Vilões da Amazônia – As Madeireiras

29/01/2008
by Ivo S. G. Reis

Eu não disse que era um problema de corrupção e de gestão?

Há menos de 2 meses, aqui mesmo neste espaço, em dois artigos (” Vilões da Amazônia – Um Problema de Gestão? ” e no outro ” Moto-serras… Mais Perigosas do que Armas de Fogo – Por que Não Controlam? “), denunciei a prática criminosa das madeireiras (leiam aquelas matérias para entender melhor).

Pois bem. A reportagem de ontem (28/01/2008), no Jornal Nacional, em conjunto com os ativistas do Greenpeace, mostrando como esses criminosos atuam para devastar imensas áreas da floresta amazônica, só veio confirmar o que todos já sabíamos: a exploração ilegal de madeiras na Amazônia é mesmo um problema de corrupção e de gestão, como explicávamos naquelas matérias. É lamentável que só o Governo não veja ou faça vistas grossas para isso.

Antes de nos preocuparmos em entender o ‘aquecimento global’ , por trás do qual existem intereses suspeitos (há uma montanha de dinheiro envolvido nisso, tanto que está sendo discutido no “Forum Econômico Mundial“, em Davos), devemos é entender essas coisas, reais, atuais, com efeitos no presente, e que acontecem bem debaixo dos nossos narizes.

O que preocupa, é que não é só isso: é pesca predatória ilegal, poluição de rios e de mares, desertficação de áreas, matança e comércio clandestino de animais em extinção e […]uma série de outras maldades praticadas pelo homem, ávido de obter lucros, a qualquer custo. Nada contra a que se estude o ‘aquecimento global’, até porque precisamos comprovar se ele é mesmo antropogênico. Mas essas outras coisas também são problemas ambientais, e muito mais importantes, por terem efeitos reais, no curtíssimo prazo.

Entenda-se que quando falamos em Amazônia, não nos referimos apenas ao Estado do Amazonas, mas a quase toda a Região Norte, excetuando apenas o Estado do Tocantins, que apenas recentemente a ela se integrou. Os dois estados mais afetados pelo desmatamento ilegal são os do Amazonas e Pará, pela abundância de florestas ainda nativas, com madeiras nobres.

A reportagem de ontem denunciava apenas um caso específico, no Estado do Pará e no Assentamento Renascer. Provou-se o desvio de 387 milhões de reais que seriam destinados aos assentados (cada um recebe cerca de 7,4 mil do Governo, para o desenvolvimento de ‘atividades agrícolas’ e despesas de instalação) que não chegaram ao seu destino. Provavelmente, foram para a mão das madeireiras e dos funcionários corruptos do Governo, no INCRA e no IBAMA.

O que ficou evidentemente na reportagem, foram os falsos assentamentos que, na verdade, tinham por favorecidos os laranjas dos madeireiros e, conseqüntemente, estes mesmos. Os laranjas ou eram pessoas pagas para exercer o papel ou vítimas inocentes, ludibriadas, sem saber o que ocorreu depois que utilizaram os seus nomes. O que impressiona, é a quantidade dos falsos assentamentos: quase 100%. Como pode o Governo não saber disso?

A coisa funciona mais ou menos assim: depois de obter a “licença de assentado” e ganhar um lote de terra para explorar, os madeireiros vão agregando várias licenças de lotes vizinhos e contíguos, até formarem uma grande área. Aí, levam para pontos estratégicos da região suas serrarias altamente sofisticadas, e derrubm todas as árvores que podem, utilizando tratores, correntões e as famigeradas “moto-serras” (odeio esta engenhoca). Com elas, o corte da madeira é fácil e rápido, permitindo que serrarias altamente mecanizadas laminem as toras, transformando-as em pranchas, empilhando-as e estocando-as, para venda ilegal no mercado interno ou para exportação. Lucro certo! É uma verdadeira pilhagem, voraz e consentida. A Amazônia pertence ao cidadão brasileiro e nem o Governo pode destruí-la, sem o consentimento do povo. E é claro que o povo quer o melhor para o seu patrimônio. Não aceita ser roubado.

E então, vamos pressionar o Governo a tomar atitudes de defesa, antes que a amazônia fique careca?

—————————————————————

Notas:

1 – Leiam artigo semelhante, sob o título “Extração Ilegal de Madeiras na Amazônia – Uma Solução Simplória: Proibir Geral!, publicado no meu outro blog, o ” Formou? – Disseca e Publica! “, em 30/01/2008;                                          

2 – Pude ver pessoalmente a atividade das madeireiras na Amazônia, quando viajei pela região, há 2 anos. Os fatos denunciados são verdadeiros MESMO. Todos por lá sabem disso e são revoltados com a inércia do Governo. Deste e dos anteriores.

 


Technorati : , , , , , , , , , , ,
Del.icio.us : , , , , , , , , , , ,

Powered by Zoundry

Blogger PostBookmark/FavoritesDiggEmailFacebookGoogle GmailGoogle+LinkedInPrintFriendlyTwitterYahoo MaildiHITTShare

31 Comentários

  • mgomide3 disse:

    Aquecimento global, como já tivemos ocasião de dizer, é apenas um dos aspectos resultantes da degradação do planeta que é feito sempre em função dos interesses econômicos. A desgraça apontada – corrupção para prática do crime de assassinato de florestas – é apenas mais um dos efeitos da ânsia do lucro. A mesma ânsia que preside todos os comportamentos da humanidade atualmente, Caminho errado, lógico! O caso apontado é repetição de outras ocorrências que vêm sendo divulgadas há muito tempo. Tudo isso nos leva para o mesmo abismo. Quando se fala em degradação do planeta está-se falando sobre todas as degradações, inclusive a degradação do caráter humano. Estamos sob o domínio do império econômico. O articulista pede uma solução para o desmatamento. Falando de leve, bem leve: A solução é simples: O governo (ministério do meio ambiente) proiba a comercialização, transporte e estocagem de: madeira e máquinas operativas de madeira. Fiscalização em cima. Caso de desrrespeito às determinações, desapropriação sumária de todos os bens em nome dos criminosos. Mas isso tudo é contra os interesses econômicos e ninguém vai mexer com o “deus” lucro.
    Não continuo este comentário porque me censuro. Afinal, não se pode escrever tudo o que se pensa.Mas eu, como ministro do meio ambiente, resolveria esse problema em três dias ou seria demitido. Como eu considero que seria demitido, então nem seria nomeado.
    . A solução desse e de outros estragos está na raiz de um problema global. Na Africa e na Ásia as florestas estão sendo assassinadas também. Quer dizer: não há solução local ou regional ou individual. A solução é global mesmo. É na raiz.
    E o primeiro passo é a criação de um governo mundial.
    Maurício

