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O problema da Terra

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Damos a seguir divulgação de importante artigo do geógrafo Ricardo Honório, publicado pelo Correio Braziliense e republicado por EcoDebate em 9.1.10. 

A ciência nos ensina que a Terra precisou de alguns bilhões de anos até que fosse possível a existência de vida em sua superfície. Apesar de todo esse tempo, as primeiras espécies mais vegetavam que viviam. Eram mônadas, celenterados e espécies afins que serviam, ao que parece, de cobaias que testavam, para Alguém, a viabilidade da existência de vida no orbe recém-criado.

Com o passar do tempo, o planeta se resfriou e criou as condições para o recebimento de espécies mais complexas. Vieram os grandes animais aquáticos, os anfíbios, até que o orbe se tornou habitável. Quando tudo pareceu pronto, chegou a espécie mais complexa: o homem. E põe complexidade nisso!

No início, o homem vivia para se alimentar e se alimentava para viver. Depois, ele passou a viver para se alimentar e alimentar a sua prole. Quando a prole também começou a buscar alimentos para o grupo familiar, o homem passou a viver para se alimentar, alimentar a prole e armazenar o que não era consumido de imediato. Começava aqui a geração do que seria chamado de excedente de produção.

Com o excedente de produção, o homem percebeu que poderia diminuir o seu trabalho na busca de alimentos, haja vista que a prole se mostrara capaz de conseguir alimentos para todos. Em pouco tempo, se fez necessária a administração do excedente. Começa aqui a divisão de tarefas e de classes.

Com o aumento da população humana sobre a Terra, aumentou a demanda por alimentos. Os núcleos familiares, divididos em gestores do excedente e a prole produtora de alimentos, sentiram a necessidade de preservar os nichos que garantiam o fornecimento dos bens necessários. Iniciava-se, assim, a reserva estratégica das fontes de recursos que garantiam a produção, o consumo e o excedente.

Para garantir a apropriação dos nichos, foi preciso dividir a prole em administradores, produtores de alimentos e os defensores dos nichos. Para tanto, desenvolveram-se métodos e técnicas de defesa dos interesses individuais e grupais. Assim se iniciara a arte bélica como ferramenta de defesa desses interesses.

A vida espalhou-se pela Terra e o homem complexo disseminou a sua complexidade em todos os quadrantes do planeta. A forma de produzir, administrar e defender seus interesses foi difundida e copiada por todos os núcleos familiares. Quanto mais o homem complexo se desenvolvia, mais complexidade imprimia à sua forma de ver e viver a vida. A busca pelo excedente tornou-se tão importante que o foco deixou de ser a produção para a manutenção da vida e passou a ser a produção para a manutenção do excedente.

O tempo passou e os núcleos familiares se tornaram clãs, os clãs se tornaram castas, as castas se tornaram feudos, dos feudos surgiram as divisões territoriais e das divisões territoriais surgiram os países. Tudo muito complexo, conforme as complexidades do homem complexo.

Os métodos e técnicas para consecução de bens se aperfeiçoaram, mas mantiveram a mesma filosofia de criação de excedente, sem se preocuparem com detalhes importantes, como: até que ponto a Terra suportará a extração dos recursos naturais para a produção de excedentes? A fonte desses recursos é inesgotável? A acirrada e belicosa metodologia de defesa dos nichos de extração, produção e comercialização de produtos mais auxilia ou mais complica a complexa vida do homem complexo?

Algumas dessas perguntas já têm resposta. No entanto, surgem outras: quando Alguém utilizava as mônadas, os celenterados para testar a viabilidade de vida no planeta, será que imaginava uma Terra fragmentária e contenciosa, habitada por criaturas com tão alto poder de destruição e tão baixa capacidade de conciliação? Criaturas que aprenderam tanto a somar e tão pouco a dividir? Será que a complexidade do homem representada, sobretudo, pela sua capacidade de raciocinar, refletir, pensar não é capaz de fazê-lo ver que a exacerbada utilização dos recursos naturais e a implacável defesa de interesses individuais e de grupos levados ao extremo poderão conduzi-lo, inexoravelmente, à autodestruição da espécie?

