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O absurdo da imortalidade

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   Inicialmente, é de toda a conveniência deixar claro que nossos dizeres a seguir constituem uma visão do outro lado do palco. É, por isso, destoante do que geralmente é lido, visto e sentido pelos que se situam como expectadores. Seria como que uma abordagem filosófica, uma pesquisa mental mais ampla e profunda; e dentro dessa perspectiva deve ser apreciada.

   O homem é o único ser vivo terrestre que se rebelou contra sua criadora, a mãe Natureza. Tentaremos explicar resumidamente como isso ocorreu.

   A Natureza, que tem a energia vital no âmago do átomo, construiu um sistema existencial que se ajusta adequadamente ao hábitat que lhe é oferecido. Essa adequação provém de modificações na formação da molécula complexa chamada ADN. Tais alterações, que se renovam a cada geração, implicam forjar arranjos combinatórios dos quatro elementos básicos que o formam, produzindo erros ocasionais. Esses erros aleatórios constituem o motor evolutivo do ser vivo.

   Há dois milhões de anos começaram a surgir alguns antropóides com algumas características ligeiramente diferentes de seus ancestrais. Com o tempo, essa sub-espécie foi evoluindo e sua anatomia produziu uma modificação na laringe com a formação de quatro pregas de membranas vibratórias, proporcionando-lhes a modulação sonora.

   O exercício desse linguajar primitivo estimulou o desenvolvimento cerebral. Como conseqüência, esses dois atributos exerceram mútuos estímulos para o desenvolvimento, tornando-se o hominídeo senhor da fala e pensamento. Até então, como todos os seres vivos, esse animal humanóide seguia cegamente as decisões instintivas. Munido, no entanto, com esses privilegiados poderes – fala e pensamento –, passou a tomar decisões por conta própria, rebelando-se contra a orientação vinda do instinto. Foi um ato de afirmação de independência e liberdade e o começo de ações antropocêntricas.

   Desgraçadamente, conservou ele alguns instintos sobre os quais não teve instrumental capaz de sobrepujar. Um deles é o instinto de preservação da espécie, o que resultou em detonação – juntamente com outros fatores – de grande poder de ações protetoras da prole.

   Inconscientemente, o homem luta contra a Natureza em seu próprio benefício, esquecendo o princípio necessário e básico do instinto de preservação do seu meio de sobrevivência. De uma primitiva religiosidade para com o deus ecológico, migrou sua mística para crenças antropocêntricas. Nessa jornada antagônica, fez tudo para vencer sua mãe Natureza, esquecendo que ele próprio é parte e dependente dela.  

   Com isso, adorando um deus feito à sua imagem e semelhança, perdeu o sentido da vida que o instinto lhe oferecia e foi cavando cada vez mais o seu próprio túmulo como espécie. Pior: em ações absolutamente irracionais, calcadas em visões abstratas e degeneradas, vai levando à extinção seus irmãos da flora e fauna.

   Somente para abordar um único aspecto dessa humanidade rebelde e ególatra, enfocamos o absurdo de sua luta: a preservação da vida pessoal, levando ao paroxismo o instinto de preservação da vida por ações autônomas vindas de sua limitada sabedoria. Não satisfeita com o domínio já conquistado, tenta impedir o roteiro natural da morte.

  O homem é o único animal que não tem predador em seu reino biológico. Já obstruiu e eliminou as ações danosas de diversos agentes do micro mundo. A criança, no dia mesmo em que nasce, já é imunizada contra o ataque de bactérias e vírus. O calendário de vacinações é extenso. Começa com a BCG e hepatite B, segue com a DTP e Nib, poliomielite, rotavírus, febre amarela, tríplice viral, influenza, pneumocócica. Isso até os cinco anos. Daí em diante, há outras segundo a idade, como as antitetânicas e hidrofóbicas, até preservar os idosos contra os ataques de vírus sazonais. E sempre estão surgindo novas vacinas. Tudo pode, não pode é o indivíduo fenecer.  

   No nascimento do ser humano, o projeto natural já traz em seu código genético a sentença de fechamento do ciclo existencial. E a tecnologia médica luta contra isso, num esforço rebelde de contrariar o desejo prescrito pela Vontade transcendental.    

   Nos países mais desenvolvidos, nos anos 1900, a expectativa de vida em média era de 40 anos. Hoje, informam as estatísticas que podemos atingir a média de 70 anos; quase o dobro. Para quê?  Para desequilibrar a harmonia vivencial implantada pela sábia Natureza. A função normal de vida é gerar e criar os filhos no tempo suficiente. Depois, é voltar ao seio energético de onde viemos, dando a outros viventes a oportunidade de cumprir suas jornadas.