  • O maior equívoco praticado pela humanidade é querer solucionar problemas gerais sem eliminar as causas que lhes promovem. Ex.: Cada capitalista é portador de um sonho latente de poder absoluto sobre tudo e sobre todos. À medida que despertam de um deles com menores aspirações de abrangência, logo mergulham em outros de maiores amplitudes. O mundo é o limite. Seu instrumento de ação é o capital, que guarda uma aspiração de crescimento contínuo, com o qual consegue agregar lucros cada vez maiores, obtidos de um consumo crescente, muitas vezes desnecessários, num mundo em que as ofertas de meios decrescem com velocidade inversa da do crescimento das necessidades naturais de toda a humanidade, e mais as supérfluas de parte dela, instalada em nossas consciências por admirável trabalho de marketing. É indispensável para o crescimento do capital o aumento do consumo global. Só que, as reservas naturais do planeta já ultrapassaram do limite de sustentabilidade enquanto cresce o número de novos capitalistas ávidos por lucros e os antigos a exigirem maiores remunerações para seus capitais. Os governos se debatem entre o cumprimento de seus deveres legais e a ância por lucros de seus agentes, sejam eles guardas florestais ou os políticos que orientam aqueles em favor de madeireiras que, depois de investirem alto nos empreendimentos, são recompensadas com o lucros que lhes oferecem os receptadores dos produtos finais. Isso ocorre não só na área florestal,mas em toda infra-estrutura socioeconômica. Não haverá solução ampla e permanente para o problema se não for estimulado o desenvolvimento da consciência social para os erros que foram cometidos em nossa formação cultural e religiosa. “Entender é modificar-se”, já dizia um velho professor de psicologia. Portanto, para solucionar problemas de desmatamentos, tráfico de animais silvestres, construções de moradias em áreas de preservação ambiental, contrabando, desgoverno, etc. deve ser criado um SÉRIO movimento de conscientização mundial relativo às limitações ambientais, e ESTE FORUM poderá ser a semente. Vamos trabalhar para isso.
    Antídio

  • Administrator disse:

    Grande Gomide, sempre batendo em cima!

    Concordo plenamente com as sua sugestões sobre resolver o problema das madeireiras na Amazônia. Também penso assim. É simples mesmo e o Governo não faz porque não quer, ou porque não tem peito ou… (aí “vareia”).

    Veja o meu artigo “EXTRAÇÃO DE MADEIRAS NA AMAZÕNIA… UMA SOLUÇÃO SIMPLÓRIA: PROIBIR GERAL!, publicado no meu outro blog, o “Formou – Disseca e Publica!” e também em minha página no “Usina de Letras”. Propõe exatamente, sem mais nem menos, isto a que você se referiu: proibir geral. Aí, acabam-se as desculpas. Leia-o naquele blog e, se possível, comente-o, lá mesmo (aquele está tão pobrinho de visitas…)

  • Gilberto Castanheira disse:

    Muito bem falado. Por que esse calhordas do Governo não acabam com isso? Não sabem que as árvores são importantes para a conservação do solo e a purificação do ambiente? Será que esses f*** da p*** só vão parar quando a Amazônia virar caatinga?

    Por favor gente, expliquem: como é que se faz para essas coisas chegarem ao conhecimento deles?

  • mgomide3 disse:

    Caro Gilberto,

    Eles (o governo) sabem desses crimes, mas não têm competência para eliminar tais ações criminosas. Competência significa capacidade de resolver um problema. Para tanto, é preciso ter alguns instrumentos disponíveis, tais como: inteligência, visão, coragem, autoridade e mente livre, completamente livre para não serem influenciados por interesses econômicos próprios e do sistema vigente na estrutura do pais,
    O problema tem sido atacado assim: Ante o crime e os criminosos, o governo toma a primeira providência: lavra o auto de ocorrência e estabelece uma multa. Segundo ato: os bandidos entram na Justiça (bom, não me pergunte porque não sei que justiça é essa) e se defendem com base em leis (ah, leis, leis) . Como tais processos são rápidos (duram apenas 5 séculos), os bandidos continuam matando nossas matas e o governo continua fingindo que está tomando providências.
    Apareça sempre..

  • Mr. Spock disse:

    Posso bancar o advogado do Diabo?

    OK…não vou defender os madereiros e muito menos qualquer governo, mas essa identificação dos “vilões” está um pouco reduzida, não acham?

    É óbvio que a culpa principal é de quem corta e de quem deixa cortar, mas, e quem compra? Serão só os madeireiros que lucram com isso? E só os madeireiros nacionais?

    Na década de 80, se não me engano, foi mostrada na TV a frota de aviões (uns 3) do cacique caiapó Megaron, sobrinho de Raoni, bem como a imagen do cacique coberto de ouro, relógio de grife e usufruindo de moderna tecnologia no meio da floresta, incluindo telefonia via satélite. Segundo a reportagem, tudo aquilo teria sido adquirido com o “faturamento” da venda de mogno amazônico para madeireiras dos EUA, Japão e Europa. Tal mogno teria sido extraído, sob supervisão do cacique, das fabulosas reservas indígenas, muitas maiores que muitos países. A reportagem também afirmava ser Megaron um dos homens mais ricos do país.

    Hoje, o que se encontra na Internet e na mídia em geral é um Megaron defensor da floresta, participando de Fóruns mundiais e representando os defensores da Amazônia. Pouco é dito, por exemplo, que em tais reservas indígenas nem Exército entra, muito menos FUNAI, INCRA ou qualquer órgão governamental. Os caciques só permitem a entrada de missões estrangeiras, principalmente norte-americanas e japonesas.

    E o destino de tanta madeira? Alguem aqui tem um móvel qualquer em mogno maciço? Ou mora em casa feita exclusivamente de madeira?

    Enquanto isso, nos EUA, a moda em “furnitures” são as feitas de “brazilian mahogany” e as casas americanas são construídas de madeiras nobres amazônicas e de outras florestas tropicais (Indonésia, Gana…), uma vez que as próprias florestas nativas dos EUA já foram devastadas devido a esse arcaico processo de construção.

    E eu não creio que os madeireiros nacionais abram contas bancárias na Suíça, Miami ou Ilhas Cayman, portanto o lucro deles está aqui mesmo, talvez até fazendo parte de nossos recordes de exportações, sustentando índios, funcionários públicos, políticos…enfim “fazendo a economia girar”!

    Quem são os vilões mesmo?

  • Administrator disse:

    Meu caro e inteligente colaborador:

    O que vc argumentou está, diria, 90% correto, mas merece reparos quanto à culpabilidade dos madeireiros e do Governo.

    Analisemos: se como vc mesmo disse, nem o Governo consegue entrar nas reservas indígenas e se os madeireiros entram, cortam as árvores das reservas e começa a aparcer índio ficando rico, é porque eles foram “corrompidos pelos madeireiros”. Aí está a culpa destes. A do governo é pela omissão ou, quem sabe, co-participação.

    Pense nisso!

  • Mr. Spock disse:

    Ivo, não sei o que está acontecendo mas não consigo postar comentários estando logado. Já perdi 2. O abaixo eu tive o cuidado de copiar antes de enviar, seria o terceiro perdido (o que me deixa fulo!!).
    ____________________________________________________

    Ivo,
    Essa questão da madeira amazônica se assemelha muito ao tráfico de drogas, assunto em que todo carioca é especialista. 😉

    Todos sabemos que “enquanto houver quem compre, haverá quem venda”, seja de forma legal ou ilegal. O maior exemplo histórico disso foi a estúpida Lei Seca americana, que só serviu para expandir a Máfia no país, causar a morte de centenas e iniciar um processo de corrupção generalizada, para durar apenas 2 anos.

    Vejamos o caso do tráfico, quem são os maiores vilões? Quem sustenta os traficantes e seus arsenais? Havia tanto tráfico há uns 40 anos atrás? O consumo de drogas é uma necessidade natural do ser humano?

    A meu ver, se ainda tivéssemos a estrutura familiar que tínhamos na minha infância, com certeza não teríamos nem 1/10 dos atuais problemas sociais. O tráfico é sustentado e incentivado pelos consumidores de drogas, estes sim os verdadeiros culpados e vilões da estória. Sem usuários, não teríamos quem vendesse, nem policiais vendidos, nem políticos envolvidos, nem mesmo capitalistas lucrando alto.

