Filósofos – Nietzsche (Friedrich)

20/10/2007
by Administrator

Friedrich Nietzsche

 

Filósofo alemão (1844-1900), os seus avós e pai foram pastores protestantes, enquanto que ele é profundamente ateu. Mas recebe uma sólida formação humanista. Estudante em Bona e em Leipzig, Schopenhauer e Wagner foram seus guias espirituais; professor na universidade de Basileia (1869 a 1880), onde é nomeado catedrático com 24 anos. Renuncia à cátedra por motivos de saúde: com terríveis dores de cabeça. A partir de então viaja muito: Riva, Génova, Sicília, Rapallo, Sils-Maria, Turin, etc. A sua vida torna-se austera, encontrando-se em profunda solidão. As dores tornaram-se cada vez mais frequentes e insuportáveis. E começa um período cheio de extravagâncias. A loucura está próxima. É então que um dos poucos amigos que lhe resta, senão o único, fá-lo internar numa clínica psiquiátrica de Basileia, em 1889. É-lhe diagnosticada uma lesão cerebral. Morreu louco, em 25 de Agosto de 1900. Nietzsche recusou os valores culturais existentes, representados pelo cristianismo e os sistemas que preconizavam a igualdade entre os homens, arvorando o seu protótipo, o «super-homem», criador da essência e de vidas adequadas à sua estirpe ou classe. A recusa da moral cristã, ou «moral dos escravos», bem como o seu entusiasmo pela vida foram princípios invariáveis da sua filosofia. A sua investigação, direccionada para uma síntese entre o mundo dionisíaco dos desejos e o mundo apolíneo da sabedoria, marca também o seu pensamento. O esforço da sua moral vai no sentido de sair do pessimismo mais profundo, mas reconhecendo todas as experiências negativas, as «desgraças» que a vida pode reservar ao homem: a sua máxima era «fazer com o desespero a mais profunda esperança, a mais invencível», graças a um heróico esforço da vontade e da imaginação. Obras importantes: A Origem da Tragédia (1872), Considerações Intempestivas (1873-76), Humano, Demasiado Humano, (1878), A Gaia Ciência (1881), Assim Falava Zaratustra (1885), Para Além do Bem e do Mal (1886), A Genealogia da Moral (1887), Anticristo, Ecce Omo (1888), O Crepúsculo dos Ídolos (1889). (*)

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FONTE (texto acima): eurosophia – www.eurosophia.com/filosofia/filosofia

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Principais obras publicadas:

As que já foram citadas na biografia 

Influências:

Nietzsche, como todos os filósofos, pensadores e escritores, sofreu influências e influenciou também outros grandes filósofos. Influenciaram-no, principalmente, Kant, Shoppenhauer e Ralph Waldo Emerson. Sofreram a influência de Nietzsche: Jung, Heidegger, Albert Camus e Jean Paul Sartre.

Algumas frases e pensamentos: 

  • – Na minha vida ainda preciso de discípulos e se meus livros não serviram de anzol, falharam na sua intenção.
  • Onde quer que a influência dos teólogos seja sentida, há uma transmutação de valores, os conceitos de “verdadeiro” e "falso” são forçados a inverter suas posições: tudo que é mais prejudicial à vida é nomeado “verdadeiro”, tudo que a exalta, a intensifica, a afirma, a justifica e a torna triunfante é nomeado “falso"
  • Todo aquele que possui sangue teológico em suas veias é cínico e desonrado em todas as coisas. Ao pathos que se desenvolve dessa condição denomina−se : em outras palavras, fechar os olhos ante si mesmo de uma vez por todas para evitar o sofrimento causado pela visão de uma falsidade incurável. (in "O Anticristo")
  • – O esforço dos filósofos tende a compreender o que os contemporâneos se contentam em viver. 
  • Aquele que vive de combater o inimigo tem interesse em deixá-lo com vida.
  • – O aumento da sabedoria pode ser medido com exatidão pelo domínio do mau humor.
  • – A recompensa final dos mortos e não morrer nunca mais

Fontes (frases/influências): Wikipédia, netsaber e RH. com br (http://www.rh.com.br/frases.php ) – ref. textos acima.

Comentário da Administração deste blog:

Nietzsche talvez seja o mais odiado, o mais polêmico e o mais incompreendido dentre todos os filósofos. A principal razão é porque há quem diga que Hitler o admirava e que ele, Nietzsche, teria inspirado a filosofia nazista, o que não foi comprovado. Mas a fama ficou.

Um outro motivo era o fato de Nietzsche ser declaradamente um ateu e de não esconder isso de ninguém. Era um ateu autêntico, "fóra do armário". Um último e terceiro motivo era a sua forte e ácida ironia, a sua inaceitável prepotência e a discriminação contra as mulheres, que classificava como seres inferiores mas perigosos. Poder-se-ía dizer que Nietzsche seria o filósofo defensor da supervalorização do eu interior e da autoconfiança, que apregoava e incitava. Neste ponto, o fortalecimento da autoconfiança, louvável, mas pelo que escreveu e difundiu no intuito de demonstrar que essa era a atitude correta perante a vida, cometeu excessos doentios e ofendeu a muitos, principalmente à Igreja que, historicamente sempre exerceu o seu poder e domínio sobre os fracos.

Pensem bem: "Que seria da Igreja se os seus fiéis começassem a adquirir autoconfiança, serem fortes e auto-suficientes, e a dela prescindir?" Ora, a Igreja não aceita fácil perder ovelhas do seu rebanho. Daí… mais uma vítima, desta feita, uma ilustríssima vítima.

Não obstante a sua quase passionalidade e os excessos que cometia, não se pode negar a brilhante inteligência de Nietzsche e suas corretas conclusões sobre diversos conceitos. Errou muito sim, mas acertou mais do que errou. Mesmo quando já estava ficando louco, ainda produziu polêmica com o seu reconhecido sarcasmo e tiradas irônicas e inteligentes. Vale também à pena conhecer melhor o pensamento deste controvertido filósofo, nem que seja para polemizar suas teorias. Os erros que cometeu não o desmerecem naquilo que acertou. Esta, a minha modesta opinião.

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