   Essas considerações nos ocorrem ante a verificação de que a população, mercê dos fatores citados, alcança o total nominal de 6,7 bilhões, correspondendo potencialmente a 670 bilhões por suas ações multiplicadoras. E num momento em que o ambiente já dá seus sinais de esgotamento ou desequilíbrio ambiental.

  Somos inconseqüentes quando buscamos a imortalidade pessoal. Ela já é exercida naturalmente por meio da procriação que segue um programa lógico: morrer para dar lugar ao que nasce. Isso é o que deveria ser incorporado à sapiência humana. Esse aspecto representa uma situação benéfica para a harmonia do meio ambiente.

   Em que se constitui o meio ambiente? É uma malha em que os elos são interdependentes. Cada espécie viva é um elo desse conjunto. Corolário: cada elo constrói e harmoniza o meio ambiente. Destruindo-se essa ligação, estamos enfraquecendo e destruindo aquele todo, onde ele próprio se nutre e assegura recursos básicos para a existência de sua prole. O homo sapiens extingue 2,3 espécies de seres de nossa flora e fauna a cada hora. É fácil enxergar que chegará a um ponto em que somente ele restará sobre a terra. Teoricamente, claro, porque muito antes disso, o caos do desequilíbrio vivencial se instalará no planeta.

   Alcançar a imortalidade! Que objetivo mais inglório e estúpido! Essa afronta à razão e à Natureza ficará sem castigo? Devemos nos conscientizar de que a morte é uma necessidade após o cumprimento dos desígnios naturais. Precisamos entender que somos uma excepcional ferramenta de manutenção da vida e que a Natureza nos protege de todas as formas até o momento em que passamos a ser dispensáveis, prejudiciais, entulhos, lixo.

     E nessa ação antecipatória, a Natureza é sábia e amiga. Dá-nos o envelhecimento, que é um suave preparo, um aviso, um desamor e renúncia a bens materiais, a sabedoria. E, no ato final da transição, suaviza nossa mente com o estado de coma no processo natural, ou apaga da memória o tempo decorrido na ocasião de acidentes. Suave é a morte, mesmo quando ocorre em circunstâncias violentas. Só é dolorosa quando contrariada pelos artifícios médicos destinados a prolongar a vida vegetativa, atos inteiramente irracionais.   

    

 

 

 

 

 

É legal deixar os altos escalões do governo e “vender” informações privilegiadas?

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José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil: mesmo fora do governo, ele vende informações privilegiadas e se firma como "o maior lobista do país", segundo avaliação da revista "Veja". Suas armas: telefones com linhas diretas para a Presidência, trânsito livre e tráfico de influência.

  

Não, não é so ele: FHC, Collor, ex-ministros, ex-presidentes do Banco Central, presidentes/diretores de estatais e vários outros dos que ocuparam cargos nos altos escalões do Governo também fizeram isso. No Brasil, o prazo de quarentena estabelecido pela  lei que regula o impedimento do uso de informações privilegiadas por ex-ocupantes de cargos do alto escalão governamental é ridículo (4 meses), diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e Europa, onde esse prazo varia de um ano (Itália) a 5 anos(França). Mas [...] Continue lendo…

Linguagem do sistema em que vivemos

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Eu sou bancário. Eu sou motorista. Eu sou balconista. Eu sou jornalista. Eu sou estoquista. Eu sou comerciante. Eu sou industrial. Eu sou…. e assim por diante.
Todos estão integrados a um sistema social que, atualmente, é o econômico. Sem perceberem, estão condicionados à linguagem comportamental vigente. Tal como nos comunicamos pela linguagem oral materna. Sem examinarem a questão a fundo, raciocinam, agem, e vivem ao compasso desse sistema. É como se houvesse uma linguagem social sedimentada desde o nascimento. É a linguagem cultural, que guia nossos passos, comanda nossas aspirações, marca o ritmo social. São essas condicionantes que constroem as leis e dizem o que é normal ou marginal. A preservação dos recursos naturais não consta do rol de [...] Continue lendo…

O problema da Terra

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Damos a seguir divulgação de importante artigo do geógrafo Ricardo Honório, publicado pelo Correio Braziliense e republicado por EcoDebate em 9.1.10. 
A ciência nos ensina que a Terra precisou de alguns bilhões de anos até que fosse possível a existência de vida em sua superfície. Apesar de todo esse tempo, as primeiras espécies mais vegetavam que viviam. Eram mônadas, celenterados e espécies afins que serviam, ao que parece, de cobaias que testavam, para Alguém, a viabilidade da existência de vida no orbe recém-criado.
Com o passar do tempo, o planeta se resfriou e criou as condições para o recebimento de espécies mais complexas. Vieram os grandes animais aquáticos, os anfíbios, até que o orbe se tornou habitável. Quando tudo pareceu pronto, [...] Continue lendo…

Regimentos internos do Senado e da Câmara, um entrave para a moralização do Congresso.