    O mesmo se aplica à madeira! Haveriam madeireiros se não houvesse para quem venderem a madeira? Nesse caso, já nem podemos culpar os consumidores brasileiros que são obrigados a consumir materiais de quinta categoria em benefício dos consumidores estrangeiros.

    No tocante aos governos, erraram mais por ações que por omissões. Erraram quando criaram “propriedades particulares indígenas” na Amazônia. Erraram quando classicaram os índios como pobres-coitados-explorados-pelo-homem-branco, dando a eles poderes e terras em quantidade muito maior do que dão a qualquer brasileiro produtivo. Erram agora ao quererem vender para o Mundo o bio-combustível (etanol ou óleo de soja) sem nunca terem estabelecido uma política de zoneamento agrícola. Ora! De onde pensam retirar tanto álcool?? Do sub-solo??

    Muitas das políticas ditas ambientais poderão causar muito mais estrago do que todo o petróleo queimado até hoje ou toda radiação gerada por usinas nucleares.

    A solução não está na mudança de comportamento de muitos e sim na inventividade de poucos. Dependemos cada vez mais dos raros gênios que ainda devemos ter no planeta, para que nos deêm invenções capazes de alterar todo o processo de utilização dos recursos naturais sobre o qual construímos as civilizações.

  • Mr. Spock disse:

    Desculpe a duplicação, não sabia que os comentários estavam moderados agora. Por favor Ivo, apague esses dois últimos meus. Grato.

  • Os crimes ambientais, como no judiciário, devem ser classificados como culposos e dolosos. Os primeiros, são os cometidos por pessoas que, mesmo conscientes do que fazem, são obrigadas a fazê-lo por necessidades maiores, até mesmo de sobrevivência. Já os dolosos, são praticados por empresários financiadores que, primeiro instigam o consumo de supérfluos nas pontas por preços escorchantes para obtenção de maiores lucros. Assim, através da mídia, implantam a insatisfação psicológica nas mentes dos consumidores, sobre as coisas que possuem e que lhes servem bem, para venderem-lhes coisas modernas, as vezes menos práticas e até inúteis, apenas para que se distigam entre outras pessoas. Exploram a vaidades. São roupas, calçados e objetos pessoal de grife, animais exóticos, etc. Automóveis de marcas e modelos famosos. Casas ou móveis feitos com madeira da Amazônia em extinção, tão raros quanto obras de artistas mortos. Como as leis não levam em consideração a ignorância, o consumidor final, que remunera o financiamento de todas as operações delituosas, são receptadores e os principais culpados; deverão ser caçados até debaixo da cama, mesmo que tendo que pressionando os países ricos a fazê-lo, uma vez que são tão interessados na preservação da Amazônia. Da mesma forma que se mobilizam, até mesmo em território estrangeiro para deter o envio de drogas e mercadorias contrabandeadas que prejudicam seus interesses, assim devem proceder no bloqueio de entrada em seus territórios de produtos de madeira cuja origem seja ilegal.
    Antídio

  • Mr. Spock disse:

    Antídio, vamos analisar a realidade friamente…

    Voce mora em uma casa/apartamento de alvenaria, certo? Acho que todos nós também…

    Para serem construídas, essas nossas habitações demandaram cimento, pedras, ferro e areia (no mínimo). Para se obter o cimento foi preciso se destruir uma montanha de calcáreo e se lançar toneladas de pó poluente na atmosfera. Para se obter pedra, nova montanha de granito foi embora e mais pó, para se obter o ferro a terceira montanha pro beleléu…

    Isso sem contar a tinta obtida por processos químicos poluentes das águas e de toda a energia elétrica gasta no processo.

    Pois bem…os americanos precisam morar também, concorda? Tradicionalmente as construções familiares nos EUA são feitas em madeira e até se justifica isso pelo clima frio. Como a maioria das florestas americanas de Pinus já foi utilizada, eles precisam procurar essa matéria prima (madeira) em outros lugares do mundo.

    Repare que não estou falando no mogno ou jacarandá para móveis de luxo, mas de madeiras resistentes para estrutura. O mesmo se aplica ao Japão e suas tradicionais casas de madeira, principalmente canela e cerejeira.

    Qual seria a opção dos americanos?
    Usar alvenaria? Não é isolante térmica e demandaria cimento, pedras, ferro…
    Não reconstruirem as casas derrubadas por tornados, furacões…?
    Viver ao relento?

    Mas alguem diria: Ora! Que vão procurar madeira em outro lugar!!

    E foram! Boa parte da madeira usada nos EUA atualmente provêm das florestas tropicais do Sudeste Asiático e da África. Faz alguma diferença para o planeta de onde vem a madeira?

  • Administrator disse:

    Mrt. Spock:

    Primeiramente, novamente meu agradecimento pela sua participação ativa e inteligente. Segundo, um esclarecimento: Os comentários não estão moderados, salvo quando ficam retidos no sistema automático de controle de spam. Foi o que aconteceu com os seus.

    De vez em quando pode ocorrer isso, quando no texto houver alguma(s) daquelas palavrinhas chaves cadastradas como possível de serem spam. Você sabe o que é isso. Não depende de mim. Foram padrões que eu estabeleci (talvez com algum equívoco), quando criei o blog. Ademais, vcê postou os comentários antes de eu saber que estava cadastrado e mudar a sua classificação para o segundo nível mais elevado de colaboradores.

    A partir de agora (já fiz as alterações) você poderá, inclusive publicar artigos (só não use negrito na última linha, nem o Word) e os comentários dificilmente ficarão retidos como spam, espero, porque foi assim que programei. Comentário de usuário cadastrado com nível de autorização para “publicar artigos” não pode ser spam, concorda?

    Quanto à questão da madeira, você está absolutamente correto. A única coisa que o Governo teria de fazer era proibir definitivamente a exportação de madeira da região amazônica e proibir, em definitivo, a concessão de licenças para corte lá. Teria também de classificar como crime a compra de qualquer madeira proveniente daquela região. Simples assim; só isso.

    Leia neste blog o artigo: “Moto-serras…Mais Letais do que Armas de Fogo – Por que não Controlam? e o outro “Vilões da Amazônia – Um Problema de Gestão?” e terá idéia do que está exatamente ocorrendo e das soluções que poderiam ser propostas.

  • Mr. Spock:
    Sinto muito não ter-me expressado bem. Quero dizer que, quem promove o desmatamento, comprando seus produtos, são os mesmos povos que o condena. Vejamos o problema por outro ângulo: as florestas tropicais que se desenvolvem em terras úmidas, como as plantas aquaticas, têm uma atividade metabólica muito mais acelerada do que as desenvolvidas nos paralelos de maior graduação. O oxigênio liberado por elas, não beneficia em nada os povos detentores das mesmas porque, sendo ele menos denso, eleva-se até maiores altitudes quando começam a receber insolação mais intensa e os raios utravioletas realizam a sua conversão em ozônio. Conservando a mesma altitude, esse gás forma a camada protetora contra os RUV e desliza para os pólos, onde é resfriado e reconvertido em oxigênio confome já lhe expliquei em artigo anterior. Das regiões polares, ele inicia a viagem de retorno às regiões equatoriais pelas camadas atmosféricas mais baixas, passando sobre oceanos e continentes onde é reforçado por outras fontes produtoras, para alimentar as combustões totais, entre as quais, as de materiais não renováveis. Assim sendo, a existência destas florestas tropicais permite que os países industrializados continuem, por mais algum tempo, queimando combustíveis fósseis (não renováveis) em seus fornos e veículos e mandando os gases poluentes liberados para serem reciclados nas florestas tropicais pertencentes a outros povos. Como o volume de carbono que chega às matas já é muito maior do que o que elas podem absorver, a atmosfera mais carbonada, portando mais densa, fica retida em maior porção sobre as regiões intertropicais, pela ação da força centrífuga do movimento de rotação terrestre, onde o carbono impactado pela luz solar, se aquece e irradia calor para promover o “aquecimento global”.
    Bom carnaval,
    Antídio

  • SempreAlerta disse:

    Olá, Senhores Membros da “Mesa redonda”:

    Não resisti vendo tanta argumentação e suestões e resolvi meter minha colher aqui, embora sem ser nenhuma entendida.