O homem está vivendo seu grande paradoxo. Enquanto a sua inteligência lhe favorece a consecução de vários estilos de vida, alguns altamente danosos à estabilidade da vida no planeta, vícios morais como a insensatez, o orgulho, a vaidade, a intolerância, a avareza… o impedem de encontrar alternativas que corrijam a trajetória de equívocos seculares.

O que Alguém levou bilhões de anos para construir, o Homem, pela sua incúria, poderá destruir em poucos séculos!

Talvez, este texto, como tantos outros, não mudará nada nos destinos do nosso planeta; quiçá, quando muito, levará você, leitor, a refletir por alguns minutos, até que sua reflexão seja interrompida por uma nova necessidade supérflua, garantindo a manutenção do nosso estilo de vida (ou de morte?). Isso porque a produção de excedentes supérfluos não pode parar; porque a concorrência interpessoal, interorganizacional e internacional que dita o ritmo da nossa vida, não pode ser perdida; porque mais vale morrer agarrado ao lucro, do que viver para ver o outro lucrar!

Enfim, a Terra tem um grande e complexo problema: o homem! Eis aqui o grande e complexo desafio: o problema resolver-se a si próprio.

 

 

Regimentos internos do Senado e da Câmara, um entrave para a moralização do Congresso.

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Infelizmente, não cabe num curto espaço de um "post" de blog, explicar as normas que regem o funcionamento do Congresso Nacional e do processo legislativo brasileiro, em nível federal. Isto exigiria um ensaio profundo, realizado por juristas especializados e "cientistas políticos" e que fossem, ao mesmo tempo, apartidários e interessados somente em esclarecer os meandros do assunto para todos que quisessem compreender, não só como funciona, mas como se fazem  as "negociações" nos bastidores das duas Casas do Congresso, antes ou durante as votações que irão transformar um projeto em lei. Mas alguém, independentemente de ter ou não autoridade no assunto e de ser ou não especialista, precisa e tem o direito de emitir a sua opinião pessoal, esteja ou não correta, apenas parcialmente correta ou mesmo totalmente equivocada. O que não se pode é não trazer o assunto à baila.
Todos sabem dos escândalos políticos e impunidades que grassam, [...] Continue lendo…

A ilusão de 2010

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Já estamos em 2010.  Parece que houve uma mudança, uma alteração de rumo. Mas é apenas ilusão. Soltaram foguetes, gastaram-se milhões com festas, consumos, bebidas e comemorações. Não atino com o festejar dessa data.  Ainda estou com a cabeça balançando com a constatação de que a folhinha marca 2010. E esse balançar me leva a deixar solto o pensamento. Deixo-o navegar sem rumo, tocado pela brisa da liberdade, fornecendo-lhe apenas as energias da vitalidade. I
Imagino que morri em 2009, exatamente como ocorreu no mundo com tantas pessoas que viajaram para a eternidade. Nessa condição,  meu espírito observador fica pairando por mais algum tempo nesse planeta, naturalmente por atavismo da vivência. E vou percorrendo as ruas, as casas, visitando amigos e parentes. Noto que tudo se move sem alterações, como já se vinha procedendo no ano de 2009, numa perseguição louca do progresso. Tudo segue os hábitos, os costumes, as [...] Continue lendo…

