Filósofos – Russell (Bertrand)

20/10/2007
by Administrator

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Bertrand Russell

Lógico, filósofo e ativo militante político, Bertrand Russell acreditava que a filosofia deve preparar o terreno para uma ciência pragmática que permitirá ao homem dedicar-se ao aperfeiçoamento do mundo em que vive.

Bertrand Arthur William Russell, terceiro conde de Russell e descendente de uma família de nobres liberais cujas origens remontam ao século XIII, nasceu em Trelleck, País de Gales, em 18 de maio de 1872. Órfão aos três anos, foi educado por preceptores e governantas na casa da avó até matricular-se em Cambridge. A partir de 1910, como mestre de conferências nessa universidade, trouxe decisiva contribuição aos problemas de fundamentação lógica da matemática que marcaram o início do século XX. Obrigado a se demitir em 1916, em virtude da participação em movimentos pacifistas, foi multado e preso. Após visitar a União Soviética, fez ácidas críticas ao regime comunista. Denunciou então a natureza totalitária do regime soviético e predisse e condenou muitos aspectos do que seria mais tarde chamado de stalinismo.

Bertrand Russell enfatizou o caráter libertador da lógica e defendeu pontos de vista neopositivistas e behavioristas. Dedicou-se a três grandes áreas de estudo, com a premissa subjacente de que a visão científica do mundo é certamente a visão correta: a teoria do conhecimento, as relações entre lógica e matemática e, finalmente, entre lógica e linguagem. Pertinentes a esse último tema são a filosofia do atomismo lógico — influenciada pelas idéias de seu aluno Ludwig Wittgenstein, de quem mais tarde discordaria — e a chamada teoria das descrições.

A obra filosófica mais lida de Bertrand Russell é a History of Western Philosophy (1945; História da filosofia ocidental) que se tornou um best-seller no Reino Unido e nos Estados Unidos. Seu último grande trabalho filosófico, Human Knowledge, Its Scope and Limits (1948; Conhecimento humano, seu escopo e limites), foi recebido com certa indiferença. Essa decepção, aliada a suas divergências em relação ao novo movimento lingüístico na filosofia, levaram-no a desviar a atenção para a política internacional. Recebeu o Prêmio Nobel de literatura em 1950.

Em 1954, fez um polêmico pronunciamento em que condenava os testes da bomba H. Essa posição se desdobrou mais tarde na declaração de protesto Russel-Einstein e na Campanha pelo Desarmamento Nuclear, lançada em 1958, da qual foi presidente. Renunciou em 1960 para formar o Comitê dos 100, com o objetivo de incitar à desobediência civil. Destacou-se também no combate contra o totalitarismo e a intervenção americana no Vietnam. Bertrand Russell morreu no País de Gales, perto de Penrhyndeudraeth, em 2 de fevereiro de 1970. (*)

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(*)FONTE (texto 1, acima): http://www.coladaweb.com/perso/bertrandrussell.htm ============================================================ BIOGRAFIA (versão 2): Filósofo e matemático inglês

Bertrand Russell

18/5/1872, Trelleck, Inglaterra 2/2/1970, Plas Penrhyn, País de Gales "Por que repetir erros antigos, se há tantos erros novos a escolher?" A provocação espirituosa de Bertrand Russell bem demonstra seu interesse pela vida, pela liberdade e pelo conhecimento. De família aristocrática, Bertrand Russell cedo perdeu seus pais. Foi criado pelo avô, Lord John Russell e, com a morte deste, pela avó, Lady Russell. Educado em casa, por tutores, Bertrand Russell ingressou em 1890 na universidade de Cambridge, para estudar filosofia e lógica. Em 1894 casou-se com Alys Pearsall Smith, uma americana seguidora da seita quacre, de quem viria a se separar em 1911. Dedicando-se ao estudo da lógica e da matemática, Russel passou a publicar seus ensaios em revistas especializadas. Em 1901 descobriu o famoso "paradoxo de Russell", com grande repercussão no campo da lógica. Em 1908, tornou-se membro do "Trinity College", em Cambridge. Dois anos depois publicou o primeiro volume de sua obra "Principia Matematica", que se tornou célebre. Bertrand Russell ganhou reputação como um dos maiores lógicos do século 20 e um dos fundadores da ' filosofia analítica '. Durante a Primeira Guerra Mundial, Russell dedicou-se ao ativismo político. Em conseqüência de seus protestos contra a guerra, foi expulso, em 1916, do Trinity College. Dois anos depois, foi condenado a cinco meses de prisão, onde escreveu "Introdução à Filosofia Matemática". Em 1920 Russell viajou para a Rússia e a seguir foi para Pequim, onde viveu durante um ano como professor de filosofia. No ano seguinte casou-se com Dora Black, com quem teve dois filhos. Nessa época ganhou a vida escrevendo livros populares de ética, física e filosofia. Seus escritos para o grande público despertaram grande interesse. Em 1927 fundou a escola experimental "Beacon Hill", junto com sua esposa. Com a morte de seu irmão, em 1931, Bertrand Russell tornou-se o terceiro Conde Russell, título que pouco usou. Tendo-se divorciado de Dora em 1935, casou-se no ano seguinte com uma estudante da Universidade de Oxford chamada Patrícia Spence, com quem teve um filho. Mudou-se para os Estados Unidos em 1939, para lecionar na Universidade da Califórnia. Logo em seguida foi convidado a atuar como professor no City College de Nova York. Sua nomeação, no entanto, acabou sendo anulada, sob a alegação de improbidade moral, por suas opiniões radicais. Em 1944 Russell retornou à Inglaterra, integrando novamente os quadros do Trinity College. No ano seguinte publicou sua extensa "História da Filosofia Ocidental". Cinco anos mais tarde, foi agraciado com a Ordem do Mérito e, em 1950, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. Em 1952 casou-se com Edith Finch, a quem conhecia desde 1925. Sua participação política tornou-se cada vez maior. Em 1958, iniciou uma campanha pelo desarmamento nuclear e, em 1962, atuou como mediador na crise dos mísseis, em Cuba, impedindo a deflagração de um conflito atômico. Com Albert Einstein e outros cientistas organizou o movimento "Pugwash", contra a proliferação de armas nucleares. No final dos anos 1960 escreveu sua autobiografia, em três volumes. Morreu lúcido, aos 98 anos, na Gália, onde suas cinzas foram dispersas. (**)