    Vou falar com a minha visão de povão mesmo: “Que me desculpem os ilustres debatedores, mas tudo que estão falando sobre o assunto, é claro que é verdade. Mas será que adianta? Será que não seria melhor dar logo um tiro único e certeiro?”

    Na minha opinião, é como alguns 2 de vocês já disseram aí em cima: Proibir de vez o corte e a comercialização de madeiras da Amazônia, principalmente se for para exportação. Aí, acacaba-se logo com essa lenga-lenga de pode-não pode, é legal-não é legal, etc.

    Para finalizar, um reparo ao que um de vocês disse, acho que foi o Sr. Antídio (disso eu posso falar porque sou advogada): Desculpe, mas sua classificação de CRIME CULPOSO está totalmente equivocada – crime culposo é aquele em que o agente o pratica sem a intenção ou consciência de praticar o dano. Ou seja, pratica “sem querer ou sem saber”, mas pratica. Já o DOLOSO é quando o agente tem consciência e a intenção de praticar o dano.

    Agora vamos raciocinar: Será possível que alguém que promova a derrubada de árvores em grande escala, na Amazônia, mesmo sendo de pouca instrução, não saiba que isso é um crime ambiental e que prejudica o meio ambiente? Não creio. Quando derrubam árvores o fazem sabendo que estão praticando um crime e um dano ao meio ambiente.

    Portanto, para mim, esse crime é sempre DOLOSO, sem desculpas e sem essa de questão de sobrevivência, porque não estamos falando daquelas famílias que derrubam algumas árvorezinhas para construir uma casinha e terem lenha para cozinhar. Essas não têm o poder de desmatar em grande escala.

    Estamos falando é das MADEIREIRAS DA REGIÃO AMAZÕNICA e, na minha opinião, todas são criminosas conscientes e ponto final.

  • Mr. Spock disse:

    Cara Doutora SempreAlerta,

    Data maxima venia, ad argumentandum tantum, em que pese crer V.Sª. não haver a possibilidade de cometimento de crime culposo na derrubada de árvores, o legislador entendeu ao contrário quando confeccionou a Lei n° 9605/98 que ispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências:

    “Dos Crimes contra a Flora

    Art. 38. Destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente, mesmo que em formação, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção:

    Pena – detenção, de um a três anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.

    Parágrafo único. Se o crime for culposo, a pena será reduzida à metade.

    Art. 38-A. Destruir ou danificar vegetação primária ou secundária, em estágio avançado ou médio de regeneração, do Bioma Mata Atlântica, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção: (Incluído pela Lei nº 11.428, de 2006).

    Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. (Incluído pela Lei nº 11.428, de 2006).

    Parágrafo único. Se o crime for culposo, a pena será reduzida à metade. (Incluído pela Lei nº 11.428, de 2006).”

    Isso é possível por se tratar de norma penal em branco, ou seja, o ato per si não é crime pois depende de outros fatores e condições determinados em outras leis ou regulamentações. Explicando: desmatar uma área que não seja de preservação, não é crime. Também, desmatar uma área com a devida autorização do ógão competente, não é crime.

    Portanto, o ato puro e simples de desmatar não é crime. Diferentemente do ato de matar um ser humano que sempre será um crime, ainda assim admitindo a modalidade culposa.

  • Mr. Spock disse:

    Apenas exemplificando o dito acima:

    “IBAMA autoriza Carvoaria a promover O Maior Desmatamento do Nordeste

    Grileiros estão transformando em carvão vegetal 114.755 hectares de Caatinga Arbórea, um dos biomas mais ricos e vulneráveis do país, em projeto de desmatamento disfarçado de plano de manejo sustentável, autorizado pelo IBAMA.”

    http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/01/371728.shtml

  • SempreAlerta disse:

    Meu Caríssimo “Mr. Sock”:

    Que você é brilhante, ninguém questiona, pois já demonstrou, com sobras. Mas não incorra no erro de comentar o óbvio. Mais adiante eu vou explicar o porquê.

    Hoke, como não pulo Carnaval, estou vendo o desfile das escolas de samba de S. Paulo, mas conectada ao meu PC, passeando pela Internet. Gosto de fazer isso de madrugada porque o tráfego é menor.

    Mas vamos à questão: a despeito dos seus comentários, que não se pode dizer que estejam errados, vou sustentar meu ponto-de-vista, que talvez não tenha sido entendido porque eu evitei comentar o que era óbvio. Em Direito, existe a máxima que se aprende no primeiro ano da faculdade; NÃO HÁ CRIME SEM LEI ANTERIOR QUE O DEFINA. Portanto, se a lei faz exceções (certas ou não) não é crime aquilo que a lei não definir como tal.

    É claro (e aí está o óbvio) que se o desmatamento é feito com uma licença ambiental, o ato, “de direito”, não é criminoso, mas “de fato” o é. Trata-se de uma questão de provas e enquadramentos. Melhor explicando: É sabido por todos a questão das “falsas licenças ambientais” concedidas na Amazônia. As madeireiras se valem delas para desmatar e até se provar que a licença é falsa, elas, perante a lei, não estão cometendo crime. Com ninguémse dispõe a provar ou nãotem interesse nisso, o crime continua sob o manto da legalidade e da impunidade e nada se pode fazer.

    Por outro lado, como toda lei, ela sempre deixa uma válvula de escape para evitar um possível cometimento de injustiças, sem a possibilidade de reparos. Quer um exemplo de crime culposo para o caso em questão? O empregado de uma madeireira que opera uma moto-serra mecãnica tratorizada para a derrubada de árvores.
    Ela desmata sob a ordem do patrão madeireiro e se houver recusa, pode perder o emprego. Nesse caso, mesmo sabendo que era ilegal, agiu sob COAÇÃO IRRESISTIVEL (um outro crime) e, nesse caso, o seu crime, aí sim, “poderia” ser considerado culposo. Mas o seu patrão madeireiro, não. Este cometeu crime doloso mesmo.

    Agora vamos a um outro caso: grupos de pequenos agricultores entram na Amazônia para plantar soja e desmatam vários hectares de floresta nativa, sem autorização do governo: aí é , de novo CRIME DOLOSO. Mas se tiverem uma licença ambiental para o desmatamento verdadeira ou falsa (mas não comprovada que é),, podem desmatar no limite das respectivas licenças, “sem serem considerados criminosos”, DE DIREITO. Ocorre que a maioria das licenças são falsas ou mesmo que legítimas, obtidas à custa de corrupção. Por isso, digo e repito: eles são criminosos conscientes sim, até o empregado que age sob coação sabe que está cometendo um crime.

    Portanto, e para finalizar: O problema é de ordem social, jurídica e política. Há que se mudar a lei tolerante por uma mais dura e o Governo se virar para fazer cumpri-la.

    Vixe! Falei demais. Beijão!