Padres cantores: a moda pegou e eles e as gravadoras começam a faturar alto

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Pois é, vejam o que a mídia (principalmente da Globo) faz… Aproveitando a nova onda dos padres cantores e de cantores gospels, criam-se ídolos da noite para o dia, em nome da religião, e depois fatura-se alto com eles. Bom negócio para contratantes e contratados. Todos ganham, desde que quem não ganha (o público religioso e demais simpatizantes) compareçam em massa. E este padre mineirinho aí do lado, um dos nomes fortes da Gravadora Som Livre, das Organizações Globo, tem tudo para crescer. Verdade seja dita: canta e fotografa bem, é educado e de fala mansa e, acima de tudo, o mais importante - é "padre" e muito bem promovido . Tanto é verdade, que o seu último cachê já superou até alguns do Roberto Carlos, que tem 50 anos de estrada. Primeiro, o ídolo tem de ser construido, a exemplo de uns tantos outros (como Marcelo Rossi)  que [...] Continue lendo…

Espécies ameaçadas de extinção

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O Ministério do Meio Ambiente, pelo Ibama, ainda no tempo da ministra Marina Silva e depois de exaustivos estudos e pesquisas, apurou que 1.472 espécies vivas da flora e da fauna no Brasil estão ameaçadas de extinção. No entanto, foi oficialmente divulgado que o número era de apenas 472 espécies. Esse informe falso foi proveniente de pressão da presidência, alegando que aquele número iria refletir negativamente para o Brasil nos órgãos internacionais.  
Mas essa tragédia não se restringe apenas às nossas fronteiras. O número de espécies ameaçadas de extinção no planeta é realmente ignorado. Conhece-se, no entanto, que as já extintas, só no mês de janeiro de 2010, foram de 1.600. O mundo todo – cantinho por cantinho, na terra e no mar – é habitado, visitado e vasculhado pelo animal humano, o maior e mais eficiente inimigo gratuito da Vida e que conta em seu arsenal com um [...] Continue lendo…

Amostras de hoje indicam o futuro

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As recentes tragédias em Angra dos Reis e Haiti são apenas exemplos episódicos da evidência de que o rumo desta civilização é equivocado. Indica também a força orquestrada da mídia em geral. Outras ocorrências naturais em locais diferentes, com conseqüências e significados importantes, passam sem que o mundo tome conhecimento pelo simples fato de que, no critério da mídia, é melhor ignorá-los. No Haiti mesmo temos a prova disso. Se o epicentro do tremor ocorreu a 15 km de Porto Príncipe, é claro que houve grande devastação no círculo territorial que abrange essa distância. No entanto, só cuidam da tragédia da capital; as desgraças das cidades das cercanias são ignoradas.  
Em Angra, fica escancarada a reação natural à ocupação humana desrespeitosa aos espaços geográficos moldados pela natureza. No Haiti, a maior tragédia é a miserabilidade do povo, numa demonstração do quanto é injusta a sociedade organizada em bases econômicas [...] Continue lendo…

Ação e reação

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  Esse é o ponto mais importante no momento para um perfeito entendimento do grave problema do meio ambiente. Referimo-nos ao interregno entre a ação e a reação. É lei básica, natural, de que à ação corresponde uma reação de força igual e em sentido contrário. Essa reação natural sempre se manifesta, mas o espaço de tempo entre a causa e o efeito varia muito segundo as circunstâncias. O não entendimento dessa correlação leva-nos a ignorar o maior perigo que já surgiu para a biodiversidade do planeta: o desequilíbrio definitivo das condições ambientais, cuja estabilidade e permanência são fundamentais para o ato de viver.
  O que leva muitas pessoas a não enxergar essa hecatombe é justamente o grande tempo entre a ação      de envenenamento e degradação que a atividade econômica vem realizando, e os malefícios visíveis e sensíveis que virão. Deve-se levar em conta que esses males vêm sendo [...] Continue lendo…

Aumento nas vendas de carros, nada o que comemorar

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A recente notícia da explosão de venda de carros foi comemorada pela indústria, que viu serem vendidos mais de 50% a mais de automóveis em dezembro do ano passado do que no mesmo mês de 2008, e 16,5% de diferença positiva entre dois meses consecutivos*. Entretanto, se olharmos por um ponto de vista racional, isso é motivo de lamento, não de festejo. Vários motivos nos levam a achar ruim, não bom, que os carros novos tenham invadido as ruas – causas ambientais e urbanas.