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Infelizmente, não cabe num curto espaço de um "post" de blog, explicar as normas que regem o funcionamento do Congresso Nacional e do processo legislativo brasileiro, em nível federal. Isto exigiria um ensaio profundo, realizado por juristas especializados e "cientistas políticos" e que fossem, ao mesmo tempo, apartidários e interessados somente em esclarecer os meandros do assunto para todos que quisessem compreender, não só como funciona, mas como se fazem  as "negociações" nos bastidores das duas Casas do Congresso, antes ou durante as votações que irão transformar um projeto em lei. Mas alguém, independentemente de ter ou não autoridade no assunto e de ser ou não especialista, precisa e tem o direito de emitir a sua opinião pessoal, esteja [...] Continue lendo…

A ilusão de 2010

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Já estamos em 2010.  Parece que houve uma mudança, uma alteração de rumo. Mas é apenas ilusão. Soltaram foguetes, gastaram-se milhões com festas, consumos, bebidas e comemorações. Não atino com o festejar dessa data.  Ainda estou com a cabeça balançando com a constatação de que a folhinha marca 2010. E esse balançar me leva a deixar solto o pensamento. Deixo-o navegar sem rumo, tocado pela brisa da liberdade, fornecendo-lhe apenas as energias da vitalidade. I
Imagino que morri em 2009, exatamente como ocorreu no mundo com tantas pessoas que viajaram para a eternidade. Nessa condição,  meu espírito observador fica pairando por mais algum tempo nesse planeta, naturalmente por atavismo da vivência. E vou percorrendo as ruas, as casas, visitando amigos [...] Continue lendo…

Padres cantores: a moda pegou e eles e as gravadoras começam a faturar alto

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Pois é, vejam o que a mídia (principalmente da Globo) faz… Aproveitando a nova onda dos padres cantores e de cantores gospels, criam-se ídolos da noite para o dia, em nome da religião, e depois fatura-se alto com eles. Bom negócio para contratantes e contratados. Todos ganham, desde que quem não ganha (o público religioso e demais simpatizantes) compareçam em massa. E este padre mineirinho aí do lado, um dos nomes fortes da Gravadora Som Livre, das Organizações Globo, tem tudo para crescer. Verdade seja dita: canta e fotografa bem, é educado e de fala mansa e, acima de tudo, o mais importante - é "padre" e muito bem promovido . Tanto é verdade, que o seu último cachê [...] Continue lendo…

Espécies ameaçadas de extinção

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O Ministério do Meio Ambiente, pelo Ibama, ainda no tempo da ministra Marina Silva e depois de exaustivos estudos e pesquisas, apurou que 1.472 espécies vivas da flora e da fauna no Brasil estão ameaçadas de extinção. No entanto, foi oficialmente divulgado que o número era de apenas 472 espécies. Esse informe falso foi proveniente de pressão da presidência, alegando que aquele número iria refletir negativamente para o Brasil nos órgãos internacionais.  
Mas essa tragédia não se restringe apenas às nossas fronteiras. O número de espécies ameaçadas de extinção no planeta é realmente ignorado. Conhece-se, no entanto, que as já extintas, só no mês de janeiro de 2010, foram de 1.600. O mundo todo – cantinho por cantinho, na [...] Continue lendo…

Amostras de hoje indicam o futuro

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As recentes tragédias em Angra dos Reis e Haiti são apenas exemplos episódicos da evidência de que o rumo desta civilização é equivocado. Indica também a força orquestrada da mídia em geral. Outras ocorrências naturais em locais diferentes, com conseqüências e significados importantes, passam sem que o mundo tome conhecimento pelo simples fato de que, no critério da mídia, é melhor ignorá-los. No Haiti mesmo temos a prova disso. Se o epicentro do tremor ocorreu a 15 km de Porto Príncipe, é claro que houve grande devastação no círculo territorial que abrange essa distância. No entanto, só cuidam da tragédia da capital; as desgraças das cidades das cercanias são ignoradas.  
Em Angra, fica escancarada a reação natural à ocupação [...] Continue lendo…