  • SempreAlerta disse:

    Oooops, errei! , Mr. Spock!

    Desculpe ter tratado o “Mr. Spock” por “Mr. Sock”. Considere a correção, com todo o respeito.

    Bjin, bjin!

  • mgomide3 disse:

    Só entrando nessa arena. Acrescentarei minha palavra como um igual nas intenções.
    Todos têm razão. Afinal todos estão expondo as opiniões advindas de sua própria cabeça; sinal de que estão pensando; são seres pensantes. Hosanas para vocês. Valem-se de informações seguras fornecidas por fontes serias. É justamente disso que estamos precisando: pessoas conscientes de que há um perigo imaginário ou real para o futuro da vida inteligente. Suas argumentações são bem fundamentadas e demonstram o caráter comum: cultivam o intelecto, algo muito raro atualmente. O povão (90%) mundial não quer ter o trabalho de raciocinar. Só quer saber de festas, ações irresponsáveis e alienação. “Ler é muito chato” já disse um eminente político. Meus agradecimentos comovidos a todos os que aqui têm oferecido o esforço de suas almas.
    Minha visão no caso: Estamos todos numa casa grande de 10 cômodos e cada um está num deles. A visão de cada um se limita às dimensões e condições do cômodo. Entendo que devemos alçar às alturas para enxergar que as causas dos problemas estão na casa, como um todo, e não nas partes. Ou melhor, estão nas partes que constituem o todo, a casa. Enquanto não enxergarmos o Todo, não teremos noção dos riscos.
    Estendendo um pouco a imagem acima, vamos dizer que a casa tem 176 cômodos e que cada repartição tem um nome. Um se chama Brasil, outro, Equador, outro China, outro EE.UU., outro França, etc. Suponhamos que nos EE.UU. falte lenha. Eles vão buscar no cômodo chamado Brasil e lhe retiram uma cadeira para queimar. Depois buscam uma pilastra da Indonésia. Cada cômodo vai agindo sempre em função de seus próprios interesses. E o Todo vai se degradando. Ninguém cuida dos interesses do Todo, da Casa. Essa casa se chama planeta Terra.
    Não podemos deixar de voltar nossa atenção para os interesses do Todo; os interesses das partes são autofágicos.
    E aí caímos numa visão completamente diferente. Meditando-se, examinando os comportamentos das massas (levados pelos desejos de toda ordem), e fazendo exercícios de análises dedutíveis vamos enxergar que o foco de nosso raciocínio passa a ser algo que não existe. O que não existe?
    Um governo mundial, efetivo, forte, responsável, autoritário para pôr ordem nessa massa imensa de seiscentos e sessenta trilhões de bactérias a que chamamos carinhosamente de humanos.
    Amigos, que tenham visão global de qualquer problema. Evitem a departamentalização ou o antropocentrismo.
    Um abraço com entusiasmo.

  • Mr. Spock disse:

    Senhoras e Senhores,

    Ao ser convidado pelo Ivo para participar deste e outros sites/foruns por ele administrados (assim como convidá-lo a participar do meu blog), deixei claro a ele que não pautava meus artigos ou comentários em “achismos” e sim em fatos cientificamente comprovados e publicados por entidades de credibilidade pública, bem como na legislação nacional vigente. Portanto, não esperem de mim meras opiniões pessoais sem o devido embasamento, quando muito observações sobre fatos inquestionáveis da realidade de todos nós.

    Passo a responder aos colegas:

    Antídio,

    Na verdade fui eu que não me fiz entender. O que quis dizer é que a exploração da Natureza pelo homem é um fato inerente à espécie e ao seu desenvolvimento. Não tivéssemos usado os recursos minerais, vegetais e animais do planeta, nem estaríamos aqui agora debatendo por meio de computadores.

    Querer alterar a memória genética do Homo sapiens através de leis e normas de conduta já se demonstrou por demais ineficaz. Querer retroceder a espécie aos Neandertais ou reduzir-lhe o número é no mínimo um contra-senso, para não dizer genocídio.

    Continuaremos a usar madeira, seja essa legal ou ilegal, por uma necessidade da espécie, não por uma necessidade social imposta ou por necessidade individual egoística. Portanto, leis escritas em papel não mudarão isso, até porque papéis pegam fogo e a lei, se fosse uma necessidade humana, não precisaria ter sido escrita (existe lei para respirar?).

    ___________________________________________________

    Ivo,

    Li seu artigo sobre moto-serras e a lei que regula sua aquisição, qual seja:

    Lei 8703/89
    Altera a redação da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, e revoga as Leis nºs 6.535, de 15 de junho de 1978, e 7.511, de 7 de julho de 1986.

    VI – ficam-lhe acrescidos dois artigos, numerados como arts. 45 e 46, renumerando-se os atuais arts. 45, 46, 47 e 48 para 47, 48, 49 e 50, respectivamente:

    “Art. 45. Ficam obrigados ao registro no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA os estabelecimentos comerciais responsáveis pela comercialização de moto-serras, bem como aqueles que adquirirem este equipamento.

    § 1º. A licença para o porte e uso de moto-serras será renovada a cada 2 (dois) anos perante o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.

    § 2º. Os fabricantes de moto-serras ficam obrigados, a partir de 180 (cento e oitenta) dias da publicação desta Lei, a imprimir, em local visível deste equipamento, numeração cuja seqüência será encaminhada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA e constará das correspondentes notas fiscais.

    § 3º. A comercialização ou utilização de moto-serras sem a licença a que se refere este artigo constitui crime contra o meio ambiente, sujeito à pena de detenção de 1 (um) a 3(três) meses e multa de 1(um) a 10 (dez) salários mínimos de referência e a apreensão da moto-serra, sem prejuízo da responsabilidade pela reparação dos danos causados.

    Na verdade essa legislação em muito se assemelha à de aquisição de armas de fogo, apenas com a alteração do órgão controlador e da parte penal.

    Em certo ponto voce diz:que seriam necessárias leis mais rígidas. Ora! Se nem a lei “branda” tem seu cumprimento fiscalizado (como voce mesmo adimite) o que o faz crer que a lei “rígida” teria?

    Como disse acima ao Antídio, leis não são a solução para mudanças de comportamento, se fossem já estaríamos livre dos homicídios desde Moisés. Parece ser uma característica atual do brasileiro achar que tudo se resolve com leis, como se já não tivéssemos leis em profusão, muitas que nem sabemos que existem.

    Só a evolução da espécie irá mudar certos comportamentos humanos praticamente imutáveis desde a pré-história.

    ___________________________________________________

    SempreAlerta,

    Como escrevi em comentário em outro artigo, crenças e fé não se discute (pelo menos EU não discuto).

    Meu intuito no comentário anterior foi o de mostrar a letra da lei evidenciando a previsão de modalidade culposa em crimes ambientais, diferentemente do que crê V.Sª.

    O óbvio é o que dita a lei. Interpretações de juízes, promotores e advogados são para serem discutidas nos Tribunais não em um fórum como este, a meu ver.

    ____________________________________________________

    Gomide,

    Um governo mundial, efetivo, forte, responsável, autoritário para pôr ordem nessa massa imensa de seiscentos e sessenta trilhões de bactérias a que chamamos carinhosamente de humanos foi tentado por um Cabo da Bohemia chamado Adolf Hitler, lá pelos idos de 1940 (apesar de sermos atualmente pouco mais de 6,6 bilhões de bactérias).

    Parece que a idéia dele não foi muito bem aceita, já que várias outras colônias de bactérias se uniram para bombardeá-lo, reduzindo sua colônia a cinzas, no que se costuma chamar de 2ª Grande Guerra Mundial.