Em termos de meio ambiente, o que acharemos de quase 300 mil carros a mais, em apenas um mês, rodando nas nossas ruas, avenidas e estradas? São um pesadelo ecológico, com a piora do efeito-estufa, da poluição e da atividade mineradora. Só temos consequências ruins a imaginar ambientalmente com essa enchente automobilística.

Mais poluentes, com o enchimento do ar das cidades com ainda mais sujeira. Mais emissão [...] Continue lendo…

Judas e os trinta dinheiros

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   Entendemos que o episódio de Judas e os trinta dinheiros, que mudou completamente o rumo de uma história, sem querermos abordar o assunto como histórico ou religioso, foi a citação de uma ação emblemática e consistente na vivência social.  A compra de um beijo indicativo com 30 dinheiros, tem em seu significado a afirmação de uma verdade que vale e instrumentaliza a sociedade até hoje.
   Sempre foi assim. Aquele que tem muito dinheiro, vale não pela soma de seus bens sonantes em si, mas pelo poder de comprar consciências. Quantos miseráveis se vendem por apenas 500 reais? Vemos, no cotidianos de nosso âmbito, que é fácil achar pessoas que se dispõem a matar alguém que não conhecem a troco de 500 reais. São os executores, sem alma, sem cérebro, verdadeiros autômatos. Os mandantes, perversos, covardes, têm o instrumento realizador de sua vontade: o maldito dinheiro.
   Isso [...] Continue lendo…

Em defesa da corrupção

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Estamos vendo o grande espetáculo de corrupção relativo ao Distrito Federal. Antes, houve divulgação do mesmo fenômeno nos Estados de Minas Gerais, Rondônia, Rio de Janeiro, Maranhão, e outros, mas a mídia se encarregou de esquecer esses acontecimentos, pois os do Distrito Federal implicam projeções federais, enquanto aqueles se comportavam na esfera estadual, com eventuais ligações centralizadas em Brasília. Interessante! O escândalo maior abafa ou engole o menor. Não ignoramos os filhotes de corrupção esparramados nas áreas municipais, verdadeiros cursos primários dos iniciantes na difícil carreira política. Mas um rumo é sempre certo, a impunidade. Afinal, não se punem “anjos”.
Mas o Brasil é muito grande. Há sistemas corruptíveis para todos os gostos. Há corrupção na esfera judiciária, legislativa, executiva, abarcando as áreas federal, estadual e municipal. Apressamo-nos a consignar, por justiça, que nesses setores encontramos pessoas impolutas, dignas, sem qualquer mácula. Essas são as exceções da regra geral. [...] Continue lendo…

O mito do progresso

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Homenageando Gilberto Dupas, uma das mais brilhantes inteligências brasileiras, reproduzimos seu excelente texto abaixo que, no nosso entender, constitui uma visão perfeita da civilização em que vivemos. Chama-nos a atenção o fato de que o convite a desafio já foi atendido pelo nosso livro “Agora ou Nunca Mais”, onde perfilamos a destruição dos deuses econômicos que sustentam a atual civilização, por meio de um governo global,  e um simples retorno à vida natural.  
O autor, Gilberto Dupas, falecido em fevereiro deste ano, era presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI) e coordenador-geral do Grupo de Conjuntura Internacional da USP.
Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com
                                    Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/
 

"Convido o leitor a enfrentar um imenso desafio: tentar desconstruir o mito do progresso e libertá-lo da lógica do capital.
Qual o significado da palavra progresso no imaginário da sociedade global? Em Alice no país das Maravilhas, de Lewis Carrol, o gnomo [...] Continue lendo…