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(**) – FONTE (texto 2): http://educacao.uol.com.br/biografias/ult17892u211.jhtm

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Outros dados biográficos:

Um pequeno detalhe que nenhuma das biografias acima esclarece bem, mas que me sinto na obrigação de fazê-lo porque li isso em meu livro "Autobiografia de Bertrand Russell, Vol III, 1944-1967 ( trad. Álvaro Cabral – Ed Civilização Brasileira, 1972)", onde ele mesmo confessa que tanto em 1916, quando foi demitido do Trinity College, da Universidade de Cambridge, onde lecionava, como em 1939, no City College em Nova York, o motivo declarado oficialmente é que ele era um ativista político e poderia influenciar os alunos. Outra alegação é que ele tinha improbidade moral perniciosa, por suas opiniões radicais, desquallificado, portanto, para lecionar. Mas o real motivo não era esse. O problema é que ele era ateu e, em determinadas ocasiões expressava suas opiniões anti-religiosas em aula e isso, para a Igreja, era intolerável. Daí a pressão covarde da Igreja para demiti-lo e daí também a pressão que chegou a levá-lo à prisão e privá-lo, por alguns anos, de fazer suas grandes e rotineiras conferências.

Só que ele, um libertário brilhante, deu a volta por cima, recuperou-se, foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1950 e continuou sendo respeitado como escritor, conferencista, matemático, filósofo, pacifista e pensador, até o fim da sua vida (e também depois da sua morte, até hoje).

Algumas Frases:

  • O fato de uma opinião ser amplamente compartilhada não é nenhuma evidência de que não seja completamente absurda; de fato, tendo-se em vista a maioria da humanidade, é mais provável que essa opinião difundida seja tola do que sensata. (ex.:'As causas do "aquecimento global"(???)' – grifo nosso').
  • A estupidez coloca-se na primeira fila, para ser vista; a inteligência coloca-se na retaguarda, para ver.
  • O truque da filosofia é começar por algo tão simples, que ninguém ache digno de nota, e terminar por algo tão complexo, que ninguem entenda.
  • A vida é demasiado curta para nos permitir interessar-nos por todas as coisas, mas é bom que nos interessemos por tantas quantas forem necessárias para preencher os nossos dias.
  • Os nossos pais, amamos porque somos seus filhos – é um fato inalterável. Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferecem um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer lugar.
  • A religião cristã sempre foi e ainda é a principal inimiga do progresso moral da humanidade.(grifo nosso)
  • O tempo que você gosta de perder não é tempo perdido.
  • A maioria das pessoas prefere morrer a pensar. De fato, muitos o fazem.
  • Muitos homens cometem o erro de substituir o conhecimento pela afirmação de que é verdade aquilo que desejam.
  • Por que repetir erros antigos, se há tantos erros novos a escolher?