    Também dizem que isso não foi muito proveitoso para a Natureza com tantas florestas destruídas pelas bombas, poluição das águas e do ar por tantas belonaves e aviões, grandes reservas minerais devastadas para a construção de material bélico…

    Ah sim…dizem também que foi por causa disso que as bactérias um pouquinho mais inteligentes criaram o maior terror dos ambientalistas: a energia nuclear…ou seria a BOMBA nuclear?

    Isso sem falar em uma colônia relativamente modesta antes de tudo isso, conhecida como Estados Unidos da América, que se tornou a cepa dominante e maior exploradora do planeta.

    Como voce vê, bactérias também seguem o modelo de seleção natural sugerido por uma delas chamada de Darwin. São capazes de criar resistência induzida por antibióticos e algumas até convivem com a radiação tão letal para outros seres vivos, por isso devemos ter extremo cuidado com os remédios que tomamos (ou recomendamos).

  • SempreAlerta disse:

    Caro “Mr. Spock” (agora acertei):

    Seguindo o seu padrão de respostas, já que são muitos os debatedores, vou dar uma resposta individual para cada um, ressaltando sempre que são meus pontos-de-vista, de natureza pessoal, que não pretendo impor a ninguém, mas apenas expressá-los, desabafar, já que esta é a natureza deste blog-fórum. É um blog porque é um blog; mas também é um fórum porque é um espaço em que se debate, com diferentes pessoas.

    Não é um fórum de especialistas a discutir sobre um tema específico. É um fórum popular de opiniões, tanto que não se exige que ninguem seja técnico ou doutor, ou “expert” ou PHD, para poder se expressar. Dito isto, vamos lá:

    Para o “Mr. Spock”:

    Spock, se aqui não é o lugar próprio para discutir esse tipo de assunto, onde seria? Acaso o governo nos destinou um lugar para isso? No Congresso, que seria o lugar ideal, o povo se diz “representado” pelos políticos que elegeram. Mas será que eles dizem e fazem o que o povo quer? Quando foi a última vez em que se realizou um plebiscito no Brasil e qual foi o tema, você lembra?

    Permito-me, com todo o respeito, divergir da sua opinião, “data vênia”, queridíssimo. Lugares como este são os lugares ideais, sim. Se não, o que estamos fazendo aqui? Jogando conversa fora? Vá se acostumando comigo, Spock. Se estou lhe dando atenção, é porque gostei de você, mesmo discordando de algumas das suas idéias. Sou meio bocuda mesmo, até por conta da minha profissão, onde quem é mole não engole ninguém.

    Quanto à questão do “achismo”, aí sou obrigada a concordar em parte, mas apenas em parte com você. Entenda que nem todos têm o seu critério, o do Antídio, o meu, o do Ivo e o do Gomide, que procuram dar opiniões seguras, embasadas no conhecimento e na pesquisa. E então, vamos impedir pessoas que não têm tempo de estudar e pesquisar, mas querem falar, de dar as suas opiniões? No que me toca, eu palpitei naquilo que “acho” que conheço um pouco, o Direito. Mas isso não me impede de fazer uma denunciazinhas do que sei e vejo por aí. 

    Veja a opinião do Gilberto Castanheira, aí em cima (parece ser do “povão”). Em 4 linhas, e até com um palavrãozinho, ele disse tudo, na lata, certinho. Podemos desprezar a sua opinião? Reflita sobre isso!

    Para o Sr. Gilberto Castanheira:

    Desculpe tê-lo citado como exemplo, mas foi necessário e isso não foi feito com o intuito de desmerecê-lo, esteja certo. Por que vc não teria o direito de “achar”?

    Para o Sr. Gomide:

    Nota MIIIIIIIIIL sobre a questão do “Governo Mundial” para controlar as massas. Alguém deveria pensar nisso, já que o Planeta é uma casa de cômodos em que todos moramos e não adianta administrar só um quarto. Cada um administra o seu e um, ou uma Comissão, administra todos. Nos prédios de apartamentos não existe um síndico? Por que não um síndico ou uma comissão de síndicos do planeta? Assim, os carinhas lá dos Estados Unidos não iriam levar mole a nossa madeira, sem a aprovação de todos.

    Para o Sr. Antídio:

    Desculpe ter discordado sobre o seu conceito de CRIME CULPOSO, mas tinha de corrigi-lo. Afora isto, nota mil também sobre o que vc disse.

    Para o Administrador:

    O negócio aqui está ficando quente e precisando de um mediador para botar ordem na casa. Afinal, é preciso ou não ser um “expert” para opinar sobre um assunto?. Se este requisito é imprescindível, tô fora, pois assim, só posso entrar em fóruns que discutam o Direito, minha área de formação. Mas se eu gosto de Ecologia e quero palpitar, mesmo sem entender muito, devo procurar outro lugar?

  • Alice disse:

    Resposta para a SEMPRE ALERTA:

    Não deve sair não, amiga. Acho que somos só 3 mulheres aqui, contando comigo, que quase não participo, e se você sair o bloco feminino ficará muito enfraquecido, apesar de você valer por duas.

    Também sou bocuda igual a você e talvez até mais. Não tenho participado muito porque a p*** deste blog, apesar de bom, é muito focado em Ecologia, e esta não é a minha praia. Só vejo neguin falar, falar, falar e nada se resolve!… Por isso, confesso, fico um pouco omissa. Por isso e porque o assunto é complicdo mesmo. Envolve Ciência, Sociologia, Política, Direito, Biologia e até Astronomia. Como vou entrar nessa seara, com tanta gente boa já fazendo o trabalho sujo (sujo, no bom sentido de ser cansativo)?

    Agora, o fato de eu não pesquisar como eles, não deveria me impedir de dar minha opinião, como vc frisou. APOIADA!

    Sabe por que passei aqui? Por que adoro uma briguinha. Fui procurar o artigo do Sr. Antidio, chamado DEBATA, DESVENDE E DIVULGUE, onde está se travando outra batalha e vi este, por acaso. Achei que aquele iria ser o campeão, mas este… puxa vida! 20 respostas e ainda não se chegou a uma conclusão? Viu porque não gosto muito de discutir Ecologia?

    Sr Administrador:

    Quando é que vocês vão falar sobre os outros assuntos não ecológicos? Este já é o meu terceiro protesto.

  • mgomide3 disse:

    Caro Mr. Spock, companheiro de caçada ao dragão.
    Entendo que as idéias aqui apresentadas devem ser apreciadas no seu puro sentido, sem tergiversações, para que não caiamos na discução sobre o sexo dos anjos. Propuz uma visão de casa e não dos cômodos, outrora um deles alojado por Adolf Hitler e que se esforçou para se apoderar pela força de mais alguns cômodos em proveito próprio, fato que não se harmoniza com as argumentações de minha exposição, ficando em consequência inócuo perante os objetivos que os ambientalistas em geral tentam trazer para debates esclarecedores.
    A população mundial foi citada como sendo efetivamente de 660 trilhões e confirmo o dado. Basta reler meu arrazoado intitulado “A população mundial”.
    Minha missão não é preocupar-se com contestação aos companheiros, mas apresentar idéias que nos levem ao caminho correto para salvar o planeta, encorajando-os nessa difícil tarefa, pois os que se opôem a nós são muito fortes, a começar pelo sr. Bush.
    Um abraço fraterno.