Natal

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por Rubem Alves
Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com
                                  Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/
 "(…) Natal me deixa triste. Porque, por mais que o procure, não o encontro. Natal é uma celebração. As celebrações acontecem para trazer do esquecimento uma coisa querida que aconteceu no passado. A celebração deve ser semelhante à coisa celebrada. Não posso celebrar a vida de Gandhi com um churrasco. Ele era vegetariano, amava os animais. Uma celebração de Gandhi teria de ser feita com verduras, água, leite e um falar baixo. Mais a leitura de alguns textos que ele deixou escritos. Assim Gandhi se tornaria um dos hóspedes da celebração.
 Agora, um visitante de outro planeta que nada soubesse das nossas tradições, se ele comparecesse às festas de Natal, sem que nenhuma explicação lhe fosse dada, ele concluiria que o objeto da celebração deveria ser um glutão, amante das carnes, bebidas, do estômago cheio, das conversas em voz alta, do desperdício. [...] Continue lendo…

A mudança de paradigma

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Transcrevemos esclarecido texto elaborado por Fritjof Capra, eminente ambientalista. 
Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com -  fabioxoliveira.blog.uol.com.br/
 

   “Na minha vida de físico, meu principal interesse tem sido a dramática mudança de concepções e de idéias que ocorreu na física durante as três primeiras décadas deste século, e ainda está sendo elaborada em nossas atuais teorias da matéria. As novas concepções da física têm gerado uma profunda mudança em nossas visões de mundo; da visão de mundo mecanicista de Descartes e de Newton para uma visão holística, ecológica.
   A nova visão da realidade não era, em absoluto, fácil de ser aceita pelos físicos no começo do século. A exploração dos mundos atômico e subatômico colocou-os em contato com uma realidade estranha e inesperada. Em seus esforços para apreender essa nova realidade, os cientistas ficaram dolorosamente conscientes de que suas concepções básicas, sua linguagem e todo o seu modo de [...] Continue lendo…

Melancólico desfecho da COP 15

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 Transcrevemos a seguir um esclarecedor artigo do eminente ambientalista Leonardo Boff,  www.leonardoboff.com/ .
Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com
                                  fabioxoliveira.blog.uol.com.br/

"MELANCÓLICO DESFECHO DA COP 15 - É A TREVA: RUMO AO DESASTRE
Uma jovem e talentosa atriz de uma novela muito popular, Beatriz Drumond, sempre que fracassam seus planos, usa o bordão: ”É a treva”. Não me vem à mente outra expressão ao assistir o melancólico desfecho da COP 15 sobre as mudanças climáticas em Copenhague: é a treva! Sim, a humanidade penetrou numa zona de treva e de horror. Estamos indo ao encontro do desastre. Anos de preparação, dez dias de discussão, a presença dos principais líderes políticos do mundo não foram suficientes para espancar a treva mediante um acordo consensuado de redução de gases de efeito estufa que impedisse chegar a dois graus Celsius. Ultrapassado esse nível e beirando os três graus, o clima não seria mais controlável e estaríamos entregues [...] Continue lendo…

Vitória dos Pobres em Copenhague

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  Antídio S.P. Teixeira
 
Não é necessário ser cientista para entender a conjuntura econômica ambiental em que se encontra o mundo; apenas um pouco de boa vontade para reflexão. O insucesso dos ricos que saíram da Conferência derrotados, deve-se ao fato de que as sua fortunas tornaram-se virtuais, uma vez que as moedas que as representam perderam seus lastros reais que eram as riquezas naturais do Planeta que eles vêem saqueando desde o início da Revolução Industrial, e que estão quase esvaídas. Também a Terra ficou saturada pelos efluentes lançados pela queima de combustíveis fósseis e os resíduos do consumo supérfluo promovido para a geração de lucros que vieram constituir as suas fortunas. Ou seja, os Tesouros Nacionais podem estar abarrotados de moedas cunhadas, ou de papéis impressos, sem que os governos de países ricos tenham disposição para comprometê-las em benefício do clima de todos que eles mesmos degradaram e, [...] Continue lendo…


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