Fontes das frases acima: Diversas, em livros e internet; Autobiografia de Bertrand Russell – Vol. III – 1944-1967, 1972, Ed. Civilização Brasileira;Wikipédia – Enciclopédia Digital; Ponteio – Banco de Dados (www.ponteio.com.br ); Mundos dos Filósofos – www.mundosdosfilosofos.com.br

Algumas das principais obras:

Bertrand Russell possui uma extensa obra literária (perto de uma centena, entre originais e traduzidas) e, é óbvio, não seria prático listá-las todas aqui. Mas quero dar aos nossos leitores uma rápida visão de quão profícua, variada e importante foi a obra deste importante filósofo, pensador, escritor, matemático, professor e ativista político, aliás, o meu filósofo preferido, desde os meus 16 anos, quando dele tomei conhecimento, lendo algumas de suas obras. Vejam, e só pelos títulos de uma pequena parcela delas, já dá para tirarem suas conclusões sobre o que falei.

Autobiografia de Bertrand Russell 1914-1944 (by B. Russell; .t. J. Laurênio de Mello); Philosophical Essays (by B. Russell); Autobiografia de Bertrand Russell 1944-1967(by B. Ruusell, Vol III, trad. Álvaro Cabral);Caminhos para a liberdade, socialismo, anarquismo e sindicalismo (by B. Russell – t. R A Rempel/Breno Silveira); The problem of Philosophy (by B. Russell); Ensaios escolhidos( by B. Russell); Bertrand Russell on God and religion (Bertrand Russell a respeito de Deus e religião, by B. Russell); Por que não sou cristão e outros ensaios sobre religião e assuntos correlatos (Why I am not a Christian and other essays on religion and related subjects, by B. Russell); ABC da relatividade (lang. Portuguese, by B. Russell); A history of western philosophy (by B. Russell); Introduction to mathematical philosophy (by B. Russell); História do pensamento ocidental: a aventura dos pré-socráticos a Wittgenstein (By B. Russell, tr. Laura Alves/Aurélio Rabelo); Novas Esperanças para um Mundo em Transição (New Hopes for a Changing Worl, by B. Russell); A sociedade Humana na Ética e na Política (Human Society in Ethics and Politics, (by B. Russel); Selected papers of Bertrand Russell (by B. Russell); Ensaios Impopulares (Unpopular essays, by B. Russell); Authority and the Individual(by B. Russell); Marriage and morals (by B. Russell); The conquest of happines (by b. Russell); Perspectiva da Civilização Industrial (ed. portuguesa, by B. Russeell, Dora Winfed Black; Russell Countese); Logic and knowledge: essays, 1901-1950 (Lógica e conhecimento: ensaios, 1901-1950, by B. Russell) …

Fonte da listagem das obras: Livros lidos(divs) , Wikipédia e Worldcat (http:// worldcat.org/)

Ufa! Cansei Tem muito mais, mais que o dobro do que está aí em cima. O resto, vocês pesquisam.

Mais sobre Bertrand Russell : visitem tambem esta página: http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/seminario/russell/ .

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Comentários críticos e opinião oficial da Administração do DDD:

Na nossa modesta opinião, Bertrand Russell foi o mais representativo e profícuo filósofo do século XX, talvez o maior deles, em todos os tempos, porque com atuação em diversas áreas do conhecimento e da política e com uma das mais extensas obras literárias, científicas e filósóficas já publicadas (perto de uma centena), deixou, como escritor, professor, filósofo, conferencista e pacifista, uma imensa colaboração para a humanidade, em obras, atitudes e posicionamentos. E mais: diferente de qualquer outro que lhe precedeu ou sucedeu, fez-se ouvir e respeitar nos 4 cantos do mundo, viajou por vários países e deu-se a conhecer sendo, de fato, um transformador de opiniões que mantinha contatos pessoais com o seu público, nas aulas e conferências que proferia, além de responder cartas e perguntas em rádios, jornais, revistas e locais públicos. Os grandes governantes e líderes mundiais temiam as suas idéias e a sua verve e evitavam o confronto, procurando sempre obter a sua aprovação. Com o seu grande amigo, Einstein, pode-se dizer que ajudou a evitar a terceira guerra mundial e o desenvolvimento da bomba atômica e da bomba de hidrogênio (bomba H). Que outro grande filósofo teve essa oportunidade e a aproveitou com vitória?

E Russell era "ateu"…

Vale à pena conhecê-lo. Leiam tudo o que puderem! Se não puderem, leiam apenas a sua autobiografia, em 3 volumes, e que mais parece um romance (só que real), tão emocionante como foi mesmo a sua vida.

(Opiniões próprias, da Administração do blog, sujeita a críticas e correções)

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1 Comentário

  • Ivo,

    Este post contribui, muito bem, para divulgar fatos importantes da vida deste grande pensador. Já lhe disse que simpatizo muito com as ideias de Bertrand Russel, esse livre pensador, cuja visão de mundo ajuda a libertarmo-nos de amarras conceituais.

    Um abraço.

    Nelson

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