  • Aos Nobres Debatedores:
    Este fórum reflete exatamente o que ocorre com o pensamento popular: objetivos de menor importância tornam-se mais destacados e discutidos dependendo do ângulo de visão em que se encontra cada debatedor, de acordo com suas experiências profissionais ou outras por ele vividas. Isso me faz lembrar de um livro de leitura do curso primário que contava a estória de alguns cegos de uma pequena cidade em que se exibia um circo. Pediram ao proprietário que os deixassem tocar no elefante, já que não podiam vê-lo e queriam ter uma idéia de como ele era. O circense concordou que cada um fizesse uma aproximação rápida em cada intervalo das apresentações, Assim feito, após o espetáculo, eles se reuniram para trocarem impressões. O primeiro, que havia tocado nas pernas do animal, comparou-o com palmeiras de casca macia; o segundo, que havia tocado apenas na ponta da cauda, discordou; acho-o mais semelhante a um espanador; já o terceiro que apalpou uma das orelhas do bicho, estranhou a opinião dos companheiros porque achava sua forma mais semelhante a um grande abano; por fim, o último que tocou na tromba, achou incorreta a opinião dos demais porque era evidente que o animal tinha forma de uma grande cobra. Agora, companheiros, eu os convido para a seguinte reflexão: “se estamos contemplando uma praça pelo lado “A”, a nossa visão será totalmente diferente daquela que nos oferecerá os demais lados da praça. Essa nossa visão “A” é para nós a real, (embora, algumas vezes, não seja) “. De acordo com o acervo de conhecimentos experimentais do observador, ele poderá deduzir as visões que poderão ser obtidas dos demais lados da praça e compor o todo, conforme fazem os arqueólogos para deduzir as formas e hábitos de animais pré-históricos, partindo apenas de alguns ossos. Estes observadores têm visão menos profunda do que a periférica que é muito ampla, o que os fazem deduzir o que não vêm com maior aproximação. Alguns debatedores que discutem o desmatamento da Amazônia, não levam em consideração que os motivos que levam os indivíduos a praticá-lo foram causados por uma série de outras causas antecedentes que, por sua vez, tiveram origem em outras que, irradiadas, produziram outros fenômenos não desejáveis nas áreas ambientais, sociais e econômicas. E que, não se corrigindo a causa primitiva, os fenômenos atuais tornar-se-ão incontroláveis enquanto outros novos e mais graves surgirão. Portanto, a sobrevivência das gerações mais novas e das futuras, depende de boa dose de abstenção do consumo supérfluo das atuais classes mais abastadas, a fim de evitar o cáus previsto no livro “AGORA OU NUNCA MAIS”, romance editado pela Livraria Altana, de M.G.Martins.
    Atenciosamente,
    Antídio

  • Super disse:

    Ivo…

    À respeito da reportagem comentada do jornal nacional, concordo plenamente com todas as opiniões de todos que participam desse blog. Analisando a fundo, todos os pontos de vista tem uma particular interpretação e as opiniões, por mais adversas que sejam e interativas, todos temos uma opinião em comum: “A preocupação com o nosso planeta.”
    Será que vamos deixar de ficarmos em cima do muro, porque como eu já ouvi uma vez que em terra de cego quem não tem um dedinho mindinho é rei.

    abraços.

  • Ramires disse:

    A PRÓXIMA GUERRA
    (Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou
    recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima.
    Trata-se de um Brasil que a gente não conhece)

    “As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um
    pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um
    relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.

    Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até
    pessoas com um mínimo de instrução.

    Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a
    verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem
    razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e
    por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra. Aqui não existem
    muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui
    quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais
    e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro.

    Se não for funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe
    ajuda de Programas do governo. Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco
    mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena,
    portanto restam apenas 30%, descontando-se os rios e as terras improdutivas
    que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias
    cidades.

    Na única rodovia que existe em direção ao Brasil que liga Boa Vista a
    Manaus, (cerca de 800 km) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva
    indígena Waimiri Atroari por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00
    da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com
    autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam
    incomodados.

    Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos,
    europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90%
    dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.

    Detalhe II: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma
    autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A
    maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a
    maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas
    reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas.

    É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer
    nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das
    contas pasme, se você quiser montar um empresa para exportar plantas e
    frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc, medicinais, ou componentes
    naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar
    ‘royalties’ para empresas japonesas e americanas que já patentearam a
    maioria dos produtos típicos da Amazônia.

    Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: “É; os
    americanos vão acabar tomando a Amazônia” – e em todas elas ouvi a mesma
    resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora
    simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí:

    “Irão, não, minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles
    comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando
    acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque
    quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui
    vai ser a mesma coisa”.

    A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é
    um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena.
    O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos
    indígenas.

    Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base
    militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com
    o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o narcotráfico.

    Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe
    chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as
    Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada,
    principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um
    incidente diplomático).

    Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na
    Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200
    dólares. Pergunto inocentemente às pessoas; “Porque os americanos querem
    tanto proteger os índios?”

    A resposta é absolutamente a mesma; porque as terras indígenas além das
    riquezas animais e vegetais, da abundância de água são extremamente ricas em
    ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante,
    pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas
    em PETRÓLEO.

    Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de Socorro a
    alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma
    utoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal, saio daqui com a
    quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho. Um grande
    abraço a todos. Será que podemos fazer alguma coisa? Acho que sim.”

    Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo
    desses absurdos.

    Mara Silvia Alexandre Costa Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag.
    Patog. FMRP – USP

    “Opinião pessoal: Gostaria que você, especialmente que recebeu este e-mail,
    o repasse para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista
    seria interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através
    dos telejornais antes que isso venha a acontecer.

    Afinal foi um momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus
    lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza
    norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo a
    fim de antecipar a próxima guerra. Conto com sua participação, no envio
    deste e-mail.”

    Celso Luiz Borges de Oliveira Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP

    Tel: (19) 3233-1840

    Celular: (19) 9136-6472

    e-mail´s:

    Celso@ufba.br;

    celso@agr.unicamp.br;

    celsoborges@gmail.com

  • Erony MichelleHaydee disse:

    O exterminio da nossa Amazonia, PULMAO de todo o planeta terra: A culpa temos nos, O POVO INTEIRO DE TODO O BRASIL.

    Quando elegemos governo inimigo da natureza, anti-patriota e ANTI-BRASIL: Perdemos o que sempre foi nosso, sentimos a nossa soberania vendida a preco de dolar, NO PALCO DA POUCA VERGONHA.

    Porque a tragedia da nossa selva amazonica, EH PURA FALTA DE VERGONHA.

    Vendemos a AMAZONIA, como quem vende a propria honra.
    Como se a nossa SELVA fosse mulher num prostibulo de quem paga mais.

    PIOR: EH O ESTUPRO DE NOSSA SOBERANIA NACIONAL.