Ação e reação

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  Esse é o ponto mais importante no momento para um perfeito entendimento do grave problema do meio ambiente. Referimo-nos ao interregno entre a ação e a reação. É lei básica, natural, de que à ação corresponde uma reação de força igual e em sentido contrário. Essa reação natural sempre se manifesta, mas o espaço de tempo entre a causa e o efeito varia muito segundo as circunstâncias. O não entendimento dessa correlação leva-nos a ignorar o maior perigo que já surgiu para a biodiversidade do planeta: o desequilíbrio definitivo das condições ambientais, cuja estabilidade e permanência são fundamentais para o ato de viver.
  O que leva muitas pessoas a não enxergar essa hecatombe é justamente o grande tempo [...] Continue lendo…

Aumento nas vendas de carros, nada o que comemorar

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A recente notícia da explosão de venda de carros foi comemorada pela indústria, que viu serem vendidos mais de 50% a mais de automóveis em dezembro do ano passado do que no mesmo mês de 2008, e 16,5% de diferença positiva entre dois meses consecutivos*. Entretanto, se olharmos por um ponto de vista racional, isso é motivo de lamento, não de festejo. Vários motivos nos levam a achar ruim, não bom, que os carros novos tenham invadido as ruas – causas ambientais e urbanas.

Em termos de meio ambiente, o que acharemos de quase 300 mil carros a mais, em apenas um mês, rodando nas nossas ruas, avenidas e estradas? São um pesadelo ecológico, com a piora do efeito-estufa, da [...] Continue lendo…

Judas e os trinta dinheiros

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   Entendemos que o episódio de Judas e os trinta dinheiros, que mudou completamente o rumo de uma história, sem querermos abordar o assunto como histórico ou religioso, foi a citação de uma ação emblemática e consistente na vivência social.  A compra de um beijo indicativo com 30 dinheiros, tem em seu significado a afirmação de uma verdade que vale e instrumentaliza a sociedade até hoje.
   Sempre foi assim. Aquele que tem muito dinheiro, vale não pela soma de seus bens sonantes em si, mas pelo poder de comprar consciências. Quantos miseráveis se vendem por apenas 500 reais? Vemos, no cotidianos de nosso âmbito, que é fácil achar pessoas que se dispõem a matar alguém que não conhecem [...] Continue lendo…

Em defesa da corrupção

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Estamos vendo o grande espetáculo de corrupção relativo ao Distrito Federal. Antes, houve divulgação do mesmo fenômeno nos Estados de Minas Gerais, Rondônia, Rio de Janeiro, Maranhão, e outros, mas a mídia se encarregou de esquecer esses acontecimentos, pois os do Distrito Federal implicam projeções federais, enquanto aqueles se comportavam na esfera estadual, com eventuais ligações centralizadas em Brasília. Interessante! O escândalo maior abafa ou engole o menor. Não ignoramos os filhotes de corrupção esparramados nas áreas municipais, verdadeiros cursos primários dos iniciantes na difícil carreira política. Mas um rumo é sempre certo, a impunidade. Afinal, não se punem “anjos”.
Mas o Brasil é muito grande. Há sistemas corruptíveis para todos os gostos. Há corrupção na esfera judiciária, legislativa, [...] Continue lendo…

O mito do progresso

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Homenageando Gilberto Dupas, uma das mais brilhantes inteligências brasileiras, reproduzimos seu excelente texto abaixo que, no nosso entender, constitui uma visão perfeita da civilização em que vivemos. Chama-nos a atenção o fato de que o convite a desafio já foi atendido pelo nosso livro “Agora ou Nunca Mais”, onde perfilamos a destruição dos deuses econômicos que sustentam a atual civilização, por meio de um governo global,  e um simples retorno à vida natural.  
O autor, Gilberto Dupas, falecido em fevereiro deste ano, era presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI) e coordenador-geral do Grupo de Conjuntura Internacional da USP.
Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com
                                    Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/
 

"Convido o leitor a enfrentar um imenso desafio: tentar desconstruir o [...] Continue lendo…

Natal

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por Rubem Alves
Fonte: Fábio Oliveira – fabioxoliveira2007@gmail.com
                                  Fabioxoliveira.blog.uol.com.br/
 "(…) Natal me deixa triste. Porque, por mais que o procure, não o encontro. Natal é uma celebração. As celebrações acontecem para trazer do esquecimento uma coisa querida que aconteceu no passado. A celebração deve ser semelhante à coisa celebrada. Não posso celebrar a vida de Gandhi com um churrasco. Ele era vegetariano, amava os animais. Uma celebração de Gandhi teria de ser feita com verduras, água, leite e um falar baixo. Mais a leitura de alguns textos que ele deixou escritos. Assim Gandhi se tornaria um dos hóspedes da celebração.
 Agora, um visitante de outro planeta que nada soubesse das nossas tradições, se ele comparecesse às festas de Natal, sem que [...] Continue lendo…


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