposição do animal processador; e o gás metano liberado pelas bactéria, depois de acumulados no duto intestinal, são eliminados pelo animal na forma de peidos. O organismo que envolve estas operações, utiliza-se da maior parte desta energia para alimentar suas atividades; e a restante, após fazer reservas na forma de gorduras, é eliminado na forma de fezes, ainda com razoável conteúdo energético. Estas fezes, ricas em bactéria fermentativas, quando juntadas à biomassa em ambiente não oxidável, elas continuam produzindo o metano (biogás), que serve para alimentar fogões e motores de combustão interna que, por sua vez, podem produzir energia elétrica de origem limpa. Portanto, o metano, biogás produzido pela digestão da matéria vegetal pelos organismos animados, é emanado em maior quantidade nos pântanos, onde bactérias, insetos, peixes e sapos, uns devorando outros, terminam por eliminar maiores cotas de gás. Assim, o somatório de micro peidos, terminam sendo maior do que o dos grandes como vacas e elefantes.

  • Administrator disse:

    Meu Caríssimo Antídio:

    Apenas em respeito ao importantíssimo artigo do Mr. Spock e para não nos desviarmos da discussão sobre ele, proponho que deixemos essa discussão da flatulência dos ruminantes para ser discutida em outro tópico, a ser postado oportunamente aqui, embora pense que o assunto é pertinente sim e merece uma análise melhor.

    Ora, se estamos discutindo os possíveis fatores que contribuem para a poluição atmosférica e talvez (eu disse “talvez”) para o aquecimento global, temos de considerar que o gás metano (CH4) , expelido por humanos e animais (o dos humanos, num percentual mínimo) é 23 vezes mais danoso que o dióxido de carbono (CO2), que seria o principal gás do efeito estufa. E quem está dizendo isso não sou eu, pois, é óbvio, não tenho autoridade para tanto. Quem diz, são cientistas que pesquisaram o assunto. Dizem eles que os gases dos humanos, ainda não podem ser considerados poluentes porque a quantidade de metano das nossas flatulências é tão pequena que não chega a causar danos. O mesmo, segundo eles, não se pode dizer da flatulência dos animais, principalmente das vacas, cuja população, aqui no Brasil, seria maior do que a dos humanos (??? isto seria bom conferir).

    Se não nos basearmos em informação de cientistas e pesquisadores sérios, analisando e decodificando o que eles afirmam, em que vamos nos basear? Em nós mesmos, que pouco ou nada conhecemos? Apenas na mídia, que nem sempre fala a verdade ou fala apenas o que lhes interessa, por um ou outro motivo? Considere!

  • yago disse:

    não achei oque eu queria mas gostei doque fala e do que vcs descutem nesse site.

  • Wolney Blosfeld disse:

    Finalmente encontrei uma turma que pode me ajudar sem a demagogia tão comum hoje na internet, estou no foco do objeto das discursões ambientais, ou seja no meio da amazônia, criamos uma ONG a CEPEMI, para pesquisa e preservação do Rio São Miguel, muito importante em nossa região, porem por maior que seja a vontade é dificil encontrar fontes confiaveis para trabalhos com as comunidades escolares e ribeirinhas, bem como orientações de apoio para a condução da ong.

  • Administrator disse:

    Caro Wolney:

    Não sabemos se poderemos ter a honra de contar com a sua revisitação ao nosso blog. Mas se o fizer, lembre-se de que estamos dispostos a ajudar no que pudermos, inclusive com o nosso fórum próprio de discussões, o ” Debatendo a Ecologia…

    Entre em contato com a administração do blog pela página “Fale Conosco” (utilizar o formulário 1) ou diretamente pelo email ivosgreis@debatadesvendeedivulgue.com e poderemos trocar idéias sobre cooperação mútua. Nossa intenção é formar um cinturão de blogs verdes e ONGs ambientalistas para combater os problemas ambientais, sem fanatismos, mas apenas com os pés na realidade e no que é plausível..

    Gratos pela visita.

  • Valma disse:

    É uma pena que um tema tão importante e relevante nos dias atuais, seja palco de vaidades e opiniões jocosas (terminologias não compatíveis com o debate científico) de alguns comentadores. Quando falo de debate científico, falo de pesquisa básica, aquela que pergunta os porquês, sem preocupação com o retorno financeiro. Penso que todas as opiniões devam ser respeitadas e analisadas independente do perfil de quem está escrevendo. Fiz parte por alguns anos da “Academia”, onde pude observar diversos palcos de absoluta falta de bom senso. Nesse sentido, sugiro que minimizemos titulações em detrimento de novas descobertas. Voltemos a uma discussão saudável. Todos saem ganhando!

  • francis disse:

    adorei esta materioa e concordo que e o buraco nada mais e do que um ciclo natural do planeta segundo aquele cientista que diz que o aquecimento global e uma farca no inicio do seculo fazia calor como as altas temperaturas de hoje e secas absurdas mais ninguem media os indices de oznio sera que nao tinha buraco e depois fechou por declinio do sol o interesssante que o buraco se abria e se fechava em 1990 nao se fechou mais ano que o cientista diz que e do calor ou seja 30 anos ficara assim tempo que o buraco levara pra se fechar curioso né?

  • Valmir disse:

    Interessante a observação do Francis. No entanto, com ou sem a presença do buraco na camada de ozônio, ciclo natural do planeta ou não, a questão é: existe vida pensante no planeta, com poder de modificar os acontecimentos, e o risco de ameaça a nossa existência e qualidade de vida é real. Se há bilhões de anos (?) muitas formas de vida já foram extintas, porque não pensar nesta possibilidade agora? Acreditar em “ciclo natural” não seria imobilismo? Precisamos adicionar a esta discussão motivações que vão além da ciência, enfim possam ser praticadas e vivenciadas.

  • aNoNiMa disse:

    cara… ñ entendi foi é nada! xD
    =*

  • marina disse:

    nao gostei do que li e achei nada a ver o comentario mutio idiota.
    muito retardado.

  • Laís disse:

    Bom, estou pesquisando a respeito da “farsa da camada de ozônio”.Pois já é senso comum que o dióxido de carbono e os CFCs causam danos à camada de ozônio.No entanto sempre existe os “pós’ e os “contras”.Achei interessante a matéria, e dessa forma que as indústrias supostamente estão atuando, acaba manipulando uma grande massa…
    Como estou pesquisando, me limito a poucas palavras.Mas peço a comissão organizadora do site que entrem em contato comigo.Para que eu possa saber mais sobre o assunto e poder passar essa versão da camada de ozônio para outras pessoas.
    Obrigada, pelo direito de mostrar meus pensamentos e questionamentos.
    Aguardo respostas.

  • Administrator disse:

    Laís:

    Estamos dispostos a ajudar no que puder, pois esta é também uma das finalidades deste blog. Mas, para isso, é necessário que você se cadastre em nosso blog ou nos envie o seu e-mail. Do contrário, como poderíamos contactá-la?

    Estamos preparando para breve (dentro de, no máximo, uns 5 dias) um outro artigo complementar a este e que, acreditamos será a pá de cal sobre o assunto. Continue nos visitando e acompanhando os artigos e comentários ou envie-nos o seu e-mail.

  • jai disse:

    fran tudo bom?
    bjao

  • estudante biologia disse:

    bom adorei,essa materia,pois tive que apresntar um trabalho na faculdade e nao pude falar sobre essa matéria,pois minha prfª falou uqe eu iria fugir do contexto,,,,,muito,,,boa esa matéria ,,,vou passar para frente,,,ja imprimie e vou divulgar na escola que dou aula

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