    Por que o povo nao faz com que a midia fale mais dessa nossa tragedia, em lugar de comentar da neve em Chicago?
    -o-

  • antonio barroso da cruz disse:

    As arvores restante da amazonia tem 500, 800 anos, pçrtanto,corta-
    las no ritmo atual, em breve teremos a capoeira da amazonia,logo
    necessário se faz, confiscar todas as moto-serras,tratores e machados
    criar banco de mudas as todas as prefeituras, sob administração do
    IBAMA. Ali, sabemos existir milhares de mão de obra ociosa e que, uma criança,brincando com uma caixinha de leite vazia,um pouco
    de terra, um caroço de acaí ou qualquer fruta da região, pode fazer
    10 a 20 mudas por dia e o pai, se tiver disposição para ganhar dinheiro, fará centenas, estocara no terreiro, quando tiverem 200 ou
    mais avisam a prefeitura que lhe mandará pagar R$1,00 por cada
    muda, fazer o cadastro como fornecedor e orienta-lo as plantar
    quando tiverem 20c, em principio, proximo de suas casa, com dis-
    atancia de 10m;a seguiur avisa a preveitura que mandará conferir e lhe pagar mais Cr$1,00 por cada nuda plantada e assim sucessiva-mente. Quando que a distancia vai aumentando ele improvisa, usa os caminhos,as picadas, as canoas,faz mutirão, associação com os vizinhos; será uma verdadeira revolução, pois vão ganhar dinheiro que nunca viram na vida.Dos recursos: Primeiro do governo para implantar e iniciar o programa, depois dos bancos que ganham bilhões na especulação, depois dos organismos economicos internacionais e finalmente dos milionarios que gostam muito de árvores e bichos. A cada milhão doado reberá um certiificado dando o direito de respirar a vontade e inclusive, quando não respirar mais, deixar o ar puro como herança para seus descendentes que, daqui a cem anos, recorda-rão com saudade o desprendimento de seus antepassados. Esta sugestão já enviei ao presidente Lula,mas como não aceita palpite de quem está fora do governo mandou narquivar no lixo. Fala muito mas não faz nada, pelo contrario, dá milhoes para quem desmastou mais. Os programas de reflorestamento atuais, são inóquos, veja este ultimo implantado pelo governo do amazonas em novembro passado, o bolsa floresta, que da 50 para cada familia preserva-la,mas como eu conhe-ço o caboclo, vou dizer o que acontece: ele junta com o bolsa familia, deita na rede esperando a hora de pegar os peixes,enche a barriga, deita novamente, relaxa e goza, como diz a ministra.Falo com conhe-
    cimento de causa, pois sou paraense de Cametá, isto é, caboclo tambem e conheço toda a fronteira que vai do oiapoque até
    palmeiras, no rio javari; servi por ali como militar durante mais
    de 5 anos. (a) antonio barroso da cruz – rio de janeiro

  • antonio barroso da cruz disse:

    As arvores restante da amazonia tem 500, 800 anos, pçrtanto,corta-
    las no ritmo atual, em breve teremos a capoeira da amazonia,logo
    necessário se faz, confiscar todas as moto-serras,tratores e machados
    criar banco de mudas as todas as prefeituras, sob administração do
    IBAMA. Ali, sabemos existir milhares de mão de obra ociosa e que, uma criança,brincando com uma caixinha de leite vazia,um pouco
    de terra, um caroço de acaí ou qualquer fruta da região, pode fazer
    10 a 20 mudas por dia e o pai, se tiver disposição para ganhar dinheiro, fará centenas, estocara no terreiro, quando tiverem 200 ou
    mais avisam a prefeitura que lhe mandará pagar R$1,00 por cada
    muda, fazer o cadastro como fornecedor e orienta-lo as plantar
    quando tiverem 20c, em principio, proximo de suas casa, com dis-
    atancia de 10m;a seguiur avisa a preveitura que mandará conferir e lhe pagar mais Cr$1,00 por cada nuda plantada e assim sucessiva-mente. Quando que a distancia vai aumentando ele improvisa, usa os caminhos,as picadas, as canoas,faz mutirão, associação com os vizinhos; será uma verdadeira revolução, pois vão ganhar dinheiro que nunca viram na vida.Dos recursos: Primeiro do governo para implantar e iniciar o programa, depois dos bancos que ganham bilhões na especulação, depois dos organismos economicos internacionais e finalmente dos milionarios que gostam muito de árvores e bichos. A cada milhão doado reberá um certiificado dando o direito de respirar a vontade e inclusive, quando não respirar mais, deixar o ar puro como herança para seus descendentes que, daqui a cem anos, recorda-rão com saudade o desprendimento de seus antepassados. Esta sugestão já enviei ao presidente Lula,mas como não aceita palpite de quem está fora do governo mandou narquivar no lixo. Fala muito mas não faz nada, pelo contrario, dá milhoes para quem desmastou mais. Os programas de reflorestamento atuais, são inóquos, veja este ultimo implantado pelo governo do amazonas em novembro passado, o bolsa floresta, que da 50 para cada familia preserva-la,mas como eu conhe-ço o caboclo, vou dizer o que acontece: ele junta com o bolsa familia, deita na rede esperando a hora de pegar os peixes,enche a barriga, deita novamente, relaxa e goza, como diz a ministra.Falo com conhe-
    cimento de causa, pois sou paraense de Cametá, isto é, caboclo tambem e conheço toda a fronteira que vai do oiapoque até
    palmeiras, no rio javari; servi por ali como militar durante mais
    de 5 anos. (a) antonio barroso da cruz – rio de janeiro

  • beatriz disse:

    adorei os comentarios acima e concordo com tudo..
    o governo deve acordar pra vida e ve q anossa floresta ta acabando e sua
    flora e fauna tambem.
    E q ela e essencial a nossa vida…

  • Prezados, A Madeira, Nióbio, Floresta não é nada….! o assombro é a nossa
    água. Enfim… quem é que manda neste País?

    O apelo exótico da selva. Americanos vendendo água da Amazônia

    EQUA retirada do solo da Amazônia e distribuída nos EUA a partir de abril
    Num mundo em que as roupas e os acessórios servem para demonstrar a que tribo se pertence, não basta tomar água mineral – é preciso escolher a marca certa. Os famosos de Hollywood já elegeram a sua: Bling, cuja garrafa esbranquiçada – de vidro, naturalmente – leva aplicações de cristal e custa a bagatela de 50 dólares. Entre os simples mortais, um critério freqüente para escolher a mineral que combine com a própria personalidade é a origem do produto. Quanto mais exótica, melhor. A Fiji é extraída de um aqüífero formado numa antiga cratera vulcânica na Ilha de Viti Levu, no Arquipélago Fiji. A Ty Nant vem do País de Gales, aquela charmosa parte da Grã-Bretanha que há séculos tem aspirações separatistas – o que tem seu charme numa Europa Ocidental de fronteiras já bem delimitadas.
    Um dos lançamentos mais aguardados dos últimos tempos entre as águas de luxo é a Equa. Ela é extraída de uma fonte no coração da Floresta Amazônica brasileira. Sua história começa com o americano Jeff Moat, que trabalhou durante quinze anos em Manaus, onde tinha uma firma de exportação de pescados. Dois anos atrás, de volta ao Brasil, ele teve a idéia de analisar amostras das águas amazônicas. “As análises feitas em laboratórios americanos da fonte da Equa mostram que essa é a água mineral mais pura do mundo”, exagera Moat. A Equa chegará ao mercado americano em abril do ano que vem, ao custo de 8 dólares a embalagem de 750 mililitros. O lançamento no Brasil está previsto para maio de 2009.
    Assim como ocorreu com as águas engarrafadas tradicionais, o mercado das águas de luxo cresceu nos últimos anos. “O preço mais elevado desses produtos faz com que, apesar do número pequeno de consumidores, o setor movimente uma quantia significativa”, disse a VEJA Gary Hemphill, diretor da consultoria americana Beverage Marketing, especializada em bebidas. Com a multiplicação das águas minerais chiques, já surgiram até especialistas em degustá-las – os sommeliers do H2O, presentes em alguns restaurantes americanos de luxo. “A água mineral será amanhã o que hoje é o vinho”, diz Michael Mascha, fundador de um site dedicado a avaliar águas minerais de todo o planeta.

1 Trackback or Pingback

Deixe uma resposta